Revistas do mês
Nova Escola
Gestão Escolar
publicidade

Plano de Aula

Bela, mas perigosa

Planeta Sustentável

Conteúdo relacionado

Reportagem de Veja

Objetivos
Analisar a Belle Époque e mudanças no mundo ocorridas durante o período

Introdução
Com o perdão dos nacionalistas, os anos dourados não começaram no governo JK. Bem antes disso, as capitais européias, especialmente Paris, viveram as ousadias da Belle Époque, que se estendeu das últimas décadas do século XIX até o início da I Guerra Mundial. Foi esse mundo há muito desaparecido que se deslumbrou com os vestidos afunilados e os casacos e capas do estilista Paul Poiret, focalizado no texto de VEJA. É impossível não enxergar em suas magníficas criações - que mudaram para sempre a silhueta feminina - os símbolos do fim de uma época. As cortinas começaram a baixar em 1901, com a morte da rainha Vitória, da Inglaterra, e caíram bruscamente em 1914, quando as trincheiras rasgaram o solo do Velho Mundo. Mas o tempo de Poiret já evidenciava as inquietações políticas e culturais das décadas seguintes. Examine com seus alunos esse período louco, de damas envolvidas em capas suntuosas, mas também de avanços científicos e artísticos, além de guerras e revoluções.

Atividades
1ª aula - Mostre a foto do funeral da rainha Vitória, reproduzida acima. Destaque as figuras a cavalo: entre elas estavam o rei da Inglaterra, Eduardo VII, e o imperador da Alemanha, Guilherme II, que era neto da monarca falecida. A imagem é bastante representativa de um tempo em que as elites européias se moviam livremente de país em país, liberdade que a I Guerra suprimiria bruscamente. A queda de Poiret e a ascensão de Coco Chanel ao trono da moda, mencionadas na revista, podem ser relacionadas à transição de um período de exageros para um pós-guerra mais austero? De que maneira?

EUROPA DINÁSTICA Funeral da rainha Vitória, em 1901: laços
de sangue uniam as famílias reais britânica, alemã e russa.
Foto: Roger Viollet / AFP

Acrescente que os quatorze anos anteriores ao conflito foram marcados por mudanças significativas nos campos das artes, da política e do comportamento. O modo de produção capitalista revolucionou a manufatura e a circulação de bens, criando o mercado mundial. Com ele, pela primeira vez, de forma ampla, estava presente uma história global, com diversos países em vários continentes passando por processos radicais de transformação.

Chame a atenção para os processos de ruptura ocorridos na Rússia (1905) e no México (1910), que abriram a era das revoluções no século XX. Ressalte que essas duas nações eram mais atrasadas do que as potências da época em seus respectivos continentes. Na Europa, o domínio pertencia aos franceses, ingleses e alemães. Na América, a primazia já cabia aos Estados Unidos.

Na Rússia, o processo revolucionário sofreu uma longa interrupção. O czarismo foi derrotado somente em 1917 pelo movimento de fevereiro e, mais diretamente, pela revolução socialista de outubro do mesmo ano. No México, a virada de mesa teve outra tintura ideológica: os conceitos nacionalistas, muitos dos quais vinham do século XIX (desde a perda de dois terços do território para os Estados Unidos entre 1835 e 1846), associados ao movimento camponês que lutava pela restituição das terras expropriadas por latifundiários. O jornalista americano John Reed, que visitou o México em 1913 e a Rússia em 1917, escreveu dois livros que se transformaram em clássicos sobre essas revoluções: México Rebelde e Dez Dias que Abalaram o Mundo. Uma rápida pesquisa sobre essas obras ajuda a esclarecer as diferenças entre as duas sociedades e compreender a distinção ideológica entre os movimentos e seus líderes.

2ª aula - Comente que, além das mudanças na moda e na política, o início do século XX foi marcado por inovações artísticas e científicas. Uma delas foi a formulação da teoria da relatividade pelo físico alemão Albert Einstein (1879-1955), apresentada em junho de 1905. Dois anos depois, Pablo Picasso e Georges Braque lançaram a originalíssima estética do cubismo. Em 1909, outra novidade: a publicação do Manifesto Futurista pelo poeta italiano Filippo Marinetti, com seus louvores às máquinas e também à guerra.

Com base nessas informações, proponha que os adolescentes construam uma linha do tempo identificando momentos marcantes nos campos político, econômico, social e cultural registrados entre 1901 e 1914.

3ª aula - Sugira que os alunos verifiquem o que acontecia no Brasil durante esse período histórico. Vale a pena examinar os textos de João do Rio, o primeiro cronista social, que retratou a repaginação urbana do Rio de Janeiro, nos padrões de moralidade e no campo da moda. Outro tema interessante é a campanha civilista de 1910, na qual Rui Barbosa saiu candidato oposicionista à Presidência. Como era praxe na República Velha (1889-1930), o candidato situacionista, marechal Hermes da Fonseca, acabou vencendo por larga margem de votos, num pleito caracterizado pela fraude. Essa campanha eleitoral trouxe algumas mudanças, como a participação ativa das classes médias urbanas e dos estudantes, além da emergência de questões sociais, que até então não faziam parte da agenda política.

Quer saber mais?

FILMOGRAFIA
Viva Zapata, Elia Kazan, 1952, 20th Century Fox Home Entertainment, tel. (11) 3365-5200 

Consultor Marco Antonio Villa
Professor de História da Universidade Federal de São Carlos (SP)

Compartilhe

Gostou desta reportagem? Assine NOVA ESCOLA e receba muito mais em sua casa todos os meses!

Comentários
 Garanta já a sua revista! Assinaturas, edições impressas e digitais

Assine suas revistas impressas ou digitais!

Compre suas revistas digitais e e-books!

Nova Escolar
  Patrocínio     Edições SM

Fundação Victor Civita © 2013 - Todos os direitos reservados.