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Donald Winnicott, o defensor da imaginação

Médico inglês enfatizou a importância de brincar e de criar para a criança

Márcio Ferrari

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=== PARTE 1 ====
Foto: Barbara Young/Latinstock
Donald Winnicott

Trabalhando como médico com crianças separadas da família em conseqüência da Segunda Guerra Mundial, o psicanalista inglês Donald Winnicott encontrou um interessante campo de estudo que lhe permitiu perceber etapas fundamentais do desenvolvimento da pessoa. Foi assim que constatou, por exemplo, a importância do brincar e dos primeiros anos de vida na construção da identidade pessoal. As conclusões a que ele chegou são preciosas para o trabalho dos educadores.

Boa parte dos conceitos de Winnicott se refere ao "desenvolvimento emocional primitivo", cujos efeitos, segundo ele, são de importância crucial para o indivíduo por se estenderem para além da infância. Muitos problemas da fase adulta estariam vinculados a disfunções ocorridas entre a criança e o "ambiente", representado geralmente pela mãe.

Os conceitos de verdadeiro e falso self (em inglês, palavra que se refere à própria pessoa) são um bom exemplo. "O self se forma com base nas experiências que o bebê acumula", diz o psicanalista Davy Bogomoletz, de São Paulo. "É aquilo que, embora indefinível, faz o indivíduo sentir que ele é único." A relação com a mãe leva o bebê a administrar a própria espontaneidade e as expectativas externas. "Se a mãe aceitar as manifestações do bebê - como a fome, o desconforto, o prazer e a vontade -, em vez de impor o que acredita ser o certo, o bebê vai acumulando experiências nas quais ele é sempre o sujeito, e o self que se forma pode então ser considerado verdadeiro", explica Bogomoletz. Porém o self construído em torno da vontade alheia é o que Winnicott chama de falso e que priva o indivíduo de liberdade e de criatividade.

=== PARTE 2 ====
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Marisa Mendonça Musskopf - Postado em 15/11/2009 11:43:26

Gostei muito da reportagem! Muitas professoras buscam incorporar à Educação Infantil a rigidez comum no Ensino Fundamental, cerceando e inibindo as iniciativas próprias das crianças. Acho importante destacar que quando se fala em brincadeira, no meu ponto de vista, se fala muito mais nos momentos espontâneos, nas palhaçadas, nas risadas, nas piadas, no jogo simbólico...presentes em todos os momentos da rotina escolar, do que na brincadeira estruturada e dirigida, proposta pelo adulto. A professora precisa valorizar a criatividades de seus alunos sempre.

Publicado em NOVA ESCOLAEdição 218, Dezembro 2008,

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