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Plano de Aula

Uma vida na ponta do lápis

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Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Objetivos
Ser capaz de redigir com proficiência textos de diferentes gêneros

Introdução
Produzir textos em situações de interação com as pessoas com quem convivemos é a forma pela qual não apenas expressamos o que pensamos e sentimos, mas também agimos sobre nossos interlocutores, procurando fazer com que assumam comportamentos ou atitudes que nos interessem. Usar a linguagem é manusear intenções. Um bom ponto de partida para ampliar essa discussão é a leitura do texto de VEJA, principalmente o quadro "Tudo por uma Boa Redação".

Atividades
Após a leitura de VEJA, discuta com os estudantes as recomendações da consultora. Todo texto resulta de um projeto? O que se leva em conta ao elaborar esse projeto? Qual a importância do interlocutor e das intenções de quem redige? A situação em que o manuscrito é produzido também determina suas características? Qual a influência da imagem que o redator quer oferecer de si na caracterização da obra? Responder a essas perguntas significa entrar em cheio no caráter dialógico da linguagem, ou seja, perceber que os textos circulam entre interlocutores no mundo social e para tanto devem assumir certas características — configurar-se de acordo com determinados gêneros — a fim de se tornarem eficientes no jogo de intenções e finalidades que buscam satisfazer. É óbvio que lida melhor com todas essas variáveis quem faz da leitura e da redação um processo de formação discursiva que acompanha toda a existência pessoal: quem sempre reflete sobre os textos com que convive vai gradativamente adquirindo consciência crítica para lidar com eles, seja na leitura, seja na produção.

Discuta com a classe outra questão fundamental: a produção de textos implica um processo inicial de criação ao qual se segue sempre um processo de reelaboração. Não há texto que nasça pronto — e os alunos devem acostumar-se com o papel de críticos da própria produção como forma de aprimorar a escrita. Há várias operações possíveis: cortar palavras ou expressões redundantes, substituir palavras ou expressões por outras mais claras e precisas, inverter a ordem de frases ou períodos para obter mais clareza e reordenar idéias, fatos ou conceitos na busca por uma exposição mais objetiva. Esses procedimentos são parte do cotidiano dos profissionais da escrita — e devem ser concebidos como indissociáveis ao trabalho de produção textual.

Proponha que os alunos avaliem criticamente o artigo de VEJA. O vocabulário permite identificar a que tipo de público se dirige? E a diagramação? Quais características do texto possibilitam considerá-lo adequado ao papel de "guia" que pretende ter? A seguir, solicite a eles que façam esse mesmo tipo de análise com outras páginas da revista. Que diferenças podem ser apontadas entre os textos de opinião — como o "Ensaio" de Roberto Pompeu de Toledo ou o "Ponto de Vista" — e as reportagens? Vocabulário? Posicionamento do redator? Público a que são dirigidos? Finalidade a alcançar?

Uma análise desse tipo ajuda a produzir os próprios textos? Faça a turma refletir sobre isso, pois a reflexão sobre a linguagem é sempre um caminho para o aprimoramento da capacidade simbolizadora.

Consultoria: Ulisses Infante
Autor de livros didáticos de língua e literatura

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