De olho no voto (e na tela)

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Simulador de votação eletrônica no site do TSE

A internet é uma grande parceira da democracia. Com ela, passamos a ter acesso a informações e a pessoas que antes eram muito distantes e um dos melhores momentos para experimentar essas possibilidades é as eleições. O horário eleitoral já começou e outubro está chegando, então confira abaixo algumas sugestões de sites e aplicativos para tornar o seu voto ainda mais consciente.

Informações oficiais

O primeiro passo para votar bem é conhecer todos os candidatos e a lista completa pode ser encontrada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lá, também há um simulador de votação com a urna eletrônica e candidatos fictícios. É uma boa oportunidade para experimentar o momento do voto. Ideal, por exemplo, para os alunos adolescentes que estão prestes a fazer isso pela primeira vez.

De olho nos resultados

Você pode ter acesso aos dados completos das pesquisas eleitorais nos sites de institutos como Datafolha e Ibope. Neles, pode-se acompanhar os levantamentos mais recentes e entender detalhes como o empate técnico.

Ajuda aos indecisos

Novidade nessa eleição, o Voto x Veto é comparado ao aplicativo de paquera Tinder. Aqui, no entanto, você não avalia a aparência e sim as propostas dos candidatos. Pode, até, fazer uma análise cega, ler os pontos principais do plano de governo e só depois ver de quem são as ideias que você escolher. Assim, faz uma escolha mais imparcial. Se você prefere fazer as consultas no computador em vez do celular, pode encontrar algumas funções semelhantes no site Vote na web. As propostas dos candidatos são ranqueadas de acordo com a votação dos internautas. Você pode dar sua opinião e conferir a dos demais.

E você, conhece outras páginas interessantes para acompanhar ativamente o processo eleitoral? Conte para a gente nos comentários abaixo.


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Quatro aplicativos para registrar suas aulas

Registrar as aulas é uma boa ferramenta para rever sua prática, compartilhar experiências, e manter um arquivo de suas atividades. Esse é o tema de capa da revista NOVA ESCOLA desse mês, mas não para por aí! Separamos 4 dicas de sites e aplicativos que podem te ajudar a organizar seus registros!

Evernote

Você pode encontrar no post “Chega de papelada! Conheça um aplicativo para ajudar você a se organizar” todas as informações sobre essa ferramenta, uma das mais famosas no ramo do arquivo digital. Além de reunir diversos tipos de materiais, como textos, links, imagens, gravações de áudio, ele ainda separa os temas por tags. Assim, você tem a opção tanto de buscar por uma aula específica quanto por registros sobre o mesmo assunto, permitindo compará-los e manter um arquivo. O sistema tem outra ferramenta interessante: ele reconhece palavras em imagens. Você pode tirar uma foto da lousa e salvar no programa. Quando precisar dela, ele vai reconhecê-la pela busca de palavras que estão dentro da imagem. É mágico!

Disponível em português? Sim.

Há possibilidade de compartilhamento? Só na versão business.

Quanto custa? Gratuito para versão básica. A versão premium custa R$ 10,00 por mês, permitindo também o uso offline; e a business, R$ 20,00 por mês, possibilitando também o compartilhamento dos registros com outro usuário business.

É compatível com que tipos de softwares? iPhone, Android e Smartphones com o sistema operacional da Microsoft, o WP7

Google Keep

O Google Keep, como outros aplicativos da Google, é bem fácil de usar e você pode entrar com sua conta do Google (Gmail, Youtube etc). Logo na página inicial, ficam disponíveis as anotações, os arquivos e as checklists que você criou. Ele disponibiliza também a função de lembretes, com avisos automáticos. Se você não precisar usar mais alguma nota da mesa, é só jogá-la para o arquivo. Caso você tenha um smartphone com o sistema Android, o programa sincroniza os arquivos que você fez pelo aplicativo móvel com a versão desktop (acessada pelo seu navegador). Apesar de ser interessante por ser muito intuitivo de usar e por ter a novidade da ferramenta de reconhecimento de palavras em imagens, ele não tem todas as ferramentas do Evernote, como o registro de áudios, por exemplo.

Disponível em português? Não, somente a página de “ajuda” é em português, mas é bem intuitivo.

Há possibilidade de compartilhamento? Não.

Quanto custa? Gratuito.

É compatível com que tipos de softwares? Windows, iOS, iPhone, Android e Smartphones  com o sistema operacional da Microsoft, o WP7.

Padlet

O Padlet é bem parecido com o Google Keep, mas tem ferramentas extras. Ele dá a  possibilidade de criar murais com suas anotações, o que pode ser bastante útil para levar em reuniões de avaliação e planejamento. As peças colocadas no mural são móveis e fáceis de criar, é só arrastar. Ele é fácil também para compartilhar com outros professores, pelo Facebook, Twitter, e-mail ou outras redes sociais e plataformas. Além disso, ele funciona como o Google Drive, em que várias pessoas podem editar o conteúdo ao mesmo tempo, basta entrar no item “privacidade” e compartilhar com os amigos que quiser. Outra ferramenta interessante é que o Padlet permite que seus murais sejam incorporados e compartilhados em páginas de outros sites e blogs. Você vai poder manter seu blog, com um toque a mais.

Disponível em português? Sim.

Há possibilidade de compartilhamento? Sim.

Quanto custa? Gratuito.

É compatível com que tipos de softwares? É um dos mais adaptáveis. O site do aplicativo explica, brincando: “Seu telefone, seu tablet, sua TV, sua geladeira – o Padlet funciona em tudo (Nota: ele pode não funcionar na geladeira)”

Zoho Creator

O Zoho é muito usado em ambientes corporativos, mas pode ser um aplicativo interessante para registro de aulas e outros arquivos. O diferencial dele é que você pode criar formulários para preenchimento dos seus registros de forma padronizada e é você mesmo que escolhe quais informações deseja para seu modelo. Ele tem todas as opções do Evernote e também do Google Keep, como checklists e lembretes, e muitas outras, como agendamento de pagamentos – muito utilizado em empresas. Apesar disso, o programa tem algumas opções em formato de programação, com códigos que podem ser complicados para quem não tem proximidade com essa linguagem.

Disponível em português? Não, somente o suporte técnico fica disponível em outras línguas e somente no modo empresarial.

Há possibilidade de compartilhamento? Sim, somente na versão para empresas.

Quanto custa? A versão básica custa $ 5 por mês (cerca de R$ 12); a profissional, com a possibilidade de acesso móvel, custa $ 10 por mês (cerca de R$ 24); e a empresarial, que permite o compartilhamento de arquivos, custa $ 15 por mês (cerca de R$ 36).

É compatível com que tipos de softwares? Windows, iOS, iPhone, Android.


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Como seus alunos usam a tecnologia?

Estudo Digital Kids e Tweens 2014/ Click Jogos

Música, vídeos e jogos sempre fizeram parte do dia a dia de crianças e jovens. E a forma como eles se relacionam com as mídias digitais costuma ser objeto de análise de especialistas de marketing e de publicidade. Se os seus alunos têm entre 8 e 14 anos, com certeza boa parte de seus costumes estará listada na 3ª edição do estudo Digital Kids e Tweens, que todos os anos investiga a relação de crianças e pré-adolescentes com tecnologia, mídia e entretenimento.

A pesquisa foi realizada no início de 2014 pelo site Click Jogos em parceria com o Instituto de Pesquisa Catapani e Associados. As respostas de mais de 700 entrevistados em todo o Brasil levaram a conclusões organizadas em uma visualização rápida, permitindo entender melhor como é a rotina dessa geração. Três especialistas orientaram a parte qualitativa do estudo: uma psicóloga que dirige a Divisão de Creches da USP, o vice-diretor de uma escola e um economista, gerente de projetos da Fundação Lemann.

A maioria das crianças e jovens acessa a internet de casa (98%) e ainda usa prioritariamente o computador (88%), sendo que 84% deles compartilha o equipamento com outras pessoas da família. Os site mais acessados são o Facebook, o YouTube e o Google. Um dado que merece atenção é como os entrevistados dividem seu tempo usando as tecnologias (atividade/média diária):

Jogar – 1 hora e 56 minutos
Trocar mensagens – 1 hora e 40 minutos
Ouvir música – 1 hora e 22 minutos
Ver vídeos – 1 hora e 4 minutos
Estudar – 59 minutos

Veja como esse quadro mudou ao longo do tempo:

Estudo Digital Kids e Tweens 2014/ Click Jogos

Meninas de 13 e 14 anos são as que mais gastam tempo por dia nas redes sociais (3 horas, contra 2 horas dispendidas pelas meninas de 11 e 12). E os meninos de 11 e 12 anos são os que mais se dedicam a jogos (2 horas e 11 minutos diários). Os garotos de 13 e 14 anos jogam, em média, durante 2 horas, quase o mesmo tempo dedicado às redes sociais.

Estudo Digital Kids e Tweens 2014/ Click Jogos

Não é à toa que a atração dos games já não pode mais ser desprezada por quem trabalha com tecnologia educacional e a pesquisa aponta que ainda existe um universo a ser descoberto nos aplicativos para tablet. Se bem utilizados, os jogos educativos contribuem muito para a aprendizagem das crianças, como ressaltou o especialista Lino de Macedo em entrevista à Nova Escola.

“Não há como negar a importância da tecnologia na vida desses jovens. Ser contra isso é fechar os olhos para o que esta por vir”, resume um educador participante das conversas captadas para a Digital Kids e Tweens. Esse cotidiano digital modificou o mundo do jovem, que hoje é dinâmico, móvel e multidispositivo (usa computador, tablet, smartphone…). Em uma idade de buscas constantes, a tecnologia torna tudo mais rápido, aponta uma das conclusões do estudo. A consequência negativa dessa velocidade de informação é uma dose de impaciência e de imediatismo nas atitudes. No cotidiano dessas crianças e adolescentes, uma característica ainda não mudou: a principal referência deles ainda são os amigos. Além de se relacionar por contato real, na escola, na rua, na família, também o contato virtual tomou conta de sua vida, ampliando a rede de conhecidos e as interações.

A pesquisa termina com uma sentença que pode ser vista como ameaça ou oportunidade: “Nativos digitais não se permitem ficar entediados.” Ela pode ser ameaça se o professor tiver receio de se reinventar e de repensar suas aulas em função dos novos comportamentos de crianças e jovens, mas uma oportunidade para quem se dispõem a compreender melhor essas novas tecnologias e utilizá-las a favor do ensino.

Quer saber mais sobre o estudo Digital Kids e Tweens? Assista abaixo a um vídeo que faz parte da pesquisa.


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Arte de graça e sem fila no Google Cultural Institute

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Google Cultural Institute. Arte e cultura grátis na web.

Um passeio virtual não substitui uma visita ao museu ou a qualquer lugar interessante, mas torna possível o acesso a um mundo de conhecimento, em uma experiência cada vez mais interativa.

Além de um enorme acervo de obras de arte, fotografias, artefatos e documentos históricos com altíssima qualidade de imagem, o Google Cultural Institute reúne vídeos e passeios virtuais por locais considerados patrimônios da humanidade.

Quer embarcar nessa excursão? Escolha o seu assento, convide seus alunos e bom passeio! Ou melhor, boas aulas!

Google Art Project

Já citado aqui anteriormente, mas agora com um acervo muito maior (40 mil imagens de mais de 40 países), o Google Art Project abriga obras de museus grandes e pequenos, clássicos e modernos, conhecidos mundialmente e comunitários com imagens de obras em alta resolução, que compreendem desde óleo sobre tela até esculturas e mobiliário. Algumas pinturas estão disponíveis em formato “gigapixel”, permitindo aumentar o zoom até enxergar cada pincelada em detalhes. Além dos clássicos, você também pode conferir os grafites que colorem os muros de várias cidades do mundo na Coleção de Arte de Rua. Tudo organizado e contextualizado. Para completar, você ainda pode criar e compartilhar sua própria galeria de arte virtual.

World Wonders Project

O World Wonders Project apresenta patrimônios da humanidade, de tempos modernos e da antiguidade, por meio do Street View, modelagem em 3D e outras tecnologias do Google. Explore locais históricos como Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais, os sítios arqueológico de Pompeia, na Itália, ou Stonehenge, na Inglaterra; lugares isolados como o Grand Canyon, nos EUA; ou até mesmo submersos, como a Grande Barreira de Corais, na Austrália. Conheça mais sobre a história e o passado de cada local, com informações fornecidas por meio de uma parceria com a Unesco.

Momentos históricos

Muitas instituições culturais têm amplos acervos de informações, muitos dos quais nem sempre podem ser colocados em uma exposição pública. Por meio de museus e curadores parceiros, o canal criou exposições para levar esses acervos ao público, disponibilizando-os online. Explore momentos históricos, personalidades culturais, ciência e tecnologia e outras categorias, navegando por fotos, vídeos, manuscritos e documentos em uma ampla gama de temas: das cartas escritas por Nelson Mandela na prisão à era de “La Dolce Vita” na Itália.

Google Cultural Institute - Momentos Históricos

Vale muito a pena conferir. Com certeza você vai encontrar material para uma boa aula de Arte, História, Geografia, Ciências, etc.


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Cinco entrevistas imperdíveis sobre polêmicas da Educação

| Dica de site

Já ouviu falar do programa Educação Brasileira? É uma produção semanal da Univesp TV, canal da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Em 30 minutos de vídeo, especialistas de diversas áreas são entrevistados e debatem problemas e desafios de professores e gestores escolar.
A pauta é variada: vai de políticas públicas (PNE, acesso ao Ensino Médio, exclusão escolar) a discussões de desafios concretos da sala de aula (alfabetização, ensino de Química e uso do livro didático foram alguns dos temas tratados).

No Youtube, há uma bela playlist com o acervo de todas as edições do programa. Entre as centenas de entrevistas, indicamos abaixo cinco que valem a pena tanto pela polêmica do tema quanto pela qualidade dos entrevistados. Confira:

1- Diretor deve poder ser demitido da rede pública?

A polêmica Um projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa de São Paulo prevê que os novos diretores das escolas da rede estadual possam ser demitidos caso não atendam às expectativas de desempenho.

Entrevistadas Neide Noffs e Helena Albuquerque, ambas docentes da PUC-SP.

2- Como lidar com a heterogeneidade em sala de aula?

A polêmica Aborda uma dificuldade que aflige dez entre dez educadores: caminhos para tratar as diferenças presentes entre os alunos de qualquer sala de aula, em qualquer etapa.
Entrevistadas Miriam Brito Guimarães, que pesquisou o tema em mestrado da FE-USP, e Silvia Carvalho, do Instituto Avisalá.

3- Como estudar?

A polêmica Discute ações para potencializar o hábito de estudar dos alunos, como a adoção de uma agenda semanal de compromissos.

Entrevistada Ana Lúcia Cortegoso, professora da Ufscar.

4- Letra cursiva: sim ou não?

A polêmica Debate a decisão do estado americano de Indiana de abandonar o ensino da letra cursiva (a “letra de mão”).

Entrevistada Maria Helena de Moura Neves, professora da Unesp.

5- O que pensam as crianças e os adolescentes?

A polêmica Apresenta e discute pesquisa sobre contrastes entre desejos e visões de alunos do Fundamental 1 e do Ensino Médio.

Entrevistadas Ana Helena Meirelles Reis, da Multifocus Pesquisa, e Silvia Gasparian Colello, professora da FE-USP.


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Cresce uso de tablets e computadores na escola

| Notícias, pesquisas e cursos

A pesquisa TIC Educação 2013, produzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br), mostra que aumentou o uso de recursos tecnológicos nas escolas brasileiras. Quase a totalidade das instituições tem computador e acesso à internet. “Essa máquina fica, em geral, na sala do diretor ou coordenador pedagógico e é voltada para usos administrativos”, disse Camila Garroux, coordenadora do projeto TIC Educação no hangout que NOVA ESCOLA acompanhou ontem (15). Além disso, 76% das unidades públicas possuem computadores disponíveis para uso com os alunos. O principal local para uso pedagógico é o laboratório de informática (85%). A conexão sem fio – aspecto fundamental para a mobilidade – está presente em 71% das escolas. Outro destaque é o crescimento dos tablets: em 2012, apenas 2% das instituições públicas possuíam esse tipo de equipamento, em 2013, o número chegou a 11%. Foram entrevistados alunos, diretores e coordenadores pedagógicos de escolas públicas e particulares de centros urbanos.

A pesquisa também indica que professores e estudantes estão mais conectados. Ambos costumam falar entre si pela Internet. Além disso, 47% dos docentes de escolas públicas levam seu notebook ao trabalho. A tendência de mobilidade é vista também na casa dos educadores, onde o computador portátil superou o de mesa. Também quadruplicou o número de profissionais com tablet de um ano para outro. Nas instituições públicas, 46% dos professores declararam utilizar o computador e Internet em atividades com os alunos – um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao ano de 2012.

Com ajuda da tecnologia, eles planejam atividades e buscam recursos para incrementar as aulas. Os itens mais usados são ilustrações e imagens obtidas da Internet (84%), seguidos de textos (83%) e questões de provas (79%). Em quarto lugar, aparecem vídeos e animações (74%). Também cresceu o percentual de docentes que acessou a Internet por meio do telefone celular: de 6% em 2010 a 38% em 2013. Já os estudantes estão mais acostumados com este tipo de recurso: 63% usam a internet no celular, sobretudo fora da escola.

Apesar do crescimento, ainda existem problemas de infraestrutura, relacionados ao número de equipamentos e à velocidade da internet. Os dados também sugerem que é preciso aprimorar a qualidade do uso da tecnologia, pois os docentes não criam conteúdos próprios, reproduzindo materiais encontrados na Internet – apenas 21% publicaram na rede. “Existe o desafio de desenvolver a autoria do professor”, completa Camila.

E você, como usa os recursos tecnológicos? Costuma criar materiais próprios ou recorre a Compartilhe com a gente!


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Seis erros que você, professor, não deve cometer no seu blog

| Sem categoria

Você cria um blog, alunos e colegas começam a acessar e, pronto, virou um sucesso! Para que o caminho da sua página seja esse, vale a pena prestar atenção a alguns escorregões comuns nesse ambiente. Preparamos uma lista com seis deles. Confira abaixo e evite:

1. Falar sem saber para quem

A primeira questão que você tem que se fazer para resolver esse tópico é: “para quem estou escrevendo?” Os leitores são outros professores? Então, você pode compartilhar planos de aula e reflexões sobre a prática escolar, por exemplo. Quem te lê são seus alunos? Ótimo, publique sugestões de leitura e atividades complementares. Os comentários e ferramentas gratuitas como o Google Analytics podem ajudar a identificar que temas fazem mais sucesso e conhecer quem está de fato acessando a página.

2. Misturar assuntos pessoais e educacionais

Viu um texto lindo que tocou seu coração? Se não for um conteúdo indicado em alguma aula, deixe de fora do blog. O mesmo vale para opiniões políticas, convicções religiosas e outros assuntos pessoais. O espaço do blog educacional deve ser respeitado como uma área de trabalho, portanto não leve para ele o que não deveria entrar na sala de aula ou na sala dos professores.

3. Atualizar quando “dá na telha”

O blog é uma ferramenta que indica agilidade, portanto procure definir com que periodicidade ele será atualizado e respeitar essa regra. Assim, seus leitores se acostumam a acessar o endereço na data prevista. É indicado que a página receba novos conteúdos pelo menos uma vez por semana. Quando isso acontecer, avise os leitores pelo Facebook ou por e-mail.

4. Ignorar os comentários

Mesmo se não tiver nada novo para postar, fique de olho nos comentários. Libere as participações dos leitores (caso elas sejam moderadas por você) e responda às questões colocadas, dessa maneira as pessoas vão se sentir respeitadas e estimuladas a continuar participando.

5. Exagerar na informalidade

O blog é um ambiente informal, sim, e você deve escrever como se conversasse com os internautas. No entanto, isso não significa que palavras chulas, abreviações e gírias possam ser usadas. O cuidado com o português deve ser uma premissa dos seus textos. O que está ali é conteúdo pedagógico e deve ser tratado como o que você leva para as aulas.

6. Expor os alunos

A internet é um espaço público e ninguém deve ser exposto desnecessariamente. Se você quer compartilhar produções dos seus alunos no blog, peça a autorização dos envolvidos antecipadamente. Em alguns casos, é necessário até que os pais concordem com a divulgação. Em outros, pode ser melhor descrever o trabalho feito sem mostrar a atividade de uma ou outra criança.

E aí, as dicas foram úteis para pensar sobre seu próximo post? Conte para a gente o que achou e compartilhe outros lembretes caso tenha alguma ideia.


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Seis sites essenciais para desmistificar a Aids

| Dica de site

Junho é o mês escolhido por NOVA ESCOLA e GESTÃO ESCOLAR para falar sobre Aids e de iniciativas que ajudam a combater a discriminação e o preconceito contra os portadores do vírus HIV. E se há uma coisa mais potente que os medicamentos antirretrovirais nessa luta, trata-se da informação!

Foi-se o tempo em que o sistema de saúde citava “grupos de risco” e que ter HIV era sinônimo de morte. Hoje em dia a Aids já é considerada uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde e o ambiente escolar não pode deixar de abordar o assunto.

Para ajudar professores e gestores a entender o tema e preparar atividades que levem conhecimento para a garotada, selecionamos seis sites essenciais para derrubar os mitos sobre a Aids. Confira!

1) 
Portal sobre aids, doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais
Por que vale a pena? O site do Departamento de DST, Aids e hepatites virais do Ministério da Saúde oferece informações básicas sobre o tema: o que é a doença, como o vírus é transmitido e quais são as formas de prevenção. Além disso, o portal oferece respostas às dúvidas mais frequentes, além de relatos de pessoas que convivem com o vírus.

2) Agência de Notícias da Aids
Por que vale a pena? A Agência de Notícias da Aids é o maior portal brasileiro sobre o assunto, e, além de reportagens que abordam o assunto sob diferentes aspectos, é possível encontrar artigos de opinião e dicas de eventos ligados ao tema.

3) “HIV, e daí?”
Por que vale a pena? Ao acompanhar Ozzy e Micaela, dois jovens soropositivos que moram em São Paulo, o documentário disponível no YouTube consegue demonstrar como a doença não é e nem deve ser uma barreira para a realização de sonhos e planos. O filme, do diretor Cláudio Maneja Jr, é uma realização do canal Futura e tem aproximadamente 13 minutos de duração.

4) Healthline: 11 vídeos sobre Aids
Por que vale a pena? O objetivo dos vídeos é definitivamente desmistificar o HIV. O site reúne desde vídeos informativos, com gráficos e dados sobre o número de pessoas contaminadas em todo o mundo, até um diário audiovisual feito por um advogado e ativista soropositivo que mora em Nova Iorque. O conteúdo ajuda os espectadores a derrubarem as barreiras de desinformação. Os vídeos estão em inglês.

5) Art Aids
Por que vale a pena? A fundação holandesa ArtAids convida expoentes da arte contemporânea para produzir obras que dialoguem com o tema e arrecada fundos para projetos que beneficiem os soropositivos. No site, que está escrito em inglês, é possível encontrar a versão digitalizada de cada obra com as devidas referências. Uma boa pedida para sensibilizar a turma a respeito do preconceito enfrentado por quem é portador do vírus.

6) Blog Jovem soropositivo
Por que vale a pena?
O blog, hospedado no site Brasil Post, apresenta os relatos de um jovem que convive com o diagnóstico do vírus desde 2010. Como é a vida sexual do soropositivo e qual é a reação da maioria das pessoas ao saber de sua condição são algumas das curiosidades esclarecidas em seus textos. Vale a pena conferir!

Você conhece outros sites bacanas sobre o tema? Compartilhe com a gente nos comentários!

Campanha Atitude Abril Aids - Desinformação Tem Cura!


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Conheça uma plataforma online para estudar para o Enem

| Dica de site

É inescapável: a preparação para o Enem e diferentes vestibulares é uma das principais preocupações dos alunos do 3º ano. Para os professores, é momento de planejar as aulas para atender às expectativas de aprendizagem descritas no currículo e de apoiar a turma a se preparar para os exames. O site gratuito Geekie Games 2014 pode ajudar a estimular os alunos nessa etapa.

Desenvolvida por uma empresa especializada na criação de ambientes de ensino a distância, a plataforma é credenciada pelo Ministério da Educação e permite que professores e coordenadores pedagógicos acompanhem o desempenho dos alunos na preparação para o Enem.

Ao se cadastrar no site, o aluno faz um teste diagnóstico para detectar seus pontos fortes e dificuldades. Com base nessa avaliação, cada aluno recebe um plano de estudos personalizado, com acesso a aulas que abrangem todo o conteúdo da prova. Por meio de parceria da empresa desenvolvedora com 19 Secretarias de Educação (veja aqui como ter acesso aos dados de cada aluno), professores e coordenadores pedagógicos de poderão ter acesso a relatórios sobre o desempenho de cada aluno. A ferramenta ainda permite que o docente sugira conteúdos e atividades para cada estudante. Assim, a plataforma pode ser utilizada como apoio ao trabalho em sala de aula para complementar o aprendizado dos estudantes.

Lançado em 2013 como um ambiente para testes, o site ficou no ar durante 60 dias e teve cerca de dois milhões de inscritos, sendo 600 mil os usuários ativos. Para este ano, a expectativa é que a plataforma atinja cerca de 3,7 milhões de estudantes.

A plataforma está disponível desde de seu lançamento para os estudantes dos estados conveniados e será aberta para o público em geral a partir de 18 de julho. Para utilizar o Geekie Games, basta acessar o site e se cadastrar.


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Você sabe a diferença entre software livre e código aberto?

| Manuais

Oi, pessoal! Sou Felipe Costa, webmaster dos sites de NOVA ESCOLA e GESTÃO ESCOLAR. Na nossa equipe, sou eu que programo o site. Preparei este post para falar sobre software livre e código aberto.

Você já ouviu esses dois termos e ficou sem saber o que isso quer dizer? Vamos esclarecer todas as suas dúvidas sobre o tema!

O software livre tem como objetivo permitir que as pessoas possam usar, estudar, modificar e redistribuir programas de computador ou somente seus códigos fonte (que são como receitas para criar outros programas). A única exigência é que, ao redistribuir o programa, ele permaneça livre para ser novamente alterado por outros usuários.

Outra vantagem é que esses programas não pertencem a uma empresa e podem ser baixados gratuitamente da internet. Já falamos um pouco sobre o tema neste post: Software livre: que bicho é esse?

Segundo a Free Software Foundation (Fundação do Software Livre), o software livre deve garantir quatro tipos de liberdade aos usuários:

1 – Liberdade de executar o programa para qualquer propósito;
2 – Liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para suas necessidades;
3 - Liberdade de redistribuir cópias do programa de modo que você possa ajudar outros usuários;
4 – Liberdade de modificar o programa e distribuir essas alterações, de modo que toda a comunidade se beneficie.

Um dos exemplos de software livre mais conhecido é o sistema operacional Linux. Há também o BrOffice: um pacote de aplicativos onde é possível escrever textos, alterar e criar imagens, organizar pesquisas de dados e produzir um jornal ou apresentações de slides. Ele é um equivalente do famoso pacote Office, que pertence à multinacional Microsoft.

Já o programa em código aberto, ou open source (em inglês), é aquele no qual o usuário pode modificar o código, de acordo com o que deseja usar. Porém, o desenvolvedor original do programa determina as condições de uso e de distribuição. Por exigir mais conhecimentos técnicos, os códigos abertos são geralmente manipulados por programadores.

O conhecido navegador Firefox, por exemplo, tem seu código aberto para modificação e redistribuição. Aliás, você já utilizou o Firefox para acessar seus sites e e-mails? Esse navegador gratuito conta com ótimos recursos, fruto justamente da colaboração de uma comunidade de programadores em todo o mundo. Assista ao vídeo promocional do Mozilla chamado “A web que queremos”.

Para o usuário comum, são poucas as diferenças entre programas de software livre e de código aberto. Mas agora, quando você encontrar programas com a sigla FLOSS (free/libre/open source software, em inglês), que quer dizer software de código livre/aberto, já saberá que é um programa que pode ser baixado gratuitamente e que pode ser aprimorado por programadores do mundo todo.


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