Assine Nova Escola
Loading
NAS BANCAS
assine
capa capa
publicidade

Dinâmica

Como funcionam os supermaiôs?

Paula Sato

Quem acompanhou a Olimpíada de Pequim sabe que um acessório ganhou mais destaque do que as próprias provas: os novos maiôs utilizados pelos nadadores. O próprio Michael Phelps, atleta que mais conquistou medalhas de ouro em uma única olimpíada, bateu oito recordes mundiais, todos acompanhados de medalhas, vestindo um desses maiôs. A partir das marcas superadas por Phelps e outros atletas, a Federação Internacional de Natação (FINA) resolveu regulamentar o uso da peça e publicou uma lista de maiôs que podem ser usados nas competições para que todos tenham acesso ao mesmo tipo de equipamento. Mas, o que está por trás de tantos recordes e polêmicas?

Cada fabricante tem seu segredo para a fabricação dos trajes de natação, que no Brasil custam até R$1500. Mas o princípio básico é que todos eles ajudam os atletas a melhorar seu desempenho, aumentando a hidrodinâmica e diminuindo a resistência entre o corpo e água. Para isso, os supermaiôs são feitos com um material muito leve, sem nenhuma rugosidade e que repele a água. Além disso, a solda ultrasônica une os pedaços de tecido sem precisar de costura. E o zíper, muito pequeno e escondido sob o material, também evita que seja criada qualquer saliência no traje. Assim, o fluxo de água pelo corpo acontece de forma suave e sem desacelerar o movimento. "Mas não é só isso. Os trajes têm muito elastano em sua composição. O material exerce uma compressão em certos grupos musculares, diminuindo o esforço que o atleta precisa fazer. Desse jeito, ele rende mais", explica Renato Hacker, diretor de marketing da Speedo Brasil. Essa compressão também tem outra função: ajuda a manter a postura do atleta dentro d´água, o que o deixa mais hidrodinâmico e veloz.

Uma curiosidade é que, apesar de toda a tecnologia, o traje não é nada prático. "Como a peça fica completamente ajustada ao corpo, também é difícil de colocar. O atleta demora de 10 a 20 minutos para vestir a peça e, na hora de fechar o zíper, precisa da ajuda de até duas pessoas", conta Renato Hacker. O nadador brasileiro Cesar Cielo sabe bem das dificuldades na hora de usar a peça. Durante o Troféu Maria Lenk, competição que aconteceu no Rio de Janeiro em maio, uma unhada fez um rasgou no maiô na altura da coxa.

Compartilhe
Publicado em Maio 2009,

PATROCÍNIO Patrocinadores Editora Scipione Editora Ática Edições SM Editora Positivo
Fundação Victor Civita - 25 anos
Fundação Victor Civita © 2012 - Todos os direitos reservados.