Edição 226 | Outubro 2009
Anderson Moço. Colaborou Thais Gurgel
Paulo Vitale. Clique para ampliar
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As estratégias usadas atualmente por grande parte dos professores para lidar com a indisciplina têm sido desastrosas e estão na contramão do que os especialistas apontam ser o mais adequado. O teste ao lado é uma forma de mostrar que é preciso rever conceitos. Não se assuste se você pensou que alguns dos itens estivessem corretos - a maioria dos docentes brasileiros tende a concordar com eles. Pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas.
Se a repreensão funcionasse, a indisciplina não seria apontada como o aspecto da Educação com o qual é mais difícil lidar em sala de aula, como mostrou outra pesquisa, da Fundação SM, feita em 2007 com 3,5 mil docentes de todo o país. Até mesmo os alunos acreditam que o problema vem crescendo. Em investigação feita em 2006 por Isabel Leme, da Universidade de São Paulo (USP), com 4 mil estudantes das redes pública e privada de São Paulo, mais de 50% deles afirmaram que os conflitos aumentaram mesmo nas escolas que estão cada vez mais rígidas. "O problema é que as intervenções são muito pontuais e imediatistas. O resultado é uma piora nas relações entre alunos e professores e, consequentemente, no comportamento da turma", acredita Adriana de Melo Ramos, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem), da Unesp, campus de Rio Claro.
Nesta reportagem, apresentamos sete soluções para você encaminhar o problema. Não se trata de um manual de instruções. As questões ligadas à indisciplina são da natureza humana. Portanto, complexas e incertas. Esse é um ponto de partida para quem convive com o problema. Para se sair bem, é preciso estudar muito e sempre revisitar o tema. Veja também um projeto institucional para a formação da equipe.

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Sheila Vieira Nanes dos Santos - Postado em 03/02/2010 12:17:54
Bastante significativa a reportagem, para não dizer SUBJETIVA ao extremo! Eu acho engraçado quando me deparo com situações bem parecidas com essas, me dá uma louca vontade de rir! Porque de 'teorias' eu já estou saturada, passei minha graduação inteira embasando-me em teorias, teorias e mais teorias. Mas a prática está em um nível bastante distinto da teoria, é fácil falar? é sim , vocês meus caros pesquisadores não estão lá na labuta diária, no convívio rotineiro. Ou não sabem que professor além de 'professor' tem que ser médico, dentista, psicológo, conselheiro entre outros que aqui não caberiam?! Faço minhas as palavras dos caros colegas que também discordam de todas essas PRÁTICAS EFICAZES (de insucesso só se for)! É de fato relevante que se mude a prática de ensino, mas não queiram nos culpar apenas. Existe um sistema capitalista "nojento", me perdoem essa linguagem chula, é que eu não aguento tanta opressão em cima de nós professores que não podemos nem falar em um oitavo a mais que nosso alunado, se não seremos condenados ao caos eterno de piores professores. Esse capitalismo oprime uns, e eleva outros, nós professores estamos no rol da opressão. A indisciplina NUNCA, e eu digo nunca com muita veemencia, será resolvida dessa maneira. E se a aula é desmotivante, vocês pesquisadores acham que tem o quê de MOTIVANTE para nós? Salário? (rsrsrsrsrs) Nem recursos na escola nós temos. E querida Telma não coloque a culpa na desmotivação (em relação a aula) de seu filho, coloque a culpa na mal-educação de seu filho, na falta de respeito para com o educador! Porue como disse o caro colega Ricardo ESCOLA não é shopping center! E então pesquisadores antes de vocês começaram suas LINDAS E EFICAZES pesquisas passem pelo menos uma semana em uma sala de aula, que com certeza terão um nova visão. É bom também que os pais se conscientizem que ESCOLA e FAMíLIA devem andar de mão dadas.
Carmem Morgana Nogueira Ferreira - Postado em 25/01/2010 13:00:41
Eu concordo plenamente com os comentário abaixo. Falar é muito fácil, porém quando se está realmente de fato com os alunos, em escolas de periferias, é que se vê a realidade. Ano passado ensinei em uma escola de periferia e tentei todas essas benditas 'fórmula mágicas' de como se resolver a indisciplina em sala de aula. PERCA DE TEMPO, pois nada deu certo. Eles zombam da sua cara, e você acaba passando a imagem do professor "bonzinho", onde eles podem fazer tudo, e nada será feito. O que está acontecendo como já foi citado anteriormente é a responsabilidade que é dada aos professores, como se a tarefa de educar fosse única e exclusivamente sua, e não da família. Convido aos caros psicólogos, pedagogos para ir para a sala de aula, sentir a realidade na pele, e aí sim escrever receitas que de fato funcionem na vida real. Amo ser professora, mas enquanto a sociedade estiver com esse pensamento invertido, onde tudo é culpa do professor, a educação não irá melhorar.
Ricardo Thomazine - Postado em 22/01/2010 19:48:02
Concordo com os comentarios anteriores. A maioria desses teoricos, psicologos, moderninhos ou pseudo moderninhos, devem ser pais permissivos, que geram filhos mal-educados e colocam a culpa da indisciplina nos professores e nas aulas desinteressantes. Sera que os alunos e os pais sabem que escola nao e shoping-center, nao e cinema. nao e estadio de futebol? Quem foi que disse que escola tem que ser divertida?