Bruna Nicolielo. Com reportagem de Rita Trevisan
Mais sobre sexualidade infantil
Reportagens
Vídeo
O primeiro passo é falar com ela para tentar entender o que está ocorrendo. Uma simples coceira, por exemplo, pode motivar a insistência em tocar os órgãos genitais. Não convém reprimi-la, apenas ouvi-la e orientá-la corretamente.
Em outros casos, a criança pode estar passando por um período de ansiedade por causa de um acontecimento pontual na família, como a chegada de um novo irmão, e a masturbação seria o caminho encontrado por ela para extravasar esse sentimento.
Uma conversa com os pais poderá ser útil para investigar se houve mudança na rotina e nos hábitos da criança. De qualquer forma, o ideal é não transferir o problema para a família antes de tentar solucioná-lo com a própria criança no âmbito da escola.
Basta o educador chamá-la para uma conversa em particular, fora da sala, em que deve explicar que tocar as partes íntimas do corpo é algo muito pessoal e que não deve ocorrer em público. O único cuidado é não olhar para a sexualidade infantil como se olha a sexualidade do jovem ou do adulto, tendo a clareza de que, para a criança, o ato não envolve nenhuma malícia.
Consultoria Antonio Carlos Egypto, psicólogo e membro do Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual (GTPOS). Pergunta enviada por Lucilene Alves Guimarães, Santa Rita do Passa Quatro, MG
Na dúvida? NOVA ESCOLA responde