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Salto para aprender

Aproveitando a bagagem das crianças, brincadeiras de corda aprimoram a coordenação motora, o equilíbrio e o contato social no 1º e 2º ano

Anderson Moço

TRÊS PULOS Na seqüência na EMEF Carlos Chagas (da esq. para a dir.), mapeamento, vivência e ressignificação Foto: Marcos Rosa
TRÊS PULOS Na seqüência na EMEF Carlos Chagas (da esq. 
para a dir.), mapeamento, vivência e ressignificação. 
Fotos: Marcos Rosa 

Nas aulas de Educação Física das séries iniciais, as brincadeiras cumprem vários objetivos pedagógicos - por exemplo, trabalhar o movimento e a coordenação motora e ensinar os alunos a perceber as diferentes formas de brincar como manifestações do jeito de ser de um grupo ou de cada um. Para trabalhá-las, o primeiro passo é descobrir de que as crianças brincam.

Na EMEF Carlos Chagas, em São Paulo, a professora Maria Emília Lima percebeu que a turma do 1º ano conhecia muitas maneiras de pular corda. Na sala de aula, ela lançou o desafio à garotada: "Me contem como vocês brincam com cordas no dia-a-dia".

Debate sobre as práticas

Foi uma explosão de vozes: os alunos diziam o tipo de jogo e explicavam a maneira de praticá-lo. "Surgiram até coisas como balanço e cabo-de-guerra. Imaginei que falariam só dos jeitos de pular corda e não que relacionassem esse material a outras atividades", diz Maria Emília.

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Seqüência didática

Reportagem

Depois de ouvir a turma, a professora tomou o cuidado - essencial - de registrar todas as sugestões no quadro. Para a tendência cultural, uma das correntes no ensino de Educação Física, essa etapa é o ponto inicial de qualquer atividade na disciplina, pois permite o mapeamento do que a classe sabe e que práticas corporais vivencia (leia a seqüência didática na página seguinte). Partindo da idéia de que a trajetória e os interesses das crianças podem (e devem) ser explorados em sala, cabe ao professor incentivar a troca de experiências entre elas.

No fim, novas criações

A etapa seguinte é... brincar - hora de trabalhar funções psicomotoras, como a coordenação e o equilíbrio, e ampliar o repertório da classe. Na turma de Maria Emília, a garotada experimentou as modalidades em grupos. Em seguida, a professora propôs: "O que poderíamos mudar para que o jeito preferido de pular corda ficasse ainda mais legal?" É a chamada fase de ressignificação da prática. As crianças acabaram criando modalidades, juntando partes das brincadeiras que conheciam. "Uma das invenções foi a corda-cega, que é pular corda de olhos fechados. Foi uma aula de criatividade", comemora Maria Emília.

Quer saber mais?

CONTATO
EMEF Carlos Chagas, Av. Osvaldo Valle Cordeiro, 337, 03584-000, São Paulo, SP, tel. (11) 6741-1742

BIBLIOGRAFIA
Educação de Corpo Inteiro,
João Batista Freire, 224 págs., Ed. Scipione, tel. (11) 3990-1788 (edição esgotada) 

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Publicado em NOVA ESCOLAEdição 217, Outubro 2008,
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