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Plano de Aula

Estradas dos oceanos

Planeta Sustentável

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Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Objetivos
Perceber elementos da dinâmica das correntes marinhas

Introdução
A reportagem alerta para a devastação ambiental que vitima os oceanos. A capacidade de absorção do lixo humano nos mares está vinculada a uma série complexa de elementos da massa líquida, entre eles a lógica de movimentação das águas, as denominadas correntes marítimas. Algumas são frias — como a de Humboldt ou do Peru, riquíssima em plâncton; outras são quentes — como a corrente do Golfo. A complexa dinâmica dessas estradas dos mares, ameaçadas pela poluição, depende de um sem-número de interações com outros fenômenos naturais, tais como os movimentos da Terra e a força gravitacional.

No caso do clima, a interação é evidente. Um exemplo inquietante: o aquecimento global, se de fato tiver os desdobramentos previstos, vai elevar o nível marinho com o degelo, parcial que seja, das calotas polares, o que talvez afete a circulação das correntes. É justamente isto o que sugerimos explorar nesta atividade: as interações de reciprocidade dos oceanos com outras dimensões da natureza.

Atividades
1ª aula - Os mares, componentes da hidrosfera ao lado das águas continentais (rios, lagos e depósitos subterrâneos), têm muito em comum com a atmosfera, não somente porque interagem, mas também porque funcionam de forma semelhante: os mecanismos da circulação oceânica apresentam traços similares aos dos movimentos atmosféricos. Encontramos a influência do efeito de Coriolis, provocado pela rotação da Terra, assim como o resultado das diferenças de temperatura e densidade das águas, tal como acontece com a dinâmica atmosférica.

Recorde com a garotada algumas questões referentes às massas de ar: o ar mais quente se eleva, enquanto o mais frio se movimenta para baixo. Algo semelhante ocorre com as massas de água. Elas têm aquecimento distinto, e isso afeta em sua densidade (a água atinge densidade máxima — o ápice da reunião de suas moléculas — a 4 graus. Mais frio do que isso e ela começa a mudar de estado físico, virando gelo). Águas mais aquecidas (menos densas) são encontradas mais à superfície.

A salinidade também atua nessa dinâmica: segmentos mais salinizados das águas oceânicas têm densidade maior e situam-se nas profundezas.

Esses dois fatores vão interferir na circulação oceânica. As águas mais frias das altas latitudes tendem a afundar e a se mover lentamente para as zonas mais quentes. O Equador é, assim, uma área de convergência, na qual se produzem movimentos que fazem as águas voltar para as baixas latitudes.

Após essa exposição, distribua cópias do mapa "Correntes Marinhas" (abaixo) — peça uma comparação com o publicado em VEJA — e do quadro "Quanto Mais Quente, Melhor" (abaixo) deste plano de aula. Há quem afirme que, com o degelo associado ao aquecimento global, a corrente das Falkland vai subir e influenciar o litoral do Nordeste brasileiro, aumentando a pluviosidade na região. O impacto sobre a corrente do Golfo seria ainda maior. Para examinar o problema, solicite que os alunos realizem a atividade indicada no quadro.

Para seus alunos Correntes marinhas

Frias (em azul) ou quentes (em vermelho), estendendo-se por águas profundas ou mais superficiais, de maior ou menor densidade, as correntes marinhas influenciam o clima, transportam o plâncton — que faz de algumas regiões viveiros de peixes — e atualmente transformaram-se em estradas pelas quais os detritos de nossa civilização industrial são depositados nos "lixões dos mares".

Correntes marinhas

Para seus alunos Quanto mais quente, melhor

aquecimento global

Observe com seus colegas a foto da NASA (abaixo), que representa em laranja e em amarelo a corrente do Golfo em meio às águas mais frias. Façam pesquisas e montem um painel sobre essa estrada dos mares, que se estende do Golfo do México ao Mar da Noruega. Suas águas contribuem para o aquecimento da zona costeira da Europa Ocidental — mas o "tráfego" pode ser interrompido devido ao aquecimento global.

 

 

Consultoria: Fernanda Padovesi Fonseca
Geógrafa, professora do UniFIEO de Osasco (SP)

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