Como a vida e a obra de um dos principais agitadores culturais do movimento modernista influenciaram a música, o teatro e a literatura no Brasil de hoje
Objetivos
- Apresentar as principais características da vida e da obra de Oswald de Andrade no contexto do Modernismo.
- Evidenciar sua importância como agitador cultural que contribuiu para a definição de parâmetros culturais contemporâneos.
- Determinar se há e quais seriam, hoje, os nomes da cultura brasileira cuja obra possa ser comparada à agitação de Oswald de Andrade em seu tempo.

Conteúdos
- Oswald de Andrade e o Modernismo.
- Tropicalismo.
- Literatura e música brasileira contemporâneas.
Tempo estimado
Duas aulas (com duração estimada de 90 minutos, cada).
Materiais necessários
Cópias da reportagem “De Cadillac em Paraty” (BRAVO!, ed. 167, julho 2011) e das letras das canções “Geleia Geral”, “Parque Industrial”, “Consciência” e “Relicário” para os alunos; computador, data-show, CD’s “Tropicália” (vários autores); “Ninguém” (Arnaldo Antunes); “Alegria” (Beatriz Azevedo), mp3 ou outra plataforma de áudio compatível, livros e revistas.
Introdução
O Modernismo, assim como outros conteúdos literários, deve ser trabalhado pela contextualização de sua influência nas artes e na cultura do século 20, estabelecendo conexões com as diferentes manifestações artísticas que surgiram sob sua referência.
A pertinência das ideias modernistas e de sua influência na definição de parâmetros artísticos e literários é fundamental para que se compreendam diferentes aspectos da produção artística contemporânea. Conceituar e comparar movimentos como a Antropofagia e o Tropicalismo, analisar a influência oswaldiana na constituição de diversas manifestações culturais ao longo do século 20 e perceber seus desdobramentos na diluição da cultura partir da década de 1990, são formas de levar esses conceitos para a sala de aula.
A irreverência e contestação de Oswald de Andrade deram forma, no Brasil, ao que depois veio a ser a figura do “agitador cultural”. Ao longo de sua vida, o escritor sempre trabalhou com a realização de eventos multifacetados, promoveu a cultura e a arte brasileiras através de textos, manifestos, polêmicas e provocações que tensionaram o próprio fazer artístico nacional.
Em certa medida, a persona de Oswald confunde-se com sua obra, que por sua vez é fundamental para a criação das bases do movimento modernista. O “enfant terrible” (“criança terrível”) da elite paulistana buscou, através dos chistes e do escândalo, o rompimento estético e político com os parâmetros artísticos conservadores que marcavam a literatura e as artes no Brasil do início do século 20. Essas características seguem influenciando diferentes nomes da cultura brasileira desde então, e de certa forma, ainda se mantém na obra de autores como Tom Zé, Arnaldo Antunes, Beatriz Azevedo, entre outros – como vamos explicar nas aulas a seguir.
Desenvolvimento
Contextualização
A reportagem “De Cadillac em Paraty” apresenta a figura polêmica, provocadora e passional do escritor paulistano Oswald de Andrade. A repórter Mariana Delfini traça um perfil do escritor em paralelo à realização da Festa Literária de Paraty (FLIP), que em sua 9ª edição presta homenagem ao modernista. A dinâmica da FLIP, com suas apresentações musicais e teatrais, palestras e discussões literárias faz lembrar os eventos que o próprio Oswald ajudou a organizar – a começar pela Semana de Arte Moderna, em 1922.
A partir da leitura da reportagem de BRAVO! vamos analisar o impacto do Modernismo na literatura e nas artes, e também vamos explorar o desenvolvimento da estética modernista, que proporcionou o surgimento, quatro décadas depois, da Tropicália.
O objetivo é que, ao final desta sequência consigamos responder à seguinte pergunta: “Quem são os artistas que no século 21 se aproximariam do agitador cultural que Oswald de Andrade representou em seu tempo?”.
AULA 1 - Oswald de Andrade e o Modernismo: um moleque maravilhoso arromba a festa da elite paulista
Explique aos alunos que esta aula servirá para que entendam como Oswald de Andrade ajudou a articular o Modernismo no Brasil e como este movimento influenciou outras manifestações na arte brasileira.
Contextualize a obra de Oswald de Andrade e seu papel como um dos principais articuladores da Semana de Arte Moderna. Relacione o movimento modernista com as vanguardas artísticas europeias. Lembre da importância da Semana para o rompimento com a estética parnasiana e o ideal que imperava, da “arte pela arte”. Fale a respeito das ideias defendidas pelos modernistas: a renovação da linguagem, a valorização do coloquialismo e da linguagem popular, a busca de uma expressão nacionalista acompanhada de crítica social que demarcasse uma identidade artística independente, e o estabelecimento de uma identidade nacional própria, que tivesse como raízes os elementos primitivos, tropicais, coloniais e a cultura ocidental, a literatura, a civilização.
Vale apontar as relações entre literatura, pintura, música e escultura, e a opção deliberada dos artistas modernistas de, neste momento, criar suas obras a partir de influências artísticas mútuas. Cite nomes de artistas que, em conjunto com Oswald de Andrade, fizeram parte da Semana e ajudaram a estabelecer o movimento Modernista no Brasil: Mário de Andrade (escritor, ensaísta, musicólogo); Tarsila do Amaral e Anita Malfatti (artistas plásticas); Patrícia Galvão (escritora); Victor Brecheret (escultor); Heitor Villa-Lobos (compositor e maestro), entre outros. Se considerar pertinente, mostre aos alunos trechos de obras, imagens ou fotografias dos autores citados para ilustrar a aula.
Leia com a turma a reportagem “De Cadillac em Paraty”. Faça em conjunto com os alunos uma demarcação das principais características de Oswald de Andrade, descritas na matéria e registre-as no quadro. Procure enfatizar a personalidade intensa do escritor, suas contradições e conflitos, as relações amorosas, os amigos no Brasil e exterior, o papel que desempenhou no estabelecimento da estética modernista e da identidade cultural brasileira ao longo do século 20, e as diferentes opiniões de intelectuais a respeito da vida e obra de Oswald.
Selecione excertos do “Manifesto Antropofágico”, de algumas das poesias dos livros “Pau-Brasil” e “Primeiro caderno de poesia do aluno Oswald de Andrade”. Deixe que os alunos leiam silenciosamente os poemas selecionados e, em seguida, faça uma comparação do poema “A Descoberta” com a “Carta ao Rei D. Manoel”, escrita por Pero Vaz de Caminha. Deixe clara a intenção de Oswald de transformar o sentido original do documento em um manifesto crítico sobre a sociedade brasileira do século 20.
Nos poemas do “Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade”, procure evidenciar a utilização consciente do sarcasmo e da ironia como uma forma de rompimento com o provincianismo conservador que vigorava na sociedade brasileira da época. Promova um breve debate a respeito desses temas e peça aos alunos que anotem suas principais conclusões.
Depois, apresente referências iconográficas sobre o Modernismo, como, por exemplo, imagens das cenas de antropofagia encontradas no relato de Hans Staden, utilizadas por Oswald para ilustrar a Revista da Antropofagia; ou o quadro “Abaporu” (1928) de Tarsila do Amaral, esposa de Oswald, que foi a principal motivação estética para o Manifesto Antropofágico.
Para introduzir o que será trabalhado com mais profundidade na aula seguinte, mostre aos alunos o disco “Tropicália”, de vários autores, lançado como manifesto estético em 1968 e deliberadamente inspirado nas ideias de Oswald de Andrade. Contextualize seu lançamento como uma tentativa de renovar a estética modernista (marcada pela valorização da cultura popular, do colorido tropical, do abstracionismo nas artes plásticas, da forma livre na poesia, da identificação com elementos tropicais, indígenas, africanos). Através da releitura da Antropofagia modernista feita sob o viés da cultura pop, o Tropicalismo repetiu, em certa dose, o escândalo modernista: assim como seus antecessores da década de 1920, os tropicalistas propunham a valorização da arte e da cultura nacionais sem considerar nocivas as influências estrangeiras, especialmente as inovações musicais surgidas no bojo da indústria cultural nos anos 1960, identificadas pelo rock e suas guitarras, o psicodelismo, o cinema de vanguarda e a arte pop.
Demonstre que, assim como na década de 1920, a reação conservadora foi contundente – havia um debate sério sobre o uso da guitarra elétrica na música. Houve até uma passeata contra a presença do instrumento na música brasileira, e vários artistas eram vaiados pela plateia quando se apresentavam com instrumentos elétricos. No contexto político, a reação foi ainda mais contundente: o Regime Militar prendeu, censurou e exilou vários artistas do período, dando um fim abrupto ao movimento.
Para finalizar, execute a música “Geleia geral”, de Gilberto Gil e Torquato Neto (de “Tropicália”, de 1968). Procure estabelecer com a turma possíveis relações entre a letra e as ideias de Oswald de Andrade.
Como lição de casa, divida os alunos em grupos e peça que pesquisem o Tropicalismo e seus principais mentores. Oriente-os para que comparem frases do Manifesto Antropofágico (como, por exemplo: “Só me interessa o que não é meu”; “Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil”; “Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de Senador do Império. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses”) com a fragmentação e aproximação de elementos distintos, conforme os versos da canção Geleia Geral (por exemplo: Doce mulata malvada,/um LP de Sinatra,/maracujá, mês de abril/ Santo barroco baiano,/superpoder de paisano,/ formiplac e céu de anil/ Três destaques da Portela,/ carne-seca na janela,/ alguém que chora por mim/ Um carnaval de verdade,/ hospitaleira amizade,/ brutalidade jardim, ou ainda o refrão da música que aproxima o rock iê-iê-iê com o bumba-meu-boi).
Lembre os alunos que, mesmo sendo um movimento marcado pela música, houve manifestações na arte (principalmente com obras de Lygia Clark e Hélio Oiticica), na poesia (com Torquato Neto) e na prosa (com José Agrippino de Paula e a obra “PanAmérica”, de 1967).
TEXTO DE APOIO
1. Letra da canção GELEIA GERAL
Um poeta desfolha a bandeira
e a manhã tropical se inicia
Resplandente, cadente, fagueira
num calor girassol com alegria
Na geleia geral brasileira
que o Jornal do Brasil anuncia
Ê, bumba-yê-yê-boi
ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê
é a mesma dança, meu boi
“A alegria é a prova dos nove”
e a tristeza é teu porto seguro
Minha terra é onde o sol é mais limpo
e Mangueira é onde o samba é mais puro
Tumbadora na selva-selvagem,
Pindorama, país do futuro
Ê, bumba-yê-yê-boi
ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê
é a mesma dança, meu boi
É a mesma dança na sala,
no Canecão, na TV
E quem não dança não fala,
assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala
as relíquias do Brasil:
Doce mulata malvada,
um LP de Sinatra,
maracujá, mês de abril
Santo barroco baiano,
superpoder de paisano,
formiplac e céu de anil
Três destaques da Portela,
carne-seca na janela,
alguém que chora por mim
Um carnaval de verdade,
hospitaleira amizade,
brutalidade jardim
Ê, bumba-yê-yê-boi
ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê
é a mesma dança, meu boi
Plurialva, contente e brejeira
miss linda Brasil diz "bom dia"
E outra moça também, Carolina,
da janela examina a folia
Salve o lindo pendão dos seus olhos
e a saúde que o olhar irradia
Ê, bumba-yê-yê-boi
ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê
é a mesma dança, meu boi
Um poeta desfolha a bandeira
e eu me sinto melhor colorido
Pego um jato, viajo, arrebento
com o roteiro do sexto sentido
Voz do morro, pilão de concreto
tropicália, bananas ao vento
(Torquato Neto e Gilberto Gil).
AULA 2 - Os herdeiros de Oswald de Andrade: vozes dissonantes na cultura brasileira
Retome rapidamente o que foi discutido na aula anterior e, em seguida, execute a canção Parque industrial, de Tom Zé, que também está no disco “Tropicália”.
Entregue cópias da letra da música para os alunos e apresente o cantor baiano como um dos possíveis herdeiros de Oswald de Andrade, por conta de sua postura crítica, multifacetada no palco, além da fusão de elementos da música brasileira com a sonoridade eletrônica.
Execute a música “Relicário”, poesia de Oswald de Andrade musicada por Beatriz Azevedo no álbum “Alegria” (2008). Dê ênfase à ironia presente na letra da canção e exponha o aparente paradoxo, presente no poema, a partir da ideia de fundação de uma identidade nacional através de elementos eruditos, formais e europeus com a cultura popular. Em tempo: o poema fala que em um baile da Corte em que o Conde D’Eu, francês e marido de Princesa Isabel, tem uma atitude condescendente para com o “parati” (cachaça), a farinha de suruí e o fumo - marcas da cultura popular.
É importante frisar que a grande influência dos conceitos da Antropofagia na arte brasileira passava justamente pela ideia de uma deglutição de elementos exóticos e exteriores e sua posterior transformação em algo novo. Esses conceitos podem ser trabalhados de modo que fique claro aos alunos a origem dupla da cultura brasileira: de um lado tropical, primitiva, selvagem e antropofágica; de outro, europeia, clássica, formal, “civilizada”. A cultura brasileira seria o caldo resultante da fusão desses conceitos, cujos desdobramentos ainda teriam eco na arte contemporânea.
Em seguida, apresente aos alunos a canção “Consciência”, de Arnaldo Antunes, conte que o autor é um artista multimídia e questione os alunos se sua obra pode ser analisada como herdeira da contestação e agitação de Oswald de Andrade.
Depois de ouvir a opinião da turma, conte que Antunes é poeta, cantor, compositor e artista gráfico paulistano. Ele propõe, em sua obra, um diálogo entra literatura, a música pop e a performance artística. A letra de “Consciência” pode ser relacionada com a busca da formulação da identidade nacional, tão cara a Oswald de Andrade e os Modernistas: para tomar consciência de si, o eu-lírico constrói uma persona através de uma metáfora que faz uso da aglutinação fisiológica: olhos, carne, músculos, osso, barriga, cabelo, tripas, língua, boca, cara etc. Essa construção pode ser analisada como uma “antropofagia às avessas”. Não é à toa, também, a citação da Carta de Caminha – que faz referência tanto aos poemas de Oswald de Andrade já analisados na aula anterior.
Também é interessante que você traga para esta aula outros nomes da arte brasileira que podem ser considerados herdeiros da tradição modernista: Beatriz Azevedo, escritora, diretora de teatro, cantora e compositora; José Miguel Wisnik, ensaísta, crítico literário, compositor e produtor musical; José Celso Martinez Correa e o Teatro Oficina; Arnaldo Antunes, cantor, compositor e poeta; além do próprio Tom Zé, são alguns nomes que podem ter sua obra relacionada com o modernismo e fundamentalmente com os conceitos difundidos por Oswald de Andrade – em especial, a ideia de agitação cultural.
TEXTOS DE APOIO
1. Poema RELICÁRIO
No baile da Corte
Foi o Conde d'Eu quem disse
Pra Dona Benvinda
Que farinha de Suruí
Pinga de Parati
Fumo de Baependi
É comê bebê pitá e caí
(Oswald de Andrade, musicado por Beatriz Azevedo)
2. Letra da canção PARQUE INDUSTRIAL
Retocai o céu de anil
Bandeirolas no cordão
Grande festa em toda a nação.
Despertai com orações
O avanço industrial
Vem trazer nossa redenção.
Tem garota-propaganda
Aeromoça e ternura no cartaz,
Basta olhar na parede,
Minha alegria
Num instante se refaz
Pois temos o sorriso engarrafado
Já vem pronto e tabelado
É somente requentar
E usar,
É somente requentar
E usar,
Porque é made, made, made
Made in Brazil.
A revista moralista
Traz uma lista dos pecados da vedete
E tem jornal popular que
Nunca se espreme
Porque pode derramar.
É um banco de sangue encadernado
Já vem pronto e tabelado,
É somente folhear e usar,
É somente folhear e usar.
(Tom Zé)
3. Letra da canção CONSCIÊNCIA
Tire a mão da consciência e meta
No cabaço da cabeça
Tire a mão da consciência e ponha
No buraco da vergonha
Tire a mão e ponha o corpo todo no corpo da consciência
Ponha ouvido orelha língua boca na cara da consciência
E umbigo na barriga dela
Ponha olhos no colírio dela
Ponha tripas na barriga dela
Ponha olhos nos óculos dela
O cabelo o pelo a pele a perna o braço a carne o sangue pensa
A madeira o nervo a unha a terra a água o leite o peito pensa
O plástico o fogo o estômago o aço o osso o coração o cigarro o chiclete
o pano o papel a coluna a vértebra o músculo o vidro o fígado o cágado
a pedra pensa
Tire a mão da consciência e meta a mão na consistência
Tire a mão da consciência e meta
No cabaço da cabeça
Tire a mão da consciência e ponha
Na cabeça da vergonha
Tire a mão da consciência e meta no cabaço da cabeça
Ponha oxigênio e gás carbônico no ar da consciência
E comida na barriga dela
Ponha olhos nas lágrimas dela
E ossos por dentro da carne, carne por dentro da pele dela.
Tire a mão da consciência e meta a mão na consistência
Tire a mão da consciência e meta no cabaço da cabeça
Ponha oxigênio e gás carbônico no ar da consciência
Ponha ouvido orelha língua boca na cara da consciência
Tire a mão da consciência e meta a mão na consistência
a mão na consistência
a mão na consistência
“A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados. De Bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura, nem estimam nenhuma cousa a cobrir nem mostrar suas vergonhas. E estão acerca disso com tanta inocência como tem em mostrar o rosto”. Carta a El-Rei Dom Manuel, de Pero Vaz de Caminha.
(Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra)
Sugestão de trabalho:
Com base nos aprendizados das aulas, sugira aos alunos a realização de um trabalho avaliativo que faça comparações entre:
a) a estética Antropofágica/ Modernista, b) a estética do Tropicalismo e c) a apropriação de conceitos Modernistas por artistas contemporâneos (como Arnaldo Antunes e Beatriz Azevedo).
É importante que os alunos identifiquem os temas tipicamente nacionais explorados pelos modernistas, como a valorização do elemento “selvagem”, do primitivismo, da linguagem popular, sua apropriação de valores estrangeiros, e sua possível relação com a produção contemporânea.
Avaliação
Observe se os alunos compreenderam as principais ideias trabalhadas nas aulas: 1. as principais características do Modernismo; 2. a importância da Semana de Arte Moderna como evento que difundiu e concretizou o Modernismo na literatura e nas artes brasileiras; 3. o Tropicalismo como um movimento artístico-literário-musical inspirado no Modernismo, que buscava avançar os conceitos da Antropofagia; e 4. Oswald de Andrade como “agitador cultural” brasileiro e seus possíveis herdeiros na literatura e na arte brasileira contemporânea. Leve em conta, também, a pesquisa realizada pelos alunos e o trabalho sugerido no final da segunda aula, que traz uma síntese dos aprendizados propostos.
Consultoria André Luis Rosa e Silva
Professor de Literatura e Mestre em Educação pela Universiadde Estadual de Ponta Grossa (UEPG).