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4 etapas para trabalhar danças na Educação Física

Mapeamento, aprofundamento, ampliação e ressignificação dos conhecimentos são fases essenciais no ensino de atividades rítmicas e expressivas

Elisa Meirelles

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EXPRESSÃO CORPORAL A garotada da UME Antônio Ortega Rodrigues mostra o gestual próprio do tango. Foto: Fernanda Preto
EXPRESSÃO CORPORAL A garotada
da UME Antônio Ortega Rodrigues
mostra o gestual próprio do tango

A dança é uma forma de expressão corporal. Por meio de coreografias, os alunos aprendem a interpretar gestos e a conhecer diferentes ritmos. Todo esse aprendizado deve fazer parte do planejamento da Educação Física, como preveem os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) - assim como os esportes, as lutas e a ginástica.

Para realizar um bom trabalho, é importante ir além da velha e conhecida fórmula: mostrar à turma uma coreografia pronta, ensaiá-la e apresentá-la. "Quando as danças são trazidas para a Educação Física, deve haver um estudo sobre elas", explica Marcos Garcia Neira, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Mais do que colocar a turma para se mexer, é preciso refletir sobre os diferentes tipos de dança, apresentar novos gêneros e permitir que os alunos criem passos próprios. "Cabe à disciplina proporcionar experiências que viabilizem práticas significativas com as danças presentes no universo cultural próximo e afastado", aponta o artigo As Danças Folclóricas e Populares no Currículo de Educação Física: Possibilidades e Desafios, escrito por Neira e pela professora Silvia Pavesi Sborquia, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Ou seja, é preciso extrapolar o que é conhecido pelas crianças, aproveitando suas vivências para apresentar novas referências.

Quatro etapas não podem ser esquecidas: mapeamento, aprofundamento, ampliação e ressignificação (veja a sequência didática). Veja como colocá-las em prática a seguir.

1 Mapear e registrar os saberes prévios, com a turma

Uma boa maneira de iniciar o trabalho é mapear a cultura corporal dos alunos. É importante conversar com a moçada para conhecer as músicas e danças de que eles gostam e que conhecem. Esse levantamento serve como ponto de partida para planejar as aulas. As danças apreciadas pelos alunos não devem ser ignoradas: manifestações trazidas por imigrantes ou exibidas pela televisão e lengalengas, que combinam gestos ritmados à música, pertencem à rica gama de manifestações da cultura corporal e podem servir como base do trabalho. Na UME Antônio Ortega Domingues, em Cubatão, a 55 quilômetros de São Paulo, o professor César Rodrigues adotou essa estratégia com a turma de 4º ano. Em sala, ele pediu que todos contassem sobre as práticas corporais que conheciam. "Perguntei sobre os tipos de dança de que gostavam e quais eram as brincadeiras mais comuns." Eles falaram sobre samba e lengalengas.

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Publicado em NOVA ESCOLAEdição 237, Novembro 2010, com o título Dançar e criar
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