Bianca Bibiano
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Você bem sabe que, quando convida as crianças para pular corda, fazer uma ciranda, pular amarelinha ou qualquer atividade lúdica, não precisa perguntar duas vezes: a adesão é imediata. Elas também costumam tomar a iniciativa, ora inventando brincadeiras, ora reproduzindo o que já aprenderam com colegas e familiares. No entanto, será que, na escola, esse livre brincar basta?
Essa é uma dúvida comum na Educação Infantil e importante para impulsionar e aperfeiçoar a prática, afinal, propostas curriculares de qualidade deixam bastante claro que brincar é uma aprendizagem social, um conteúdo a ser trabalhado de maneira intencional para ampliar o repertório cultural da turma.
Isso significa, por exemplo, investir para que os pequenos se apropriem das brincadeiras que seus pais e avós vivenciavam na infância e de jogos indígenas, com o objetivo de que conheçam diferentes realidades e incorporem à rotina novos elementos e novas situações.
"Cabe ao educador organizar os espaços e proporcionar momentos para que a meninada possa apreciar e experimentar tudo isso", argumenta Monique Deheinzelin, coordenadora da Escola Comunitária de Campinas (ECC), a 100 quilômetros de São Paulo.
Trabalhar assim também é uma forma de manter aceso o interesse das crianças por desafios: se as brincadeiras são sempre realizadas de maneira igual, com as mesmas regras, elas acabam não encontrando desafios a superar e as propostas aparentemente divertidas passam a ser verdadeiras rotinas desinteressantes e até mesmo entediantes.
Todas as brincadeiras que o grupo já conhece podem ser alvo desse processo mais consciente, com direito a pesquisa, vivência e sistematização. Para que isso ocorra, o educador tem de incrementar a experiência - por exemplo, propor aos pequenos investigar novos traçados para o percurso da amarelinha e percorrê-los. E o trabalho não pode parar por aí: novidades devem ser exploradas nessa perspectiva de enriquecimento também.
No entanto, isso não significa que os momentos livres do brincar devam ser deixados de lado em prol apenas de atividades sistematizadas, como projetos didáticos. "Intercalar os dois momentos é o caminho mais adequado. Caso contrário, a brincadeira fica escolarizada, o que não faz sentido. Os períodos sem intervenção direta do educador são necessários e permitem fazer diagnósticos e planejamento de intervenções posteriores", explica Maria Aparecida Mello, docente do Departamento de Metodologia do Ensino na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Confira as três situações (pesquisa, experimentação e sistematização) para fazer do brincar uma aprendizagem verdadeira e útil para a meninada da pré-escola.
Elisangela deSouza Vieira - Postado em 21/03/2011 19:44:23
Indiscutivelmente ,a brincadeira é de suma importância nas escolas de educação infantil. Infelizmente,o Brasil depara-se com escolas adaptadas,com espaço extremamente escasso,o que dificulta o trabalho do professor,por mais criativo que seja. É necessário urgentemente, investimento maciço nessa modalidade de ensino,já que exige-se tantas atividades em espaços livres e materiais variados. Fazendo uma reflexão temos:"Uma casa não se começa construindo pelo telhado. "