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Plano de Aula

Nossos mares têm pouco peixe. Investigue com a classe por quê

Planeta Sustentável

Objetivos
Analise com os alunos as características biológicas do litoral brasileiro

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Reportagem da Veja:

Introdução
Temos uma das maiores costas oceânicas do mundo, mas nosso país ocupa apenas a 26ª colocação na produção pesqueira mundial, bem abaixo do Peru. Essa baixa quantidade de pescado pode parecer paradoxal, resultado do pouco interesse das autoridades responsáveis pelo setor. Mas há uma explicação científica para isso, revela a reportagem de VEJA. Nossos mares têm poucos nutrientes para os peixes. As informações do texto não param aí. Mencionam também os problemas da captura em águas profundas, numa abordagem abrangente, que pode ser o ponto de partida para um amplo trabalho envolvendo diversas áreas de estudo, incluindo questões de alimentação. O tema é oportuno para suscitar algumas pesquisas sobre a biologia marinha do nosso litoral, considerando os fatores econômicos e ecológicos envolvidos no assunto. Mergulhe fundo com os adolescentes nesses estudos.

Se necessário, revise com a classe os conceitos de diversidade, cadeia trófica, produtores primários, clima, regiões climáticas e ciclo da água. Depois, pergunte se os recursos marinhos são inesgotáveis. Ou existe um limite? O que determina a quantidade de peixe que pode ser pescada? De onde vêm os alimentos dos peixes? Questione qual a percepção do homem acerca da parte terrestre do planeta em comparação com a aquática. Será que os oceanos são homogêneos, extensas áreas monotonamente cobertas de água? Por que as regiões litorâneas apresentam grande abundância de aves aquáticas e mamíferos, como leões marinhos e focas?

Em seguida, passe à leitura do texto e recomende que os jovens assinalem os aspectos desconhecidos. Eles podem originar diferentes linhas de debate.
Mencione algumas das fontes de proteína animal mais comuns na mesa do brasileiro: frango, carne bovina, suína e peixe. Compare a diversidade das carnes com a do pescado oferecido nos mercados e os preços dos produtos. Peça que os estudantes levantem quanto custam peixes planctívoros, como a sardinha, e confronte esse valor com o de espécies carnívoras — o atum, por exemplo.

Amplie a discussão para a evolução da pesca com o auxílio da tabela 1 (abaixo), que aponta a produção nos diversos oceanos em diferentes anos. Relacione esses dados com os da tabela 2 e compare-os com os números brasileiros (abaixo). As explicações sobre a razão das diferenças encontram-se nos sites indicados no final deste plano de aula. Os endereços virtuais oferecem também informações sobre a aqüicultura — a criação em tanques —, que vem crescendo bastante nos últimos anos.

Atividades
Se possível, examine com o microscópio amostras de água do mar. Concentre o material numa rede de malha de 20 a 50 micrômetros e leve ao microscópio. Observe com os alunos os diversos tipos de organismos presentes: algas unicelulares, solitárias ou em cadeias, protozoários, crustáceos etc. Identifique o fitoplâncton e o zooplâncton. Referências sobre esses organismos podem ser encontradas no site da Univale (veja a indicação no final deste plano de aula).

Pergunte quais são os requisitos básicos dos produtores primários, como o fitoplâncton. Como se comporta a luz na coluna de água? De onde vêm os nutrientes necessários?

É interessante propor uma visita à página eletrônica da Nasa para examinar as figuras produzidas por imagens de satélite. Elas refletem a produtividade do fitoplâncton dos oceanos. Ao acessar o site, selecione as coordenadas: latitude 30 South; longitude 30 West, Boreal Winter; size 1024:1024

As áreas mais azuis estão associadas à menor produtividade, enquanto as avermelhadas representam maior quantidade de microorganismos. Chame a atenção para as regiões onde se concentram as maiores biomassas das algas. Será por acaso que a pesca no Brasil é mais rica na Região Sul? Compare as costas Leste e Oeste da América do Sul e a região da Antártica. As diferenças são causadas por um fenômeno chamado ressurgência, no qual as águas frias do fundo ascendem para a superfície iluminada. Isso causa um aumento na biomassa das algas e, conseqüentemente, no alimento para os peixes.

De posse de uma tabela com a produção pesqueira dos diferentes países, levante quais são os maiores pescadores. Exclua da lista aqueles que têm grande tradição no setor e pescam em várias localidades do mundo. Observe que o volume pescado não se relaciona diretamente com o desenvolvimento do país. Existem nações ricas pescando pouco — exceto as que se utilizam de águas internacionais ou de mares territoriais de outros países. Japão, Estados Unidos, Espanha e França, entre outros, fazem isso.

Peça uma pesquisa sobre a biologia de espécies de peixes costeiros, que habitam o fundo, como a garoupa, e de algum peixe pelágico. Debata por que o preço da garoupa é tão alto.

Veja também:

Internet
www.gep.cttmar.univali.br — Página da Universidade do Vale do Itajaí que traz informações sobre os organismos marinhos
seawifs.gsfc.nasa.gov/cgi/biosphere_globes.pl/1054245545 — Página da Nasa que divulga a imagem do satélite Seawifs. Em inglês
www.ana.gov.br/pnrh/DOCUMENTOS/5Textos/6-5Aquicultura.pdf — Site que oferece dados estatísticos sobre a pesca no Brasil

 

 

Consultoria Luis Antonio de Oliveira Proença
Professor de Oceanografia da Universidade do Vale do Itajaí (SC)

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