Revistas do mês
Nova Escola
Gestão Escolar
publicidade

Sequência Didática

5.5.3 Parasitas silenciosos: piolhos, pulgas e carrapatos

Compartilhe

Objetivos
- Compreender o parasitismo como uma das várias formas de interações ecológicas.
- Entender que doenças são provocadas por parasitas externos.
- Aprender como os parasitas externos se proliferam e como é possível conter uma infestação.

Mais sobre parasitas

Reportagem

Plano de aula

Conteúdos
- Parasitas externos
- Classificação das relações ecológicas
- Doenças parasitárias
- Biologia dos animais

Anos
6º e 7º

Tempo estimado
7 aulas

Material necessário
- cartolinas;
- pano de prato branco;
- 200 gramas de gelo seco (pode ser comprado em sorveterias ou distribuidores de sorvetes);
- amostras de parasitas (peça como doação em consultórios veterinários, petshops ou com sitiantes; a amostra de pulga pode ser morta; no caso do carrapato e do piolho, consiga um ou dois exemplares vivos e mantenha-os em um frasco seco, limpo e bem fechado) ou imagens ampliadas dos parasitas (faça a pesquisa no site Science Photo Library, www.sciencephoto.com, por meio das palavras inglesas "head lice" e "head louse", que significam piolho; "flea", que quer dizer pulga; e "tick", que é carrapato);
- lupas;
- máquina fotográfica e filmadora;
- frascos com tampa.

Desenvolvimento
1ª aula
Comece perguntando aos alunos o que causa coceira. Encaminhe a conversa de modo que reflitam sobre quais animais podem causar o prurido, ou seja, a sensação de coceira. Liste as sugestões, incluindo os piolhos, as pulgas e os carrapatos, caso não sejam citados. Enquanto ouve, registre as dúvidas da turma no quadro-negro. Com base nelas, oriente uma pesquisa sobre piolhos, pulgas e carrapatos para que todos entendam quais são suas características e seus hábitos. Oriente para que as pesquisas sejam feitas em jornais, revistas e sites adequados. Alguns sites podem ser indicados. O da Embrapa traz um bom esquema para entender o ciclo do carrapato . Outros têm detalhes sobre o piolho, como: Ambiente Brasil   ou da Fiocruz. Para as pulgas, uma boa sugestão é a reportagem do UOL Educação

2ª aula
As informações pesquisadas serão o ponto de partida da aula. Explore o que os alunos descobriram sobre esses parasitas externos. Indague sobre por que esses pequenos seres nocivos recebem esse nome e que nome recebe a vítima. Aproveite para debater com a garotada qual a importância desses animais e que papel eles cumprem na natureza. Solicite para os estudantes a organização das informações em boletins informativos sobre cada um dos parasitas. Exponha os trabalhos no mural da sala de aula.

3ª aula
Com base nos boletins feitos na aula anterior, proponha uma atividade. Entregue uma folha de papel para cada aluno e peça que faça um ponto representativo do tamanho de um piolho, uma pulga e um carrapato numa tabela como a indicada abaixo. Os alunos podem usar uma régua para conseguir manter as proporções entre os tamanhos dos animais.

Em seguida, apresente a tabela de referência abaixo, que mostra as fotos dos parasitas. Permita que os estudantes visualizem as amostras reais dos parasitas com o auxílio de uma lupa. Não sendo possível, utilize imagens que mostrem em detalhes esses parasitas. Eles devem comparar a tabela preenchida por eles com as  referências abaixo.

Ilustrações: Ligia Duque

Para a próxima aula, peça que os alunos aprofundem suas pesquisas, buscando informações sobre as doenças que esses parasitas podem causar no homem.

4ª aula
Verifique o que a moçada descobriu sobre as doenças parasitárias provocadas por piolhos, pulgas e carrapatos. No caso do carrapato, que nem sempre ataca o homem, procure saber o que eles descobriram sobre a febre maculosa, provocada pela bactéria Rickettsia rickettsi. Questione o mesmo sobre o piolho e veja se os alunos chegaram até a doença conhecida como tifo, causada pela bactéria Rickettsia prowazekii. A febre tifóide e a peste bubônica devem estar entre as doenças relacionadas a pulgas. Como lição de casa, peça para que os estudantes entrevistem alguém (familiares, amigos ou profissionais como veterinários, agrônomos, jardineiros) que já tenham contraído piolho, pulga ou carrapato. Liste no quadro-negro, com a ajuda dos alunos, as perguntas que eles não podem deixar de fazer, como o local em que ocorreu o contágio, as sensações que a pessoa enfrentou e o que foi preciso fazer para se livrar dos parasitas.

5ª aula
Comece a aula com uma roda de conversa em que os alunos leem as respostas de suas entrevistas. É de extrema importância que o professor vá anotando no quadro-negro o local, o nome do parasita, a parte do corpo atacada e como cada entrevistado se livrou deles. Em seguida, coloque em discussão os dados para que os alunos demonstrem o que aprenderam com as entrevistas. Divida a turma em grupos e peça que organizem para a aula seguinte uma apresentação sobre os parasitas estudados. A ideia é que eles se preparem para visitar outras salas da escola para expor seu aprendizado.

6ª aula
Neste dia, cada equipe apresenta apenas um tópico por vez. Uma pode contar sobre a reprodução dos carrapatos. A outra, sobre como isso acontece com as pulgas. Um terceiro fala da reprodução dos piolhos. E assim sucessivamente até que todos os itens, de todos parasitas, sejam contemplados. Alunos que tiverem levantado novas informações podem dividi-las com todos, contando em quais fontes foram pesquisadas. Dessa vez, os mesmos grupos devem preparar novos boletins informativos com mais dados que os inicialmente formulados, acrescentando desenhos e fotografias. Avise que algumas fotos poderão ser feitas por eles próprios, quando realizarem a atividade prática da próxima aula.

7ª aula
Esta atividade deve ser organizada dentro das possibilidades de cada escola. Será mais simples realizá-la nas unidades de ensino que ficam próximas de parques e jardins públicos. No local escolhido, conte para os alunos que há uma maneira simples de detectar a presença de carrapatos. Para isso, será montada uma armadilha (veja recomendações de proteção para a atividade no quadro abaixo). O professor estica um pano de prato no local suspeito, coloca 200 gramas de gelo seco no centro do pano e aguarda de 20 a 30 minutos. Nesse intervalo, carrapatos vão subir no pano. Curiosos, os alunos vão questionar porque isso ocorre. Devolva as perguntas até que eles entendam que os carrapatos são atraídos pelo gás carbônico liberado pelo gelo seco, que nada mais é do que gás carbônico em estado sólido (a fumaça que ele solta é o gás carbônico em estado gasoso). Ajude os alunos a transpor essa reação para a respiração dos principais seres vivos que servem de hospedeiros para os carrapatos. A lista terá o homem e os animais, inclusive os de estimação.

RECOMENDAÇÕES PARA PESQUISA DE CAMPO

Os carrapatos podem ser manipulados pelo professor desde que os alunos sejam mantidos distante da área de risco. Eles podem filmar e fotografar a experiência. O educador deve utilizar calça comprida de cor clara, colocar a barra da calça dentro da meia e da bota. Pode ainda colocar o pé dentro de um saco plástico, vedar com fita adesiva larga. É recomendado usar camisa ou camiseta de manga comprida e luva de látex. Se, por acaso, algum carrapato subir na roupa, deve retirá-lo com fita adesiva transparente.

Avaliação
Verifique como os estudantes dividem o que aprenderam nas apresentações realizadas nas outras salas. Também é importante observar o domínio do assunto nos momentos de escrita dos boletins informativos.

Rogério Tadeu Sant’Anna
Químico e professor de laboratório do Colégio Pentágono, em Barueri, SP.

Compartilhe

Gostou desta reportagem? Assine NOVA ESCOLA e receba muito mais em sua casa todos os meses!

Comentários
Compartilhe
 Garanta já a sua revista! Assinaturas, edições impressas e digitais

Assine suas revistas impressas ou digitais!

Compre suas revistas digitais e e-books!

Nova Escolar
  Patrocínio     Edições SM

Fundação Victor Civita © 2013 - Todos os direitos reservados.