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Plano de Aula

Choques de vida e de morte

Planeta Sustentável

Objetivos
Identificar os fenômenos que atuam sobre a Terra e seus efeitos sobre os seres vivos

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Reportagem da Veja:

Introdução
O impacto de meteoritos no planeta é mais comum do que se pode imaginar. O bombardeio é diário. Só que o material rochoso vindo do espaço, em geral, desintegra-se na atmosfera e se converte-se em poeira cósmica. Algumas vezes, porém, meteoritos maiores chegam a atingi-la e formam enormes crateras, como a encontrada no Mar Ártico, citada na reportagem de VEJA. Eventos como esse podem provocar alterações profundas a ponto de definir novos períodos na evolução da vida.

Dos vulcões à vida
Ao longo de sua história, nosso planeta esteve sujeito a uma série de transformações - algumas se deram quase da noite para o dia, como os impactos de meteoritos ou as erupções vulcânicas, outras levaram milhões de anos, como a separação dos continentes, que permitiu maior diversificação da vida. Novas espécies surgiram em regiões específicas - o ornitorrinco australiano é um exemplo.

O meteorito que atingiu a Península de Yucatán, no México, teria provocado a extinção em massa de vários grupos de organismos, dos quais os dinossauros foram os mais famosos representantes. Os 150 milhões de anos que nos separam da queda do meteorito no Mar Ártico parecem um longo tempo, mas são apenas 1 centésimo da existência do planeta.

Em boa parte de seus 4,8 bilhões de anos, a Terra mostrou condições ambientais muito diferentes das atuais. A atmosfera terrestre já foi composta de monóxido e dióxido de carbono, hidrogênio, nitrogênio, amônia, ácido sulfídrico, metano e água, resultantes da intensa atividade vulcânica. O oxigênio livre na atmosfera surgiu muito depois, com a fotossíntese das algas azuis, os primeiros seres vivos, surgidos há 3,3 bilhões de anos. Esses microorganismos respiravam o gás carbônico e liberavam o oxigênio. Em 300 milhões de anos, 1% da atmosfera era constituída de oxigênio, permitindo o surgimento de outros seres vivos. Hoje, esse gás compõe 21% do ar.

Tempos piores
O aquecimento global, o aumento dos teores de gás carbônico na atmosfera e outros fenômenos são atribuídos à atividade humana. No entanto, ela não é a única responsável. Na história geológica da Terra há evidências de períodos muito mais quentes e mais frios do que o atual. Há apenas 18000 anos o planeta esteve submetido a um máximo glacial - a temperatura atmosférica média do mundo seria cerca de 6oC menor que hoje. Foi durante um desses períodos glaciais que o homem ancestral teria atingido o continente americano por uma passagem de gelo no Estreito de Bering.

Mudanças climáticas ocorrem devido a uma série de fenômenos astronômicos periódicos - variações da órbita da Terra em torno do Sol e do ângulo do eixo de rotação da Terra. Além disso, fenômenos tectônicos, como a erupção de vulcões, podem alterar a atmosfera terrestre. O caso mais recente é o do vulcão Pinatubo, nas Filipinas, que expeliu grande quantidade de material fragmentado para a atmosfera. As partículas em suspensão no ar bloquearam parcialmente a entrada de calor do Sol, o que provocou a redução da temperatura média do planeta durante vários meses. Assim, as paisagens terrestres são continuamente alteradas por processos internos e externos. A ação do homem, muitas vezes, restringe-se à aceleração de processos naturais.

Atividades
Oriente o trabalho em classe para que o aluno perceba a proporção da história frente a escala ecológica da Terra. Enfatize os processos antropogênicos - emissão de gases, poluição - que se sobrepõem aos fenômenos naturais atuantes sobre o planeta. Para a atividade, use dois barbantes - um de 4, 8 m e outro de 4,4 m - e etiquetas autocolantes de três cores diferentes.

1. No primeiro fio, de 4,8 m, peça à turma para marcar numa extremidade o surgimento do planeta e na outra o tempo presente. Cada metro deve representar 1 bilhão de anos. Nesse fio, eles podem indicar os vários períodos geológicos (ver esquema) com etiquetas de uma cor. Mostre como estão distantes os surgimentos das algas azuis e dos invertebrados.

2. No segundo fio, peça para que marquem numa extremidade o surgimento das primeiras plantas terrestres e na outra os dias atuais. A escala agora será dez vezes menor: 1 metro para cada 100 milhões de anos. Com adesivos de outra cor, mostre como se concentram os surgimentos de espécies e outros eventos assinalados a seguir (os números entre parêntesis indicam milhões de anos): algas azuis (3300); colônias de bactérias (1 300); invertebrados com esqueletos ou conchas - trilobitas, braquiópodes, moluscos, equinodermas (570); vertebrados e primeiras plantas de água doce (500); plantas terrestres (440); peixes ósseos (400); anfíbios (370); répteis (340); dinossauros (250); aves e mamíferos (210); extinção dos dinossauros e diversificação dos mamíferos (65); primatas (35); separação entre os grandes macacos e os hominídeos (11); Homo sapiens (0,5); desaparecimento dos mamutes (10000 anos); Revolução Industrial (250 anos).

3. Peça que marquem, usando as etiquetas com a terceira cor, os impactos dos meteoritos descritos na reportagem, o período quente e úmido (300 milhões de anos), o período quente e seco (250 milhões) e o último glacial (18000). Mostre as correlações entre os fatos assinalados.

Trabalho para mais de sete dias
O tempo que a Terra levou para obter os contornos que conhecemos hoje e desenvolver condições ambientais para abrigar os seres vivos é constituído de várias etapas geológicas. As duas maiores, que englobam as demais, são denominadas eons. O eon Fanerozóico é composto por eras que, por sua vez, são formadas por períodos. Cada período ainda é subdividido em épocas. A escala geológica completa, desde o início da formação da Terra (4800 milhões) até os dias atuais (zero), está representada na faixa mais alta do esquema ao lado. A faixa do meio é um detalhamento dos períodos de cada era e a última mostra os períodos e suas épocas. A observação da escala geológica assim representada pode ajudar os alunos a visualizarem melhor as dimensões dos eventos naturais, bem como as distâncias entre os surgimentos das várias espécies de seres vivos. É possível também perceber que a Época Recente (Holoceno), em que se destaca a intervenção da atividade humana, restringe-se a uma estreita porção, quase uma linha, se comparada ao restante da escala.

Consultoria Michel Michaelovitch de Mahiques
Professor do Instituto Oceanográfico da USP

KARINA MESSIAS DA SILVA - Postado em 19/04/2010 00:19:42

Gostei muito da dica de aula, pois amplia os horizontes de nós professores, para o preparo de nossas aulas, nos auxiliando junto aos nossos planos de aula. Abraços,

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