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Relações entre economia e conservação da natureza

VEJA na Sala de Aula

Conteúdo relacionado

Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Peça uma pesquisa sobre mecanismos de conservação aos alunos e explique as complicações para definir uma área de conservação e os fatores financeiros envolvidos na preservação do meio ambiente

Conservação do meio ambiente

 

Objetivos

  • Compreender quais são as formas de preservação ambiental
  • Entender as implicações dos mecanismos de conservação na economia mundial

Conteúdo

  • Ecologia e meio ambiente
  • Economia e desigualdade social

Anos
Ensino Médio

Tempo estimado
Três aulas

Materiais necessários

  • Cópias do artigo "A marca humana" (Veja, edição 2274, 20 de junho de 2012)
  • Projetor multimídia para exibição dos mapas e dos trabalhos dos alunos

Flexibilização
Para alunos com deficiência intelectual
O professor pode organizar um passeio pelas redondezas da escola e pedir aos alunos que observem e anotem problemas ambientais locais que poderiam ser modificados. Exemplo: uma luz acesa durante o dia, que pode ser substituída por uma iluminação natural; ou o plantio de uma árvore que amenize a temperatura de uma casa. Esse tipo de experiência pode ampliar o entendimento de uma questão abstrata como preservação do meio ambiente.

Introdução

Por que alguns países se recusam a reduzir as emissões dos gases que causam o efeito estufa enquanto outros cobram reduções globais? A expansão do consumo interfere nas áreas de preservação? Qual o nosso papel neste processo?

Questões como essas são um bom começo para debater conservação do meio ambiente com a turma. O tema está em destaque graças à reforma do Código Florestal e à Conferência Rio+20, mas sua importância é permanente. Por isso, aproveite o artigo publicado na revista Veja como ponto de partida para explicar os mecanismos de conservação aos alunos e explorar os aspectos econômicos envolvidos nesta discussão.

Leia mais A extinção de espécies é uma questão de escolha?

Leia mais Como funcionam os créditos de carbono
Leia mais Meio ambiente e sustentabilidade

Desenvolvimento
Aula 1
Inicie com a leitura coletiva do artigo publicado em Veja e pergunte o que os alunos acharam. Questione se as ideias do texto coincidem com o que já sabiam sobre conservação da natureza. Eles podem já ter lido, por exemplo, que as espécies em extinção precisam ser recuperadas. Ou que florestas devem ser preservadas como áreas de conservação, sem moradias ou exploração econômica. Talvez já tenham ouvido também que o desaparecimento de uma única espécie causa danos a todo ecossistema. Estas ideias são colocadas em cheque pelo autor do texto, que não concorda com a maioria delas.

Diga aos alunos que é consenso que o homem já causou muita destruição e é importante preservar os bens naturais. Por outro lado, é complicado escolher quais regiões ou espécies são mais importantes para a biodiversidade porque não é simples conciliar preservação e desenvolvimento socioeconômico.

Para que uma área seja considerada preservada, é preciso mantê-la intocada. Isso significa que as comunidades - inclusive algumas tradicionais como ribeirinhos, caiçaras, índios ou quilombolas - não podem viver nestes lugares. E que os recursos naturais que existem ali não podem ser extraídos. Não é à toa que muitos pesquisadores têm revisto os critérios para a escolha das regiões a serem protegidas. Isso torna o processo mais eficiente e com menores impactos socioeconômicos

Pergunte se os alunos sabem o que são hotspots. Explique que o conceito foi criado pelo ecólogo Norman Myers, em 1988, para estabelecer quais regiões deveriam ser preservadas com prioridade. Hotspot é o termo utilizado para nomear as áreas mais ameaçadas, com pelo menos 1500 espécies endêmicas passíveis de extinção ou que tenha perdido mais de três quartos de sua vegetação.

Ao estudar a distribuição de quase 5 mil espécies de mamíferos terrestres, especialistas perceberam uma certa ineficiência no uso dos hotspots como critério para escolha de áreas a serem preservadas. Mostre para a turma os mapas abaixo que mostram como estas três dimensões que caracterizam os hotspots estão distribuídas pelo planeta, quando se tratam dos mamíferos estudados pelos pesquisadores:

Mapa 1

Mapa 1

Mapa 2

Mapa 2

Mapa 3

Mapa 3

Mapas representando hotspots com maior riqueza de espécies (1 - em rosa áreas com maior biodiversidade), espécies endêmicas (2- em verde claro as regiões com mais espécies endêmicas) e espécies ameaçadas (3 -quanto mais próximo do rosa maior o risco). Fonte: PNAS - Proceeding os the National Academy of Sciences of the United States of America.

O que se percebe é que há pouca sobreposição dos três critérios nas áreas críticas. Ou seja, em algumas regiões do planeta há alta biodiversidade mas baixo endemismo (caso da Floresta Amazônica) ou baixo endemismo e muitas espécies em risco de extinção.

Os alunos devem entender que não é simples definir quais áreas ou espécies priorizar. Divida os alunos em grupos. Eles devem sobrepor os três mapas e identificar onde a biodiversidade é mais sensível. Peça que preparem um estudo sobre quais  regiões são prioridade para a preservação da biodiversidade da Terra. Os resultados das pesquisas deverão ser apresentados na próxima aula, em apresentações multimídia ou por meio de cartazes.

Aula 2
Após as apresentações, provoque os alunos com um questionamento:

Como somos impactados em nosso dia a dia pelos problemas ambientais?
Como seria o mundo se os líderes na RIO+20 decidissem acabar imediatamente com a devastação, com as emissões de gases estufa e declarassem o planeta todo como uma imensa unidade de conservação?


Anote na lousa as respostas e as dúvidas que surgirem. Lembrando que se alguma dúvida não puder ser respondida em aula, pode sersugestão para uma pesquisa feita para a próxima aula.

Explique que o impacto econômico da destruição da natureza é, provavelmente, tão grande quanto o impacto de uma política radical de preservação. Se não podemos permitir que a Amazônia seja invadida pela pecuária ou pelo cultivo de soja, também não podemos admitir que ainda existam miseráveis no país. Mostre como esta equação é difícil de se alcançar.

Apresente no retroprojetor um mapa da miséria no Brasil :

Mapa 4

Fonte: Folha de S. Paulo

Analise o mapa com a turma e proponha uma atividade em grupo. Os alunos devem pesquisar, na biblioteca ou na sala de informática, alternativas que aliem preservação ambiental e combate às desigualdades. As informações encontradas devem ser socializadas na aula seguinte.

Aula 3
Reserve um tempo da aula para que os alunos exponham o que pesquisaram. Durante as apresentações comente sobre os mecanismos de conservação que os alunos encontraram. Explique que muitas tecnologias têm sido criadas para preservar o palenta. Um exemplo é a diminuição do consumo energético dos carros, fábricas e residências.

Outra estratégia de compensação é a negociação dos créditos de carbono entre países poluidores e aqueles com área natural preservada. A Amazônia, por exemplo, acumula milhões de toneladas de carbono capturados pelas plantas (as queimadas devolveriam para a atmosfera todo esse carbono em forma de gases de efeito estufa).

Pergunte se os alunos acham que o Brasil deve ser compensado, de alguma forma, para manter a floresta em pé. Isso legitimaria outros países a continuar poluindo?

Ao final,peça que os alunos produzam um texto relacionando mecanismos de conservação e desigualdade social, usando como subsídios o que estudaram nestas três aulas.

Avaliação
Com base na participação dos alunos em sala de aula, nas pesquisas e no texto avalie se aprenderam diferentes mecanismos de conservação da natureza. Observe também se entenderam as implicações das estratégias de preservação para a economia mundial e quais os impactos para os mais pobres.

 

Luiz Caldeira Brant de Tolentino-Neto
Biólogo, professor de Metodologia do Ensino da Universidade Federal de Santa Maria/UFSM

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