Bruna Nicolielo

Fontes: Pesquisa Educação Infantil no Brasil: Avaliação Qualitativa e Quantitativa, Censo Escolar 2009 e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007
A pesquisa Educação Infantil no Brasil: Avaliação Qualitativa e Quantitativa, realizada pela Fundação Carlos Chagas (FCC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mostra que quase metade das creches brasileiras tem nível inadequado. O pior ponto é a organização das atividades, que alcançou nota 2,2 (numa escala até 10). Atividades importantes para o desenvolvimento dos bebês, como a exploração dos movimentos e o contato com os livros, receberam as piores avaliações (veja acima). "A falta de planejamento pedagógico é a causa disso", diz Eliana Bhering, uma das responsáveis pela pesquisa, que avaliou 147 instituições. Segundo ela, a formação deficiente do educador contribui para o quadro.
Televisão
Programa mostra biografia de escritores
Ferreira Gullar, Ariano Suassuna e Erico Verissimo (1905-1975) são alguns dos escritores retratados na atração Autor por Autor, da TV Cultura. O próximo episódio, sobre Ignácio Loyola Brandão, será exibido no dia 19 de agosto, às 23 horas. No ar até o fim de 2010, a série destaca a biografia de importantes nomes da literatura brasileira.
Ontem e hoje

Cursos serão avaliados Em 1931, ano da foto acima, não havia um exame para mensurar a qualidade de cursos normais, como o da escola Caetano de Campos, em São Paulo. Em junho, o MEC instituiu uma avaliação para os cursos de Pedagogia em todo o país.
Foto: Acervo Histórico Caetano de Campos/CRE Mario Covas/SEE
46% das pessoas acreditam que o salário dos professores é um dos pontos fracos da Educação brasileira
Fonte: Estudo A educação na agenda do próximo governo, do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).
Calvin

Toda semana, uma nova tirinha sobre Educação com Calvin e seus amigos
Na internet
O site, mantido por docentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é uma comunidade virtual de professores de Ciências. Além de abrir espaço para discussão de temas dessa disciplina, ele ensina a fazer experiências de Química, Física e Biologia por meio de uma linguagem fácil, fotos e vídeos.
Pesquisa
Alunos ruins recebem menos atenção que os bons

A tese de doutorado da professora Andréia Osti, defendida este ano na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), analisa as representações de alunos e professores de 5º ano sobre o processo de ensino e aprendizagem. O estudo mostra que os docentes têm uma percepção negativa sobre o aluno com dificuldade, responsabilizando-o pela situação sem considerar a correspondência entre seu trabalho e o desenvolvimento dele. Por outro lado, eles têm uma percepção positiva sobre os bons alunos e atribuem o sucesso dos melhores a si, à família e ao próprio estudante. "Os dois grupos percebem que o professor dá mais atenção ao bom aluno. Além disso, o aluno com dificuldade tem uma percepcão muito negativa sobre si próprio", explica Andréia. Veja acima a dinâmica das representações.
Gente
Apoio para ensinar

Joaton Suruí, um dos vencedores de 2008 do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, desenvolveu um projeto para ensinar a escrita indígena paiter suruí aos seus alunos da EIEEF Sertanista José do Carmo Santana, em Cacoal, a 485 quilômetros de Porto Velho. Graças ao reconhecimento alcançado com a premiação, o projeto ganhou apoio financeiro do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Com o dinheiro, a associação da aldeia onde Joaton vive realiza oficinas para o ensino da cultura e da escrita paiter suruí. "Valorizar nossa língua é fundamental", diz.
Nilcilene Aparecida dos santos - Postado em 21/08/2010 16:22:08
Vocês tem toda razão ,ociosos sim, pelo menos no CEIM em que atuo isto vem acontecendo e pior ainda, estão tratando as crianças como adultos em miniaturas desde de cedo os pequeninos aprendem o como a vida pode ser amarga.Eu enquanto educadora vejo cenas de agressão mas não posso me posicionar pois somos colegas de trabalho e não devo interferir.Sinto-me acovardar ante a tal situação mas enquanto não nos doar a um trabalho de ações coletivas com uma gestão democratica amparada nos conhecimentos do desenvolvimento humano para a aquisição da aprendizagem do ser social, punições,palavras que denigrem e deixam manchas na personalidade permanecerão nos lugares onde se concedem o que muitos chamam de EDUCAÇÃO.