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Doenças

O álcool em gel é mais eficaz do que lavar as mãos com água e sabão?

Eliza Kobayashi

 

Lavar as mãos com frequência evita o contágio de doenças. Foto: Sheila Oliveira/ Empório Fotográfico
Lavar as mãos com frequência evita
 o contágio de doenças. Foto: Sheila
 Oliveira/ Empório Fotográfico

Com  recente aumento dos casos de gripe A no Brasil, provocada pelo vírus H1N1, a demanda pelo uso de álcool em gel para limpar as mãos cresceu muito. As farmácias de todo o país têm abastecido suas prateleiras com o produto, que também está sendo adotado em escolas, empresas, agências de turismo e até mesmo nas praças de alimentação de shopping centers. Os profissionais de saúde recomendam a higienização frequente das mãos como uma das principais formas de evitar o contágio da doença. Mas será que o álcool pode substituir o bom e velho sabão? "Tanto o sabonete comum quanto o álcool em gel são eficazes para a limpeza das mãos e podem evitar a contaminação pelo vírus da nova gripe e outras doenças, como diarréias - que em alguns casos podem provocar surtos em escolas e creches - e todas as enfermidades de transmissão respiratória, como a influenza", afirma a médica Ana Freitas Ribeiro, diretora da Central de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Segundo ela, não há diferença de eficácia entre os dois métodos. "Entretanto, se houver sujidade aparente, é necessário lavar as mãos com água e sabão", ressalta. Quem opta pelos sabonetes antissépticos têm ainda uma leve vantagem em relação aos comuns. "Eles apresentam ação residual, ou seja, permanecem ativos por mais tempo nas mãos". Isso significa que a duração de proteção contra germes, vírus e bactérias é maior. 

Para quem opta pelo álcool, a médica indica que a concentração alcoólica do produto deve ser superior a 70% para matar bactérias e vírus. "Além disso, para a limpeza das mãos, deve ser utilizado o álcool em gel, que contém substâncias que evitam o ressecamento da pele. Assim, o líquido deve ser usado somente para a limpeza de superfícies". De acordo com Ana Freitas, o produto também possui ação residual, como os sabonetes antissépticos, mas lembra que, mesmo assim, é necessário higienizar as mãos com frequência, principalmente após tossir, espirrar e ter contato com superfícies, onde o vírus da gripe pode permanecer vivo por até oito horas. "A higienização também é recomendada antes de comer e depois de usar banheiros".

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marcia antonia - Postado em 24/08/2009 17:08:09

O álcool gel e lavar as mãos não devem ser lembrados somente na "ERA" da gripe suína. E sim uma rotina educacional.

Joel Farias - Postado em 23/08/2009 19:11:17

Prezados Senhores! Existe alguém encarregado de revisar os artigos publicados neste espaço? Parece que NÃO! Ao contrário do que está escrito o álcool que deve ser usado deve ter concentração ABAIXO de 70 ºGL e não SUPERIOR como está escrito!!! INFORMAR MAL É PIOR QUE NÃO INFORMAR NADA! Acho que todos deveriam saber O PORQUÊ deve ser ABAIXO de 70... Aparentemente, imagina-se que qualquer medicamento, quanto maior a concentação maior o efeito. No caso do álcool, todavia, isto não é verdade! Um álcool muito "anidro" (alto %) provoca a desidratação dos vírus e bactérias e NÃO os mata. Decorrido algum tempo, estes microorganismos se re-hidratam e continuam a se reproduzir!!! É por isto que a concentração deve ser INFERIOR a 70%!!!

Daniel Cesar de Souza - Postado em 19/08/2009 15:54:34

É uma pena ver tanta preocupação com a gripe A H1N1, com cuidados de higiene, lavar as mãos dezenas de vezes ao dia, álcool em gel 70%, etc. Uma medida que deveria fazer parte do cotidiano das pessoas só agora vem à tona, mesmo assim por conta do risco de deflagar uma epidemia. Ao contrário, tanto os pais quanto os eduadores em creches e escolas já deveriam ter incorporado nas nossas crianças o HÁBITO de cuidar da própria higiene e saúde, independente de um surto epidemiológico.



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Publicado em Agosto 2009,

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