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Filosofia

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Conteúdo
História do pensamento filosófico

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Reportagem de Veja

Objetivos
Esclarecer o contexto histórico em que alguns filósofos desenvolveram seus pensamentos

Introdução
O crítico José Castello escreveu certa vez que "polêmicas são bichos vorazes, que sugam tudo à sua volta". A leitura do artigo de Reinaldo Azevedo em VEJA pode servir de morte para debater essa opinião. O jornalista zomba das patrulhas ideológicas via internet, que fazem da rede mundial de computadores uma espécie de Tribunal da Inquisição eletrônico. Como se não bastasse, os "petralhas" (híbridos de petistas com os Irmãos Metralha) e as “mafaldinhas” que ocupam a reitoria da Universidade de São Paulo também se tornam alvos dos tiros certeiros do autor. Em meio à rajada de argumentos e ironias, referências ao filósofo holandês Spinoza, ao pensador político francês Tocqueville e à chamada Escola de Frankfurt permitem, digamos, o enquadramento dos disparos.

Seus alunos conhecem os nomes mencionados pelo ensaísta? Apresente esses personagens, contextualizando-os em termos históricos e intelectuais. O exercício vai auxiliar na plena compreensão do texto.

Atividades
1ª aula - O ponto de partida é Baruch Spinoza, ou Bento de Spinoza, filho de um judeu português que deixou a Península Ibérica para escapar da Inquisição (a verdadeira, não a eletrônica) e se refugiou na Holanda. Informe que os Países Baixos declararam-se independentes da Espanha em 1579 e até 1648 lutaram para ter sua autonomia reconhecida. Durante esse período, foram um dos pólos do desenvolvimento mercantil e capitalista da Europa, tornaram-se um refúgio da liberdade religiosa e experimentaram uma espécie de idade de ouro nas artes.

Spinoza: defensor da liberdade de pensamento sem barreiras políticas e religiosas. Foto: reprodução
Spinoza: defensor da liberdade de pensamento sem 
barreiras políticas e religiosas. Foto: Reprodução 

Explique que Reinaldo Azevedo apresenta - corretamente - o filósofo como "um dos pilares do debate ético", mas há outros aspectos que merecem ser ressaltados em sua trajetória intelectual. Spinoza era um pensador independente que se revoltou contra as doutrinas ortodoxas e o peso da tradição nos ensinamentos dos rabinos.

Tal postura resultou em sua excomunhão em 1656. Catorze anos depois, seu Tratado Teológico-Político, no qual reivindicava o direito de filosofar, foi qualificado como um instrumento "forjado no inferno por um judeu renegado e o diabo". Esses dados dão pistas de que Spinoza foi um intelectual essencialmente crítico, perseguido pelas “patrulhas” de sua época, que o consideravam ateu.

Tocqueville: analista da vitalidade e dos excessos da democracia americana. Foto: Reprodução
Tocqueville: analista da vitalidade e dos excessos 
da democracia americana. Foto: Reprodução

Promova a seguir um rápido exame do pensamento do cientista político e historiador Alexis de Tocqueville. Conte que sua obra mais importante, Democracia na América, questionou a vitalidade, os excessos e o futuro da então jovem república norte-americana. A irrupção da revolução de 1848 na França o conduziu a uma posição cada vez mais crítica e marcada pelo ceticismo, embora admitisse o poder de sedução do ideário socialista.
  
2ª aula – Sugira um exame da Escola de Frankfurt - o Instituto de Pesquisa Social da Universidade daquela cidade alemã, fundado em 1930 -, na qual se destacaram os trabalhos de Theodor Adorno e Max Horkheimer, primeiro diretor da entidade. Fale da proposta de Horkheimer de adicionar as contribuições de uma filosofia orientada pelo marxismo a várias áreas de estudo: Economia, História, Sociologia, Psicologia Social e Psicanálise. Ele chamou essa síntese de "teoria crítica".

Acrescente que a instituição floresceu até a ascensão do nazismo ao poder, em 1933, quando o pensamento de esquerda, em suas formas crítica e dogmática, sofreu perseguições. Horkheimer, Adorno e outros membros da Escola de Frankfurt tiveram de se exilar. Em 1949, os dois restabeleceram o Instituto de Pesquisa Social, que participou de maneira decisiva do renascimento cultural germânico depois da II Guerra Mundial.

Para concluir, oriente os estudantes a investigar a biografia e os trabalhos publicados pelos intelectuais brasileiros que o artigo cita, desde Marilena Chauí até José Guilherme Merchior.

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