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Criança e Adolescente

Outubro de 2009

Autoridade autoritária

Telma Pileggi Vinha, professora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Unicamp

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=== PARTE 1 ====
Ao entrar em sala após o intervalo, para dar aula no 8º ano, o professor depara-se com brincadeiras comuns entre os adolescentes. Alguns imitam os outros e remedam gestos e falas. Borrachinhas e papéis voam na busca de alvos móveis que tentam se defender com cadernos e livros. Outros três jogam uma bolsa para lá e para cá, entre eles, enquanto uma garota tenta pegá-la, pedindo em vão para que a devolvam e parem com aquela “brincadeira idiota”. Assim, entre risadas e protestos, o professor dá um grito exigindo que parem, manda devolver a bolsa para a aluna, ameaça colocar um ou dois para fora da sala e rapidamente os estudantes se sentam e fazem silêncio.

Pouco depois, no decorrer da explicação, um celular toca e o professor ordena que o aparelho seja entregue. O dono diz que tinha se esquecido de acionar o modo silencioso, que “foi mal” e que não iria entregá-lo. O professor insiste, dizendo que eram as regras da escola, ameaçando enviar um bilhete aos pais e encaminhar o garoto à direção. O aluno responde que ele não tem esse direito e, exaltado, insulta-o. Diante disso o professor expulsa o garoto da sala, que se retira dizendo um palavrão entre os dentes. Disfarçadamente, alguns colegas conferem se os celulares estão devidamente silenciados.
=== PARTE 2 ====
=== PARTE 3 ====
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Comente

karina limonta vieira - Postado em 26/01/2010 20:20:25

Acredito que a autoridade escolar deva ser tratada também sob os parâmetros da sócio-antropologia, e não só da psicologia. Teorias psicológicos têm contribuido muito para o desenvolvimento de questões relacionadas à autoridade e autoritarismo, contudo deixam a desejar quando não retratam sobre o mundo sócio-cultural, o simbolismo, os rituais e os mitos que envolvem determinada cultura local. Caso queiram ler um pouco mais entrem no site do domínio público e leiam a dissertação: Parâmetros sócio-antropológicos e parâmetros organizacionais no estudo das relações autoridade/escola: uma abordagem teórica. Ou acessem o site: http://www.fclar.unesp.br/publicacoes/revista/polit_gest/edi5_artigokarinavieira .pdf. Este é um artigo que fala sobre gestão escolar e as perspectivas da sócio-antropologia. É preciso ampliar visões e discutir nas diferentes áreas.

israel barbosa martins - Postado em 11/11/2009 18:40:13

Esse é o meu grande entrave como gestor. Aqui em nossa escola só temos quem se acha autoridade, mas na verdade, só são mesmo é autoritarista. abraço

Valeria Cristina Pedroso - Postado em 03/11/2009 17:34:51

Eu concordo com a colunista em gênero, grau e número. Apesar de ser muito difícil lidar com salas de 35 a 40 (ou mais), parece ser mais difícil modificar a cabeça dos professores, que desmotivados já entregaram os pontos, bateram no tatame faz tempo. Leciono no Estado há mais ou menos 2 anos e no início, me sentia motivada a mudar o ponto de vista. Mas agora, reconheço que o que é mais dificil é fazer com que entendam que somos parte de um todo e se esse nos privamos de fazer a nossa parte, esse todo não fica completo.



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