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Educação Infantil, lugar de aprendizagem

Como organizar os espaços da creche e da pré-escola e integrá-los à rotina pedagógica

Paula Nadal

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Creche (0 a 3 anos)

Até os 2 anos de idade, as crianças apresentam necessidades muito individuais e o educador de creche tem de saber lidar com essas necessidades ao longo da rotina. "O professor precisa compreender que os espaços são importantíssimos para a criança", diz a formadora Elza Corsi.

No berçário, atender às necessidades individuais e coletivas é algo extremamente significativo. O educador tem um papel fundamental nos cuidados para manter a saúde física e psíquica do bebê - dar colo, dar banho, trocar, alimentar, ninar. Além disso, entre os 0 e os 2 anos, a criança precisa desenvolver as habilidades iniciais com a linguagem oral e conquistar os movimentos.

Para tanto, o conselho é planejar detalhadamente as atividades que serão realizadas nos espaços internos e externos da escola. Ainda bebês, é recomendável que as crianças participem das primeiras rodas de história e de música, além das brincadeiras dentro e fora da sala, que as desafiem para movimentar-se. Pendurar tecidos no teto ou criar pequenos obstáculos no chão e paredes da sala de atividades e do solário com papel bolha, papel cartão, tecidos e espuma podem estimular essas conquistas e tornar os ambientes convidativos. Espelhos também são essenciais para a descoberta da identidade e da expressividade.

O berço oferece cuidado e aconchego. Mas deve ser utilizado somente por aqueles que ainda não têm autonomia suficiente para sentar ou engatinhar. A partir dos 8 meses, em média, as crianças já podem dormir em colchonetes. "Se ela já tem autonomia para engatinhar e, portanto, para explorar o ambiente, o berço não pode ser uma prisão. O colchonete permite que ela acorde e imediatamente se envolva com o mundo ao redor", afirma Elza.

O período entre 2 e 3 anos é caracterizado pela formadora como "a adolescência da infância". É quando as crianças começam a entrar no jogo simbólico, se apropriam da palavra "não", passam a controlar os esfíncteres e fazem suas primeiras escolhas. Neste período os pequenos aprendem regras para a boa convivência com os outros e enfrentam os primeiros desafios de autocuidado, como lavar as mãos, limpar o nariz e calçar o sapato, por exemplo. Mesmo que, nesta fase, as crianças ainda tenham mais vontade de executar tarefas do que habilidade propriamente dita para concluí-las, o professor deve estimulá-las e cumprir com o papel de orientador e mediador de conflitos. Vale aproveitar o ímpeto dos pequenos e contar com a ajuda deles para que organizem espaços e criem bons hábitos. As atividades com ‘melecas’ - massinha ou tintas de pigmentos naturais -, os desenhos e as garatujas são altamente exploráveis, assim como as brincadeiras e os desafios corporais e linguísticos.

Recomenda-se que, tanto para as turmas de berçário, quanto para as de minigrupo, tenha-se um educador para cada seis crianças.

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Publicado em Março 2010,
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