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Terremotos e suas repercussões na vida urbana

VEJA na Sala de Aula

Conteúdo relacionado

Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Objetivos
- Reconhecer as dinâmicas naturais da litosfera para compreender a magnitude dos terremotos e avaliar suas repercussões na vida humana.

Conteúdos

- Formação dos terremotos.
- Movimento das placas tectônicas.
- Catástrofes naturais e repercussões sociais em diferentes países.

Tempo estimado
Duas aulas

Material necessário
Cópias da reportagem "Terremoto que atingiu os EUA é raro", do site de Veja (disponível em http://abr.io/1Lr8) para todos os alunos; alguns atlas para consulta em sala de aula, um computador com acesso à internet e cópias dos mapas disponíveis neste plano de aula, extraídos do livro "Decifrando a Terra" (Wilson Teixeira, et al., São Paulo, Companhia Editora Nacional, 2009).

Introdução
Por volta das 14 horas (15 horas no horário de Brasília) de 23 de agosto de 2011 um tremor de 5,9 pontos na escala Richter foi sentido em regiões da costa leste dos Estados Unidos. O epicentro foi cerca de 6 quilômetros abaixo da superfície de uma localidade próxima à cidade de Richmond, no estado da Virgínia, em área verde e sem edificações. Segundo registros, a duração do tremor foi de 30 segundos.O terremoto também foi sentido em estados vizinhos, como Nova York, Pensilvânia e Carolina do Norte.

A maior preocupação das autoridades locais esteve voltada à situação das duas centrais nucleares de North Ann, próximas a Richmond. Um tremor desta magnitude é fato raro na região, que está situada em um ponto afastado das áreas de contato entre placas tectônicas. Este pode ser um bom ponto de partida para um debate com a turma sobre causas e repercussões de catástrofes naturais.

Desenvolvimento
1ª aula
Antes de começar explique aos alunos que esta aula será dedicada a investigar a formação dos terremotos. Em seguida, distribua as cópias da reportagem de Veja para os estudantes e peça que leiam o texto em silêncio. Divida a turma em pequenos grupos (de três ou quatro alunos), entregue também alguns atlas geográficos e solicite que os alunos localizem no mapa as áreas afetadas pelo terremoto.

Como ponto de partida para a discussão sobre a formação dos terremotos, pergunte aos alunos o que eles sabem sobre o assunto: como se forma um terremoto? Quais são as condições geográficas que propiciam sua formação e por que o terremoto que afetou a costa leste dos Estados Unidos foi considerado um fenômeno raro para a região?

Anote as sugestões dos alunos no quadro e antes de retomar a discussão proponha que assistam ao vídeo que integra à reportagem de Veja com explicações do professor Anselmo Vasconcelos Lopes, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo. As respostas do professor são esclarecedoras quanto à duração e frequência de terremotos e a existência de falhas geológicas. Ele também indica os diferentes efeitos dos abalos - segundo sua profundidade média e a natureza e composição dos substratos rochosos.

Em seguida, peça à turma que observe o esquema e os mapas indicados neste plano de aula, abaixo. Eles mostram movimentos da crosta terrestre e a distribuição de zonas de contato entre placas tectônicas.

Esquema - Limites entre placas tectônicas. Fonte: TEIXEIRA, Wilson et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009 Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009, p. 90.
Esquema: limites entre placas tectônicas. Fonte: TEIXEIRA, Wilson et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009 Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009, p. 90.
 
Distribuição das placas tectônicas (ou litosféricas). Fonte: TEIXEIRA, Wilson et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009 Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009, p. 86.
Distribuição das placas tectônicas (ou litosféricas). Fonte: TEIXEIRA, Wilson et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009 Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009, p. 86.

Explique à turma que a crosta terrestre é constituída pelas crostas continental e oceânica. A crosta oceânica existe no fundo de todas as bacias oceânicas do planeta e preenche os espaços entre as porções de crosta continental. Como tem densidade e espessura menores, a crosta oceânica mergulha sob a continental nas áreas de convergência de placas tectônicas.

Ressalte, portanto, que é no limite entre as placas que se encontra a atividade geológica mais intensa, com abalos sísmicos, falhas geológicas e vulcanismo. Conte aos alunos que os limites entre as placas podem ser divergentes, convergentes ou conservativos, ou seja, podem se afastar, se chocar ou deslizar lateralmente entre si (como na falha de San Andreas, na Califórnia, oeste dos EUA).

O mapa abaixo, com a distribuição mundial dos epicentros de terremotos iguais ou maiores que 5 na escala Richter (a escala logarítmica de 0 a 10 que quantifica o nível de energia liberada por um sismo), indica de forma clara os limites entre as placas tectônicas.

Observando o esquema e os mapas, os estudantes poderão constatar que a área afetada situa-se no interior da placa norte-americana - em princípio, de maior estabilidade do ponto de vista geológico. Para terminar a aula, peça aos alunos que registrem em seus cadernos as principais informações discutidas em sala.

Planisfério - Distribuição mundial dos epicentros de sismos maiores ou iguais a 5 na escala Richter. Fonte: TEIXEIRA, Wilson et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009 Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009, p. 90.
Distribuição mundial dos epicentros de sismos maiores ou iguais a 5 na escala Richter. Fonte: TEIXEIRA, Wilson et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009 Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009, p. 90.

2ª aula
Retome as informações observadas na aula anterior e comece contando aos alunos que fenômenos naturais como terremotos, erupções vulcânicas, enchentes ou tempestades tropicais - além dos danos evidentes às cidades - levam cientistas e governos a refletir a respeito dos meios disponíveis para monitorar a ocorrência de catástrofes e promover, quando necessário, a evacuação de áreas e o atendimento a eventuais vítimas.

Pergunte aos alunos se eles conhecem como funciona o monitoramento desses fenômenos naturais nos Estados Unidos e como eles acham que acontecem as operações de retirada das pessoas das áreas de risco: elas são obrigadas a abandonar suas casas, para onde vão e por quanto tempo recebem assistência do governo caso tenham seus lares destruídos?

Com base nas opiniões dos alunos explique que no episódio ocorrido em Richmond, sinais de alerta foram rapidamente emitidos para toda a área atingida e prédios e casas, imediatamente desocupados. Funcionários de órgãos federais foram enviados às ruas para organizar as desocupações e o movimento das pessoas. Conte aos estudantes que medidas como essas podem ajudar a reduzir impactos negativos e preservar a vida da população.

Destaque, também que, em outros locais sujeitos a abalos, como o Japão, a arquitetura já conta com tecnologias de amortecimento ou movimentação de prédios em caso de tremores de terra.

Retome o que foi dito no vídeo exibido aos alunos na aula anterior e chame a atenção da turma para o fato de que muitas tragédias naturais podem ser evitadas se houver uma preocupação das construtoras, em parceria com os governos, de conhecer bem os terrenos antes de promover a urbanização ou criar infraestruturas (como as de energia) em determinadas áreas.

Com base nessas informações, encomende dissertações individuais aos alunos. Cada estudante deverá apresentar algumas das zonas sujeitas a riscos de abalos sísmicos no mundo e argumentar a respeito das condições econômicas e sociais dos países para atender suas populações diante do impacto de eventos naturais, em especial os de grande magnitude. Você pode listar essas regiões e dividi-las entre os alunos para evitar a repetição nos textos.

Avaliação
Leve em conta os objetivos definidos inicialmente. Com base na participação dos alunos e nos textos produzidos, verifique se houve entendimento sobre como se forma um terremoto e quais são as condições naturais e geográficas para a formação desse fenômeno. Identifique se os alunos entenderam como se dá o monitoramento dos fenômenos naturais e quais são as medidas preventivas para a redução do impacto das tragédias que podem acontecer. Aproveite a dissertação feita pelos alunos sobre o impacto dos eventos naturais para identificar o que eles ainda não entenderam e retome as dúvidas com a classe nas próximas aulas.

Consultoria Roberto Giansanti
Geógrafo e autor de livros didáticos.

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