Conteúdo relacionado
Este plano de aula está ligado aos seguintes vídeos de VEJA.com:
De Drácula a saga Crepúsculo, do século 19 aos dias de hoje, as histórias de vampiro fascinam gerações. Analise com a turma por que essas figuras tão sombrias encantam o público e investiguem o que os vampiros têm a ver com o Romantismo
Objetivos
- Identificar as principais características do vampiro na literatura e no cinema.
- Analisar os motivos pelos quais a figura do vampiro é tão atraente na literatura e fascinante no cinema.
- Apontar semelhanças e diferenças entre os personagens da série "Crepúsculo", o Conde Drácula (do livro de Bram Stoker) e outros vampiros clássicos da literatura e do cinema.

Conteúdos
- Literatura e cinema de horror.
- Vampirismo.
- Características do Romantismo e da literatura contemporânea.
Tempo estimado
Duas aulas
Materiais necessários
- Vídeos em que a editora de Veja, Isabela Boscov, comenta a Saga Crepúsculo. Disponíveis em: http://abr.io/saga-crepusculo
- Trechos selecionados dos livros: "Drácula", de Bram Stoker; e da série "Crepúsculo" (Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer), de Stephanie Meyer.
- Imagens pré-selecionadas de vampiros do cinema e da literatura. Uma boa fonte iconográfica é a "Enciclopédia dos Monstros", de Gonçalo Júnior. O livro apresenta o tema de forma bastante completa, e possui várias referências gráficas de monstros da literatura, da história, do cinema e dos quadrinhos. Neste livro, você encontrará curiosidades sobre os vampiros clássicos do cinema, interpretados por Max Schreck (1922), Bela Lugosi (1931), Gloria Holden (1936), Cristopher Lee (1958). O exemplar é uma boa introdução à literatura de horror, em que o mito do vampiro está presente em suas diversas representações.
- O trailer de "Nosferatu", de F.W. Murnau, está disponível em: http://abr.io/nosferatu
- O trailer de "Drácula", com Bela Lugosi (em inglês), está aqui: http://abr.io/dracula
- O trailer de "O vampiro da Noite" (em inglês), com Christopher Lee, pode ser visto em: http://abr.io/vampiro-noite
- O trailer legendado do filme "Drácula de Bram Stoker", de Francis Ford Copolla pode ser visto aqui: http://abr.io/dracula-2
- O trailer de "Entrevista com o Vampiro", de Neil Jordan, encontra-se em: http://abr.io/entrevista-vampiro
- Computador com acesso à internet e um data show para exibir os vídeos para a turma.
Introdução
Os vampiros sempre nos fascinaram. Sua presença intrigante e misteriosa, ao mesmo tempo forte e frágil, ardilosa e encantadora, jovial e decrépita, e também sua imagem de imortalidade, contribuem para que vampiros apareçam com frequência como personagens do folclore, da literatura, da música, da moda e do cinema em todo o mundo.
A cultura popular e a literatura na Europa do século 19, assim como o cinema do século 20, foram bastante influenciados por lendas sobre personagens obscuros e terríveis, como o romeno Vlad III (1431-1476), príncipe da Valáquia, conhecido como "Vlad Dracul", ou "Vlad, o Empalador", nome com qual passou à posteridade, e que faz referência à crueldade sanguinária com que submetia seus inimigos; ou ainda, a condessa húngara Elizabeth Bathory (1560-1614), que aterrorizava a todos pelo hábito de beber e banhar-se no sangue de garotas virgens, com o propósito de conservar sua beleza e juventude.
Características românticas como o egocentrismo e o individualismo; o desejo de evasão; o herói condenado, incompreendido e inadaptado à sociedade; a idealização do amor; o medievalismo; os elementos góticos; a fusão entre o grotesco e o sublime podem ser identificadas na concepção de obras como o clássico Drácula de Bram Stoker (1897), a série Crepúsculo, de Stephenie Meyer (2005) e também na maioria dos filmes de vampiros realizados ao longo do século 20.
A série Crepúsculo, adaptada com grande sucesso para o cinema, acrescenta a essas características uma dose de sentimentalismo na forma de agir dos personagens principais: o vampiro Edward Cullen e a adolescente Isabella Swan, que se apaixonam e passam a viver um amor repleto de exageros, incertezas, situações esdrúxulas e momentos dramáticos, em que o afastamento forçado dos amantes torna sem sentido sua existência individual. Também o estereótipo da donzela, envolvida em uma situação-limite - seja um atropelamento, ou o ataque de inimigos -, na iminência de ser salva pela intervenção de seu herói, reforça o uso de tais características.
A força infinita e a imortalidade sempre seduziram a humanidade. Em outro aspecto, porém, aquilo que parece uma dádiva, acaba gerando várias inconveniências - como a ideia de que ser imortal é uma maldição. Um vampiro é, sobretudo, um ser melancólico e condenado a uma condição ambígua, ao mesmo tempo de gênese humana e espectro sobrenatural. Tal condição só se realiza através de postura extremamente cruel, porém necessária, justamente para que o monstro possa manter sua força e imortalidade intactas.
Drácula é cruel e não tem nenhuma compaixão. Jamais hesita em sacrificar vítimas, para manter seu domínio das forças do além. Entretanto, no livro de Bram Stoker, o vampiro expõe sua fraqueza ao apaixonar-se pela bela noiva de Jonathan Harker, agente imobiliário recém-contratado, cujo primeiro trabalho é justamente mediar a compra de terras na Inglaterra pelo obscuro e excêntrico conde do interior da Transilvânia. Drácula tenciona transformar a moça em vampiro e com isso, afastá-la definitivamente de Harker. Para realizar o intento, além de sugar seu sangue, num momento de transe, oferece a ela um pouco do seu - desta forma, cria-se um vínculo sobrenatural inquebrantável que une sua figura à da pobre donzela.
O vampiro Edward Cullen, da série Crepúsculo, por sua vez, está sempre em conflito com sua condição. Descrito como jovem lindo, forte, inteligente e encantador, um modelo daquilo que atrairia qualquer garota adolescente, é também um ser que vê a si mesmo como aberração, cuja condição leva ao sofrimento de todos os humanos que cruzam seu caminho. Esse conflito, entretanto, é incapaz de evitar a paixão por sua colega de escola, Isabella Swan - e contra todos os prognósticos, eles acabam ficando juntos. Edward vê a si mesmo como um monstro cruel e terrível vestido com a aparência de um ser angelical, cujas ações, de uma ou de outra forma, sempre afetam negativamente aqueles com quem se relaciona.
Tomando como ponto de partida o clássico do século 19 em comparação com os best-sellers dos anos 2000, analise com os alunos alguns aspectos que tornam tão atraente a figura dos vampiros. Na literatura clássica, os vampiros são dotados de poderes e características especiais: podem assumir a forma animal (o morcego é uma delas); têm aversão a crucifixos e outros símbolos cristãos, como água-benta; possuem os caninos protuberantes, de modo a sugar o sangue de suas vítimas; não têm reflexos; dormem em caixões; jamais envelhecem; são mortos se expostos à luz solar; só podem ser exterminados se tiverem uma estaca de madeira enfiada em seu coração ou se forem decapitados. Na série "Crepúsculo", os vampiros não mudam de forma; são indiferentes a crucifixos; não têm caninos expostos; possuem reflexo diante de um espelho; não dormem em caixões - na verdade, os vampiros de Crepúsculo não necessitam de sono, mas se deitam em camas para manter as aparências junto aos humanos. Além disso, só podem ser mortos por outro vampiro mais forte, que possa destroçar ou infligir a dor a seu oponente.
Apesar de serem essencialmente seres avessos à luz, os vampiros de Stephenie Meyer não morrem quando expostos ao sol: sua pele se torna extremamente brilhante diante da luz solar, o que evidencia sua condição sobrenatural. Em comum, os vampiros clássicos e os vampiros de Crepúsculo apresentam a pele alva e fria, não envelhecem, não necessitam de oxigênio, e possuem grande força física.
Nos quatro vídeos de Veja sobre os filmes da saga Crepúsculo, Isadora Boscov comenta em detalhes o sucesso da série, e expõe os motivos que levaram milhões de adolescentes do mundo inteiro a venerar os personagens e suas aventuras. Os vídeos são um excelente ponto de partida para uma abordagem contextualizada dos vampiros, a partir de comparações entre os personagens da série Crepúsculo e os vampiros clássicos da literatura e do cinema, tendo como pano de fundo algumas características do Romantismo que talvez ainda possam ecoar determinados comportamentos contemporâneos.
Desenvolvimento
Preparação
Antes de entrar em sala, assista aos vídeos sobre a saga Crepúsculo disponíveis em Veja.com. Selecione cenas dos livros de Stephen Meyer em que a força e a presença sedutora do vampiro Edward Cullen, vão, aos poucos, culminar na paixão entre ele e Bella Swan. Selecione, também, excertos do livro Drácula, de Bram Stoker, em que o vampiro encontra Mina Murray e tenta seduzi-la.
Analise as diferenças entre as duas obras: no primeiro livro, o contato entre os dois personagens ocorre a partir de situações inusitadas, que acabam por reforçar o conceito de "amor-proibido". Para realizar esse amor, os personagens passam por uma sequência de problemas difíceis de serem superados, cuja solução é fruto da virtude, castidade e paciência, em esperar pela pessoa certa e pelo momento certo de realização. Em Drácula, Bram Stoker nos apresenta o personagem principal como um ser cruel, ambíguo e sem qualquer lastro de compaixão. Porém, o vampiro acaba por desenvolver desejo pela noiva de seu antagonista. Isso o obriga a utilizar de seus poderes malignos para seduzir, dominar e transformar sua amante em um vampiro como ele, além de repudiar seus inimigos - Jonathan Harker e o médico e cientista Albert Van Helsing. Por fim, as intenções de Drácula são malsucedidas, diante das intervenções do seu oponente, que tem no amor incondicional a inspiração para derrotar o conde maligno.
O romance de Bram Stoker utiliza elementos alegóricos que remetem ao gótico e ao Romantismo. A atmosfera obscurecida, lúgubre e aterrorizante fica evidente nas descrições tanto dos espaços físicos quanto psicológicos: a longínqua e misteriosa Transilvânia, o castelo obscuro e labiríntico do Conde Drácula, a viagem de navio carregado de caixões na tempestade, o fim trágico de toda tripulação, a cidade de Londres envolvida pela névoa e escuridão, o caixão do vampiro, seu aspecto medonho, a terrível transformação dos humanos em bestas, as aparições de Drácula, sempre envoltas em mistério e situações aterradoras, a aflição e o terror que sua presença gera nas pessoas, a submissão dos mortais diante de tal poder malévolo. Também é possível destacar a luta entre o bem e o mal, representada pelo empenho do personagem Jonathan Harker, que usa de todos os recursos para livrar a noiva Mina Murray da maldição diabólica do Conde Drácula.
Apesar de estar situado no período imediatamente posterior ao Romantismo, o romance, publicado em 1897, apresenta características tradicionalmente popularizadas pela escola romântica: a luta do bem contra o mal, a evasão da realidade e o devaneio, o amor impossível, o individualismo, o sentimentalismo, a idealização da mulher como ser frágil e dependente de proteção, o amor como fonte de destruição e superação, as referências à Idade Média, o personagem obscuro em luta contra o herói determinado a salvar a vida da amada. Drácula é um personagem egocêntrico e narcisista, ao mesmo tempo sedutor e misterioso. Seu antagonista, Jonathan Harker, é um simples corretor que, por conta de um negócio ambicioso que garantirá seu casamento, vê-se na condição de cativo de um monstro cruel e desumano, e a partir disso experimenta terríveis provações, na tentativa de garantir de volta a felicidade e equilíbrio perdidos. Outra característica romântica é a religiosidade presente no enredo, através de elementos do cristianismo usados como amuletos capazes de proteger os que os possuem contra os ataques do vampiro.
A beleza e a inocência de Mina Murray também merecem destaque: sua exuberância é tamanha que mesmo o terrível Conde Drácula não pode resistir, e é justamente isso o que vai provocar a própria ruína do vampiro. A ideia do amor como força universal capaz de provocar a redenção diante do mal fica explícita no romance oitocentista. O medievalismo pode ser encontrado nos traços do conde, estereotipado como aristocrata excêntrico, que vive em um castelo imenso e misterioso, no interior da Europa, o que produz um clima de terror que remete ao passado obscuro da Idade Medieval.
A saga Crepúsculo, por sua vez, traz um enredo marcado por personagens com traços românticos. O vampiro Edward Cullen se apaixona perdidamente pela jovem donzela Bella Swan. O amor é a princípio rejeitado pelo próprio Cullen, por se tratar de uma ideia inviável diante das circunstâncias de sua condição sobrenatural. Bella encarna a adolescente entediada e desprotegida, de vida desinteressante no interior da Virginia, onde mora com o pai depois de viver por anos em Los Angeles. A idealização dos personagens, bem ao gosto romântico, fica evidente na descrição que a autora faz de Edward e sua família, logo no primeiro capítulo de Crepúsculo: são seres "inumanamente lindos", cujos rostos poderiam adornar revistas de moda ou pinturas de grandes mestres. Os Cullen são apresentados como uma família rica, educada, de gosto refinado e beleza descomunal.
Depois de separar os materiais necessários e analisar as obras que serão trabalhadas em sala, proponha aos alunos que analisem de que forma o fascínio com que os vampiros nos envolvem está ligado à idealização da beleza, força, distinção, erotismo e imortalidade - características que também podem ser encontradas na gênese de vampiros clássicos da literatura e do cinema.
1ª aula
Para começar, peça as opiniões dos alunos sobre os livros e os filmes da série Crepúsculo. Pergunte se conhecem outros livros e filmes de vampiros, e questione a turma se esse tipo de personagem os atrai. Com base nas respostas, explique que nas próximas aulas vocês irão analisar as características dos vampiros e sua representação na Literatura e no Cinema.
Em seguida, elabore um quadro, com ajuda dos alunos, expondo as características dos vampiros citadas pela turma. Depois, faça um comentário sobre o livro "Drácula". Questione os alunos sobre as possíveis comparações entre a obra de Bram Stoker e os personagens de Crepúsculo, de Stephen Meyer.
Após esse primeiro momento, exiba para os alunos os vídeos de Veja.com em que Isabela Boscov comenta os filmes "Eclipse" e "Amanhecer - parte 1". Destaque o clima de sedução, originado pela paixão entre Bella e Edward. Fale também sobre a sedução que a condição misteriosa e fascinante dos vampiros exerce nas pessoas. Demonstre que este fascínio tem origem muito antiga, e pode ser encontrado em crenças e lendas populares em várias partes do mundo. Antigamente, associavam-se suicidas, pessoas de má-índole ou traidores a vampiros. Tais pessoas seriam condenadas por seus pecados a vagar pela terra eternamente, alimentando-se do sangue dos vivos.
Narre as lendas de Vlad, o Empalador e da condessa Bathory (conforme a introdução deste plano de aula), e explique que tais histórias serviram como inspiração para muitos autores e diretores criarem seus vampiros. Destaque também que autores contemporâneos, como a escritora Ann Rice, utilizaram a imagem do vampiro sedutor e terrivelmente cruel como modelo para os livros "O vampiro Lestat" e "Entrevista com o vampiro" - este último, adaptado para o cinema, nos anos 1990.
Selecione trechos de Drácula (por exemplo, a cena do encontro de Jonathan Haker e o Conde em seu Castelo; a morte e a transformação da amiga de Mina em um vampiro, a cena em que o conde, após morder a moça pela primeira vez, passa a surgir em seus sonhos e tenta seduzi-la, os artifícios que Harker passa a utilizar, com a ajuda do médico e cientista Van Helsing para evitar a concretização dos planos de Drácula e, por fim, destruí-lo) e compare-os com trechos de Crepúsculo e Lua Nova (por exemplo, quando Edward salva Bella de ser esmagada por um carro desgovernado; o momento em que Edward decide se separar de Isabella, e ela deixa claro que não conseguirá sobreviver longe de seu amor; a cena em que Edward descreve sua família como membros de uma espécie de "vampiros-vegetarianos", que se recusam a maltratar humanos, e alimentam-se unicamente de sangue de animais; ou ainda o momento em que Edward jura a Bella que jamais fará mal a ela, sob qualquer circunstância).
Após a leitura coletiva dos trechos, questione os alunos se as características expressas em ambos os livros podem ser comparadas, e por que seduzem tanto os leitores. Procure fazê-los observar o fato de que a sedução, tanto em Drácula, quanto em Crepúsculo, ocorre independente da vontade do vampiro ou de sua amada. Entretanto, observe que em Drácula, o vampiro é um vilão cruel que acaba derrotado pela união entre o pensamento científico de Van Helsing e o amor inabalável de Harker por Mina, enquanto na série Crepúsculo, os personagens se envolvem emocionalmente, conscientes de quebrar regras que os acabam levando a diversas situações de perigo, sob as quais não têm controle absoluto.
Observe junto aos alunos que Edward pode ser comparado a um herói romântico quando não se importa que seu amor por Bella o faça entrar em conflito com seu próprio clã. A fascinação que Bella pode exercer nos leitores, surge talvez pelo fato de a personagem ser uma moça normal, mas que repentinamente, por obra do acaso, torna-se objeto da paixão e disputa entre dois heróis fantásticos (Jacob, o lobisomem romântico, e Edward, o vampiro de quem Bella é namorada). Isso ajuda a projetar a personagem como uma adolescente comum, até meio sem graça, mas que nem por isso deixa de ser interessante aos olhos de um herói muito especial.
Discuta com os alunos se um dos fatores que faz com a série tenha tanto sucesso é a possibilidade de um herói sedutor, como Edward ou Jacob, apaixonarem-se por uma adolescente entediada e em crise. Não deixe de destacar que a figura do vampiro adquiriu grande popularidade justamente pelo fascínio exercido por seus aspectos mais sombrios. Tais aspectos, ao mesmo tempo fonte de repulsa e sedução, contribuem para o estabelecimento do vampiro como um dos mitos mais marcantes do nosso tempo, difundido especialmente através do cinema e da literatura.
Como lição de casa, proponha aos alunos que produzam um texto em que identifiquem, entre as características do enredo e das personagens das duas obras analisadas, quais se aproximam e quais são diferentes. Se for pertinente, sugira também que elaborem coletivamente um painel com as principais características dos vampiros, para deixar em destaque na sala durante a próxima aula.
2ª aula
Inicie a aula retomando os conteúdos trabalhados na aula anterior e reserve alguns minutos para ouvir as opiniões dos alunos a respeito das propostas e características analisadas sobre Drácula e a saga Crepúsculo.
Em seguida, aproveite a discussão para falar sobre a história do vampiro no cinema. Comente alguns filmes de vampiros e ilustre a aula com a exibição de imagens ou trechos dos filmes. Algumas sugestões são: "Nosferatu", de F. W. Murnau (1922), com Max Schreck; "Drácula", de Tod Browning (1931), com Bela Lugosi; "The horror of Dracula - O vampiro da noite", de Terence Fisher (1958), com Christopher Lee; "Nosferatu, o vampiro da noite", de Werner Herzog (1979), com Klaus Kinski; "Drácula de Bram Stoker", de Francis Copolla (1992), com Gary Oldman; ou "Entrevista com o Vampiro", de Neil Jordan (1994), com Tom Cruise, Brad Pitt e Antonio Banderas (os trailers dos filmes estão todos disponíveis no item "Materiais necessários" neste plano de aula).
Enfatize curiosidades relativas aos filmes de vampiros e as superstições que foram, ao longo dos anos, alimentando lendas nos estúdios cinematográficos: por exemplo, a suposição de que o ator Max Schreck era na verdade um vampiro contratado para o papel (este fato foi explorado no filme "A sombra do vampiro", de E. Elias Merhige, rodado em 2000); a obsessão de Bela Lugosi por Drácula, e sua exigência de ser enterrado com a mesma capa usada no filme de 1931; a interpretação de Christopher Lee no filme de 1958, até hoje das mais marcantes e assustadoras, e sua interpretação do conde Drácula em nada menos que 17 produções; a insana interpretação de Klaus Kinski e sua relação vampiresca com o diretor Werner Herzog; a violência e o erotismo do Drácula de Gary Oldman, em 1992; e o cinismo afetado de Lestat, o vampiro interpretado por Tom Cruise no filme de 1994.
Peça que, em grupos, os alunos descrevam as características que mais os chamam atenção em cada um dos personagens citados. Anote no quadro os pontos de destaque.
Para finalizar, divida a turma em grupos de mais ou menos quatro alunos e solicite a produção de um trabalho que contemple: 1) as principais características dos vampiros, na literatura e no cinema; 2) as principais semelhanças e diferenças entre os personagens de "Crepúsculo" e os vampiros clássicos do cinema e da literatura; 3) a conclusão a que chegaram a respeito do fascínio exercido pela figura do vampiro, e suas influências no comportamento e no modo de pensar e agir dos leitores e espectadores de filmes de horror de hoje.
Avaliação
Observe a participação dos alunos nas discussões em sala e pelos trabalhos entregues. Retome os objetivos propostos no início desta aula e verifique se os estudantes compreenderam as semelhanças e diferenças entre vampiros em diferentes períodos da literatura e produções cinematográficas. É importante que os jovens compreendam o fascínio que os vampiros exercem sobre as pessoas. As aulas também podem servir como estímulo para que os jovens escolham um dos livros citados nas aulas para ler.
Quer saber mais?
Bibliografia
Crepúsculo. Stephenie Meyer. Intrínseca, 2008.
Drácula. Bram Stoker. L&PM pocket, 2005.
Enciclopédia dos monstros. Gonçalo Junior. Ediouro, 2008.
O vampiro Lestat: as crônicas vampirescas. Ann Rice. Rocco. 2008.
Filmografia
Amanhecer - Parte 1. Bill Condon. Cor, EUA, 2011. 115 minutos.
Drácula de Bram Stoker. Francis Ford Coppola. Cor, EUA, 1992. 128 minutos.
Entrevista com o Vampiro. Neil Jordan. Cor. EUA, 1994. 123 minutos.
Nosferatu. F. W. Murnau. P&B. Alemanha, 1922. 94 minutos.
Consultoria André Luis Rosa e Silva
Professor de Literatura e Mestre em Educação.