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E agora, Telma? - Indisciplina

Como agir quando os pais dos alunos considerados difíceis, mesmo sendo chamados pela escola, ficam indiferentes?

Telma Vinha. Foto: Marina PiedadeE agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Manoel Ribeiro, Volta Redonda, RJ

Inicialmente, cabe reforçar que nenhuma família está satisfeita diante de um filho "difícil", mesmo que aparentemente pareça estar. Em geral, os pais já fizeram tudo que sabiam para modificar as coisas e se sentem frustrados. O melhor a fazer é ouvi-los e ampará-los.

De nada adianta chamar os pais para reclamar que a criança é "terrível" ou tentar ensiná-los a educá-la. Esse tipo de conduta não resolverá, pois isso possivelmente já ocorreu e não trouxe resultados efetivos. Portanto, é preciso procurar outros caminhos. Os pais devem, antes de mais nada, saber que existe alguém que compreende o que eles estão passando.

É preciso ainda ter paciência com os que se mostrarem agressivos, pois, com certeza, eles se sentem angustiados em relação a si mesmos, a seus filhos e aos profissionais e estão, portanto, numa posição defensiva.

Quando os pais quiserem conselhos, eles mesmos solicitarão e, quando o professor os der, é importante reconhecer que ninguém realmente tem todas as respostas. O que se pode fazer é apenas concordar em experimentar diferentes estratégias mais coerentes com o desenvolvimento socioafetivo da criança e que atendam às necessidades dela.

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rubens celso pereira - Postado em 04/01/2012 20:06:42

Ouvir estes pais e compreende-los é um caminho sensato. Se conselho fosse bom, custaria muito caro, jamais seria dado. Portanto, a empatia é necessária dentro da escola e precisa partir da gestão escolar e dos professores em geral, afinal uma só andorinha não faz verão, toda escola precisa contribuir. É um assunto bacana para ser tratado em HTPC, todos ganham.

edna gomes - Postado em 08/10/2011 06:17:38

Quando o professor se coloca como um transmissor de "receitas sobre como educar o filho de alguém" já quebra logo de inicio um importante "ingrediente" da parceria escola-familia: a empatia. Concordo com a colocação de que devemos simplesmente buscar junto com a família estrategias diferenciadas para algum conflito. Em nossa escola temos a prática de partilhar com alguns pais pequenos textos com experiências, pesquisas, estudos sobre as ações que as crianças apresentam as diferentes possibilidades para uma educação positiva. Tem surtido efeito, estamos caminhando juntos...

Publicado em NOVA ESCOLA Edição 239, Janeiro/Fevereiro 2011.

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