Anderson Moço. Colaborou Thais Gurgel
Paulo Vitale. Clique para ampliar
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As estratégias usadas atualmente por grande parte dos professores para lidar com a indisciplina têm sido desastrosas e estão na contramão do que os especialistas apontam ser o mais adequado. O teste ao lado é uma forma de mostrar que é preciso rever conceitos. Não se assuste se você pensou que alguns dos itens estivessem corretos - a maioria dos docentes brasileiros tende a concordar com eles. Pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas.
Se a repreensão funcionasse, a indisciplina não seria apontada como o aspecto da Educação com o qual é mais difícil lidar em sala de aula, como mostrou outra pesquisa, da Fundação SM, feita em 2007 com 3,5 mil docentes de todo o país. Até mesmo os alunos acreditam que o problema vem crescendo. Em investigação feita em 2006 por Isabel Leme, da Universidade de São Paulo (USP), com 4 mil estudantes das redes pública e privada de São Paulo, mais de 50% deles afirmaram que os conflitos aumentaram mesmo nas escolas que estão cada vez mais rígidas. "O problema é que as intervenções são muito pontuais e imediatistas. O resultado é uma piora nas relações entre alunos e professores e, consequentemente, no comportamento da turma", acredita Adriana de Melo Ramos, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem), da Unesp, campus de Rio Claro.
Nesta reportagem, apresentamos sete soluções para você encaminhar o problema. Não se trata de um manual de instruções. As questões ligadas à indisciplina são da natureza humana. Portanto, complexas e incertas. Esse é um ponto de partida para quem convive com o problema. Para se sair bem, é preciso estudar muito e sempre revisitar o tema. Veja também um projeto institucional para a formação da equipe.

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Cleci Maria Marchioro - Postado em 06/11/2011 12:34:36
Muito bom achei muito coerente as reportagens e as interações que foram propostas. Também trabalho com este tema nas escolas, onde através do Programa jovem de voluntariado conseguimos cooperar com a escola com redefinições de aspectos de moral e ética, atuando também no assessoramento á gestão escolar, agradeço, Cleci Marchioro, Porto Alegre
gilson da silva - Postado em 09/05/2011 12:58:03
São variaveis que devem ,serem apuradas com a participação de todos da Escola, e deixar sempre muito claro para oaluno e se necessário para os pais ou responsavéis do aluno. Na Escola Estadual José Firpo- Lucélia onde desenvolvo o trabalho de professor mediador, existe por série uma pasta disciplinar, que todos tem acesso para registrar fatos,as ocorrências, de quantos alunos houver necessidade , e a apartir dai professor,inspetor, coordenador, mediador, direção, toma providências junto a familia, assim que necessário. A partir da quantidade de registro por série, ou quantidade de resultados ou quantidades de sucessos, equilibramos a indisciplina, através de estudos. Tem nos ajudado muito e o resultado tem sido significativo. Espero que o comentário tenha informação para reflexão.
anete alves costa - Postado em 12/04/2011 21:08:34
A indisciplina é um problema que precisa primeiramente ser compreendido, depois apreendido, e por fim, resolvido. O que quero dizer com isso é que nós profissionais da educação somos os ¿doutores das palavras¿. Temos no nosso planejamento a práxis didática do ouvir o aluno indisciplinado? Ouvir o aluno vai além de escutar, é ler seu comportamento nas entrelinhas. Acredito que na maioria das vezes, a indisciplina é uma forma racional que a criança encontra para dizer que não está interagindo com algo ou com alguém, ou que não está satisfeita, ou não qualquer outra coisa que queira transmitir, mas não tem maturidade suficiente para se comunicar como faz o adulto. O que nós adultos fazemos quando estamos numa palestra estressante? Levantamos e saímos... ou nos submetemos por razões que são significantes. O que um aluno faz quando está numa aula em que ele não consegue compreender o que precisa aprender? É claro que, como falei, precisa antes ser identificado se é apenas por dificuldade de expor de forma sensata seus anseios ou se há algo mais complexo, que requeira o olhar de um profissional específico.