Ana Rita Martins
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No ano passado, adolescentes começaram a circular pelas escolas brasileiras com pulseiras coloridas. Parecia apenas mais uma moda, até que os adultos perceberam que tudo se tratava de um jogo com conotação sexual - para cada cor, havia uma atitude correspondente. Assim, se um menino arrebentasse a pulseira amarela no braço de uma menina, ela era obrigada a dar um abraço nele. Se fosse roxa, a "prenda" era um beijo de língua (a lilás era "só" um selinho). A escala de carícias chegava a "sexo" (preta), "tudo o que quiser" (transparente) e "todas as opções anteriores" (dourada).
A possibilidade de que a brincadeira estivesse sendo levada às últimas consequências deixou pais e educadores alarmados - talvez pelo fato de ver a garotada falando abertamente sobre... aquilo. E o que poderia ser uma oportunidade para uma conversa franca sobre um tema tão importante (porém ainda tabu para muita gente) acabou, em vários casos, com a proibição pura e simples do uso dos acessórios nas escolas. A atitude foi condenada por especialistas, que reforçam a necessidade de compreender que, quando os jovens entram na puberdade, iniciam um processo intenso e conflituoso para construir a própria sexualidade. Ajudá-los a entender esse caminho é a melhor maneira de lhes dar ferramentas para ter uma vida sexual plena e responsável.
marina soares leal - Postado em 20/11/2010 09:34:42
Trabalho com pré-adolescentes e preciso ter muuito jogo de cintura para conviver com todo essa abundânica (que chega a transbordar!) de hormônios. Eles são naturalmente voltados à sexualidade nesta fase, tudo o que pensam pode ser estranhamente associado ao sexo. Creio que seja algo próprio da idade, que não pode ser reprimido, mas também não pode extrapolar!!!
mariles dos santos damasceno - Postado em 05/08/2010 22:17:41
Sou orientadora educacional e trabalho com adolescentes, procuro ler todas as reportagens sobre o assunto,me ajuda entende-los melhor e ajudá-los na sua formação.