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Volte com seus alunos aos tempos da Idade Média

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Objetivos
Reconhecer os laços entre a tecnologia e as relações socio-culturais de um período histórico

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Reportagem da Veja:

Reportagem:

Introdução
Para muita gente, medieval significa atrasado, primitivo. Uma visita ao castelo de Guédelon, atualmente em construção na França com o emprego de processos e ferramentas do século XIII, talvez reforce essa impressão equivocada num primeiro momento. Na verdade, a arquitetura e as técnicas daquele período nada tinham de primitivas. Prova disso são as obras-primas arquitetônicas do século XIII, como as catedrais francesas de Notre-Dame (em Paris) e Chartres, erguidas com ferramentas idênticas às usadas em Guédelon. O plano de vai ajudá-lo a mostrar a seus alunos que esses progressos não ocorreram apenas na arquitetura. Em outras palavras, a Idade Média não foi simplesmente uma Idade das Trevas, mas um período de mil anos durante os quais ocorreram importantes mudanças econômicas, tecnológicas e culturais.

Atividades
1. Peça que os alunos leiam a reportagem de VEJA e pergunte a eles que imagem fazem de um castelo medieval. Depois de ouvir as respostas, explique que muitas pessoas têm uma visão idealizada dessas construções da Idade Média e da vida dos senhores feudais, dada pelo cinema e pela literatura. Na verdade, até o século X o castelo era uma simples fortificação de madeira, sem higiene nem conforto, que servia de residência ao senhor feudal e à sua família. Nele também havia dependências para animais e, por vezes, oficinas de artesanato. Ao seu redor ficavam os casebres dos camponeses, servos do proprietário. A partir do século XI, os castelos passaram a ser construídos em pedra - mas permaneceram desconfortáveis.

2. Encomende pesquisas e organize debates sobre os seguintes temas:
Como foram erguidos os castelos do século XIII? Com que materiais? Quem arcava com as despesas da construção? A mão-de-obra era escassa ou abundante? Como era remunerada? Como se formavam os trabalhadores especializados? Como se vivia e se trabalhava no castelo? Como era a relação dos senhores feudais com os camponeses? Como viviam os servos? E os artesãos e comerciantes, habitantes dos burgos?

3. As catedrais foram outras construções importantes da Idade Média. Por quê? Peça que os alunos identifiquem os sucessivos estilos arquitetônicos medievais, os materiais e as técnicas de construção empregadas.

4. A pólvora foi usada pela primeira vez na Europa no final da Idade Média, na Guerra dos Cem Anos, entre franceses e ingleses. Questões para debate: Em que medida o uso de canhões mostrou a vulnerabilidade dos castelos? Que função essas construções passaram a assumir?

5. A Idade Média já foi designada como "longa noite dos mil anos" e Idade das Trevas. Discuta com a turma essas expressões e procure mostrar como a civilização européia medieval também realizou importantes descobertas e desenvolveu técnicas que propiciaram a expansão da agricultura, do sistema financeiro, da educação e das navegações.

6. Encomende pesquisas sobre os seguintes aperfeiçoamentos técnicos medievais: arado de ferro (charrua com rodas), arreios para cavalos, moinhos hidráulicos e de vento, pedras de moinho, rotação de cultivos e descanso periódico dos campos, introdução de novas variedades de cereais. Explique aos alunos que essas inovações fizeram crescer as áreas cultivadas e resultaram em mais alimento para a população.

7. Encarregue a turma de organizar um seminário sobre o século XIII na Europa. Alguns aspectos que podem ser abordados: universidades (existiam desde o final do século XI), expansão urbana, multiplicação das feiras e retomada do comércio, redescoberta da cultura greco-romana graças às traduções dos pensadores árabes, religião (São Francisco de Assis fundou a ordem dos franciscanos em 1209), catedrais (a de Chartres foi consagrada em 1260).

Fragatas: velozes, ágeis e perigosas

VEJA informa que, em sua "construção do passado", os franceses estão refazendo a fragata Hermione segundo o projeto original. Em 1778, quando a primeira Hermione surgiu, as fragatas representavam a última palavra em tecnologia naval - a solução ideal em termos de velocidade, capacidade de manobra e poder de fogo. Elas tinham uma tripulação de cerca de 300 marujos e dispunham em média de quarenta canhões numa única bateria. Chamadas de olhos da armada, eram ideais para identificar o inimigo e avisar os navios maiores e mais lentos. Seus canhões podiam castigar até embarcações mais poderosas. Os próprios ingleses admitiam que as fragatas francesas eram mais sólidas e aperfeiçoadas que as suas. Todavia, a Marinha britânica tinha mais experiência de combate e uma artilharia mortífera, incessantemente treinada. Por isso, venceu a maioria dos confrontos marítimos no século XVIII e na era napoleônica (até 1815). Na época, porém, as fragatas dos Estados Unidos já enfrentavam as britânicas de igual para igual.

A reportagem informa que a Hermione participou dos combates navais da Guerra da Independência dos Estados Unidos. Nesse conflito, os 24 navios do almirante francês conde De Grasse levaram a melhor sobre as dezenove embarcações do almirante Thomas Graves na batalha de Chesapeake, em 1781.A vitória francesa manteve o cerco das tropas britânicas pelos soldados americanos. Como resultado, os ingleses tiveram de se render: a independência americana era confirmada. Um ano depois, no entanto, De Grasse foi derrotado pelo inglês sir George Rodney na batalha da passagem de Saintes, perto da ilha de Guadalupe. Os ingleses conservaram a hegemonia nas Antilhas. Em seguida, terminou o conflito anglo-francês.

 

 

Evolução dos castelos medievais

No século XI, as fortificações feudais passaram a ser construídas em pedra e ganharam torreões - que exerciam a tripla função de residência senhorial, posto de vigia e reduto defensivo. Dois séculos depois, a arquitetura militar medieval atingiu o apogeu, incorporando soluções arquitetônicas bizantinas e árabes, trazidas para a Europa pelos nobres que haviam participado das Cruzadas. Assim, as diferentes partes da construção se interligaram para reforçar a defesa.

 

Consultoria Vera Vilhena de Toledo e Maria Odette Brancatelli
Professoras de História do Colégio Bandeirantes, de São Paulo

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