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Confira como foi o fórum com Cléo Fante sobre Cyberbullying

A especialista em violência escolar respondeu às dúvidas dos professores sobre as agressões no ambiente virtual, que ganham cada vez mais força entre os estudantes

Paula Nadal

A tecnologia deu nova cara a um problema antigo: a agressão física, verbal e, agora, virtual entre crianças e adolescentes. O cyberbullying é uma versão ainda mais agressiva do bullying (termo inglês que significa "intimidar", "amedrontar") - um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos. Primeiro, por fazer com que as vítimas fiquem cada vez mais expostas às provocações e xingamentos publicados em sites, redes sociais, e-mails e troca de mensagens via celular. Depois, porque o meio virtual dificulta a identificação dos agressores e, consequentemente, a punição dos mesmos.

Para discutir o papel da escola na prevenção e solução dos problemas que envolvem essa prática, preparamos a reportagem Violência virtual e convidamos a pesquisadora Cléo Fante, autora do livro Fenômeno Bullying (Editora Verus, 224 págs.) e idealizadora do Programa Educar para a Paz para participar de um fórum até o dia 30 de julho.

Para tirar suas dúvidas, basta comentar esta matéria, abaixo, e aguardar as respostas de nossa consultora.

Adriana Hauber Virmond - Postado em 05/11/2010 12:35:31

Boa tarde, Cléo. sou professora formada, mas não leciono em escolas. Tenho necessidades especiais, mas sempre estudei com os ditos normais. quero lhe falar que na escola, principalmente as meninas, semppre me acharam uma chata, me chamavam de Baleia, elefante, por ter sido gorda. eu sempre sofri com Bullying. o pior de tudo, o que me apavora é que os educandos, principalmente, as do sexo feminino, estão piores ainda do que no meu tempo. Nasci em 1967, sou de Porto Alegre, fui para classe especial na primeira série do ensino fundamental, com deficientes mentais. hoje, tenho a minha aposentadoria por invalidez, pois por ter nascido com Síndrome de Down leve, não posso lecionar em escolas, pois não domino a sala de aula. aqui no RS, a escola pública é uma decadência. o aluno já não respeita mais o professor. atenciosamente, adriana hauber virmond

Monica Silva de Paula - Postado em 17/08/2010 14:58:58

Qual a atitude do colégio quando um pai informa que seu filho esta sofrendo bullying? Fui aos supervisores do colégio do meu filho e eles me disseram que iriam sondar verificar os fatos e no mesmo dia chamaram o meu filho (alvo) e as crianças agressoras colocaram frente a frente - isso não pode agravar a situação?

Paula Nadal - Postado em 02/08/2010 10:50:11

Caros, chega ao fim nosso fórum sobre cyberbullying. Agradecemos a participação de todos e, em especial, às contribuições de nossa consultora, Cléo Fante. Um grande abraço!

Comentário do Autor - Agradeço a atenção de todos os participantes do Forum da Revista Nova Escola. Espero que o tema bullying seja amplamente divulgado e debatido nas diversas esferas sociais, de forma não alarmante e inequivocada. Que possamos encontrar soluções efetivas, para que nossas crianças possam frequentar as escolas sem medo da violência. Grande abraço, Cléo Fante. Contato: cleofante@terra.com.br Participe do nosso curso online. Inofrme-se pelo site, www.bullying.pro.br

Jéssica souza - Postado em 30/07/2010 16:53:31

Obrigada! querida Cléo, é importante essa interação leitor e autor, faz com que nós leitores tenhamos uma aproximação maior dos temas abordados, de maneira que consigamos ter uma visão inteligente e perspicaz dos temas abordados.Sou sua fã espero que você esteja sempre disposta a ajuda e explica. Assim que estiver pronto nosso trabalho e o projeto eu dou noticias pra vc. beijos flor.

Comentário do Autor - Obrigada, Jéssica. Bjs, Cléo.

Kamila Pinheiro Oliveira - Postado em 30/07/2010 13:07:38

Oi Cléo, tudo bem? Essa matéria não poderia ter saído em um momento tão bom quanto esse! Minha monografia versa exatamente sobre o cyberbullyng, contudo puxando para a esfera penal. Tema bastante novo e interessante para a sociedade! Bem, já vi que terá muitas citações do seu livro no meu trabalho de conclusão de curso! Parabéns!

Comentário do Autor - Tudo bem, Kamila. Obrigada pelo elogio. Aproveito para informar-lhe que a revista jurídica Consulex, edição de agosto, tem o bullying como tema de capa e um artigo escrito por mim. Bjs, Cléo.

Jéssica souza - Postado em 28/07/2010 20:53:16

"Olá Cléo, estou estudando a fundo o tema cyberbullying aqui na minha cidade: belém, estamos todos empenhados em fazer um trabalho nas escolas específico contra esse tipo de violência, sabemos que só pode ser possível banir esse tipo de agressão conscientizando que ela existe e que e necessário políticas públicas, e eficiente na medida que o cyberbullying e uma forma de violência não menos prejudicial que as outras" Suas dicas são excelentes gostei bastante foi super importante pra mim, me tirou varias dúvidas e me deu um outro ponto de vista mais simples e esclarecedor .

Comentário do Autor - Olá Jéssica. Fico contente em saber que minhas dicas te ajudaram a entender melhor o fenômeno. Mais contente, ainda, em saber que está estudando a fundo o tema. Afinal, a prevenção começa pelo conhecimento. Quando se conhece o assunto, corre-se menos riscos de cometer equívocos e procedimentos incorretos. Mande notícias sobre o trabalho que será desenvolvido nas escolas paraenses. Bjs, Cléo.

karine turke - Postado em 25/07/2010 20:11:46

Olá Cléo, venho lendo o seus artigos faz um tempo e estou aprendendo a ''me virar'' com o Bullying que venho sofrendo em minha escola há dois anos com comentários e apelidos como ''nerd'', ''cdf'' entre outros e por isso gostaria de agradecer por sua ajuda e não somente a mim, mas para todos os jovens que vem sofrendo com esse problema.

Comentário do Autor - Olá Karine, tudo bem? Que notícia boa! É muito gratificante ter retorno do trabalho que realizo. Me dá forças para continuar nas pesquisas e na busca de soluções para o bullying. Bjs, Cléo.

Geórgia De Biazzi - Postado em 20/07/2010 14:00:52

Olá Cléo Estou desenvolvendo meu Trabalho de Conclusão de Curso para graduação de Bacharel em Naturologia, com a temática do Bullying (o tema é: "O uso da Arte Integrativa como possível meio de avaliação de comportamento no Bullying infantil"). Já tive a oportunidade de ler artigos seus em sites, e gostaria que você me aconselhasse algumas fontes de pesquisas sobre o assunto que posso encontrar na net, e também qual literatura você me recomendaria para aprofundar e embasar minha pesquisa. Estou muito interessada no tema pois acredito que precisamos cada vez mais trazer o Bullying em evidência para descaracterizar a idéia de "briguinha infantil" e sim apresentar com um problema de violência que precisa ser estudado, previnido e tratado. Grata desde já!

Comentário do Autor - Olá Geórgia, obrigada por participar. Concordo plenamente contigo, o bullying deve ser tratado como violência e, na infância, pode comprometer severamente o processo de desenvolvimento e formação da personalidade. É um tema que ganha cada vez mais visibilidade social. No entanto, há que se ter alguns cuidados para não generalizar o problema, pois corre-se o risco de banalizá-lo ou legitimá-lo. É fato que o bullying ocorre em todas as escolas, sem distinção. Porém, de acordo com o que tenho visto, através de publicações, entrevistas, notícias, parece que as escolas estão infestadas de casos e de "mentes perigosas". O que percebo é que as crianças precisam ser orientadas, educadas mesmo, para as relações sociais. Os exemplos de adultos e a forma como relacionam entre si, acabam por gerar muito mais atitudes de desrespeito, descompromisso com o outro, preconceito, do que propriamente o bullying. Inclusive, casos veiculadas pela mídia, nada tem a ver com bullying, mas com atitudes preconceituosas e discriminatórias, movidas, muitas vezes, por ciúmes, invejas, desentendimentos. Por isso, é fundamental que se estude o fenômeno para que sua identificação, tratamento e prevenção sejam efetivos. Quanto à sugestão de literatura, acesse meu site, www.bullying.pro.br, onde encontrará muitas informações disponíveis, que poderão lhe ajudar. Abraços e sucesso, Cléo.

Maria Lúcia Bozzani - Postado em 14/07/2010 17:33:49

Que ótima essa oportunidade de falar com você, querida Cleo! Sou sua fã...recentemente conheci seu trabalho, fiquei realmente encantada! Estou colocando no meu blog artigos sobre o tema, divulgando uma campanha anti bullyng, já que o meu principal intuito é falar sobre dignidade, respeito, paz... Sou uma médica de São José dos Campos que defende essa bandeira...e tratar desses assuntos para os masi jovens é essencial e interessantíssimo, já qu vamos atuando desde cedo! Estou a convite da direção de uma escola estadual, Pedro Mascarenhas, tentando, junto com a equipe da escola, implantar algumas medidas relacionadas ao bullying, mas a outros temas também. Aí li sobre o EDUCAR PARA A PAZ...eu ia adorar conseguir implantar por aqui, mas não somente numa escola...esse deveria ser um assunto muito mais divulgado...Vamos em frente! Abraço! Mais uma vez parabéms! malubozzani.blogspot.com

Comentário do Autor - Oi Malu, que notícia boa! São pessoas como você, imbuídas dos mais nobres sentimentos e desejos de mudanças sociais que fazem a diferença. Costumo dizer em minhas palestras que não devemos perder a esperança. Que no mundo existem mais pessoas boas do que ruins, que em nossas vidas acontecem muito mais coisas boas do que ruins e muito mais notícias boas do que ruins. Acho que estou certa, não é? Um beijo, Cléo.

Joel Farias - Postado em 13/07/2010 01:17:46

Joel Farias - Já postado em matéria anterior 20/06/2010 20:12:32 Já tratamos há anos problemas com a violência na escola. Hoje surgiram duas novas palavras da moda: "bullying" e "cyberbullying". Agora analisemos do ponto de vista sociológico. Pergunto: o que a evasão escolar, as drogas, a falta de respeito pelos professores, ocupar o lugar de idosos em coletivos, os assaltos praticado pelos "trombadinhas", as brigas na escola, a depredação do patrimônio, a formação de gangues, a criminalidade precoce, jogar lixo na rua tem em comum com o "bullying"? RESP.: TUDO A VER! Tudo isto são consequências de um mesmo problema A FALTA DE EDUCAÇÃO! Nossos jovens são mal educados e as punições que são impostas foram dramaticamente reduzidas pelo falido, ineficiente e ridículo Estatuto da Criança e Adolescente. Os jovens crescem e amadurecem num ambiente de total impunidade patrocinado pelo ECA e, depois todos ficam admirados que um jovem simplesmente resolve matar sua ex-namorada por não aceitar a separação. Nossos brilhantes juristas, que inventaram o ECA, não percebem o dano que está sendo causado à formação dos jovens, bem como a sociedade de maneira geral, com esta liberdade exacerbada e verdadeiro incentivo à criminalidade que está sendo propiciado aos jovens!!! Não quero aqui fazer uma apologia ao retorno da palmatória, mas a falta de regras e limites está criando uma verdadeira calamidade no ambiente escolar e familiar. As escolas públicas deveriam ter um severo código disciplinar, prevendo desde a advertência aos pais, passando pela suspensão e culminando com a expulsão dos alunos infratores. O aluno infrator deve automaticamente entrar numa "lista negra" que o impede em estudar em qualquer outra escola pública: ou os pais disciplinam seus filhos ou que procurem uma escola particular. Não podemos gastar verbas públicas com professores, classes, merenda escolar e instalações com delinquentes que não querem estudar e ainda atrapalham os que querem. É preciso passar uma "peneira" e retirar do ambiente escolar os bandidos e delinquentes que atrapalham e prejudicam a vida escolar dos demais alunos. Se forem tomadas medidas radicais contra a bandidagem na escola, uma espécie de "profilaxia", assistiremos com surpresa que desaparecerão todos os efeitos colaterais, entre eles o "bullying". Estou certo? Ou estou certo?

Comentário do Autor - Olá Joel, tudo bem? Compreendo seu posicionamento e, em alguns pontos, concordo plenamente, especialmente na questão de regras e limites. Em nome da liberdade e privacidade, os pais estão se esquecendo ou não sabem como ensinar e cobrar respeito e obediência. Afinal, é na família que criança aprende, desde cedo, a lidar com figura de autoridade, com "nãos", com frustrações, com a raiva... Por outro lado, temos que pensar que muitas são as fontes que influenciam o comportamento dos nossos jovens, além da família - amigos, escola, TV, games, filmes, Internet etc. - que se mostram, a cada dia, mais arredios, desrespeitosos, inconsequentes, sem limites, sem educação. Também temos que pensar que, talvez, esses mesmos jovens, a cada dia, são mais abandonados, abusados, humilhados, violentados, excluídos, explorados, por aqueles que são responsáveis por dar-lhes amor, afeto, atenção, educação, orientação, proteção, segurança, perspectivas, trabalho, lazer... E isso não cabe somente às famílias, mas às escolas, às instituições, aos governos, à sociedade como um todo. Vejo o problema muito mais de ordem social do que pessoal, uma vez que o jovem é ao mesmo tempo, vítima e autor dessa mesma violência que impera entre os adultos, em nossa sociedade. Agradeço a sua contribuição, que certamente, gerará reflexões mais aprofundadas.

Maura Maria Morais de Oliveira Bolfer - Postado em 12/07/2010 11:07:06

Ótima oportunidade para discussão sobre a temática. A Cléo é uma grande estudiosa sobre o assunto e muito tem a contribuir com a reflexão proposta. Att, Maura

Comentário do Autor - Obrigada, Maura. Suas palavras me incentivam a seguir adiante e buscar, cada vez mais, alternativas para extirpar a violência contra e entre as nossas crianças. Beijão, Cléo.

Florinda de Lima Bassi - Postado em 11/07/2010 15:34:59

Olá, Cleo! Eu sou professora pedagoga do Estado do Paraná, estou participando do PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional da SEED/PR. É um programa do governo que promove a parceria Universidade com a Educação Básica, onde o professora(a) fica fora das atividades rotineiras da escola e volta a universidades para estudos, depois de um ano retorna a escola para implementar um projeto. Eu volto agora em agosto para implementar o meu projeto que é sobre a pratica do bullying no ambiente escolar, tenho usado muito o seu livro "Fenômeno Bulluing" para fundamentação é um excelente material, já o usei para o projeto, estou usando para a produção da material didático e usarei para a produção de um artigo, gostei muito do Programa Educar para a Paz.. Eu escolhi As Assembleias Escolares como estratégias para resolução de conflitos( ARAUJO e PUIG entre outros)como estratégia para a prevenção, e melhoria da convivência com as diversidades existentes no contexto escolar. Esse Projeto abrange, alunos com a pratica das assembleias em uma turma onde, serão discutidos sobre o bullying e toda forma de violência moral, e curso de capacitação para os professores e funcionários sobre essa temática. O que eu gostaria de saber: Com a sua experiência, o que achas dessa estratégia? com ela é possivel contribuir para a redução do fenômeno bullying? Eu preciso encontrar alguém para proferir uma palestra sobre esse tema, para professores e funcionários, poderia me indicar uma pessoa envolvida com esse assunto? O meu Material Didatico será publicado, e eu gostaria de ilustrar com a frase "Todas as crianças e adolescentes tem direitos a uma escola, onde exista alegria, amizade, solidariedade e o respeito às caracteristicas individuais de cada um" E não sei quem é o autor(a) Pesquisei e aparece como da ABRAPIA , em outro, como ARAMIS ANTONIO LOPES NETO Afinal quem é o autor? Você tem conhecimento? Esta semana minha neta de 9 anos foi vítima do cyberbullying, a minha filha me ligou perguntando sobre as leis que amparam, e que atitudes tomar, fiquei sem saber o que responder, gostaria de saber o que fazer nesses casos tanto do bullying quanto da cyberbullying? Quanto as leis? quanto a material para fundamentação sobre o cyberbullying? Abraços!

Comentário do Autor - Olá Florinda! Belo trabalho será realizado em sua escola. Em minha experiência, há 10 anos, com a temática bullying, tenho realizado e orientado escolas para a realização das assembleias. Essa estratégia é muito importante no enfrentamento ao bullying, pois os próprios estudantes discutem e oferecem soluções para reduzir sua incidência. Às vezes, uma ação simples que é apresentada na assembleia, tem resultado eficaz que incide na redução do bullying. Os estudantes precisam se sentir respeitados, incluídos e integrantes da escola, e as assembleias proporcionam esses sentimentos, além de exercitar a democracia e a cidadania. Quanto à indicação de palestrante, não sei quem estuda o tema no Paraná, mas pode procurar na Internet, talvez, alguma universidade esteja abordando o tema. Caso não encontre, entre em contato, quem sabe posso encaixar em minha agenda ainda para este ano. Quanto à frase é do Dr. Aramis, da ONG Abrapia, que infelizmente fechou suas portas, por falta de recursos públicos. Quanto ao que fazer em casos de bullying e cyberbullying, tudo dependerá da gravidade do caso. As ações vão desde orientar os filhos e procurar a escola para encontrar soluções conjuntas, com os envolvidos e seus familiares, para interromper os ataques ou até procurar uma delegacia de polícia para denunciar o fato e recorrer à justiça. Quanto às leis, muitos Estados e municípios brasileiros estão em discussão, outros já possuem leis em vigor. Na Câmara dos Deputados, discute-se duas leis federais: uma prevê que as escolas e clubes recreativos adotem medidas preventivas, além de alterações no ECA e na LDB; e a outra prevê a criminalização do bullying. Quanto ao material para a fundamentação, sugiro que acesse meu site, www.bullying.pro.br e o site da ONG Plan, onde elaborei alguns materiais didáticos, que estão à disposição online, www.aprendersemmedo.org.br. Grande abraço e sucesso, Cléo.

Rozineide Maria dos Santos - Postado em 09/07/2010 22:52:18

Às vezes penso que a escola continua com medo de derrubar as barreiras e abraçar o que é diferente do tradicional. Fecha as portas para o que faz parte do cotidiano dos estudantes numa tentativa vã de se excluir desses problemas. Digo vã, por que ela não vai poder livrar-se dessa discussão pois os estudantes, queira ela ou não, leva para o interior da escola. Sabemos que só quem pode fazer orkut são pessoas maiores de 18 anos, mas sabemos também que muitas crianças e adolescentes burlam essa orientação e fazem uma página pra si. este espaço é muito utilizado entre os estudantes e o bullying não poderia deixar de estar, infelizmente. Um dia desses minha filha e algumas colegas dela foram ofendidas por um estudante da escola. foram buscara ajuda na direçao e esta disse que orkut não era problema dela, e simplesmente deixou de lado. não queria que a escola resolvesse o problema, pois sei que ela já tem bastante, mas poderia ter aproveitado o momento para discutir as relações interpessoais na escola. Abraços!!! Rozineide

Comentário do Autor - Oi Rozineide! Infelizmente, muitas escolas ainda se omitem frente a um problema, que se torna cada vez mais visível. Embora a maioria dos casos de bullying virtual aconteçam na casa dos estudantes ou em lan houses, o desfecho das ações acaba sendo no ambiente escolar. Portanto, a escola não pode se furtar às discussões sobre o tema e orientar estudantes e familiares para os benefícios e perigos da Internet, em especial, quanto às relações sociais, tanto no espaço virtual quanto no escolar. Caso tenha interesse em obter mais informações ou sugerir à escola material informativo, entre em meu site, www.bullying.pro.br. Abração, Cléo.

marcos vinicius santos - Postado em 09/07/2010 20:33:30

ola cléo,meus parabêns por abrir este espaço, pra que um assunto de tamanha importãncia venha ser tratado de forma clara e objetiva,estava pesquisando sobre o tema, quando encontraquei aque a oportunidade de falar do mesmo. fui vitima durante muito tempo desse problema, oque hoje em dia me prejudica em muitos setores da vida, seria muito importante se pudesse entrar em contato com migo meu imail é, gatonegrofalcao@hotmail.com, desde ja grato!!

Comentário do Autor - Olá Marcos Vinicius, obrigada pela participação. Sei do sofrimento e prejuízos resultantes do bullying, pois acompanho direta e indiretamente muitos dos que são vítimas e dos que são sequelados. Também tenho acompanhado muitos que encontraram maneiras de superar, seja por meio de ajuda profissional ou do esporte, da dança, da arte, da música, do trabalho, da fé, ou ainda, de um grande amor, que ajuda a superar qualquer sofrimento (risos). Entrarei em contato contigo. Abraços!

Leon Ferreira de Souza - Postado em 09/07/2010 17:12:49

Olá Cléo! Muito importante nos unirmos contra esse mal. E assim sendo o que dizer do papel da midia a exemplo de um canal de TV aberta num seriado onde o bullying é demonstrado como comédia? Refiro-me ao seriado "Todo mundo odeia o Cris" da Record. Obrigado!

Comentário do Autor - Olá Leon. Infelizmente, a mídia, ao mesmo tempo em que auxilia na divulgação e orientação dos espectadores, como no programa Altas Horas e outros em que o tema foi abordado, também incita as práticas bullying, como no seriado citado. Há que se pensar, também nas cenas apresentadas em novelas, filmes, games, internet, comunidades virtuais e, principalmente, os programas humorísticos. Grupos estigmatizados socialmente como "diferentes" - homossexuais, negros, obesos, anões, feios, loiras -, são alvos de zoações, constrangimentos, humilhações, tudo em nome do humor e da diversão. No entanto, as crianças, que ainda não têm maturidade de distinguir o real do fictício, acabam por validar tais comportamentos e os reproduzem em suas relações sociais, principalmente no ambiente escolar contra os seus colegas, que apresentam as mesmas características dos personagens alvos. Felizmente, como pais, educadores, estudantes, cidadãos podemos recorrer à Justiça e denunciar ao Ministério Público tais programações, por incitação de violências e/ou por serem antipedagógicos. Ou ainda, promover abaixo-assinados para que sejam retirados do ar. Por isso, é importante que a comunidade escolar discuta essas questões, visando mudanças significativas na maneira de pensar e de se posicionar, de espectadores passivos a indivíduos críticos, participativos e atuantes. É isso... vamos começar! Um abraço, Cléo.

silvana aparecida mendonça perrone - Postado em 07/07/2010 22:38:18

Infelizmente o bullying e o cyberbulling são mais comuns, tanto em escolas públicas quanto em escolas privadas e os pais e educadores não podem fingir que não acontecem. Há que se unir forças para agir sobre esse câncer nos ambientes escolares.

Comentário do Autor - Oi Silvana. Concordo plenamente contigo. Enquanto pais e educadores fecharem os olhos para o bullying, acreditando que é brincadeira ou comportamento normal entre as crianças, sua incidência só tende a crescer, bem como seus prejuízos. A parceria família-escola é imprescindível. No entanto, sabemos da dificuldade que a maioria das escolas enfrenta para tornar isso possível. O ideal é que a escola não perca oportunidades para tratar o tema, seja em reunião de pais para entrega de boletins, eventos escolares, agenda das crianças, envio de material de orientação etc. Por outro lado, as escolas precisam capacitar os profissionais para a identificação, intervenção, encaminhamentos de casos e prevenção. Um abraço, Cléo.

Esmeraldina Januario de Lavor - Postado em 04/07/2010 18:39:15

E quando os próprios pais não acreditam que seus filhos praticam bullying, como em alguns casos que já aconteceram em nossa Escola? O que devemos fazer???

Comentário do Autor - Olá Esmeraldina, esse fato é mais comum do que se possa imaginar. Infelizmente, muitos pais não acreditam que seus filhos têm comportamentos abusivos, acham que é exagero da escola, implicância ou perseguição de professores. Tal fato acontece porque algumas crianças na escola adotam comportamentos diferentes dos que adotam em suas casas, o que faz com que os pais duvidem dos relatos da escola ou da própria vítima. Por outro lado, muitos pais não percebem ou não querem perceber as atitudes dominadoras e prepotentes dos filhos, acreditando que é apenas uma fase da vida. Ou, ainda, não percebem porque tais comportamentos são produtos dos seus próprios comportamentos, sendo legítimo na família e fora dela. Nesse caso, tentar convencer os pais que seus filhos são valentões é perda de tempo, de energia e de oportunidade de auxiliá-los, pois muitas vezes acabam pedindo transferência para outra escola. Então, o ideal é trabalhar com a criança: ouvi-la e identificar as causas do seu comportamento, mediar o conflito e monitorá-la, encaminhar para outras instituições quando for necessário, desenvolver ações que promovam mudanças - como o esporte, o teatro, a pintura, a dança, a música etc. - e promover espaços em sala de aula para reflexão e interiorização de valores, como respeito, tolerância, solidariedade, empatia etc. Um abraço, Cléo.

Esmeraldina Januario de Lavor - Postado em 04/07/2010 18:37:51

Gostaria de saber que providencias legais pais e educadores podem tomar contra o ciberbullying.

Comentário do Autor - Se for um caso já instalado e dependendo da gravidade do conteúdo divulgado - difamação, calúnia, injúria, ameaça etc -, deve salvá-lo e fazer sua impressão. Procurar uma delegacia especializada em crimes cibernéticos ou na ausência dela, uma delegacia de polícia, para fazer uma queixa crime, ou seja, o boletim de ocorrência. Para impetrar uma ação de reparação de danos, deve-se constituir um advogado. Deve-se também, solicitar ao provedor a retirada imediata do conteúdo. Para conhecer mais sobre o assunto, sugiro o site, www.safernet.org. Para evitar casos de cyberbullying, tanto pais quando educadores devem trabalhar preventivamente, orientando as crianças tanto para os benefícios como para os perigos online. Um bom começo é convocar a comunidade escolar para uma ampla discussão sobre o bullying e suas diversas modalidades, dando ênfase ao virtual. Em meu livro, "Bullying Escolar: perguntas e respostas" (Artmed, 2008), você encontrará um capítulo destinado ao cyberbullying, onde terá subsídios para promover orientações aos estudantes, pais e docentes.

Publicado em NOVA ESCOLAEdição 233, Junho/Julho 2010,
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