Objetivo
Acolher o enlutado.
Ano
Pré-escola.
Tempo estimado
De 15 a 30 minutos, quando morrer um parente de uma criança, um membro da equipe escolar ou alguém conhecido de todos.
Desenvolvimento
- Aproxime-se com delicadeza, sem intervir diretamente e sem forçar o enlutado a abraçar, falar ou participar de atividades. Mas não o deixe sozinho. O importante é ele perceber que há uma pessoa adulta atenta ao seu sofrimento.
Mais do que dizer algo para consolá-lo, deixe que ele expresse suas emoções e só ouça.
Se a criança fizer perguntas, seja o mais objetivo possível. Diga o que realmente aconteceu, com as palavras certas, e não use eufemismos como foi viajar, está dormindo ou foi para o céu.
Pergunte se ela quer contar aos colegas o que aconteceu ou prefere que você o faça. Nas duas hipóteses, reúna todos em roda e, depois de comunicado o fato, pergunte se alguém já passou pela mesma situação. A troca de experiência conforta e é um incentivo para deixar aflorar os sentimentos. Sugira que a turma chame esse colega para brincar, mas sem insistir.
Leve filmes como Bambi e O Rei Leão para a sala. Depois, dê lápis de cor ou giz de cera para que todos desenhem algo sobre o que sentiram diante das cenas de morte. Incentive os comentários e opiniões.
Em caso de haver agressão por parte do enlutado, deixe claro a ele que todos entendem e respeitam sua dor, mas que isso não lhe dá o direito de agir com violência e descontar nos colegas.
Quando falecer alguém conhecido (artista ou pessoa importante na comunidade), não perca a oportunidade de conversar sobre o assunto. Explique o que é um cemitério, por que as pessoas são enterradas, por que os vivos visitam os mortos no feriado de Finados, o que é um velório etc.
Se a escola perder um funcionário ou professor, organize um ritual de homenagem com a participação de todos. A cerimônia pode ser simples, como o plantio de uma árvore. Assim, sempre que alguém olhar para ela poderá lembrar com carinho de quem se foi. Em sala, sugira fazer um desenho (coletivo ou individual) ou pensar em algumas palavras que poderiam ser ditas para a pessoa.
Se a perda foi de um familiar da criança sugira que ela, se quiser, leve uma foto para a escola. Isso pode diminuir o desconforto da ausência.
Se ela chorar muito, explique aos colegas dela o motivo. Oriente-os como agir quando se vê alguém aos prantos: ficar perto e oferecer ajuda ou um lenço de papel. Incentive-os a falar da tristeza e da raiva que surgem pela perda ou do que cada um sentiu quando alguém morreu. Nunca reprima ou tente conter o choro, pois as emoções fazem parte da vida e precisam ser expressadas.
Consultoria: Maria Júlia Kovács
Do Laboratório de Estudos sobre a Morte, da Universidade de São Paulo.
Ana Rita Okubo Ferreira - Postado em 10/07/2010 22:54:47
Gostei muito de ler "luto na escola".É umtema pouco trabalhado pois os adultos tem a tendencia de não falar a verdade pois pensam que é necessário poupar o sofrimento na criança e ficam inventando fantasias.Também concordo que é preciso sempre dizer o que realmente aconteceu ou acontece porque é importante que a criança aprenda a tolerar frustrações.
sonia bendeita faria - Postado em 21/11/2009 01:17:40
GOSTEI MUITO DO QUE FOI PASADO , VAI SER DE MUITA VALIA PARA MIM QUE ESTOU COMEÇANDO AGORA NA AREA DA EDUCAÇÃO