Objetivos
Debater com os alunos sobre a sedução publicitária e o consumo inconseqüente
Introdução
A obesidade é tida como um dos paradoxos da opulência econômica dos Estados Unidos. Quanto mais ricos os americanos são, mais gordos ficam. Essa parece ser a lógica na terra do hambúrguer, da batata frita e do refrigerante. O texto de VEJA revela que o problema do excesso de peso vai além da cintura e, no final das contas, instala-se no bolso. Temerosas dos prejuízos decorrentes de processos judiciais movidos pelos glutões, as redes de fast food estão oferecendo um cardápio bem menos calórico. Mas, afinal, quem deve assumir a responsabilidade por esse fenômeno que já alcançou proporções de desastre social a empresa que vende alimentos gordurosos ou o público que os consome? A reportagem fornece subsídios para refletir sobre esses aspectos da questão e avaliar com a turma mais esse respingo do american way of life no cotidiano dos brasileiros.
Atividades
Oriente a leitura da revista e destaque o fato de as relações cotidianas serem extremamente "jurificadas" nos Estados Unidos. Afinal, por lá existe um verdadeiro batalhão de advogados que se oferecem até mesmo nos jornais para processar pessoas e empresas por qualquer motivo. Lembre aos estudantes que, dessa forma, os americanos obtêm indenizações milionárias alegando os motivos mais corriqueiros. A indústria do cigarro, por exemplo, é uma das maiores vítimas e as conseqüências dos processos se estendem até mesmo à publicidade. Provoque opiniões: será que as reivindicações dos obesos são comparáveis às dos fumantes? Os fãs das porções mais fartas argumentam que as lanchonetes não informam adequadamente sobre os riscos associados ao excesso de gordura, sal, açúcar e colesterol de seus produtos. Pergunte se exagerar no consumo de sanduíches, batatas fritas e refrigerantes é uma conseqüência da publicidade das redes de fast food ou o consumidor é que não consegue resistir às suculentas tentações? Como se dá essa relação no caso do cigarro?
Ouça os palpites e fale da relação entre obesidade e poder aquisitivo. Comente que, guardadas as devidas proporções, entre os brasileiros também há uma cultura de oferecer excesso de comida às pessoas sempre que a capacidade de compra permite, obviamente. Crianças gordinhas vale lembrar são quase sempre consideradas saudáveis. Mas e se elas, no futuro, se tornarem obesas, sobre quem deve recair a culpa?
Outro aspecto que merece uma abordagem detalhada é a relação entre a ingestão e a queima de calorias. Em grande parte das cidades americanas, principalmente nos subúrbios ricos e distantes do centro, há um grande número de pessoas que simplesmente não anda a pé. Sendo assim, a cultura das lanchonetes associou-se claramente à do automóvel. Não seria o caso de processar também as indústrias automobilísticas e as empresas imobiliárias? Afinal, esses dois ramos da economia incentivaram o surgimento de uma população que se desloca exclusivamente de automóvel, principalmente para comprar comida. Esse fenômeno também ocorre em nosso país? Será que estamos nos tornando uma nação sedentária? Qual a influência da cultura alimentar americana sobre os índices de obesidade brasileira? Ajude a turma a encontrar as respostas.
Consultoria Jaime Tadeu Oliva
Professor de Geografia do Centro Universitário Unifieo, de Osasco (SP), e autor de livros didáticos
Mony Grazielle - Postado em 17/01/2010 17:16:54
Um filme que casa perfeitamente com o tema em abordado é o "SUPER SIZE ME - A dieta do palhaço (2004)". Ele discute a influência das indústrias da comida rápida na mudança do estilo de vida,na saúde física e psicológica das pessoas. Ele faz um fantástico experimento em que passa a se alimentar basicamente de "fast foods" de uma rede famosa dos E.U.A. , que também existe aqui no Brasil e quase em todo o mundo, e aumenta sosobremaneiramente de peso. O documentário serve para discutir, entre outras coisas, uma das questões propostas aqui pelo professor Jaime : "qual a influência da cultura alimentar americana sobre os índices de obesidade brasileira?". Essa foi minha sugestão! Um bom filme e uma excelente aula pra todos vocês! Abraços, Mony Grazielle