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Como planejar o trabalho de campo em Geografia

Excursão, estudo do meio ou turismo educativo? O tipo mais adequado de visita depende da faixa etária da turma e dos objetivos de aprendizagem da atividade

Bianca Bibiano

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Relacionar os temas estudados em sala com o que ocorre fora dela é algo que deve estar no radar de todos os professores. Entre as formas de realizar essa tarefa, uma das mais consagradas é o trabalho de campo, presente em disciplinas como Ciências, História e Geografia. No caso dessa última, uma das intenções principais é levar a turma a compreender a paisagem cultural (a união de elementos naturais e construídos pelo homem em determinado espaço), entendendo as relações biológicas, sociais e econômicas que a estruturam.

Para chegar lá, organizar a visita é apenas um dos passos. Tudo começa com uma reflexão sobre o objetivo: você quer que os alunos conheçam na prática o que está no livro? Que reflitam sobre a vida em um local específico? Ou que comparem o que virem com sua realidade? Da resposta a essa pergunta, nascerão pistas para definir o tipo de trabalho mais adequado: excursão, estudo do meio ou turismo educativo (conheça cada uma delas nas próximas páginas). "É preciso considerar também a maturidade da turma, pois algumas alternativas exigem conhecimentos que os menores podem ainda não ter, como a linguagem cartográfica", explica Christian Monteiro de Oliveira, coordenador do curso de Geografia na Universidade Federal do Ceará (UFC).

O que não varia muito são as etapas de planejamento. A primeira é a organização da saída, que precisa de uma sondagem prévia do local para relacioná-lo ao tema abordado em aula. Em seguida, é hora de ajudar a preparar o caderno de campo (instrumento de registro que servirá de apoio na pesquisa), promovendo a aprendizagem das técnicas (entrevistas, fotografias etc.), discutindo qual a mais adequada ao desafio e o nível de complexidade (no caso de uma entrevista, deve-se decidir quais perguntas não podem ficar de fora e se o depoimento será anotado ou gravado).

Durante a visita, seu papel é auxiliar os alunos para que não percam o foco, direcionando a atenção aos aspectos essenciais ao trabalho. E, no retorno à classe, reserve momentos para que a garotada troque relatos e, principalmente, identifique o que ainda precisa de mais pesquisa para ser esclarecido.

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=== PARTE 3 ====
=== PARTE 4 ====

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sandra regina de souza - Postado em 23/09/2010 11:00:30

Caros, muito interessante a matéria, principalmente pela forma com categoriza os três tipos de estudo de campo. Sou psicóloga, pós graduada em psicopedagoga, trabalho como educadora em uma instituição de ensino de BH, e sou assessora pedagógica na quiron turismo educacional de BH www.quironbhturismo.tur.br. Recentemente escrevi um artigo sobre um tema semelhante, que foi utilizado para o treinamento de nossa equipe de guias e educadores. Tal artigo, buscava, contudo, abordar as várias possibilidades de uma viagem sob uma perspectiva pedagógica mais ampla, e não apenas a partir do olhar de uma disciplina. Tal esforço, parte do entendimento de que a viagem de estudo, excursão ou turismo educacional, como foram mencionados na matéria, têm como objetivo principal, colocar o aluno em contato com a realidade, que não é fragmentada, em contraponto à fragmentação do saber, várias disciplinas. Tal artigo utiliza como pano de fundo, as idéias de Edgar Morin e de Paulo Freire. Caso tenham interesse é só entrar no site e buscar os contatos: www.quironbhturismo.tur.br Obrigada, e mais uma vez parabéns pela matéria. Sandra Souza

Publicado em NOVA ESCOLAEdição 235, Setembro 2010, com o título Vamos a campo!
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