Beatriz Vichessi (edição)
Muitos educadores acreditam que estudantes pobres ou membros de "famílias desestruturadas", por exemplo, têm baixa auto-estima e, por isso, não conseguem aprender. Então, tentam reverter a situação com prêmios, palavras de incentivo e elogios vazios ("Você consegue!" e "Tenho certeza de que você é capaz" são frases freqüentemente ditas por professores). Assim, agem incorretamente e se afastam do seu objetivo principal, que é ensinar e garantir que todos aprendam. A auto-estima elevada é uma das conseqüências da aprendizagem, pois a valorização de si mesmo não é construída com motivações externas, mas com internas - como a tomada de consciência de que é capaz de resolver um problema de Matemática, elaborar uma carta e participar ativamente de atividades em grupo. Os avanços conquistados podem ser elogiados e devem servir como estímulo para alcançar outros progressos e vencer dificuldades. É importante observar, no entanto, que o mérito do próprio aluno funciona como um trampolim. Em vez de decretar que são os problemas de auto-estima os responsáveis pelo insucesso na escola e tentar corrigi-los fugindo do conteúdo a ser ensinado, os professores devem atentar ao preconceito criado por eles próprios, que rotulam alguns alunos como incapazes de aprender.
Consultoria Claudia Costin, vice-presidente da Fundação Victor Civita, e Vanessa Vicentin, doutoranda de Psicologia Escolar da Universidade de São Paulo.
Elizabeth T. Sampaio - Postado em 26/06/2011 19:58:26
Também não entendi a postura das consultoras, talvez nunca tenham necessitado de uma palavra de incentivo, ou talvez não entendam nada sobre baixa autoestima ou sobre EJA. Eu pessoalmente estou agora aos 50 anos no último período de Pedagogia graças as palavras de incentivo de uma amiga que também é professora, do contrário ainda estaria sendo só dona de casa.
Elizabeth T. Sampaio - Postado em 26/06/2011 19:50:16
quero comentar sobre a matéria lida e não sobre vírus e bactérias.
Maria Mônica Sarandy - Postado em 22/01/2010 14:53:18
Não sei se entendi bem a coloação das consultoras, mas discordo quando dizem que os elogios são vazios, se hoje sou uma profissional respeitada e se estou exxercendo uma profissão por livre escolha é poqur tive muitos professores que me incentivaram quando estava desanimada e achando que filha de lavaeira teria que ser lavadeira também. Um incentivo e um elogio vale mais que dezenas de sessões com o analista, na maioria das vezes.