
Melancolia - De Lars von Trier. 2011 (Califórnia).
Com Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg. O dinamarquês Lars von Trier volta ao seu território habitual, dissecando os alicerces de uma família. No centro da história está a relação difícil de duas irmãs, a emocional Justine (Kirsten Dunst, prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes deste ano) e a racional Claire (Charlotte Gainsbourg) - que não tardarão a trocar de papéis, em plena festa de casamento da primeira, à medida que se torna claro que nada restará na Terra depois do choque contra o planeta Melancolia.

Um sonho de amor - De Luca Guadagnino. 2009 (Paris).
Com Tilda Swinton, Alba Rohrwacher. Indicado ao Oscar de figurino, o drama revela a impressionante segurança do diretor italiano Luca Guadagnino (de 100 Escovadas Antes de Dormir, 2005), amparado numa trama familiar que homenageia Luchino Visconti, inclusive por se ambientar em Milão, terra natal do diretor de O Leopardo (1963). Nada melhor, porém, do que a magnética atriz londrina Tilda Swinton no papel da matriarca Emma Recchi, que tudo arrisca na paixão por um jovem amigo de seu filho caçula.

A árvore da vida
De Terrence Malick. 2011 (Imagem). Com Sean Penn, Brad Pitt. A Palma de Ouro obtida no Festival de Cannes neste ano não impediu que o trabalho do bissexto diretor norte-americano dividisse as opiniões. Há quem ame e quem deteste este longa, que se apóia numa narrativa nada linear para navegar nas memórias familiares de Jack, imbuídas da extrema divisão de valores incutidos por uma mãe mais espiritual e um pai violento e pragmático. De quebra, em belas imagens, o cineasta insere uma discussão sobre a origem da vida e a existência de Deus

Jaen de Florette/ A vingaça de Manon
De Claude Berri. 1986 (Versátil). Com Gérard Depardieu, Yves Montand. Baseado na obra do escritor Marcel Pagnol, o diretor Claude Berri desdobrou em dois filmes um drama de fortes tintas sociais. Jean de Florette introduz a história de Jean, homem da cidade que herda uma propriedade na Provença. Muda-se para lá com a família, dedicando-se à agricultura. Ele se arruína porque os vizinhos bloquearam a nascente oculta nas terras dele. Anos mais tarde, sua filha dá o troco em A Vingança de Manon.

O mágico
De Sylvain Chomet. 2010 (PlayArte). Partindo de um roteiro do diretor francês Jacques Tati (1907-1982), o cineasta também francês Sylvain Chomet criou uma animação que colecionou prêmios e foi indicado ao Oscar de 2011. Diretor de As Bicicletas de Belleville (2003), Chomet permitiu-se mudanças na história original, transferindo o cenário de Praga para Paris, Londres e Edimburgo. É por essas cidades que viaja o protagonista, um mágico desastrado, calcado na imagem e semelhança do Tati da vida real, acompanhado por um coelho mal-humorado.

Um caminho para dois
De Stanley Donen. 1967 (Versátil). Com Audrey Hepburn, Albert Finney. Diretor do clássico Cantando na Chuva (1952), Stanley Donen eleva o patamar das histórias românticas nessa crônica múltipla de um amor, cujo roteiro original, do norte-americano Frederic Raphael, foi indicado ao Oscar. Mark (Albert Finney) se apaixona por Joanna (Audrey Hepburn), integrante de um coro feminino em viagem pela Europa. Indo e vindo nessa narrativa de mais de uma década da vida a dois, o filme detalha essa atração e alguns percalços.

O vencedor
De David O. Russell. 2010 (Imagem). Mark Wahlberg, Christian Bale, Melissa Leo, Amy Adams. Os atores Christian Bale e Melissa Leo levaram merecidos Oscar de coadjuvantes nesse saga familiar, baseada em personagens reais. Micky (Mark Wahlberg) é o irmão caçula de um clã irlandês, em que um irmão mais velho, Dicky (Christian Bale), já brilhou nos ringues, mas queimou sua chance de um grande título. Com o peso da expectativa e a marcação da mãe (Melissa Leo), Micky oscila, mas ganha força com uma namorada valente (Amy Adams).

London River - Destinos Cruzados
De Rachid Bouchareb. 2009 (Califórnia). Com Brenda Blethyn, Sotigui Kouyaté. A atriz inglesa Brenda Blethyn e o ator malinês Sotigui Kouyaté formam a dupla improvável que se encontra na Londres de 2005, abalada pelos atentados terroristas. De culturas diferentes, eles têm em comum o desaparecimento de seus respectivos filhos. O diretor francês é um exímio intérprete de assuntos polêmicos, como visto no seu recente drama Fora da Lei (2010), em que aborda questões da comunidade argelina na França.

Minha terra, África
De Claire Denis. 2009 (Imovision).Com Isabelle Huppert, Christopher Lambert. Os efeitos do colonialismo em um país africano são o pano de fundo desse drama denso, em que a diretora francesa Claire Denis coloca em primeiro plano seu conhecimento direto da África, onde passou parte de sua adolescência. A também francesa Isabelle Huppert está à vontade na pele da protagonista, Maria Vidal, a administradora de uma fazenda pertencente a uma família europeia que é confrontada pelas ameaças crescentes de uma guerra civil.

Whity
De Rainer Werner Fassbinder. 1971 (Lume). Com Günther Kaufmann, Hanna Schygulla. Filme menos conhecido do celebrado diretor alemão, cujo nome é mais associado à minissérie Berlim Alexanderplatz (1980) e a dramas como O Casamento de Maria Braun (1979). Nesa obra, ambientada nos EUA, em 1878, ele subverte o clima de faroeste para retratar o clã disfuncional dos Nicholson. O protagonista é seu mordomo, o mulato conhecido como Whity (Günter Kaufmann). Tentando cumprir todas as ordens, ele se vê diante de uma escolha criminosa.

A vida durante a guerra
De Todd Solondz. 2009 (Imagem). Com Dylan Riley Snyder, Shirley Henderson. Um dos nomes consagrados do circuito independente dos EUA, o diretor Todd Solondz retorna ao melhor de seu estilo, revisitando personagens do premiado Felicidade (1998). O protagonista é um menino de 11 anos, Timmy (Dylan Riley Snyder), que se mostra sempre capaz de fazer as perguntas mais inquietantes. Questões como pedofilia, terrorismo e paranoia emergem do relacionamento dos personagens, seguindo uma sagaz construção dramatúrgica.

Vincere
De Marco Bellocchio. 2009 (Imovision). Com Giovanna Mezzogiorno, Filippo Timi. Remanescente de uma das mais brilhantes gerações do cinema italiano, ao lado de Federico Fellini e Ettore Scola, Marco Bellocchio retorna à política, tema que abordou no premiado filme Bom Dia, Noite (2003). Mergulha no passado e na figura carismática de um Benito Mussollini ainda jovem. O enredo procura as pistas de Ida Dalser, amante e mãe de um filho do futuro ditador, que, por sua recusa em permanecer na sombra, foi condenada a desaparecer da história oficial

Salmo vermelho
De Miklós Jancsó. 1972 (Lume). Com József Madaras, Tibor Orbán. Ganhador do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes de 1972, o filme do diretor húngaro impressiona pela maestria visual, pelo vulto da produção (que se valeu do trabalho de cerca de 1,5 mil atores) e um peculiar uso da música para definir os personagens dessa curiosa parábola política, ambientada em 1890. O enredo gira em torno dos diversos momentos de uma revolta camponesa, desvelando, pouco a pouco, o funcionamento dos mecanismos do poder e da opressão.

Os primos
De Claude Chabrol. 1959 (Lume). Com Gérard Blain, Jean-Claude Brialy. O segundo filme do diretor francês - falecido no ano passado - é um dos mais típicos representantes da renovação introduzida pela Nouvelle Vague no cinema francês. A história de dois primos, o interiorano Charles e o descolado parisiense Paul, transforma-se num retrato de geração ao traduzir os sentimentos conflitantes dos dois. A inocência de Charles, confrontada com a displicência de Paul, sustenta a tensão dramática, contando com o cinismo de Chabrol na condução da trama.

Biutiful
De Alejandro González Iñárritu. 2010. (Paris). Com Javier Bardem, Maricel Álvarez. O ator espanhol Javier Bardem cravou a sua terceira indicação ao Oscar pela interpretação de Uxbal, um agenciador de imigrantes clandestinos em Barcelona, atormentado por problemas de saúde e conflitos familiares. Quem equilibra essa mistura, plena de sentimentos e profundamente enraizada na realidade contemporânea, é o diretor e roteirista mexicano Alejandro Iñárritu, em seu primeiro filme sem o parceiro habitual, o conterrâneo Guillermo Arriaga (Babel, 2006).

Reencontrando a Felicidade
De John Cameron Mitchell. 2010 (Paris). Com Nicole Kidman, Aaron Eckhart. Este drama familiar rendeu à norte-americana Nicole Kidman sua terceira indicação ao Oscar de melhor atriz (já vencedora do prêmio em 2002 por As Horas). Com notável sobriedade, ela interpreta Becca, cuja vida mergulhou num profundo impasse depois da morte do filho pequeno por um descuido, pelo qual ela e o marido sentem-se culpados. A originalidade da história está nos desdobramentos do inusitado relacionamento entre Becca e o rapaz envolvido no acidente com seu filho.

A Rainha Margot
De Patrice Chéreau. 1994 (Versátil). Com Isabelle Adjani, Daniel Auteuil. Ator e diretor tão bem-sucedido no teatro quanto no cinema, o francês Patrice Chéreau imprime energia única neste vibrante drama histórico, baseado no livro de Alexandre Dumas e vencedor dos prêmios do júri e de melhor atriz em Cannes. Nesta versão do diretor, em DVD duplo com 11 minutos a mais do que a original, ressurge a potência do drama da princesa Margot. Irmã do rei católico Carlos IX, ela é forçada a um casamento de conveniência com o nobre protestante Henrique de Navarra.

A minha versão do amor
De Richard J. Lewis. 2010 (Califórnia). Com Paul Giamatti, Dustin Hoffman. Paul Giamatti levou um merecido Globo de Ouro por sua interpretação de Barney Panofsky - o protagonista dúbio desta comédia dramática. Produtor de TV, boêmio e mulherengo, Barney vive o turbilhão dos anos 60 e se apaixona pela mulher de sua vida, Miriam, bem no dia em que se casa com outra. Equilibrando ternura e humor - não raro, bem negro -, sustenta-se um filme bem agradável, valorizado com a participação de Dustin Hoffman, na pele do pai policial e cafona do protagonista.

O Concerto
De Radu Mihaileanu. 2009 (Paris). Com Aleksey Guskov, Mélanie Laurent, Dmitri Nazarov. A história reúne comédia e drama na mesma tomada para contar a aventura de um maestro russo, caído em desgraça no governo de Leonid Brezhnev. Por se recusar a demitir os músicos judeus, ele foi rebaixado a faxineiro no mesmo prédio da orquestra Bolshoi que regia antes. Um acidente do destino oferece-lhe a oportunidade de uma revanche, liderando um concerto em Paris - onde espera acertar contas de uma história sentimental, ligada a uma jovem violinista.

Poesia
De Lee Chang-dong. 2010 (Imovision). Com Jeong-hie Yun, Hira Kim, Nae-sang Ahn. Vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Cannes de 2010, o drama é um primor de delicadeza na sua narrativa. A avó Mija tenta lidar com uma realidade que lhe escapa não só pela dificuldade de enfrentar o envolvimento do neto no suicídio de uma garota, como também pelos primeiros sinais do mal de Alzheimer. Matricula-se num curso de poesia, o que a leva a uma nova percepção. Simples na superfície, a história amplia seu alcance no desempenho sutil da protagonista.

A montanha dos 7 abutres
De Billy Wilder. 1951 (Paramount). Com Kirk Douglas, Jan Sterling. Só agora lançado em DVD este que é um dos dramas mais envolventes sobre os pecados do sensacionalismo na imprensa. Chuck Tatum, um repórter demitido de um grande jornal, se frustra num pequeno emprego até o dia em que lhe cai no colo a cobertura de um acidente numa mina, onde um homem ficou preso. Colocando em primeiro plano sua agenda pessoal de vingança contra os antigos patrões, o jornalista manipula a mulher da vítima e as autoridades, preparando uma tragédia.

Bonequinha de luxo
De Blake Edwards. 1961 (Paramount). Com Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal. Audrey Hepburn, a mais pop das divas de Hollywood - e a que mais tem a dizer aos dias atuais - incorpora aqui sua personagem mais marcante, a Holly Golightly, criada por Truman Capote. Essa sonhadora, que oscila entre a ingenuidade e a amoralidade, na busca de um casamento rico entre as vitrines luxuosas de Nova York, valeu-lhe uma indicação ao Oscar. Entre os extras desta edição, making of, cópia do script, fotos e carta do diretor.

Cisne negro
De Darren Aronofsky. 2010 (Fox). Com Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel. Natalie Portman, vencedora do Oscar de melhor atriz de 2010, é a principal razão para ver este drama sobre os delírios de uma bailarina, Nina, em sua procura da perfeição. Mas não é a única. O diretor e corroteirista, Darren Aronofsky (Leão de Ouro em Veneza de 2008 com o drama O Lutador), humaniza a trajetória da personagem, contrapondo-a a uma rival, a colega Lily (Mila Kunis, indicada ao Oscar de coadjuvante). O conflito compensa os clichês do roteiro previsível.

O leopardo
De Luchino Visconti. (1963) (Versátil).Com Burt Lancaster, Claudia Cardinale. Vencedora da Palma de Ouro em Cannes, esta desconcertante adaptação do romance de Giuseppe Tomasi di Lampedusa é relançada em edição dupla, com diversos extras, numa versão remasterizada. A história mostra a passagem do poder, no século 19, das mãos da nobreza arruinada, simbolizada pelo príncipe de Salina (Burt Lancaster), para a de uma burguesia rica, ainda que sem refinamento, encarnada pelo ex-camponês Don Calogero Sedara (Paolo Stoppa).

O discurso do rei
De Tom Hooper. 2010 (Paris).Com Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush. Assentada a poeira da vitória em quatro modalidades do Oscar - melhor filme, diretor, ator (Colin Firth) e roteiro original -, o filme pode agora ser reavaliado. Ficam mais distantes as acusações de pouca fidelidade histórica e saltam à vista as maiores qualidades da produção e a fluência da narrativa. Agrada ainda mais o jogo da atuação entre o inglês Colin Firth, no papel do rei George VI, e o australiano Geoffrey Rush, no papel do seu nada ortodoxo terapeuta de fala.

Dois irmãos
De Daniel Burman. 2010 (Imovision). Com Graciela Borges e Antonio Gasalla. Contando com a entrega e o empenho de seus dois refinados protagonistas, Susana (Graciela Borges) e Marcos (Antonio Gasalla), o experiente diretor argentino constrói uma inspirada espiral de situações cômicas, baseadas no amor e ódio insuperáveis entre dois irmãos solteirões. Depois da perplexidade que enfrenta diante da morte da mãe, com quem vivia, Marcos se dispõe a ousar novos rumos. Isso incomoda Susana, acostumada a manipular o irmão em proveito próprio.

Abutres
De Pablo Trapero. 2010 (Paris). Com Ricardo Darín, Martina Gusman. Cheio de adrenalina e impressionantes acidentes de automóvel, esse drama argentino une a denúncia social ao romance desesperado. A paramédica Luján (Martina Gusman) trabalha num pronto-socorro. Ela conhece Sosa (Ricardo Darín, de O Segredo de Seus Olhos, 2009), um advogado que perdeu sua licença e agora vive de esquemas fraudulentos de seguros. Darín abandona sua imagem de galã, compondo o personagem mais ambíguo e contraditório de sua carreira.

Neste mundo e no outro
De Michael Powell e Emeric Pressburger. 1946 (Versátil).Com David Niven, Kim Hunter. Conhecidos pelo apuro visual de suas produções, os diretores britânicos superam-se nesse trabalho. Misturando romance, comédia e suspense, acompanham-se as peripécias de um piloto britânico, cujo avião é atingido na Segunda Guerra Mundial. Ele devia ter morrido, mas quando um emissário vem buscá-lo, ele se rebela e ganha a chance de brigar por sua vida num tribunal celeste. Um ponto alto está no visual do paraíso, concebido pelo desenhista de produção Alfred Junge.
Namorados para sempre - De Derek Cianfrance. 2010 (Paris).
A atriz norte-americana Michelle Williams conquistou a segunda indicação ao Oscar neste drama romântico.
As lágrimas amargas de petra von kant - De Rainer W. Fassbinder. 1972 (Cult Classic)
Este melodrama disseca a paixão da estilista Petra por uma jovem.
Um momento, uma vida - De Sydney Pollack. 1977 (Lume)
Al Pacino interpreta o corredor Bobby Deerfield e vive um romance com uma mulher misteriosa e doente.
As lágrimas amargas de petra von kant - De Rainer W. Fassbinder. 1972 (Cult Classic)
Este melodrama disseca a paixão da estilista Petra por uma jovem.
Estamos juntos - De Toni Venturi. 2011 (Imagem)
O drama do diretor paulistano Toni Venturi faz justiça ao talento da atriz Leandra Leal, como uma médica diante da própria doença.
Minhas Tardes Com Margueritte -
De Jean Becker. 2010 (Imovision). Sucesso cult nos cinemas, equilibra-se na delicada amizade entre um homem rude e uma doce velhinha.
Vips -
De Toniko Melo. 2010 (Universal). Com sua interpretação magistral, o ator Wagner Moura revela novas camadas da personalidade intrigante de um estelionatário.
Tetro -
De Francis Ford Coppola. 2009 (Imovision). O diretor de O Poderoso Chefão (1972) renova sua perícia narrativa ao contar a história de dois irmãos distantes.
Incêndios -
De Denis Villeneuve. 2010 (Imovision). A sobriedade da direção e o talento da atriz belga Lubna Azabal dão consistência ao drama canadense, indicado ao Oscar de 2011.
A Viagem -
De Michel Deville. 1980 (Lume). A condição feminina entra em foco neste delicado road movie de duas amigas de infância (Dominique Sanda e Geraldine Chaplin).
Malu de bicicleta -
De Flávio Ramos Tambellini. 2010 (Paris). Os altos e baixos do amor numa comédia romântica em que o encanto de Fernanda de Freitas supera o azedume de Marcelo Serrado.
Boneca de carne -
De Elia Kazan. 1956 (Lume). Tensão sob medida nessa história de dois rivais (Karl Malden e Eli Wallach) e uma jovem (Carroll Baker), roteirizada por Tennessee Williams.
Umberto D - De Vittorio De Sica. 1952 (Versátil). Indicado ao Oscar de roteiro (de Cesare Zavattini), traduz com maestria o drama de um aposentado (Carlo Battisti) acossado pela pobreza.
O reencontro - De Lawrence Kasdan. 1983 (Lume). Os norte-americanos Kevin Kline, Glenn Close e William Hurt estão neste que foi um dos mais emblemáticos filmes dos anos 80 sobre o amadurecimento.
Sentimento de culpa - De Nicole Holofcener. 2010 (Sony). Uma rica comerciante que quer ajudar a todos sustenta nessa trama a fina ironia sobre o politicamente correto.
Homens em fúria - De John Curran. 2010 (Swen). Os atores norte-americanos Robert De Niro e Edward Norton sustentam um duelo de interpretações impregnado de ambiguidade moral.
Wall Street - O dinheiro nunca dorme - De Oliver Stone. 2010 (Fox). Duas décadas depois do primeiro filme, aparecem os novos vilões da atualidade, no auge da crise financeira mundial.
Antes que o mundo acabe - De Ana Luiza Azevedo. 2009 (Imagem). Humor na medida certa e elenco afinado no retrato de família que marca a estreia da curta-metragista gaúcha em longa-metragem.
Cabeça a prêmio - De Marco Ricca. 2009 (Europa). O romance policial do paulista Marçal Aquino ganha uma versão à altura na tela, em que o diretor Marco Ricca extrai interpretações pulsantes de seus atores.
Pecado de carne - De Haim Tabakman. 2009 (Paris). Contando com o ótimo desempenho do ator israelense Zohar Strauss, esse drama fala sobre a intolerância numa comunidade ortodoxa de Israel.
A classe operária vai ao paraíso - De Elio Petri. 1971 (Versátil). Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, o filme tem no ator italiano Gian Maria Volonté o intérprete ideal das contradições do personagem.
O refúgio - De François Ozon. 2009 (Imovision). O diretor francês, um dos melhores da nova geração, consegue compor um retrato alternativo da família por meio de temas polêmicos, como o uso de drogas.
A Informante - De Larysa Kondracki. 2010 (Swen). A atriz inglesa Rachel Weisz estrela este drama contundente sobre a exploração feminina na Bósnia pós-guerra dos anos 90.
Caminho da Liberdade - De Peter Weir. 2010 (Califórnia). Baseado em história real, filme recupera a memória da fuga a pé de prisioneiros de uma cadeia siberiana até a Índia.
Bróder - De Jeferson de. 2009 (Sony). O diretor paulista explora a questão social e racial com um drama sólido, filmado no Capão Redondo paulistano e premiado em vários festivais.
A História de Adèle H. - De François Truffaut. 1975 (Versátil). A atriz francesa Isabelle Adjani brilha como a filha do escritor Victor Hugo, enlouquecendo por uma paixão.
Hotel Atlântico - De Suzana Amaral. 2009 (Lume). A veterana diretora paulistana atinge excelência pelo despojamento da narrativa da jornada pelo país de um ator desempregado.
Lenny - De Bob Fosse. 1974 (Versátil). A biografia recupera a trajetória do comediante Lenny Bruce (1925-1966), um rebelde que chegou a ser condenado por obscenidade em 1964.
Conduzindo Miss Daisy - De Bruce Beresford. 1989 (Versátil). Jessica Tandy e Morgan Freeman desmontam clichês sobre racismo neste filme vencedor de quatro Oscar.
Corações perdidos - De Jake Scott. 2010 (Imagem). Os atores James Gandolfini e Kirsten Stewart apostaram e venceram nesta investida por uma mudança de imagem.
Mulheres apaixonadas - De Ken Russell. 1969 (Versátil). Glenda Jackson venceu o Oscar de melhor atriz com esta versão de O Amante de Lady Chatterley, de D.H. Lawrence.
Inverno da alma - De Debra Granik. 2010 (Califórnia). A tensão criativa da história e o talento da atriz norte-americana Jennifer Lawrence transformam em programa obrigatório este drama intimista.
Baleias de agosto - De Lindsay Anderson. 1987 (Lume). O encontro luminoso entre Lillian Gish e Bette Davis, interpretando velhas irmãs viúvas testemunhando a passagem do tempo em sua casa de verão.
Tetro - De Francis Ford Coppola. 2009 (Imovision). O premiado diretor de O Poderoso Chefão (1972) revisita a fotografia em preto-e-branco para narrar a história de dois irmãos separados há anos.
A grande guerra - De Mario Monicelli. 1959 (Versátil). Os italianos Alberto Sordi e Vittorio Gassman dão um show de interpretação neste drama pacifista, que venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza.
A rede social - De David Fincher. 2010 (Sony). A cinebiografia do Facebook salva-se pela oportunidade do tema e pelo desempenho do ótimo protagonista, o ator norte-americano Jesse Eisenberg.

Um conto chinês - De Sebastián Borensztein. 2011 (Paris).
Com Ricardo Darín, Ignacio Huang. Diretor de sete filmes, mas ainda desconhecido no Brasil, o cineasta argentino Borensztein, também roteirista, compõe uma narrativa de intrigante simplicidade que, com razão, conquistou o público no Brasil e na Argentina. O famoso Ricardo Darín interpreta Roberto, comerciante amargo que foge da rotina ao ajudar um imigrante chinês. Sem uma língua em comum, a comunicação é difícil, mas a emoção supera a razão nesta comédia em que bons sentimentos não resultam em pieguice.

Meia-noite em paris
De Woody Allen. 2011 (Paris). Com Owen Wilson, Rachel McAdams. Woody Allen acertou em cheio na criatividade desse roteiro e o filme tornou-se um de seus maiores sucessos de bilheteria recentes, inclusive no Brasil. Soma-se o encanto de Paris à sagacidade de uma história baseada numa viagem no tempo, na qual um roteirista obcecado por tornar-se escritor descobre uma porta mágica em um automóvel que o leva de encontro à Paris dos loucos anos 20 para conviver com autores como os norte-americanos Ernest Hemingway e Gertrude Stein.

Potiche - Esposa Troféu
De François Ozon. 2010 (Imovision). Com Catherine Deneuve, Gérard Depardieu. Utilizando cenários e figurinos multicoloridos, esta comédia sustenta sua ironia num clima rocambolesco. A estrela francesa Catherine Deneuve interpreta a protagonista Suzanne, esposa fútil e submissa de um industrial que administra a fábrica que ela herdou do pai. Uma greve e uma crise cardíaca do marido a colocam no comando da empresa, onde ela revela talentos insuspeitos e reativa a chama de um antigo caso com um líder sindical (Gérard Depardieu).

Violência e Paixão
De Luchino Visconti. 1974 (Imovision). Com Burt Lancaster, Silvana Mangano.Em seu penúltimo filme, o diretor italiano realiza um drama impregnado de seus temas mais caros, como o choque entre a tradicional cultura aristocrática e a postura arrivista dos novos-ricos. Representando a primeira, está o Professor, que, por problemas financeiros, aluga o apartamento acima do seu à senhora Brumonti. Instável e grosseira, a milionária ali instala seu amante, iniciando uma guerra entre quatro paredes que sintetiza as divisões da própria Itália.

Poderosa Afrodite
De Woody Allen. 1995 (Flashstar). Com Mira Sorvino, Woody Allen. A atriz norte-americana Mira Sorvino ganhou um merecido Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua interpretação da prostituta Linda Ash, mudando completamente sua voz. O roteiro - que rendeu uma indicação ao Oscar também a Allen - mistura com precisão comentários irônicos sobre a adoção (Linda Ash é a mãe natural de um garoto, adotado por Allen e Helena) e o bom-mocismo, contando com um criativo uso de um coro grego, liderado pelo norte-americano F. Murray Abraham.

O retorno de Tamara
De Stephen Frears. 2010 (Sony). Com Gemma Arterton, Luke Evans. A comédia do veterano diretor inglês Stephen Frears mostra agilidade ao adaptar a graphic novel homônima de Posy Simmonds. Pouca coisa acontece na bucólica cidade de Ewedown, exceto o vai e vem dos candidatos a escritor de uma escola, dirigida por um autor policial, Nicholas (Roger Allam). A volta de uma antiga moradora, Tamara Drewe (Gemma Arterton), antigamente o patinho feio, agora uma bela e bem-sucedida jornalista, espalha um rastro de paixões.

Trem da vida
De Radu Mihaileanu. 1998 (Versátil). Com Lionel Abelanski, Clément Harari. Vencedor de vários prêmios, como o do público em Sundance de 1999, o filme do cineasta romeno consegue injetar humor em situações dramáticas sobre um grupo de judeus de uma aldeia na Europa Central. Para fugir ao cerco nazista, alguns se disfarçam com uniformes alemães, montando a farsa de que estão levando prisioneiros deportados num trem, que na verdade ruma para a fronteira soviética. Armam-se disputas acirradas em torno de questões políticas e religiosas.

Julieta dos espíritos
De Federico Fellini. 1965 (Versátil). Com Giulietta Masina, Sandra Milo. O relançamento do filme permite uma reavaliação desse que foi um dos trabalhos menos bem acolhidos do diretor italiano, consagrado por títulos como A Doce Vida (1960) e Amarcord (1973). Um ponto alto está na interpretação da também italiana Giulietta Masina, mulher de Fellini, como uma dona de casa que enfrenta um casamento em pedaços. O enredo pode ser visto como um contraponto feminino à crise masculina retratada em Oito e Meio (1963), outro grande trabalho do diretor.

Barton Fink - Delírio de Hollywood
De Joel e Ethan Coen. 1991 (Flashstar). Com John Turturro, John Goodman. Triplamente vencedor no Festival de Cannes - levando a Palma de Ouro e os prêmios de melhor direção e ator (John Turturro) -, o filme consagrou os irmãos Coen. Ambientada nos anos 30, a história revela os dilemas de um escritor esquerdista, que é contratado para fazer o roteiro de um filme de luta. Ele se hospeda num hotel que remete ao cenário de O Iluminado (1980) e mergulha, cada vez mais, numa atmosfera surreal.

Contos da era dourada
De Razvan Marculescu, Constantin Popescu, Hanno Höfer, Cristian Mungiu, Ioana Uricaru. 2009 (Imovision). Com Diana Cavallioti, Radu Iacoban. Diretores da nova geração da Romênia dissecam aspectos absurdos do extinto regime comunista desse país. O melhor episódio mostra o esforço imposto por funcionários governistas a uma dupla de fotógrafos para inserir um chapéu na cabeça do ditador Nicolae Ceausescu numa foto em que aparece ao lado do presidente francês, Valéry Giscard d’Estaing - para que não pareça mais baixo do que o visitante.
Amor e outras drogas -
De Edward Zwick. 2010 (Fox). Química perfeita dos norte-americanos Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal em um romance com detalhes desagradáveis.
Desconstruindo Harry - De Woody Allen. 1997 (Flashstar)
Neste que é um dos melhores filmes do diretor, as coincidências entre vida e obra de um escritor com bloqueio criativo.
Uma Doce Mentira -
De Pierre Salvadori. 2010 (Vinny). A francesa Audrey Tautou (O Código Da Vinci, 2006) exerce seu talento natural para a comédia nesta história com um toque romântico.
Os Visitantes - Comédia
De Elia Kazan. 1972 (Lume). Fantasmas de guerra abalam o cotidiano de uma pequena família, neste penúltimo filme da carreira do premiado diretor greco-americano.
Um lugar qualquer -
De Sofia Coppola. 2010 (Universal). Retratando com um intimismo minimalista a crise de um ator e pai (Stephen Dorff), a diretora venceu o Leão de Ouro em Veneza.
Reflexões de um liquidificador - De André Klotzel. 2010 (Europa). Ana Lúcia Torre dá um banho de interpretação na comédia de humor negro, em que um liquidificador ganha a voz de Selton Mello.
Você vai conhecer o homem dos seus sonhos -
De Woody Allen. 2010 (Paris). O cineasta norte-americano revisita temas como a ironia e o misticismo neste filme ambientado em Londres.
A Festa Nunca Termina -
De Michael Winterbottom. 2002 (Fox). A cena punk de Manchester é o cenário desta comédia que recupera o clima de um show dos Sex Pistols.
Poucas e boas -
De Woody Allen. 1999 (Flashstar). Ótima oportunidade de relembrar lados pouco vistos de Sean Penn, num filme frequentemente subavaliado do premiado diretor.
Minhas mães e meu pai -
De Lisa Cholodenko. 2010 (Swen). O roteiro dessa comédia voa alto e aproveita ao máximo a performance da norte-americana Annette Bening, indicada ao Oscar.

O cangaceiro - De Lima Barreto. 1953 (Versátil).
Com Milton Ribeiro, Alberto Ruschel. Primeiro filme brasileiro a conquistar projeção internacional, com dois prêmios no Festival de Cannes de 1953 - melhor filme de aventura e menção especial para música (Olê Muié Rendeira) -, o drama do paulista Lima Barreto (1906-1982) ressurge em versão restaurada. O enredo entrelaça uma ação de cangaceiros com uma trama romântica. Entre os extras, um documentário inédito, O Velho Guerreiro Não Morrerá - O Cangaceiro de Lima Barreto 50 Anos Depois.
Santuário - Aventura - De Alistair Grierson. 2011 (Paris). Produzido por James Cameron, com a mesma tecnologia de Avatar (2009), a aventura tem seu forte nas belas imagens subaquáticas.
X-Men - Primeira classe - De Matthew Vaughn. 2011 (Fox). Este quinto filme da franquia conta o passado da especialíssima escola do professor Xavier (James McAvoy).
Ladrões - De John Luessenhop. 2010 (Sony). O norte-americano Matt Dillon vive um de seus melhores momentos como um policial que atrapalha a vida de uma gangue de assaltantes de bancos.

Ondine
De Neil Jordan. 2009 (Swen). Com Colin Farrell, Alicja Bachleda. Numa obra marcada por filmes de densidade, como Traídos pelo Desejo (1992) e Mona Lisa (1986), pode-se ter a impressão de que o romântico Ondine seja uma nota menor do diretor irlandês. Mas nesse roteiro estão personagens inusitados, capazes de manter uma impressionante fidelidade a si mesmos diante de quaisquer circunstâncias. Por isso, o espectador deve interessar-se pela sorte do pescador Circus, que colhe inesperadamente em sua rede uma bela mulher desacordada, Ondine.
Vejo você no próximo verão - De Philip Seymour Hoffman. 2010 (Imovision). Consagrado como ator, o norte-americano Hoffman estreia na direção com uma história intimista.
Manon 70 - De Jean Aurel. 1968 (Lume). Atualizado para os anos 70, o romance Manon Lescaut (1731) encontra na francesa Catherine Deneuve a intérprete ideal da jovem dividida entre a paixão e a conveniência.
Coco Chanel & Igor Stravinsky - De Jan Kounen. 2009 (Imovision). Centrando o foco em duas das personalidades mais famosas do século 20, o filme se eleva acima da média dos romances biográficos.
A Filha da Minha Mulher - De Bertrand Blier. 1981 (Lume). Tem um quê de Lolita, de Vladimir Nabokov, esta história sobre a ligação entre um padrasto e sua bela enteada.
Uma Janela Para o Amor - De James Ivory. 1985 (Versátil). Em versão restaurada, este drama de época sobre o dilema de uma jovem dividida entre o noivo e um novo amor.
Insolação - De Daniela Thomas e Felipe Hirsch. 2009 (Europa). O elenco refinado, liderado por Paulo José, dá vida emocional a histórias cruzadas numa Brasília abafada por um forte calor.

Parceiros da noite
De William Friedkin. 1980 (Lume). Com Al Pacino, Paul Sorvino. Al Pacino põe à prova sua versatilidade para interpretar o policial Steve Burns, um dos personagens mais marcantes de sua carreira. Destacado para identificar um maníaco matador de homossexuais, ele se faz passar por gay e se infiltra em locais suspeitos, clubes noturnos e de sadomasoquismo. A força do filme está na tensão criada pela caça ao assassino e pelos conflitos pessoais deflagrados no detetive por essa dupla identidade, que põe à prova seus valores e a própria vida.

Os que chegam com a noite
De Michael Winner. 1971 (Lume). Com Marlon Brando, Stephanie Beacham, Verna Hervey, Christopher Ellis. Os personagens de A Volta do Parafuso, do escritor Henry James, foram retomados nessa história, em que o roteirista Michael Hastings (de Tom & Viv) imagina os antecedentes dos acontecimentos do livro. Brando interpreta o jardineiro Peter Quint, que cria uma ligação sadomasoquista com a empregada de uma mansão, a srta. Jessel (Stephanie Beacham). O casal exerce uma influência maligna sobre os adolescentes da casa, desencadeando uma trama sinistra.
Incontrolável - De Tony Scott. 2010 (Fox). Aventura baseada em fatos reais, em que os norte-americanos Denzel Washington e Chris Pine formam a dupla de ferroviários que tenta parar um trem descontrolado.
Sem Limites - De Neil Burger. 2011 (Imagem). O ator norte-americano Bradley Cooper mostra que pode ir além das comédias na fantasia sobre um escritor de posse de uma droga milagrosa.
Desconhecido - De Jaume Collet-Serra 2011 (Warner). Este é o tipo de suspense que confunde o espectador ao acompanhar a aventura de um cientista (Liam Neeson) cuja identidade é repentinamente contestada até pela mulher.
72 horas - De Paul Haggis. 2010 (Imagem). O neozelandês Russell Crowe une o herói e o gladiador para salvar a mulher de um erro judiciário e uma longa sentença na prisão.
A morte ao vivo - De Bertrand Tavernier. 1980 (Lume). O austríaco Romy Schneider e o norte-americano Harvey Keitel protagonizam essa inquietante meditação sobre o voyeurismo mórbido da mídia.

O homem que engarrafava nuvens
De Lírio Ferreira. 2010 (Biscoito Fino). Reafirmando um talento revelado em seu filme de estreia, Baile Perfumado, o diretor pernambucano Lírio Ferreira ultrapassa a proposta de um documentário musical, estendendo as fronteiras de um mero perfil do compositor cearense Humberto Teixeira (1915-1979) - coautor do clássico Asa Branca, ao lado de Luiz Gonzaga. Com a parceria do diretor de fotografia Walter Carvalho, o cineasta cria um filme que discute não só a música como também a identidade brasileira, revelando a influência do baião em artistas internacionais.

Lixo extraordinário
De Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley. 2010 (Paris). Vencedor de diversos prêmios internacionais e nacionais - em festivais como Berlim e Paulínia - e indicado ao Oscar de documentário. O projeto une o consagrado artista plástico brasileiro Vik Muniz e catadores de lixo, filmado por três anos no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ). A criação coletiva de obras de arte baseada em materiais descartados muda a vida de diversos envolvidos, como o catador Sebastião dos Santos. O filme gerou a polêmica de uma suposta autopromoção do artista.
A tristeza e a piedade - De Marcel Ophuls. 1969 (Videofilmes). Num DVD com diversos extras, sai a crônica fundamental para a compreensão dos anos de ocupação da França pelos nazistas.
Elegia a Alexandre - De Chris Marker. 1993 (Videofilmes). O diretor francês recupera neste documentário o perfil do russo Aleksandr Medvedkin (1900-1989), perseguido pelo stalinismo devido a seus filmes.
O inferno de Henri-Georges Clouzot - De Serge Bromberg e Ruxandra Medrea. 2009 (Imovision). Documentário recupera as imagens de O Inferno, filme inacabado de 1964 sobre o calvário do diretor Clouzot.
Restrepo - De Tim Hetherington e Sebastian Junger. 2010 (Europa). Indicado ao Oscar, o documentário coloca o espectador dentro do drama na guerra do Afeganistão.
Ao sul da fronteira - De Oliver Stone. 2009 (Europa). As mudanças na América Latina e os excessos da mídia em seu país são revistos com precisão pelo diretor norte¬americano.
Marco Antonio Bueno Souza - Postado em 03/01/2012 20:44:18
Desde criança sou vidrado em filmes, e estas sugestões veio só para agregar. Sou eclético, mas os que tem um fundo pedagógico ou de superação são os meus preferidos!