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Conteúdo relacionado

Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Conteúdo
Mamíferos, endotermia e sistema sensorial

Habilidades
Analisar e compreender as semelhanças e diferenças entre o ser humano e o cão



Tempo estimado
Duas aulas

VEJA revela novas descobertas a respeito do mundo canino. Apesar dos milhares de anos de convívio conosco, o melhor amigo do homem não teve seu comportamento tão estudado quanto os ratos ou os chimpanzés. Agora, porém, há grupos de pesquisas empenhados em tentar entender um pouco melhor como os cães percebem o mundo ao seu redor. O tema, com certeza, deve despertar o interesse da turma e pode servir de ponte para examinar algumas características e o sistema sensorial dos mamíferos.

Atividades
1ª aula - Comece recordando com os alunos o que eles estudaram sobre o grupo dos mamíferos. Peça que dêem exemplos de representantes desse grupo. É muito provável que citem, além dos humanos, muitos animais que foram domesticados. Se achar conveniente, explore a história da aproximação do cão com o homem.

Retome as principais características que definem o grupo, começando pelas mais conhecidas: a presença de pelos no corpo e glândulas mamárias nas fêmeas. Depois, lembre-os de outras particularidades, como o coração de quatro cavidades e a endotermia. Pergunte se essas duas últimas são exclusivas dos mamíferos.

É esperado que alguns se lembrem que elas estão presentes também nas aves. Assinale que ambos grupos são dotados de coração cujas peculiaridades anatômicas os distinguem dos demais, mas tanto a quadripartição como a endotermia são condições necessárias, porém não suficientes, para se classificar qualquer animal como mamífero. Comente que, embora possua quatro cavidades nos dois grupos, o coração dos mamíferos apresenta diferenças em relação ao das aves.

Reveja, então, o conceito de endotermia. Lembre-os de esse é o termo científico para designar o que vulgarmente chamamos de "sangue quente". Trata-se da propriedade que permite a alguns animais (denominados endotérmicos) manter sua temperatura corporal interna relativamente independente das variações térmicas ambientais. Em oposição, os ectotérmicos (ou pecilotérmico - animais de "sangue frio") se caracterizam pela temperatura corpórea variável com as condições termométricas do meio, como os répteis, por exemplo).

Chame a atenção para o fato de que estes últimos são pouco ativos na maior parte do tempo. Os jacarés, por exemplo, passam boa parte do dia parados, já os endotérmicos, como o cão, desempenham diversas atividades que exigem grande quantidade de energia. Indague: qual deles seria capaz de acompanhar seu dono num passeio longo ou brincar durante horas?

Ressalte outras características que o cão e o homem, como representantes dos mamíferos, compartilham. Ambos apresentam semelhanças no sistema sensorial - responsável pela captação de informações, tanto do ambiente como do próprio corpo, que podem ser processadas pelo sistema nervoso. O cão e o homem são equipados com órgãos especializados na percepção da luz - os olhos - e possuem também olfato, um sentido baseado na captação de informações químicas dispersas no ar, além da audição, gustação e tato. As diferenças, no entanto, estão na qualidade desses sentidos. Distribua, em seguida, cópias da reportagem e peça que a garotada leia para a aula seguinte.

2ª aula - Com base no texto de VEJA, destaque as diferenças entre cães e seres humanos, ambos mamíferos, mas pertencentes a ordens diferentes - primata e carnívora, respectivamente. Essa última inclui canídeos (cão e raposa, por exemplo), felídeos (gato, tigre, leão), ursídeos (ursos) e outros. Por isso, apesar das semelhanças, há distinções importantes entre ambas.

Nós confiamos muito na nossa visão, um sentido bastante eficiente nos humanos, que permite perceber grande quantidade de detalhes e diferenças de cores. Os cães, por outro lado, têm no olfato seu sentido mais desenvolvido. Mostre o esquema do sistema olfatório dos canídeos (abaixo) para evidenciar as semelhanças estruturais. Enfatize que o cão possui muito mais células receptoras olfativas do que o homem, razão de seu sentido apresentar uma performance altamente superior à nosso. Provoque os estudantes pedindo que citem exemplos de uso dessa vantagem canina. Há diversos empregos desses animais em atividades de farejamento, que vão desde a detecção de drogas até a busca de pessoas desaparecidas ou soterradas.

Para seus alunos Olfato apurado

Esquema do nariz canino mostrado em ressonância magnética

Ilustração: Robles/Pingado
Ilustração: Robles/Pingado

Uma aplicação interessante é a ideia de treiná-los para identificar certas doenças em seres humanos, como câncer e hiperglicemia (veja indicação no final deste plano). Chame a atenção também para a audição aguçada dos cachorros, capazes de perceber frequências inaudíveis para nós, como as emitidas pelos famosos apitos para cães. Eles também têm maior sensibilidade para a percepção de intensidades sonoras muito baixas.

Por fim, enfatize o fato de que os diferentes animais percebem o mundo de maneiras diversas da nossa. Portanto, se quisermos entender o comportamento de um cão, ou de qualquer outro animal, devemos tomar o cuidado de não explicar suas atitudes com base nos padrões humanos, mas levando em conta essas diferenças que marcam sua maneira de ser.

Quer saber mais?

INTERNET
O site www.cancerdogs.org.uk é dedicado ao emprego de cães treinados para detectar doenças

Roteiro criado por Caio Seiji Nagayoshi
Professor de Biologia do Colégio Santa Cruz, de São Paulo

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