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Ciências

Prêmio Victor Civita: projetos simples também têm chance de vencer

Projeto de uma vencedora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10 conduz a turma pelas etapas da pesquisa científica. Ao estudar a transmissão, a prevenção e o tratamento da dengue, os alunos viraram especialistas em micro-organismos

Rodrigo Ratier, de Sinop, MT

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Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
<strong>PESQUISA CIENTIFICA</strong>  Os alunos viraram especialistas em micro-organismos
PESQUISA CIENTIFICA  Os alunos viraram especialistas em micro-organismos

Grandes projetos nem sempre nascem de perspectivas inovadoras, abordagens inusitadas ou sacadas geniais. Na verdade, na maioria das vezes, fazer o simples costuma dar resultados melhores em termos de aprendizagem.

No caso do ensino de Ciências, o simples (que não se confunde com fácil, já que exige um bocado de conhecimento didático) é propor atividades em que a disciplina ajude a saber mais sobre o conteúdo. Em outras palavras, trata-se de pôr a garotada para trabalhar como fazem os cientistas, pesquisando em livros, entrevistando especialistas, testando hipóteses em experimentos e registrando as conclusões.

Seguindo esse caminho, Rosana Helena Brocco Zaffalon, professora da EMEB Thiago Aranda Martin, em Sinop, a 508 quilômetros de Cuiabá, levou seus alunos de 5º ano a mergulhar fundo nas pesquisas sobre as causas, as formas de transmissão, a prevenção e o tratamento da dengue.

Em 2009, a doença atormentou a cidade de 110 mil habitantes: mais de 5 mil pessoas contraíram a enfermidade (incluindo diversos estudantes, funcionários da escola e docentes - até a própria Rosana, "premiada" duas vezes). "A questão sensibilizou muito a turma. Aproveitei que o tema já constava do currículo e preparei um projeto para que os estudantes pudessem compreender o que estava ocorrendo", explica.

Bem-sucedido, o projeto rendeu à professora o Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. "A força do trabalho foi favorecer a construção da cultura científica, auxiliando os alunos a entender como a pesquisa serve para comprovar hipóteses sobre o tema investigado", diz Luciana Hubner, gerente de formação da Sangari Brasil e selecionadora do prêmio.

O projeto é extenso e tem vários desdobramentos. Nesta reportagem, optamos por contemplar, na sequência didática, um recorte específico: uma introdução aos micro-organismos e a alguns de seus principais tipos (bactérias, vírus e fungos), conteúdo a que os alunos podem ser apresentados já no 5º ano (leia a sequênica didática). "A expectativa não é que eles conheçam minúcias sobre os seres microscópicos, mas sua importância, por exemplo, para a decomposição, e que os relacionem a atividades cotidianos, como a alimentação e os hábitos de higiene", destaca Luciana.

Erros mais comuns

Terceirizar a explicação. Não ser especialista num tema não deve servir de desculpa para delegar a tarefa de ensinar a palestrantes convidados, por exemplo. Cabe ao professor esclarecer as dúvidas e incorporar as novas informações às aulas.

Opor seres "do bem" e "do mal".
Equívoco recorrente quando o conteúdo são os micro-organismos. Mostrar a importância deles para o funcionamento e a manutenção de vários ecossistemas é a melhor forma de romper o dualismo.

Tratar questões de saúde como campanhas de conscientização. Memorizar informações e palavras de ordem não costuma ajudar na prevenção. Investigar a fundo as causas e consequências do problema ajuda muito mais a modificar comportamentos.

=== PARTE 2 ====
=== PARTE 3 ====

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Publicado em NOVA ESCOLA, Edição 243, Junho/Julho 2011
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