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Plano de Aula

Dançando com Matisse

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Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Conteúdos
Arte moderna e a obra de Henri Matisse

Habilidades
Conhecer, compreender e analisar os fundamentos artísticos; apreciar o objeto estético e suas linguagens; identificar, relacionar e compreender diferentes funções da arte, do trabalho e da produção dos artistas

Tempo estimado
Duas aulas

Henri Matisse está sem dúvida entre os mais importantes nomes da arte moderna. Precursor da abstração, suas obras são verdadeiros campos de cor. A reportagem de VEJA associa esse artista à palavra fauve (fera). Aproveite a oportunidade para tratar das transformações ocorridas na arte no final do século XIX e início do século XX.

Atividades
1ª aula - Informe que o público já aceitava as obras do impressionismo quando, em 1905, um crítico de arte chamado Louis Vauxcelles visitou o Salão de Outono, uma importante exposição em Paris, e ficou chocado com a ousadia, espontaneidade e agressividade que um grupo de artistas demonstrava em suas obras, por meio das cores e formas. Tal experiência fez com batizasse esse grupo inovador, do qual faziam parte o próprio Matisse, André Derain e Maurice Vlaminck, de "as feras" (les fauves). Embora não tenha constituído um movimento organizado, o fauvismo (como ficou conhecido) foi a primeira vanguarda artística do século XX e a ousadia desses artistas abriu espaço para que outras grandes transformações ocorressem.

Profundamente influenciada por Cézanne e Gauguin, a obra de Matisse envolve música e poesia e esses traços são traduzidos sobretudo pelas vibrantes pinturas que realizou desde o início de sua longa trajetória artística. Matisse não buscava uma aproximação ilusória com a natureza nem trabalhava com hiper-realismos, mas com a vibração do mundo - as formas e a luz. Conte que ele foi considerado o "rei das feras", por transmitir uma enorme intensidade com as cores e a luz em obras como Alegria de Viver (1905-1906), que dominou o Salão dos Independentes de 1906, exposição que reuniu, em Paris, obras de diversos artistas fauves.

Alegria de Viver (1905-1906). Foto: The Barnes Foundation/Divulgação
Alegria de Viver (1905-1906). Foto: The Barnes Foundation/Divulgação

Destaque que, apesar de ser conhecido principalmente como pintor, Matisse explorou também outras linguagens, como o desenho, a gravura e a escultura. Explorou largamente as colagens, trabalhando-as como se fossem desenhos realizados com tesoura. Nesses trabalhos explorou grandes áreas lisas, de cores intensas, renunciando aos volumes. A obra do francês é envolvente: seu trabalho demonstra um extremo equilíbrio entre a força e a sensibilidade.

Como cita VEJA, um dos maiores projetos de Matisse foi o da Capela do Rosário, em Vence, na França, uma igreja construída para as freiras dominicanas entre 1949 e 1951. Matisse se encarregou de elaborar todo o projeto e a decoração do pequeno templo, incluindo os desenhos para seus singulares vitrais. Mas foi a ligação do artista com o ritmo e o movimento que deu origem a um de seus mais conhecidos trabalhos: a pintura A Dança, atualmente no museu Hermitage, de São Petersburgo, na Rússia.

A Dança (1910). Foto: Museu Hermitage/Divulgação
A Dança (1910). Foto: Museu Hermitage/Divulgação

Para a aula seguinte, divida a classe em grupos e peça que cada um escolha uma música que o represente. Além disso, os jovens devem levar material para desenhar, papéis coloridos, folhas de cartolina ou papel cartão, tesoura e cola.

2ª aula - Comece a atividade propondo a realização de um jogo de estátuas dançantes (os próprios alunos), que serão criadas e registradas em desenhos pelos colegas. É importante explicar que eles devem registrar só as linhas gerais das formas (contornos). Aproveite para mostrar algumas imagens, desenhos e colagens de Matisse para que isso se torne claro (veja indicação abaixo).

Recortes: Nu Azul (1952), à esquerda, e Ícaro (1947) à direita, são exemplos da técnica de colagem a partir de contornos humanos usada por Matisse. Foto: Sucession Henri Matisse/Divulgação
Recortes: Nu Azul (1952), à esquerda, e Ícaro (1947) à direita, são 
exemplos da técnica de colagem a partir de contornos humanos usada 
por Matisse. Foto: Sucession Henri Matisse/Divulgação

Para a dança das "estátuas vivas", serão utilizadas as músicas trazidas pelos grupos. Crie um clima estimulante, escurecendo a sala de aula e iluminando os alunos com lanternas ou luminárias portáteis.

Enquanto um grupo se apresenta ao som da música escolhida, os demais observam. Num determinado momento, a música para e imediatamente todos cristalizam suas posições. Nesse instante, os colegas que estão observando têm poucos instantes (entre 1 e 3 minutos) para registrar os contornos das formas dessa dança utilizando lápis ou giz de cera brancos sobre papéis coloridos.

É importante que os alunos não se preocupem com detalhes, mas com os contornos dos corpos, buscando captar o gesto, o movimento que ficou paralisado - explorando os diferentes movimentos obtidos a partir da variedade de músicas executadas.

Terminadas as apresentações, as silhuetas devem ser recortadas - com atenção aos contornos. As divisões entre tronco e membros podem ser solucionadas por meio de cortes, criando espaços vazios entre o ombro e o braço (como nas colagens de Matisse).

Depois, o grupo dará início a um painel coletivo montado sobre as folhas de cartolina ou papel cartão (pode ser também uma só folha grande para todos). Nelas, serão aplicados os recortes, criando uma grande dança em que cada aluno contribui com os próprios desenhos. Os jovens podem interferir colocando outros recortes para compor a cena da colagem coletiva.

Ao término do trabalho, todos podem aproveitar o painel e desenvolver uma discussão a respeito dos elementos compositivos, como o ritmo, a cor, as tensões visuais e outros aspectos ligados ao universo da visualidade.

Para ir além O papel das cores
 
Henri Matisse foi também um mestre no uso das cores. Você pode aproveitar esta oportunidade para realizar estudos a respeito da cor encontrável nos papéis. O artista e professor alemão Joseph Albers acreditava que os papéis coloridos são um dos melhores recursos para desenvolver a percepção e aprender a trabalhar com as cores.

Estimule os alunos a observar as diferentes tonalidades de vermelho, azul e amarelo que podem ser encontradas nos papéis que são comercializados. A partir dessa experiência, você pode estimular os jovens a realizar, por exemplo, colagens só de vermelhos, ou exclusivamente com azuis e assim por diante. Ou, ainda, explorar alguns aspectos ligados à teoria da cor - como o contraste entre cores complementares. 

Homenagem ao Quadrado (1964): Josef Albers marcou sua trajetória com o estudo de cores a partir de formas geométricas. Foto: The Josef & Anni Albers Foundation/Divulgação
Homenagem ao Quadrado (1964): Josef Albers marcou
sua trajetória com o estudo de cores a partir de 
formas geométricas. 
Foto: The Josef & Anni Albers Foundation/Divulgação

Quer saber mais?

INTERNET
O site Heni Matisse - Life and Work apresenta mais de 200 obras e vasto material informativo sobre a vida e obra do artista (em inglês). 

Atividade sugerida por Maria José Spiteri Tavolaro Passos
Professora de Arte das universidades Cruzeiro do Sul e São Judas Tadeu, ambas de São Paulo.

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