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Plano de Aula

Os inimigos do coração

Planeta Sustentável

Objetivos
Entender a anatomia e a fisiologia do coração e conhecer os fatores que provocam o infarto do miocárdio e a pressão alta

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Reportagem da Veja:

Introdução
Formigamento no braço esquerdo, seguido de fortes dores no peito. Os sintomas do enfarto dificilmente deixam margem para a dúvida. O texto de VEJA, que relaciona o consumo de cocaína e os riscos de um ataque do coração, é ao mesmo tempo um alerta para os jovens - sempre ávidos por novas sensações - e um bom ponto de partida para o estudo de doenças do aparelho circulatório. O plano de aula aborda esses aspectos da anatomia e da fisiologia humana. Aprendida a lição, sua turma pensará melhor antes de acelerar o ritmo cardíaco em viagens rumo a destinos ignorados.

Perigo mortal
No Ocidente, nenhuma doença mata mais que o infarto. As causas do infarto agudo do miocárdio (IAM) variam bastante: entre as principais estão o fumo, o stress, as altas taxas de colesterol, os fatores congênitos, a pressão alta e o envelhecimento. O IAM ataca com maior freqüência homens de 40 a 50 anos e pessoas idosas em geral. Acredita-se que as mulheres contem com uma proteção natural devido ao hormônio estrógeno. A incidência do infarto feminino cresce após a menopausa, quando o corpo pára de produzir tal hormônio.

O desenvolvimento de remédios e tratamentos vem diminuindo os casos fatais de IAM. No entanto, a utilização de substâncias ilícitas como a cocaína e o crack e de drogas socialmente aceitas como o álcool e o cigarro, bem como a péssima qualidade de vida nos grandes centros urbanos, contribuem para a maioria das mortes causadas pela doença.

O ataque cardíaco ou infarto do miocárdio faz parte das chamadas doenças isquêmicas do coração. A isquemia é uma redução da circulação do sangue em certas regiões do miocárdio - a parte muscular do órgão -, o que reduz sua nutrição e oxigenação. No caso de infarto do miocárdio, uma ou mais artérias coronárias são obstruídas, provocando a morte das células locais. Essas obstruções decorrem do acúmulo de plaquetas, células e lipídeos dentro dos vasos sangüíneos.

Fatores de risco
Algumas pessoas são geneticamente predispostas ao infarto, mas, como se sabe, as características hereditárias interagem com o ambiente. Pesquisas indicam que os fumantes têm 60% a mais de chance de sofrer infartos que os não-fumantes. Além de lesionar os vasos sangüíneos, o cigarro - como a cocaína - é vasoconstritor e pode promover a formação de coágulos nas artérias.

Tensões do cotidiano também representam perigo. Apesar das dificuldades impostas pelo ritmo de vida urbano, as atividades de lazer e relaxamento são fundamentais no combate ao stress. Alimentos gordurosos, sobretudo de origem animal, não fazem nada bem porque aumentam o colesterol do sangue. A esses fatores soma-se o peso do corpo: é importante mantê-lo sempre compatível com a altura, uma vez que a obesidade sobrecarrega o coração, exigindo maior atividade do miocárdio. Dessa forma, a prática de exercícios torna-se uma necessidade básica. As atividades físicas permitem um maior controle do peso e ampliam a capacidade respiratória, estimulando uma circulação cardíaca colateral.

Um jeito simples de prevenir o infarto é o acompanhamento periódico da pressão arterial - que pode ser sistólica ou diastólica. A primeira decorre dos disparos proporcionados pelos batimentos cardíacos. Em adolescentes, gira em torno de 12 (120 mmHg de altura na coluna de mercúrio). A pressão diastólica vem do pulsar das artérias. É de mais ou menos 8 (80 mmHg na coluna de mercúrio) em adolescentes.

A pressão pode variar de uma pessoa para outra sem que isso signifique doença ou saúde. O importante é que um mesmo indivíduo não apresente grandes oscilações. Porém, à medida que envelhecemos, a pressão tende a elevar-se gradualmente, já que as artérias perdem sua elasticidade com o tempo. Isso não quer dizer que surjam problemas. Caso a pressão diastólica supere os 90 ou 100 mmHg e a sistólica ultrapasse os 150 mmHg, deve-se procurar orientação médica.

Atividades
1. Peça aos alunos que levantem, junto aos familiares, quem tem ou não doenças cardíacas - como arterioesclerose, angina e hipertensão. A pesquisa deve incluir um questionário em que são perguntados a idade, o sexo, o peso e os hábitos dos entrevistados (Eles bebem? Fumam? Trabalham muito? Praticam esportes?). Você e a turma podem tabular os dados na lousa. A construção de gráficos e tabelas ajuda na interpretação das informações. Questione: que fatores mais influíram nas doenças? As pessoas sem problemas cardíacos têm características em comum? Elabore um quadro estatístico com os dados colhidos. Quais as conclusões?

2. Proponha aos estudantes que meçam suas pressões em postos de saúde ou hospitais próximos de suas casas. Discuta os resultados coletivamente.

3. Abra um coração de boi ou de frango na sala de aula, para que os alunos desenhem e conheçam melhor a anatomia desse órgão. Compare o modelo animal com as ilustrações do coração humano trazidas pelos livros didáticos, identificando seus vasos e cavidades.

Operário-padrão
Se fosse um trabalhador, o coração realizaria o sonho de qualquer patrão. Trata-se do único músculo do nosso corpo que opera sem parar desde o período intra-uterino até o último suspiro. Férias ou greves, no seu caso, equivaleriam a um funesto fim da carreira. Sua função é bombear o sangue pela rede de artérias, veias e capilares que transportam oxigênio e nutrientes para todo o organismo - o circuito inteiro mede mais de 100000 km. As rotas circulatórias são duas: a pulmonar, que conduz o sangue através dos pulmões, e a sistêmica, que o faz passar por todos os tecidos do corpo. As eventuais falhas no funcionamento de um órgão tão vital merecem, é claro, cuidados especiais. A pressão alta e o infarto do miocárdio (veja ilustrações) são dois dos principais males que afetam o coração. O primeiro sobrecarrega a musculatura cardíaca e o segundo corta o fluxo sangüíneo arterial - o que pode levar à morte.

Veja também:

BIBLIOGRAFIA
Biologia dos Organismos 2
, J. M. Amabis e G. R. Martho, Ed. Moderna, tel. 0800-17-2002

 

Consultoria Miguel Angelo Thompson Rios
Professor de Biologia do Colégio Giordano Bruno, de São Paulo

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