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Na rotina planejada, o espaço para aprender

Projeto vencedor do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10 mostra o valor de um programa detalhado. Baseado na articulação entre a aprendizagem e os cuidados diários, ele faz a diferença no desenvolvimento das competências de crianças até 3 anos

Bianca Bibiano, de Belo Horizonte, MG

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Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10

O cotidiano de uma creche tem de contemplar muitas propostas de trabalho: é preciso coordenar atividades de sala, das brincadeiras aos cuidados, garantindo momentos de aprendizagem de modo articulado. Por isso, o planejamento é fundamental. Programar-se de modo minucioso, levando em conta as particularidades de cada criança e se mantendo atento ao que ocorre à sua volta, é a melhor forma de garantir que os pequenos aprendam em grupo.

A professora Sílvia Ulisses de Jesus, da UMEI Pedreira Padre Lopes, em Belo Horizonte, sabia da importância de um trabalho com essas características ao elaborar o projeto Creche: Espaço de Aprendizagem, com o qual foi eleita Educadora do Ano no Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, em 2010 (leia o quadro na última página).

Ela investiu num planejamento detalhado, feito ao longo do ano, que previa o desenvolvimento de competências específicas para cada um de seu grupo, formado por crianças de 4 a 18 meses. E obteve resultados: o projeto chamou a atenção dos selecionadores da premiação. "É difícil encontrar professores dessa etapa do ensino que trabalhem com tanta intencionalidade. Esse é o mérito do projeto da Sílvia. O viés assistencialista e a ideia antiquada de que as crianças não têm necessidades específicas ainda fazem com que muitos educadores só se preocupem com o cuidado, deixando a Educação em segundo plano", afirma Beatriz Gouveia, formadora do instituto Avisa Lá, em São Paulo, e responsável pela seleção de projetos da área de Educação Infantil.
 
Ciente das etapas do desenvolvimento infantil, Sílvia desenvolveu atividades para proporcionar uma multiplicidade de experiências para as crianças, visando fortalecer a autonomia, o conhecimento do corpo, a linguagem oral, a expressão de sensações por meio de falas e gestos e a expressão artística, entre outros.

O planejamento inicial foi feito antes do período de adaptação das crianças. Depois, nessa fase, ela observou as competências de cada um durante as atividades propostas para organizar uma programação. Ao planejar o eixo música, por exemplo, a professora observou como as crianças lidavam com brincadeiras que envolvessem cancões: conseguiam imitar? Participavam de jogos cantados? Se a avaliação mostrava que ainda não eram capazes disso, ela incentivava os pequenos com palmas e com o movimento dos lábios. Os que já estavam mais acostumados com músicas e participavam de rodas eram convidados a tocar instrumentos de brinquedo e variar o repertório musical. No portfólio de cada criança, ela registrava os avanços obtidos. O material servia de subsídio para que ela planejasse os próximos passos e elaborasse atividades desafiadoras.

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Publicado em NOVA ESCOLAEdição 242, Maio 2011,

 

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