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Como elaborar uma exposição

As exibições de obras de arte crescem em tamanho e número de visitantes. Explique como funcionam e envolva a turma na organização de uma mostra

Objetivos
- Conhecer o universo dos museus e das exposições de arte
- Reconhecer e valorizar os espaços culturais, as atividades por eles promovidas e seu papel na sociedade

Exposição

Conteúdo
- Planejamento e montagem de exposições de arte

Anos

Ensino Médio

Tempo estimado

Oito aulas

Materiais necessários
- Cópias da reportagem "No topo" (BRAVO!, Ed 177. maio de 2012) para todos os alunos.
- Material para a montagem da exposição (variam com o local e o tema, veja aulas 5 a 8)

Introdução
Desde a criação dos primeiros museus, durante o século 20, as exposições são o espaço onde muita gente tem o primeiro contato com obras de arte. Nas últimas décadas estes eventos têm se multiplicado em número e porte.
A reportagem "No topo",  publicada na revista Bravo!,  fala sobre esta popularidade no Brasil e como ela causou o aumento no número de visitantes a museus e instituições culturais. Aproveite este gancho para saber como está a relação dos alunos com esses eventos e para colocá-los em contato com o interessante mundo dos "bastidores" de uma exposição.

Aula 1 - Conceitos introdutórios
Comece perguntando quem já foi a uma exposição. Como há exposições de arte, de plantas, de automóveis etc, identifique o tipo visitado pelos alunos e explique que neste projeto a turma vai tratar da exposição de artes e objetos.
Conte que as primeiras mostras da produção humana que conhecemos são as pinturas e inscrições rupestres. Embora já tenham surgido diferentes teorias a respeito, não se sabe exatamente porque elas foram colocadas nas paredes das grutas, no entanto, de algum modo esses registros da ação humana foram expostos e chegaram até nós.

Todas as civilizações da Antiguidade criaram modos de expor seus objetos, fossem essas exibições realizadas dentro de templos ou de palácios, tendo fins mágicos ou não. A verdade é que o homem foi desenvolvendo modos de exibir sua produção de uma forma organizada e, portanto, com uma intenção que às vezes estava relacionada à decoração dos seus espaços. Aos poucos se formou todo um processo que conduziu à formação dos museus.

Conte para a turma que a palavra "museu" vem da Grécia e significa "templo das nove musas". Ligadas às artes e às ciências, elas eram as filhas de Zeus como Mnemosine, a deusa da memória. A princípio, estes eram locais de estudo, verdadeiros templos do conhecimento humano.A partir do Renascimento começaram a surgir as coleções de obras de arte, tesouros e outros objetos. Muitas das peças importantes ficavam nos grandes salões dos palácios e ocupavam os corredores onde os nobres exibiam suas coleções. Essas galerias encontraram nos palácios do período Barroco uma de suas maiores expressões.

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Embora desde a época das Grandes Navegações já existissem os "gabinetes de curiosidades", também conhecidos como "quarto das maravilhas", onde eram guardados exemplares de diferentes ordens - vegetais, minerais, animais, além de objetos criados pelo homem, a ideia de ter um espaço específico para exibir as obras e aberto à visitação data do final do século 18 com a criação do Museu do Louvre, após a Revolução Francesa. O objetivo era oferecer conhecimento ao povo e imaginava-se que a exposição poderia contribuir para este enriquecimento intelectual.
No século 19 surgiram outros museus, com  obras que integravam as coleções particulares e que se tornaram públicas (como as que originalmente pertenceram aos reis e príncipes). No Brasil, o primeiro museu foi dedicado à história natural e surgiu no Rio de Janeiro, no século 19 por iniciativa de D. João VI, com o nome de Museu Real, hoje Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para expor estes objetos era preciso organizá-los: por período, tipo, estilo ou tema. Assim, nasceram os museus históricos e, posteriormente, os temáticos. Hoje temos até museus virtuais!  No Brasil, há  instituições mais tradicionais e também propostas diferenciadas como o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo ou ainda, na cidade de Brumadinho (MG), onde o projeto Inhotim um projeto mistura parque ecológico e Arte Contemporânea.

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Além dos museus, há centros culturais e outros espaços alternativos que se dedicam a produção e à difusão do conhecimento em diferentes linguagens  e as galerias e escritórios de arte que comercializam obras.

Aula 2 - Visitas virtuais
Para retomar os conceitos da primeira aula e compreender quais os locais que podem exibir obras de arte, faça uma visita a outros museus com os alunos pelo Google Art Project.

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Mas, afinal, porque a exposição O mundo mágico de Escher, que aparece na reportagem, fez tanto sucesso? Lembre para os alunos que os museus sempre contam com um acervo e boa parte de suas coleções ficam guardadas em reservas técnicas que são expostas em períodos determinados. Algumas destas obras são emprestadas para que outras instituições façam mostras temporárias. No exemplo citado pela revista Bravo!, o museu Haags Gemeentemuseum, que fica na Holanda, emprestou as obras que estiveram expostas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Esse é um bom momento para explicar a complexidade envolvida na realização de um evento como esse, pois montar uma exposição não é simplesmente colocar as coisas na parede ou sobre mesas. É muito mais. E se envolve trabalhos de outros lugares tudo se torna ainda mais complexo, afinal estamos emprestando de outra instituição (às vezes de muito longe) um conjunto de obras que são originais, ou seja, se ocorrer qualquer dano a uma delas, não há como substituir.

Lance um desafio: que tal montar uma exposição a partir de um projeto elaborado pelos próprios alunos? Desse modo eles poderão conhecer na prática a dinâmica de uma mostra.

Aula 3 - Conhecendo os bastidores

Para retomar o que já foi visto, mostre imagens de espaços expositivos. Algumas podem ser encontradas nos sites presentes no Guia dos Museus Brasileiros.

Explique  que o sucesso de uma exposição pode estar relacionado a vários fatores entre eles: objetivos educacionais, qualidade, a forma de apresentação, os recursos visuais complementares. Uma boa exposição começa com um bom projeto e quanto melhor planejadas, mais fácil será a montagem e realização. O primeiro passo é a definição do tema (o que expor?), o público (para quem?), o local (onde?) e a duração (quando e por quanto tempo?).É também importante entender que as exposições contam com equipes e profissionais que cuidam de cada etapa. Apresente as equipes envolvidas no processo:

• Curadoria: O curador (neste caso poderá ser o próprio professor assistido por um grupo de alunos) é o responsável pela concepção da exposição. A curadoria define a linha da exposição, seleciona o acervo, define a montagem e a acompanha, elabora textos, planeja atividades paralelas (vocês poderão promover atividades que aconteçam durante a exposição como palestras, mesas redondas, mostras de filmes etc).
• Pesquisa: Nos museus e instituições afins temos a equipe de pesquisa que busca mais informações a respeito do tema da exposição para alimentar a elaboração dos textos que irão para catálogos, folhetos etc. Essa equipe também contribui (e muito) para os estudos do setor educativo.
• Setor Educativo: esse é aquele grupo que realiza atividades de mediação contribui para a aproximação entre o público e as obras. Normalmente essa equipe também pode participar da organização das atividades paralelas, especialmente quando envolvem oficinas, palestras etc. Este alunos poderão oferecer aos visitantes visitas orientadas à exposição, promovendo atividades de mediação (as visitas podem ter horários pré-determinados).
• Produção: É a responsável por viabilizar a proposta da curadoria. Cuida também dos orçamentos, compra de materiais para a montagem, empréstimo de trabalhos etc.
• Montagem: Prepara o local da exposição, dos suportes que receberão as obras, do manuseio e correto posicionamento dos trabalhos de acordo com as orientações dadas pela curadoria.

Após esta conversa, o melhor é partir para a ação. Divida a classe em grupos, procurando adequá-los às tarefas de acordo com as suas aptidões, pois exposição é trabalho de equipe e todos devem "arregaçar as mangas". Vale lembrá-los de que muitas vezes até os curadores ajudam na montagem e se preciso for, carregam caixas, varrem o chão, pintam paredes etc.

Aula 4 - Definição do tema, público, local e duração
Resolvidas as equipes, defina o tema com os alunos. Para tal, peça que considerem o público alvo e os interesses e necessidades da comunidade (poderá ser a mostra anual da disciplina, ou da escola, por exemplo). Vale lembrar que a função de uma exposição é apresentar as informações de uma forma didática e apropriada e mais, independente do público, ela deve satisfazê-lo cultural e emocionalmente, despertando o seu interesse.

Em seguida verifiquem onde será realizada a exposição e por quanto tempo estará aberta ao público. Independente de ser realizada na escola ou fora dela, o local deverá oferecer condições físicas adequadas para que as peças sejam expostas com segurança. Inclusive, lembre à turma de que exposições realizadas ao ar livre devem levar em conta questões como as intempéries (chuva, vento, sol excessivo). Deve-se considerar também a circulação de pessoas no local e a possibilidade de ser realizar a manutenção constante.
É importante pensar na relação entre o espaço e o número de objetos e se o tamanho das obras é compatível o espaço (a obra não pode ser mais alta do que o pé direito do local). Também é preciso ficar atento para a iluminação e todas as outras condições para que os trabalhos sejam apresentados com segurança.

Há exposições em que a circulação é livre, em outras é recomendável que o percurso seja direcionado. Sempre que possível o espaço e as obras devem ser acessíveis a todos os públicos. Hoje há museus que desenvolvem trabalhos direcionados aos públicos com necessidades especiais, como modalidade reduzida ou baixa visão. Se houver alunos de inclusão na classe ou na escola, leve em contas as possibilidades da escola e os recursos disponíveis: rampas e pisos antiderrapantes podem auxiliar o seu acesso, bem como textos em Braille (para cegos) e cuidado com degraus (é sempre bom sinalizá-los).

A escolha das obras é tarefa da curadoria, conforme o tema previamente definido e considerando todas as questões já colocadas, inclusive em relação ao espaço e a duração da mostra.
É importante também começar a visualizar a organização, o desenho que será dado ao espaço expositivo (expografia), a adequação e distribuição espacial das peças, o projeto de iluminação (se houver), tipo e quantidade de suportes (obras para parede, para serem colocadas sobre suportes, obras que necessitem de instalações especiais com eletricidade etc), segurança, definição da circulação das pessoas na exposição. Para esta etapa é recomendável ter a planta do ambiente (em escala) e o número exato e dimensões das peças a serem expostas de modo que se possa criar um tipo de "mapa" de organização do espaço.
É um momento bastante importante: quanto mais planejamento, melhor. Assim a equipe de produção juntamente com a montagem poderá pensar em providenciar os materiais e buscar por soluções para os casos mais complexos.

Para planejar a montagem da exposição é preciso saber:
• quantidade de metros lineares de paredes (ou painéis)
• metragem quadrada de estruturas
• máxima altura das peças
• iluminação
• necessidade de proteção solar, temperatura e umidade para alguns objetos (cuidado com os trabalhos em papel: evitar sol e umidade!)
• vitrines ou bases para objetos
• segurança das pessoas e das peças (evitar que as peças caiam de suas bases, ou ainda que aquelas mais delicadas passem por manuseios indesejados)

É também importante que alguns alunos se dediquem à comunicação visual da exposição: sinalização, textos explicativos, etiquetas para as obras. Lembre aos alunos que as etiquetas e textos devem ser legíveis, mas que não devem chamar mais a atenção do que as próprias obras. Basicamente uma etiqueta deverá conter as seguintes informações: autor da obra, título, data, técnica, dimensões.
A partir daqui já é possível elaborar um cronograma de atividades, pensando desde a pesquisa até a desmontagem e devolução das obras. Em seguida, mãos à obra!


Aulas 5 a 8 - Desenvolvimento do projeto

As etapas iniciais, de contextualização e apresentação das tarefas poderão ocupar dois encontros, no entanto a execução do projeto em si poderá necessitar de um período mais longo e dependerá muito do tamanho da exposição. É provável que algumas tarefas como elaboração de pesquisas e textos exija uma dedicação extra-classe.
A equipe encarregada da curadoria deverá se reunir para a elaboração dos textos explicativos a serem colocados nas paredes, os textos das etiquetas e, se conseguirem, podem pensar também na elaboração de um folheto de apresentação da exposição. Esse folheto poderá conter uma ou outra foto dos trabalhos, um texto de apresentação do projeto (poderá ser elaborado pelo próprio professor), um texto da equipe de curadoria e os créditos (nomes de todos os que trabalharam na realização e suas respectivas funções, não deixem de colocar os agradecimentos, principalmente a possíveis apoios e patrocínios).
Uma possibilidade de tornar a mostra mais envolvente em relação a outras disciplinas é recorrer, por exemplo, ao professor de Língua Portuguesa para colaborar na análise e correção dos textos, ao de Educação Física para discutir as questões ligadas ao espaço, aos professores ligados às ciências (como Física, Química e até Matemática) para cálculos de áreas, resistência e compatibilidade dos materiais utilizados na montagem (por exemplo, como pendurar uma peça que precisará ficar suspensa?).
Para a montagem da exposição é importante prever pelo menos um dia (de preferência inteiro, para que se possa iniciar e finalizar o trabalho), embora algumas mostras, em razão da complexidade, necessitem de mais tempo.

 

Para a Montagem

Algumas dicas podem ser úteis tanto para a elaboração do projeto expográfico quanto à montagem em si.

Além do visual, é importante pensar em estabilidade e segurança. Caso utilizem estruturas móveis (painéis, pedestais etc) eles deverão estar firmes, sem oferecer riscos às obras e muito menos aos visitantes.
Peças muito pequenas devem ser apresentadas preferencialmente em vitrines, mas se não for possível, convém colocar lembretes para que o público não toque.

Cores:
nas últimas décadas as tradicionais paredes e fundos brancos para expor objetos estão sendo substituídos por fundos coloridos, mas vale lembrar que a cor contém informações emocionais que podem influenciar na apreciação das peças. Áreas pintadas de cores claras parecem maiores, cores quentes se expandem mais que cores frias. Antes de mais nada, lembre que as superfícies sejam elas paredes, vitrines ou pedestais, devem estar limpos.

Luz: a luz ajuda a criar uma atmosfera na exposição. Sempre que possível, é interessante usa r uma luz dirigida, mas é importante direcionar o foco para o objeto e não para o visitante.
• teto translúcido com lâmpadas - luz uniforme
• spots direcionados para o teto - luz indireta, agradável, mas insuficiente para a iluminação geral
• spots no teto - efeito dramático, pode ser insuficiente para a iluminação

Outros recursos utilizáveis: uso de sonorização, recursos audiovisuais etc.

Ao expor obras bidimensionais:
• Evite agrupar uma grande quantidade de obras para não comprometer a apreciação
• O horizonte da obra (linha do meio) deve estar em média a 1,60 do chão (nível do olho humano)
• O alinhamento dos quadros deve ser preferencialmente horizontal (uma obra ao lado da outra e não uma sobre a outra), podendo-se optar fazê-lo pelo centro, pela parte superior ou pela parte inferior
• A distância entre observador e obra: obras de até 0,80m de altura = 1,50m; obras com até 1,60m de altura = 3,0m
• A etiqueta deve ser colocada sempre à direita, à aproximadamente 1,10m do chão.

Materiais: o manuseio das obras exige que as mão estejam sempre limpas. Nos museus os técnicos de montagem utilizam luvas para evitar que a transpiração e a gordura das mãos sujem os trabalhos (principalmente para aqueles realizados em papel).

Para evitar danos nas obras em papel procure não colar fita adesiva (durex) ou dupla-face diretamente no trabalho. Você pode sugerir aos alunos colar antes um pedaço de esparadrapo cirúrgico (microporoso) e sobre ele aplicar a dupla face.

Criar uma moldura de papel liso e de cor contrastante num trabalho em papel poderá valorizá-lo (isso poderá ser feito aplicando o trabalho sobre um papel com maiores dimensões do que a obra). O mesmo recurso poderá ser aplicado às peças tridimensionais. Evite decorar as molduras, para que não haja poluição visual e consequente depreciação do trabalho.


Segurança nos dias de montagem e desmontagem: é sempre conveniente isolar a área em que a equipe estiver trabalhando, evitando assim o trânsito impróprio de pessoas no local, o que poderia provocar acidentes com as pessoas e com as obras.
Outra dica: comidas e bebidas não combinam com ambientes de montagem - evite acidentes. Mantenha as obras fora do alcance das gorduras presentes nos lanches e demais alimentos.

Preveja um dia só para a desmontagem - é importante que todos participem pois assim o mesmo cuidado com a montagem das peças, deverá ser dado à desmontagem da mostra, de modo que os originais possam ser devolvidos íntegros aos seus donos.

Paralelamente um grupo de alunos poderá cuidar da divulgação da mostra e da cerimônia de inauguração à qual tradicionalmente denominamos vernissage, um termo francês que remete à tradição de se finalizar uma pintura aplicando sobre ela uma demão de verniz protetor. Transforme esse exercício em um momento de partilhar conhecimentos e realizações: vocês poderão pensar em um evento com um tipo de coquetel organizado pelos próprios alunos, com a participação dos familiares, amigos e outros convidados da escola, dividindo com a comunidade os resultados de um projeto que certamente representará o envolvimento e a dedicação de todo o grupo. Para deixar uma marca, crie um livro de assinaturas que ficará na saída da exposição à disposição do público - nele os visitantes poderão registrar suas impressões. Guarde assim uma parte da memória deste exercício que talvez possa até se transformar em um projeto da escola, renovando-se ano a ano.

 

Para complementar a avaliação, peça que os alunos pesquisem quais exposições estão em cartaz na cidade. Eles podem tentar descobrir a origem das peças e como foi a organização nestes locais. Fazer um álbum do evento e fotografar as obras pode permitir a realização de uma amostra virtual, outra maneira de avaliar a percepção da turma.

Avaliação
Observe o envolvimento dos alunos nas etapas e investigue se ganharam mais intimidade com o tema. O sucesso da exposição mostra também se a turma conseguiu compreender o funcionamento de um evento como este e se reconhecem a importância das instituições culturais para a sociedade.

Maria José Spiteri Tavolaro Passos
mestre em Artes pela UNESP - SP, professora de Estética e História da Arte e Linguagem Visual na Universidade Cruzeiro do Sul e Materiais Expressivos na Universidade São Judas Tadeu

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