Objetivos
Refletir sobre a tolerância e o respeito à diferença.
Introdução
A necessidade de aceitação e identificação com algum grupo pode levar muitos jovens a praticar atos de radicalismo. Violência e preconceito também estão unindo adolescentes, com conseqüências trágicas para eles e a coletividade. A reportagem publicada por VEJA sobre o skinhead arrependido vai ajudá-lo a analisar com a turma os motivos que levam gangues como os Carecas do ABC a desrespeitar diferenças sociais e culturais.
Atividades
1. Recorte de jornais e revistas fotografias que tornem patentes alguns contrastes sociais ou culturais. Exemplos: um escandinavo e um índio sul-americano, um jovem branco e outro negro, um executivo e um trabalhador braçal, uma drag queen e um fisiculturista, um nordestino e um gaúcho.
2. Mostre aos alunos as fotos em pares, perguntando que personagem eles acreditam ter mais capacidade intelectual. Qual parece mais bem-sucedido e honesto? Peça que justifiquem a resposta. O objetivo é que a turma expresse suas visões, muitas vezes estereotipadas e preconceituosas, sobre diferenças individuais.
3. Solicite que todos leiam o texto de VEJA, sublinhando as explicações dadas pelos integrantes da gangue para a prática da violência. Então, exiba um trecho do filme A Outra História Americana. Debata com os estudantes os argumentos dos skinheads para atacar suas vítimas. Explique a origem desse grupo. O amor à pátria, o respeito por Deus e pela família são valores positivos, se examinados separadamente. Mas os carecas alegam que eles validam agressões à sociedade e aos cidadãos. Por que esses jovens se acham superiores?
4. Proponha uma pesquisa em jornais, revistas e na internet sobre a reação popular ao crime citado por VEJA. Os alunos podem consultar o que determina a legislação brasileira contra atos preconceituosos e preparar uma redação sobre o tema.
Cabeças raspadas
Os skinheads surgiram na Inglaterra, no início da década de 70, em contraponto ao pacifismo que marcou o movimento hippie nos anos anteriores. Tatuados, vestidos com botas e jaquetas de combate, os jovens de cabeça raspada assumiram posições racistas e foram rotulados de neonazistas. As gangues estão presentes em diversos países e são formadas, em sua maioria, por rapazes brancos com idade entre 13 e 25 anos. Seus atos violentos são geralmente dirigidos a estrangeiros, negros e homossexuais. No Brasil, os carecas atacam principalmente nordestinos e gays. Eles se concentram em Estados das regiões Sudeste e Sul.
Veja também:
FILMOGRAFIA
Arquitetura da Destruição, Peter Cohen, Suécia, 1989, Playarte, tel.: (11) 5575-6996
A Outra História Americana, Tony Kaye, EUA, 1998, Warner, tel.: (11) 3845-6777
Consultoria Fernando Louzada
Coordenador pedagógico do Colégio Magno, de São Paulo
Nome não registrado - Postado em 22/04/2009 23:00:11
Francisco Paulo de SOuza Gostei muito disso ai; há mais esse tema a ser trabalhado nas escolas, "A VIOLÊNCIA" é presciso tudo isso ai e mais, antes aprender devemos refletir, e estarmos a par da realidade, o mundoe os momentos em estamos etrvessando com essa geração. comodevemos nos comportar.qual é saida, pra onde estamos indo afinal..?. é necessário a escola, a educação, é presciso estudar, mas esencialmente acima de tudo precisamos de DEUS de Paz, o homem carece de vida espirital, relecionar se com Deus, é o nosso primeiro passo e caminhar até o fim,ele é dono e tudo é bom que voltemos e lhe dirigimos uma interrogação O que devo fazer? Onde estamos errando?