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Marcelo Duarte trabalha agora no final da história de Dirce, a mulher que falava pára-choquês. Ao todo, foram quase 500 e-mails com sugestões. Aguarde, nos próximos dias, a publicação do desfecho. Abaixo, leia os comentários dos autores sobre o trabalho feito até agora. E clique aqui para conhecer a primeira e a segunda partes da história.
Infelizmente NOVA ESCOLA recebeu poucas sugestões de ilustrações. Por isso, estendemos o prazo para envio de imagens até o próximo dia 13 de julho. Incentive a turma a elaborar e enviar seus desenhos!
Clique aqui para enviar as ilustrações dos alunos.
Os comentários do Marcelo
Estou adorando essa brincadeira de escrever a 1000 mãos. Está sendo incrível a participação dos leitores de NOVA ESCOLA, com idéias muito originais. Teve de tudo: Dirce escreve um livro com suas frases de pára-choquês (foi a continuação mais sugerida), vira estrela de TV, ensina pára-choquês na escola... Bem, ela não escapou também de muitas tragédias: o marido, cansado de ouvir sempre as mesmas frases, pede divórcio; o caderninho com as anotações de Dirce é roubado e ela foi até atropelada por um caminhão. A leitora Sarah Amorim de Morais Santos, de Governador Valadares-MG, criou até a cidade de Praqueolândia, lugar em que todos falam a estranha língua de nossa personagem. A sogra de Dirce também foi vítima de muitas histórias e a frase de caminhão mais citada foi Não mando minha sogra pro inferno porque tenho pena do diabo.
A leitura dos textos me ajudou a escrever a continuação da história de um jeito até bem diferente do que eu imaginava no início. Não peguei a idéia de um único leitor, mas de vários (afinal, como diz um pára-choque, roubar idéias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.) Dirce vai receber uma bolada de dinheiro para fazer um comercial de TV. No meio do texto, coloquei novas frases, que foram enviadas também pelos leitores, como A mulher foi feita de costela... Imagine se fosse de filé, do Leonardo Keller, de Joaçaba-SC.
Mas a história ainda não terminou. Continuo precisando de sua ajuda para escrever o final. Então, vamos lá, sem preguiça. Pois, como diria a mulher que fala pára-choquês, preguiça é o hábito de descansar antes de estar cansado.
E os comentários do Daniel Gizo, do Estúdio MOPA
Para elaborar a segunda imagem da história, usamos dois dos conceitos mostrados pelas crianças nos desenhos que nos enviaram: os autógrafos de Dirce, idéia da aluna Carla; e o riso escancarado da Dirce, idéia da aluna Rafaela Cristina. Acho que elas vão gostar de saber que trabalhamos com as idéias delas. Foi bem divertido ver os desenhos e adapta-los! Continuem participando!
A idéia
É tradição entre os caminhoneiros gravar provérbios engraçados nos pára-choques dos veículos que dirigem. O amor da mulher que está longe, a crítica ao governo corrupto, a ironia sobre o casamento que não vai lá muito bem: tudo vira tema para as frases - geralmente curtíssimas, feitas para serem lidas em uma única passada de olhos. Observador (e colecionador) desse tipo de linguagem, o jornalista paulistano Marcelo Duarte (leia abaixo) criou Dirce, a personagem que passou a se comunicar somente em pára-choquês. Leia o conto.
Fique de olho no cronograma
Até 15/6 - Envio das primeiras sugestões.
20/6 - Publicação em NOVA ESCOLA On-line da primeira intervenção feita pelo autor e pelos ilustradores.
Até 3/7 - Envio de sugestões para o fim da história.
5/8 - Divulgação do fim de A Mulher Que Falava Pára-Choquês.
Permite conhecer e seguir estilos diferentes.
Aprimora a capacidade de criação.
Incentiva o trabalhoem equipe.
Esse jornalista paulistano de 42 anos é, de longe, um dos maiores colecionadores de informações sobre curiosidades no Brasil. Além de muitas frases de pára-choques, ele tem, por exemplo, o endereço de uma que vende arcos para violino feitos com crina de cavalo siberiano. Autor de O Guia dos Curiosos (700 págs., Ed. Panda Books, tel. [11] 3088-8444, 49,90 reais), Marcelo trabalhou nas revistas Placar, Playboy e Veja São Paulo. Hoje apresenta um programa na ESPN Brasil e dois na rádio Bandeirantes, de São Paulo, além de assinar uma coluna no Jornal da Tarde, de São Paulo.
Créditos
[img2]Marcelo Duarte
Créditos
[img3]Mopa
Alline Luz, Daniel Gizo e Rogério Lionzo, todos com 22 anos, e Felipe Melo, 21, são egressos do curso de Desenho Industrial da Universidade de Brasília. Há um ano, depois do 16º Encontro Nacional de Estudantes de Design, realizado na capital federal, eles resolveram se juntar e criar o Mopa, um estúdio de design especializado em toy art (ilustrações tridimensionais inspiradas em bonecos e animais). As peças criadas por eles já foram expostas em galerias de São Paulo, da Austrália e da Rússia.
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