Bianca Bibiano

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O debate sobre o direito à Educação das crianças de até 6 anos já fazia parte de diversos fóruns de educadores, na década de 1980, quando o assunto começou a aparecer nas legislações nacionais. A Constituição Federal, de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, trazem artigos que tratam do atendimento a esse público em creches e pré-escolas - o que ampliou a discussão sobre as políticas para a Educação Infantil, as práticas docentes e a formação do professor do segmento.
Nesse contexto, o número de creches e pré-escolas começou a crescer no país. Em 1991, eram 57.840 estabelecimentos, em 1995, 107.897, e em 2009, 114.158, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Mesmo assim, ainda não foi possível incluir todas as crianças: dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referentes a 2009, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que estão na pré-escola 81% dos pequenos com 4 e 5 anos e, nas creches, há vagas disponíveis para apenas 18,4% dos que têm até 3 anos. Esse último dado, inclusive, está bem distante do previsto no Plano Nacional de Educação (PNE) da década anterior, que era atender a 50% desse público até 2010 - tanto que ele foi repetido no novo PNE, em discussão no Congresso Nacional, que deverá entrar em vigor ainda este ano. Em relação à pré-escola, o objetivo é atingir a universalização em 2020.
Ao tratar da Educação Infantil, a Constituição Federal atribuiu aos municípios a responsabilidade de oferecê-la e manter as instituições voltadas para esse fim. Até então, grande parte das creches tinha caráter comunitário ou filantrópico e era mantida pelo Ministério da Previdência e Assistência Social - modelo que continuou a existir ainda por um bom tempo. De certo modo, essa organização determinou a característica assistencialista com a qual esse nível de ensino surgiu e se firmou: as crianças iam para a creche para que os pais pudessem trabalhar e, lá, se esperava apenas que recebessem os cuidados básicos relativos à higiene, à alimentação e à segurança física.
O fato de pertencerem à assistência social e não à Educação moldou o perfil dos profissionais das creches: as cuidadoras não precisavam de formação específica. "A compreensão sobre o caráter educativo da Educação Infantil, teve de ser construída ao longo do tempo", destaca Ana Beatriz Cerisara, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Educação na Pequena Infância da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Tendo como base o texto do ECA, foi elaborada uma Política Nacional de Educação Infantil, que em 1994 traçou alguns caminhos a serem percorridos. Os mais importantes indicavam que o governo deveria expandir o número de vagas e elaborar políticas de melhoria da qualidade no atendimento e de qualificação profissional.

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Glaucia Jaqueline Bodemuller Marcelino - Postado em 10/07/2011 21:36:27
Sei que muito há por fazer, a luta da educação é incessante, acredito que estamos caminhando com um novo foco, uma nova concepção, percebendo a criança como pessoa criadora, capaz de estabelecer múltiplas relações, sujeito de direitos, um ser sócio-histórico, produtor de cultura e nela inserido. A partir do momento que existe legislação, políticas públicas que possam garantir sua efetivação, que se encanta e capacita pessoas e estas lutam juntas por uma mesma causa, dependeremos sempre de muito trabalho e intencionalidade, mas tenho a crença que os objetivos são atingidos e a infância motivo pelo qual me empenho, me dedico será sempre, sempre, sempre mais respeitada. Glaucia J B Marcelino Professora da área por 23 anos.
Nome não registrado - Postado em 20/06/2011 23:03:19
Um país só se desenvolve quando seus governantes voltam seus olhos para suas crianças. A sociedade é o reflexo da educação que lhe é concebida.Só teremos avanços significativos quando valorizarem a pré-escola, e trata-la como a importância que tem dado as séries inicias e as damais, não apenas para obterem resultados quantitativos mas sim qualitativos. Marciléia Bentes Brazão, professora de Ed. Infantil Manaus-Am
Ana Célia de Freitas Manço - Postado em 24/05/2011 19:51:40
A Educação vai dar um salto significativo, quando realmente os Governantes entenderem que é nas creches que devem investir com mais afinco, e que é nesse espaço que deve haver mais profissionais como:fonoaudiólogos,psicólogos etc, e que não adianta esperar que os pequenos cheguem ao Fundamental para poder conter sérios problemas que poderiam ter sido solucionado lá na creche. Ana Célia de Freitas Manço. Educadora: Creche São José. Franca/SP.