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Sequência Didática

Manutenção da vida

Objetivos
- Entender os aspectos envolvidos na sobrevivência das espécies.
- Conhecer as funções vitais para manutenção da vida.

Conteúdos
- Seres vivos.
- Fotossíntese.
- Nutrição.
- Locomoção.
- Características adaptativas.
- Fatores limitantes.



Anos
3º ao 5º.

Tempo estimado
Um mês.

Material necessário
Adubo líquido NPK 4-14-8, sementes de feijão, terra vegetal, cinco potes plásticos de 150 ml ou copos vazios de iogurte, uma garrafa PET transparente de 2,5 litros com a parte estreita cortada (altura de 26 cm), um pedaço de filme plástico PVC, letra da música "A Pulga", de Vinícius de Moraes (www.abr.io/pulga), imagens variadas de animais em diferentes hábitats (para selecioná-las, use como critério diferentes formas de locomoção) e imagens de ambientes com características distintas, como floresta tropical e caatinga.

Flexibilização
Para trabalhar com alunos com deficiência intelectual, antes de iniciar a primeira atividade, tenha uma conversa individual com o aluno e explique em detalhes o que a turma vai fazer e qual será a sua participação. Organize o espaço e a disposição dos estudantes, colocando a criança com deficiência perto de um colega colaborativo, que ajude a mantê-lo atento e favoreça sua participação.
Na segunda etapa, deixe que o aluno ilustre apenas um pote - aquele pelo qual ele mais se interessou ou o que lhe ofereça mais possibilidade de antecipar hipóteses.
Na quarta etapa, oriente individualmente o estudante quando for necessário - antes, durante ou depois da atividade.
Na quinta etapa, estimule a capacidade de observação do aluno com deficiência intelectual fazendo perguntas dirigidas a ele sobre o que pode ser analisado em ambientes naturais específicos.
Na avaliação, adapte a proposta, oferecendo ao aluno figuras para serem coladas no caderno em substituição ao desenho.

Desenvolvimento
1ª etapa
Oriente a turma a preparar cinco amostras de plantação de feijão (um vegetal de crescimento rápido, ideal para esse tipo de experimento), colocando três sementes em cada um dos recipientes já com terra vegetal. As sementes não devem ser muito enterradas, pois isso comprometeria a germinação. Basta espalhá-las e cobri-las levemente com a terra. Programe regas periódicas (60 ml de água a cada três dias) e certifique-se de que os potes fiquem em um local que receba iluminação. Quando as plantas alcançarem aproximadamente 7 centímetros de altura, peça à garotada para enumerar os potes. Explique que cada uma das amostras deve ser submetida às seguintes condições: 1) Manutenção das regas e da iluminação (planta controle); 2) Ausência quase total de iluminação e ventilação, mas com regas periódicas - para tal, o pote deve ser guardado em uma caixa fechada com um furo central de 1,5 centímetro de diâmetro na lateral; 3) Manutenção da iluminação e ausência de regas; 4) Acréscimo de duas gotas de NPK (adubo) diluído em 60 ml de água e manutenção das regas e da iluminação; 5) Apenas uma rega e, depois dela, inserção do pote na garrafa PET cortada e fechada com o filme plástico.

2ª etapa
Peça que os estudantes ilustrem a situação dos potes com um desenho de observação - eles devem ser tão realistas quanto possível ao reproduzir em seus registros características como forma, coloração e disposição do caule e das folhas. Em seguida, solicite que tentem prever o que vai acontecer com cada amostra. Ajude-os a elaborar as previsões com perguntas to tipo: "Haverá diferença no desenvolvimento das cinco plantas?". As crianças devem registrar individualmente suas hipóteses em uma tabela como a do modelo a seguir.

SituaçãoO que vai acontecer?O que aconteceu?
1) Planta controle  
2) Planta na caixa com furo  
3) Planta com privação de água  
4) Planta adubada  
5) Planta com privação de água na garrafa PET  

Depois de duas semanas, discuta com as crianças o que aconteceu. São esperados os seguintes resultados: a planta 1 (controle) se desenvolveu, mas o crescimento foi inferior ao da planta 4 (adubada com as duas gotas de NPK). Pergunte o porquê dessa diferença. A justificativa dos estudantes deve estar fundamentada na condição nutricional privilegiada; a planta 2 (colocada na caixa com um furo central) verteu seu crescimento na direção ao orifício. Aproveite a oportunidade para discutir a importância da luz no desenvolvimento das plantas; 3) e 5) Esses potes merecem uma investigação conjunta, pois ambos foram privados de água. As duas plantas devem ter definhado, embora a do pote 5 provavelmente esteja em melhor estado graças à umidade preservada pela garrafa, que acabou funcionando como uma espécie de estufa. Desafie os alunos a explicar a diferença no desenvolvimento de cada uma.

3ª etapa
Organize os estudantes em duplas para escutar e analisar a letra da música "A Pulga": Um, dois, três / Quatro, cinco, seis / Com mais um pulinho / Estou na perna do freguês / Um, dois, três / Quatro, cinco, seis / Com mais uma mordidinha / Coitadinho do freguês / Um, dois, três / Quatro, cinco, seis / Tô de barriguinha cheia / Tchau / Good bye / Auf Wiedersehen. Feito isso, pergunte quem é o freguês citado na letra e por que a pulga precisa dos "pulinhos". Em seguida, distribua imagens de diferentes animais e solicite que a registrem qual é a forma de se locomover de cada um, relacionando-a às características do ambiente em que o animal vive. Isso criará condições para que as crianças entendam a locomoção como algo importante para a sobrevivência, pois permite que o animal saia em busca de água e alimento.

4ª etapa
Relembre as diferenças no desenvolvimento das plantas observadas na 1ª etapa e peça que os alunos reflitam sobre as variáveis ambientais (luz, temperatura, aridez ou abundânca de água etc.) que podem determinar o desenvolvimento de animais também. Espera-se que eles identifiquem fatores limitantes em ambas as situações e concluam que a biodiversidade de uma região está relacionada a essas variáveis.

5ª etapa
Organize as imagens de ambientes com características distintas e peça que os alunos apontem semelhanças e diferenças. Em seguida, solicite que façam uma pesquisa sobre quais animais e plantas snao espécies características de cada um desses ambientes. Oriente-os a buscar informações sobre as adaptações ao meio. Por exemplo: vegetais com grande capacidade de armazenar água e répteis com o corpo coberto de escamas são típicos de regiões áridas. Sem adequações desse tipo à escassez de água e ao calor, essas espécies não sobreviveriam. Outro assunto a ser pesquisado: a coloração de alguns animais, tão adaptada ao ambiente onde vivem que se transforma em uma camuflagem perfeita, protegendo a espécie da ação de predadores.

Avaliação
Entregue uma folha com a imagem de apenas um animal ou uma planta e peça que, individualmente, os estudantes ilustrem o ambiente em que ele vive. Solicite também que elaborem uma lista com cinco elementos essenciais para a sobrevivência do animal.

Consultoria: Luisiana Carneiro
Bióloga e tutora do Programa Ciência e Tecnologia com Criatividade da Sangari Brasil, em São Paulo.

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