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PRÊMIO VICTOR CIVITA

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Guia de orientações para a redação de projetos para o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10
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Caro professor,

É com prazer que apresentamos para você um guia de orientações para a escrita do relato de seu trabalho para o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10. A intenção é ajudá-lo a colocar sua experiência no papel (ou na tela), descrevendo bem os detalhes do projeto ou da seqüência de atividades que você realizou com os alunos. Leia a seguir e, em caso de dúvida, envie seus comentários.

   

Os relatos pessoais e relatos de trabalho

Os relatos sempre estiveram presentes entre os homens e talvez seja o texto mais importante para escrever uma história. São escritos pelos mais diferentes autores, com fins igualmente diversos: servem para organizar as memórias e contar as aventuras de uma vi-agem como se costuma fazer ao escrever os diários de bordo. Para tornar claro aos olhos do outro o que se pode ver com seus olhos, como é o caso dos relatos dos grandes nave-gadores, dos viajantes descobridores do mundo novo. Para relatar episódios de uma vida inteira, como fez Anne Frank, Zlata, Amir Klink e tantos outros adolescentes e adultos que registraram em palavras, diariamente, o sentido de suas vivências.

O relato é um tipo de escrita que guarda algumas características bem específicas: é escrito em 1ª pessoa permitindo ao leitor reconhecer aspectos subjetivos do autor do relato. Geralmente se emprega nesses casos uma linguagem mais coloquial, destacando a participação direta do autor, aquele que enuncia fatos ocorridos no passado utilizando, portanto, o verbo em sua conjugação passada.

Na escola também encontramos comumente esse tipo de texto. Os relatos produzidos no dia-a-dia das escolas também têm funções bem específicas: servem para promover reflexões sobre a prática educativa e os processos de ensino. Tratam de diversos assuntos: podem contar sobre a pesquisa ou a investigação que o professor faz em sala de aula como, por exemplo, sobre a aquisição da escrita pelas crianças, a aprendizagem de determinados procedimentos matemáticos etc. Descrevem iniciativas, intervenções e resultados, sentimentos, dúvidas e inquietações que dizem respeito ao modo como o professor vivencia e interpreta os fatos. Também podem trazer observações sobre reações e características individuais das crianças, fatos inéditos daquele dia, o que foi significativo ou o que pode ter repercussão nos dias seguintes, dificuldades da organização do tempo, relações com as famílias etc.

Os relatos podem ser episódicos ou, como é mais freqüente, podem ser desenvolvidos ao longo de um certo tempo (dias, semanas etc.) revelando tipos de professores, seus pensamentos, suas questões, os passos de um percurso vivido com os alunos. A escrita é uma prática importante para o professor: ao escrever ele se coloca em uma conversa consigo mesmo, podendo tomar consciência do seu fazer, refletir e avaliar o que aconteceu e muitas vezes antecipar futuras intervenções, reorganizar materiais, planejar situações que podem realizar melhor suas intenções com os alunos e aprender cada vez mais sobre seu próprio trabalho.

Registros dessa natureza, além do benefício imediato no próprio ato de escrever, também amplia os conhecimentos do professor na medida em que podem ser lidos por um parceiro mais experiente, em geral o coordenador pedagógico. Segundo Zabalza , "o próprio fato de escrever, de escrever sobre sua prática, leva o professor a aprender através da sua narração. Ao narrar a sua experiência recente, o professor não só a constrói lingüisticamente como também a reconstrói ao nível do discurso prático e da atividade profissional (a descrição vê-se continuamente excedida por abordagens reflexivas sobre os porquês e as estruturas de racionalidade e justificação que fundamentam os fatos narrados). Quer dizer, a narração constitui-se em reflexão".

Sendo uma escrita tão singular e subjetiva, pode-se dizer que existem tantos tipos de relatos quantos tipos de professores.



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