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Conteúdo relacionado

Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Conteúdos
Corpo e movimento

Habilidades
Compreender o funcionamento do corpo humano durante a corrida e fazer um programa de treinamento

Tempo estimado
Duas aulas

A reportagem de VEJA mostra o "aumento espetacular" do número de praticantes de corrida no país. A prática da atividade física, principalmente a da corrida, se disseminou nos centros urbanos por uma série de fatores. Na opinião dos profissionais de Educação Física, isso ocorreu principalmente pela facilidade de acesso à prática, que não requer muitos equipamentos, e pelo desejo e necessidade de socialização.

A corrida não requer muito investimento em equipamentos. É claro que utilizar roupas de modelos e tecidos especiais, ou tênis específicos para o tipo de pisada do praticante, proporciona mais conforto e evita lesões. Entretanto, short, camiseta, meias e tênis confortáveis são mais do que suficientes para um bom começo. Apesar de ser uma modalidade esportiva individual, a prática da corrida ocorre, na maior parte dos casos, em grupos, como VEJA evidencia. Esta é uma forma de aliar a prática esportiva à possibilidade de fazer amizades, ampliar o círculo social ou aproveitar melhor o tempo livre, seja nos clubes, nos parques, nas praias, nas ruas e - por que não? - nas escolas.

Atividades
1ª aula - Apesar das inúmeras vantagens, ainda é um desafio despertar o interesse dos adolescentes pela prática da corrida, em especial na escola. É fundamental que o professor destaque o potencial da corrida para prevenir doenças cardiovasculares e osteoarticulares (nos ossos e articulações), de melhorar a disposição para as atividades do dia a dia, bem como uma série de outros benefícios à saúde e, mesmo, à estética.

É possível trabalhar uma série de aspectos técnicos e coordenativos da corrida mesmo que a escola não disponha de uma pista ou quadra esportiva. Um pátio ou gramado, mesmo que não sejam muito grandes, podem ser espaços aproveitados para a prática da corrida - uma habilidade motora básica presente em grande parte das brincadeiras, jogos e atividades esportivas. A ideia desta aula é que os adolescentes observem, analisem, registrem e compreendam o funcionamento básico do corpo durante a corrida.

Reúna a turma para um breve bate-papo apresentando a proposta. Divida os alunos em pequenos grupos, de acordo com a disponibilidade de material, e distribua canetas e fichas em pranchetas para que eles anotem o nome e a frequência cardíaca de cada um naquele momento. Veja se eles conseguem resolver essa primeira etapa sozinhos e auxilie somente com o que for realmente necessário. Basta colocar a ponta dos dedos indicador e médio no punho ou na região do pescoço próxima à garganta, sentir a pulsação, marcar o número de batimentos durante 6 segundos e multiplicar por 10. Recolha o material com as informações.

Proponha como aquecimento um jogo de pega-pega - gato e rato. Os estudantes vão se distribuir pelo espaço de jogo sentados e com as pernas unidas e estendidas à frente. Somente dois alunos começam em pé: um gato (o pegador) e um rato (o fugitivo). O gato tentará pegar o rato e, caso tenha sucesso, as funções se invertem. Durante a fuga, o rato poderá saltar a perna de um dos colegas sentados. Este deverá levantar no papel de gato e dará sequência à brincadeira como pegador. A idéia é que o maior número possível de pessoas esteja em movimento, portanto, fique à vontade para acrescentar mais uma ou duas duplas de gato e rato no decorrer do tempo, conforme a evolução da atividade e o número de alunos.

Terminado o aquecimento, devolva as fichas e peça para que eles repitam o procedimento, anotando a frequência cardíaca o mais rapidamente possível. Recolha e reserve novamente o material com as informações.

Proponha, então, uma série de estafetas (atividade de corrida em etapas, na qual cada integrante do grupo percorre um mesmo percurso). Um aluno por vez deve correr de um ponto a outro, tocar a mão no chão - ou em algum ponto predeterminado -, retornar e tocar a mão do próximo da equipe, que deve fazer o mesmo. Estimule a competição entre os grupos e varie a forma de deslocamento: corrida de frente com a volta de costas, corridas laterais etc.

No final da aula, reúna a turma e discuta as sensações, como o corpo funciona de forma diferente no repouso e durante as atividades de corrida (sudorese, cansaço, aumento da frequência cardíaca, quais os músculos mais trabalhados etc.), utilizando os dados registrados pela turma.

2ª aula - Reúna a moçada e mostre trechos de vídeos de treinamentos ou provas de corrida com distâncias variadas. Utilize fotos ou demonstre exercícios educativos que envolvam técnica e coordenação de corrida.

Em seguida, peça que eles tentem reproduzir o que viram e estimule a criação de variações de movimentos. Pergunte aos adolescentes se eles conseguem identificar a finalidade específica do movimento observado ou executado e por que determinado exercício é adequado ou importante tanto para um praticante de atividade física quanto a um atleta de elite.

Explique que tanto amadores quanto atletas precisam de um plano de treinamento e ensine-os a fazer uma planilha. O ideal para se tornar um praticante da corrida e usufruir dos benefícios que ela traz é começar com um planejamento de quatro semanas, com exercícios três vezes por semana, com um dia de descanso entre eles. Use a tabela abaixo como referência.

Legenda: CA - caminhada, CAR - caminhada rápida, TR - trote, CL - corrida leve, CM - corrida média, CF - corrida forte, I - intervalo de descanso.
Legenda: CA - caminhada, CAR - caminhada rápida, TR - trote, CL - corrida leve, CM - corrida média, 
CF - corrida forte, I - intervalo de descanso.

Esclareça qualquer dúvida sobre os ritmos e destaque que a variedade deles ajuda a tornar o treino mais interessante e o aumento suave do ritmo impede a sobrecarga e previne lesões.

Lembre aos jovens que a corrida pode ser praticada pela vida toda e é sinônimo de saúde. Vale muito a pena, portanto, guardar essa proposta de plano de treinamento pois, mesmo quando os tempos de escola forem apenas uma lembrança distante, ela ainda vai ser muito útil. Ela, no entanto, não dispensa o acompanhamento de um profissional de Educação Física, que pode elaborar um programa de treinamento individualizado considerando características, preferências e objetivos do praticante.

Atividade sugerida por Fabiana Pinheiro Pereira
Personal trainer e bacharel em Esporte pela USP.

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