Educadores participam de grupos do GENTE QUE EDUCA em busca de formação

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Seria exagero dizer que a internet nasceu como um ambiente colaborativo? Talvez sim, talvez não. O fato é que, desde as primeiras transmissões de dados entre universidades americanas, nas décadas de 1960 e 1970, a rede viu surgir ambientes bem próximos do conceito de fóruns e comunidades que temos hoje. Em 1979, por exemplo, surgiu o Usenet, que permitia o envio de mensagens para computadores interligados (se você ficou curioso, pode obter mais informações aqui). Com a a evolução e a massificação da tecnologia digital nas décadas seguintes, surgiram os fóruns propriamente ditos, os sites de venda, a blogosfera e (finalmente!) as redes sociais.

Somar conhecimento ficou cada vez mais simples. Não é à toa que a área de grupos é a que mais atrai atenção no GENTE QUE EDUCA, reunindo educadores com interesses e necessidades em comum. Na rede profissional, já são mais de 350 grupos, sobre os mais variados assuntos ligados à Educação.

Para entender melhor o interesse dos educadores pela ferramenta, perguntamos na Enquete da Semana: “O que você espera dos grupos do GENTE QUE EDUCA?”. A maioria dos usuários (47,1%) disse que busca aperfeiçoar a própria formação. Veja o resultado completo:

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E exemplos não faltam! A embaixadora Maianna Miranda criou um grupo chamado REGISTRO DE AULA: como, quando, onde e por que fazer?, com o intuito de debater esse assunto tão presente no cotidiano dos docentes. A iniciativa se tornou um caso de sucesso, com mais de 260 participantes! Além dos espaços criados pelos usuários – que chamamos de “grupos de discussão” –, os perfis de NOVA ESCOLA e GESTÃO ESCOLAR também promovem periodicamente “grupos de estudo”, com prazo determinado, com o intuito de contribuir para a formação dos educadores. Neles, especialistas convidados realizam um roteiro de atividades diversas, que podem incluir leituras, vídeos, estudos de casos e trocas de experiências.

Depois que a mediação do especialista chega ao fim, o espaço continua aberto para interessados no tema prosseguirem com o debate. Desde o começo do ano, já foram três grupos de estudo: Planejamento 2015, com mediação de Debora Rana; Tecnologia na sala de aula, com Patrícia Diaz; e Escola Leitora, com Fátima Fonseca.

O fato é que não importa se você busca formação, ideias para aulas ou simplesmente debater um assunto do momento. Procure um grupo de seu interesse no GENTE QUE EDUCA e se conecte a educadores de todo o país. E se tiver uma proposta nova, acesse o tutorial que ensina passo a passo a criar seu próprio grupo e convidar colegas a participar.

Depois, deixe seu comentário, nos contando o que achou dos grupos!

Um abraço,

Pedro Annunciato



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Provocações sobre o uso de tecnologia na Educação

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Os textos do Claudio Sassaki, co-fundador da Geekie, aqui no blog têm provocado muitas reflexões sobre tecnologia e Educação. Caso ainda não tenha lido, sugiro o último deles “Tecnologia não é perfumaria, deve estar no centro da gestão pedagógica”.

Participar do blog tem sido um imenso prazer para mim. Por ser apaixonada tanto por Educação como por tecnologia, vejo na junção desses dois mundos possibilidades incríveis! No ano passado, quando fiz o curso “Educação, Direitos Humanos e Tecnologias”, da Ação Educativa com o apoio da Wikimedia Foundation, passei a enxergar o óbvio: não basta unir as duas áreas para resolver todas as questões das escolas, como num passe de mágica.

Incluir recursos digitais no dia a dia da escola não garante o objetivo principal da Educação: a aprendizagem de todos os alunos. Então, como avançar nesse ponto? Não há fórmula pronta, claro, mas já sabemos que o caminho passa por alguns pontos: infraestrutura adequada, formação de professores, incorporação da tecnologia ao projeto político-pedagógico (PPP) da escola e integração aos conteúdos curriculares.

Mas como essa questão é encarada na sua escola? Para ampliar a discussão, compartilho a seguir algumas provocações sobre o tema:

1) Metodologia X Tecnologia
Esse vídeo, bem antigo, produzido por um grupo de estudo da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac) explora a questão da tecnologia como “perfumaria”. Se a atividade proposta pelo professor poderia ser feita sem tecnologia, qual é a real contribuição da nova ferramenta?

2)“A máquina está a serviço de quem?”
Ainda em 1984, quando os computadores começaram a surgir e nem se imaginava a onipresença que teriam em nossa vida, Paulo Freire, o patrono da Educação brasileira, já escrevia sobre o tema em um curto artigo, disponibilizado na íntegra pelo Instituto Paulo Freire.

“Faço questão enorme de ser um homem de meu tempo e não um homem exilado dele, o que vale dizer que não tenho nada contra as máquinas. De um lado, elas resultam e de outro estimulam o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, que, por sua vez, são criações humanas. O avanço da ciência e da tecnologia não é tarefa de demônios, mas sim a expressão da criatividade humana. Por isso mesmo, as recebo da melhor forma possível. Para mim, a questão que se coloca é: a serviço de quem as máquinas e a tecnologia avançada estão?”

3) Entrevista com António Nóvoa
No trecho dessa entrevista, o pensador português António Nóvoa discute como a tecnologia altera a formação dos professores. Apesar de focar no Ensino Superior, as reflexões que ele propõe são essenciais a todo educador.

“O campus presencial daqui a 20 anos ainda será necessário? Provavelmente sim, há uma dimensão humana, do convívio, da relação, que é central. Mas não vai ser para as mesmas aulas do que se dão hoje, as aulas provavelmente serão dadas de outra maneira. A reflexão sobre isso é importante: qual é o papel do presencial? Das plataformas? Da relação humana? Agora, sempre devemos recusar toda uniformização e qualquer homogeinização. (…) Há pessoas que entendem que daqui a trinta anos haverá 10 universidades no mundo que irão educar a humanidade inteira através de plataformas fantásticas. Isso para mim seria um empobrecimento brutal. Precisamos ter diversidade.”

E aí, qual sua opinião sobre o  tema? Compartilhe nos comentários. Estou ansiosa para saber mais sobre o assunto.

Até o próximo texto,
Iana Chan


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GENTE QUE EDUCA: vencedoras do Prêmio Educador Nota 10 chegam à rede

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A rede profissional que já reúne mais de 70 mil pessoas ganhou, nesta semana, três novas usuárias muito especiais: Fernanda Pedrosa de Paula, Carmem Machado e Paula Aparecida Sestari. O que elas têm em comum? Foram vencedoras do Prêmio Educador Nota 10, a mais importante premiação da Educação Básica brasileira, criado pela Fundação Victor Civita em 1998. Aliás, as inscrições para a edição 2015 estão abertas.

No GENTE QUE EDUCA, Fernanda, Carmem e Paula pretendem dividir um pouco do conhecimento que acumularam em sala de aula e, é claro, trocar experiências com os educadores que fazem parte da rede. Por isso, fica aqui o convite: adicione as Educadoras Nota 10 à sua lista de amigos!

E vamos aproveitar essa oportunidade para relembrar a trajetória delas no Prêmio. Confira:

Fernanda Pedrosa de Paula

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A professora de Educação Física da EM José de Calasanz, em Belo Horizonte, ganhou o título de Educadora do Ano na edição 2011. Fernanda conquistou os jurados com um projeto que levou o circo para as aulas de uma turma do 4º ano.

Para saber mais sobre a docente, clique aqui. E para adicionar Fernanda aos seus amigos, acesse o perfil dela.

Carmem Machado

Um projeto de dança para o 6º ano inspirado na coreógrafa alemã Pina Bausch (1940-2009) e na pesquisadora norte-americana Viola Spolin (1906-1994). Foi com essa proposta que a professora de Artes Carmem, da EE Professor Benedicto Leme Vieira Neto, em Salto de Pirapora, a 130 quilômetros de São Paulo, tornou-se Educadora Nota 10 na edição 2013.

Saiba mais detalhes do trabalho neste link. E não deixe de visitar o perfil dela no GENTE QUE EDUCA, clicando aqui.

Paula Aparecida Sestari

A Educadora do Ano de 2014 também já chegou à rede. Professora de Educação Infantil, Paula conquistou o título com um projeto na CEI Odorico Fortunato, em Joinville, a 186 quilômetros de Florianópolis. Ela levou os pequenos a desbravar a Baía da Babitonga por meio de pesquisas e de um passeio de escuna pela região.

Se ficou curioso para conhecer esse projeto Nota 10, veja mais detalhes aqui. E o perfil da professora está aqui, para você contatá-la na rede.


Enquete da semana

Outra atividade que mobilizou o GENTE QUE EDUCA esta semana foi a enquete promovida pelo perfil GESTÃO ESCOLAR sobre um tema polêmico, que gera muitas dúvidas e divide opiniões. Os educadores deveriam completar a frase: “Na sua escola, o uso do celular é…”, escolhendo uma das quatro alternativas. O resultado foi equilibrado:

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A maioria (37,7%) disse que o aparelho é permitido apenas para atividades pedagógicas, mas é ainda pouco utilizado. Outro número chamou a atenção: 34,6% dos participantes disseram que, nas escolas em que trabalham, o celular é proibido em todas as situações.

E na sua escola também é assim? Deixe sua opinião nos comentários.

E não se esqueça: fazer parte do GENTE QUE EDUCA é muito simples. Clique aqui e crie seu perfil!



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Tecnologia não é perfumaria, deve estar no centro da gestão pedagógica

| planejamento, Sem categoria
Aluno utiliza plataforma de aprendizagem adaptativa. Crédito: Na Lata

Aluno utiliza plataforma de aprendizagem adaptativa. Foto: Na Lata

Olá, leitor!

Faça um exercício: pergunte a seus colegas professores, coordenadores pedagógicos ou diretores quais são as aplicações da tecnologia na Educação. É provável que as respostas indiquem máximas como “ser aliada do professor na construção do conhecimento, permitindo que ele assuma o papel de mediador” ou “ser um meio de falar a linguagem do jovem”. Embora eu acredite que a tecnologia realmente permita aos professores assumirem novos papéis e estimule o interesse dos alunos pelos estudos, provavelmente ninguém na enquete ressaltará outra função bastante relevante: o de ferramenta de gestão pedagógica.

Acredito que a tecnologia deva ocupar um lugar central tanto no chão da escola quanto no planejamento e na gestão pedagógica, principalmente na rede pública. Comecemos pelo chão da escola: um estudo do ano passado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre a introdução da tecnologia em escolas da América Latina, Índia e China revelou que os resultados mais significativos, com 17% de melhoria nas notas, vieram dos projetos de aprendizagem personalizada. Segundo o BID, eles “forneciam softwares usados para identificar, por meio de testes, em quais tópicos da matéria cada aluno tinha mais dificuldade e ofereciam atividades para superar as deficiências, como videoaulas”. (Leia sobre o estudo na reportagem Lentidão na sala de aula, no site da revista Exame.)

Inteligência artificial e personalização
Exemplos dessa aplicação são o Geekie Lab e a Khan Academy. A cada interação do aluno – ao ler textos, assistir a vídeos e realizar atividades ou avaliações –, a inteligência artificial do Geekie Lab, por exemplo, “entende” melhor o perfil do aluno e gera planos de estudo personalizados. Se o estudante demonstra domínio de um determinado tópico, a plataforma sugere para ele assuntos mais complexos. Se tem dificuldades nas atividades, ela o remete para assuntos anteriores que são pré-requisitos para a compreensão daquele tópico.

Com relatórios que indicam de forma precisa o estágio de conhecimento de cada aluno, o professor pode realizar o sonho de todo educador: dar atenção personalizada, mesmo em turmas grandes. Ruth Correa, coordenadora pedagógica da EE Jardim Riviera, em Santo André, na região metropolitana de São Paulo, nos contou um exemplo interessante do uso da plataforma em sala de aula: “O professor de Matemática estava ensinando matriz, conteúdo que exige, no mínimo, quatro ou cinco aulas. Numa delas, enquanto trabalhava com um grupo de alunos com mais dificuldade nesse assunto, os outros assistiam a videoaulas”, disse. “No final, todos corrigiram juntos os problemas, discutiram as questões e o professor resolveu alguns deles na lousa.”

Do ponto de vista do coordenador ou do diretor, as plataformas fornecem uma visão panorâmica. É possível enxergar padrões de desempenho por turma ou unidade e investigar por que uma classe ou escola de uma rede tem rendimento maior em, digamos, Matemática – ou em assuntos específicos, como equações de 2º grau. Assim, é possível descobrir práticas bem-sucedidas dos professores e replicá-las.

Nível macro e ID digital
O ideal é que esses usos dos dados caminhem com subsídios para decisões macro, tomadas por gestores de grandes redes, como secretarias de Educação – algo já discutido em outros países há alguns anos. No artigo Creating Data Driven Schools (Criando Escolas Orientadas por Dados, em tradução livre), os especialistas americanos Penny Noyce, David Perda e Robert Traver citaram o caso de um grupo de escolas públicas de Massachusetts, nos Estados Unidos, que identificou em exames estaduais uma correlação estreita entre a fluência na escrita e o desempenho em Matemática, Ciências, Língua Inglesa e Artes. As autoridades criaram uma escala de oito níveis de leitura/escrita para o professor classificar os alunos nas avaliações e orientaram as escolas a desenvolverem projetos especiais com aqueles que apresentaram mais dificuldade. Depois, definiram como meta reduzir em 25% por ano o número de estudantes classificados no nível mais baixo da escala.

O mais importante é que o uso de dados pode ser aplicado a qualquer área. O estudo cita outra possibilidade fascinante: a criação da identificação digital (ID) do estudante. Isso daria a professores e gestores acesso à trajetória do aluno, o desempenho em todas as provas já realizadas – um software pode gerar relatórios dos seus pontos fracos e fortes ao longo da vida escolar –, o histórico disciplinar e até o familiar. Assim, uma escola de Ensino Médio que recebe um aluno do Fundamental 2 não vai mais se deparar com um ilustre desconhecido. Ela pode, por exemplo, montar um planejamento individual antes do início das aulas para ajudá-lo no percurso de aprendizado.

No centro do processo
Embora eu admita que parte do que abordei aqui está distante da realidade atual da maioria das escolas brasileiras, vamos olhar o copo meio cheio: as plataformas já estão aí, ajudando alunos de algumas redes públicas, inclusive na preparação para o Enem. E as aplicações mais sofisticadas virão, com certeza, em velocidade diretamente proporcional à pressão de educadores para que sejam adotadas. O essencial é enfatizar a mensagem de que a tecnologia está no centro do processo de modernização do ensino para o século 21. Encará-la como perfumaria é, definitivamente, subestimar seu potencial de transformação da Educação.

Um abraço,
Claudio Sassaki


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Inclusão, carreira e dicas de livros estão entre os temas debatidos no GENTE QUE EDUCA

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Uma das coisas mais interessantes das redes sociais é a possibilidade de encontrar pessoas, de diferentes lugares, dispostas a nos ajudar a resolver dúvidas por meio da troca de experiências. E no GENTE QUE EDUCA, nossa rede social que une profissionais da Educação brasileira, os usuários andam bem à vontade para escrever perguntar e responder aos amigos.

Para mostrar como a colaboração está crescendo entre os educadores da rede – e incentivar você a participar desse grande diálogo –, separamos dez posts que foram destaque por lá nos últimos dias. Confira!

1) A professora de Educação Infantil Poliana Barros pediu sugestões de livros que falem da relação entre a brincadeira e o cotidiano das crianças. E a colega Fernanda Pedroso já contribuiu. Tem alguma sugestão? Comente o post da Poliana.

2) A repórter de GESTÃO ESCOLAR Raissa Pascoal perguntou se os usuários conhecem alguma escola que comemore o Dia da Família, em vez de promover os tradicionais Dia das Mães e Dia dos Pais. Muitos educadores se manifestaram. Acesse o post e contribua.

3) A Edinelza Damasceno acabou de chegar ao GENTE QUE EDUCA. Ela é professora do Ensino Fundamental 1 e quer saber se é correto incentivar a leitura com a distribuição de brindes aos alunos. Confira a resposta que ela recebeu e dê sua opinião, clicando aqui.

4) Adriana dos Santos, estudante de Letras, compartilhou na rede uma impressão curiosa que ela tem sobre o processo de alfabetização. Dá uma olhada no post dela e comente.

5) Educação no campo é o assunto que interessa ao Everaldo Costa Santana, professor do Fundamental 1. Ele solicitou informações sobre essa área e já recebeu algumas dicas bacanas. Veja aqui.

6) A coordenadora pedagógica Márcia Maria de Freitas pede sugestões de como trabalhar com um aluno autista. Se inclusão é um tema que desperta seu interesse, entre na conversa. :)

7) O Felipe Azambuja também está preocupado com a inclusão. Ele é professor de Educação Física e quer fazer um trabalho adaptado para dois alunos autistas. Ajude o Felipe, clicando aqui!

8) O Marcelo Dolerande fez uma pergunta sobre carreira. Ele trabalha com tecnologia e quer saber se a área de Educação oferece oportunidades para profissionais como ele. Deixe seu comentário no post.

9) Lígia Maria Carvalho é coordenadora e tem dúvida sobre a ação das secretarias de educação no acompanhamento das escolas. O embaixador Robson Luiz Veiga, que é do Pará, explicou como funciona no estado dele. Mas você também pode contar sua experiência. Participe!

10) A estudante Silvia Regina dos Santos está no quarto semestre da faculdade de Letras e gostaria de ouvir a voz da experiência para começar a carreira. Converse com a Silvia aqui.

 

Bônus: Você já conhece a página do Instituto Unibanco?

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Com atuação voltada à melhoria da qualidade da educação pública brasileira, o Instituto Unibanco é o primeiro parceiro de conteúdo do GENTE QUE EDUCA. Em sua página oficial na rede, a organização divulga suas ações, notícias, cursos e prêmios de interesse dos educadores.

Para acompanhar todas as publicações do Instituto Unibanco, acesse a página e clique no botão “Curtir”, que fica abaixo da foto.

Até semana que vem!
Pedro Annunciato (Equipe GENTE QUE EDUCA)



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O que é crowdfunding?

| dicas

A internet e a tecnologia revolucionaram muitos dos nossos hábitos e atividades cotidianas. E a “vaquinha” também entrou nessa. Nos últimos anos, o chamado financiamento coletivo (ou crowdfunding, em inglês) está ajudando empreendedores a realizar projetos que nunca sairiam do papel sem essa mãozinha virtual.

A lógica é a mesma de sempre: cada um dá um pouquinho. A diferença é que agora pessoas de todo o mundo podem contribuir. “A internet permite que a arrecadação chegue a pessoas que antes não era possível alcançar. Se a vaquinha unia as pessoas pela proximidade física, no financiamento coletivo a proximidade se tornou ideológica”, explicou Anthony Ravoni, que possui o curioso cargo de “remixador de informações” do Catarse, uma das mais famosas plataformas de financiamento coletivo. Em troca, os apoiadores recebem recompensas, como o nome nos agradecimentos, marca-páginas, cartões-postais, chaveiros e até mesmo uma cópia do trabalho realizado. Mais do que receber lembrancinhas, porém, é a vontade de ver o projeto realizado que motiva as pessoas a ajudar.

Esse meio de captar recursos de maneira rápida e menos burocrática tem dado vida a livros, álbuns, peças de teatro, documentários, oficinas, eventos e todo tipo de projeto. E muitos educadores também estão aproveitando a alternativa! No Catarse, por exemplo, 44 dos 96 projetos educativos propostos foram bem-sucedidos, arrecadando mais de 1 milhão de reais no total, com 7.478 apoiadores. “É a categoria que possui a maior média de valor de apoio em nossa plataforma: R$ 189 reais”, revelou Anthony.

Há alguma semanas, contamos aqui no blog a história do professor André Fonseca, que está produzindo uma série de vídeos para explicar a teoria de Paulo Freire. A iniciativa foi um sucesso! O projeto dele foi financiado coletivamente por 143 apoiadores, que doaram R$11.725 reais. “Isso me dá uma grande responsabilidade para honrar a confiança dessas pessoas que acreditaram em minha proposta. E esse senso de comunidade é um fator de motivação para me empenhar ainda mais no trabalho”, disse o professor em entrevista ao blog.

Confira, a seguir, alguns projetos de destaque na área educacional:

Caindo no Brasil
Livro pretende reunir 13 práticas educacionais inovadoras Brasil afora.

Escola de Rua
Aulas abertas sobre temas livres serão ministradas em espaços públicos como metrô e praças.

Expedição Liberdade
Grupo quer conhecer e contar como funcionam escolas inovadores da Europa.

Educação Fora da Caixa
Livro vai tratar sobre as novas formas de aprender dos adultos.

Tapume Educativo
Cadeiras escolares feitas a partir de tapumes de obras que serão doadas para escolas públicas e instituições de ensino.

E conheça as plataformas brasileiras de financiamento coletivo:

Catarse
Foi uma das primeiras plataformas a surgirem no Brasil e é uma das mais populares. Usa o método “tudo ou nada”: o proponente só recebe a verba se a meta estipulada for alcançada. Se não, todos os apoiadores recebem seu dinheiro de volta. A taxa, cobrada ao proponente apenas se o projeto for bem-sucedido, é de 13% da quantia arrecadada.

Kickante
Tem a possibilidade da modalidade “campanha flexível”, em que é possível receber qualquer valor arrecadado, mesmo se a meta não for atingida. A taxa é de 17,5% sobre a arrecadação em campanhas flexíveis ou 12% nos projetos bem-sucedidos. Além disso, o apoiador pode parcelar sua doação em até 6 vezes.

Juntos.com.vc
É voltado para projetos com impacto social e não cobra comissão de projetos bem-sucedidos. Contudo, há taxa administrativa de R$ 0,39 + 2,49% dos pagamentos à vista ou R$0,39 + 4,29% dos pagamentos feitos com cartão de crédito. As campanhas são feitas na modalidade “tudo ou nada”.

Benfeitoria
Voltada para projetos sociais, a plataforma não cobra taxa sobre o valor arrecadado. As campanhas também funcionam na modalidade “tudo ou nada”.

E você, tem um projeto que gostaria de tirar da gaveta? Essas plataformas podem te ajudar! Conte pra gente nos comentários!



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O papel da tecnologia no desafio de garantir Educação para todos

| blog

Os blogueiros Iana Chan e Claudio Sassaki vão dividir este espaço.

Olá! Meu nome é Claudio Sassaki, e a partir de hoje dividirei este blog com a supercompetente Iana Chan. No mês passado, nós fizemos um bate-papo online muito bacana sobre aprendizado personalizado – caso queira assistir, clique neste link. Recebi esse convite por minha atuação à frente da Geekie, empresa que virou referência em tecnologia na Educação e que já recebeu selos de qualidade do Ministério da Educação (MEC) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Assim como a Fundação Victor Civita – que edita NOVA ESCOLA e GESTÃO ESCOLAR – acreditamos que a escola pública é o ativo mais importante do Brasil, o ponto de apoio para transformar o país. Por isso, a Geekie tem sido parceira do setor público em diversos projetos (desenvolvidos com recursos próprios) e de organizações do Terceiro Setor.

Poder falar diretamente com gente que respira Educação e, principalmente, aprender com a experiência de quem batalha no chão da escola é uma oportunidade fascinante. Isso porque a Educação está no meu DNA: minha mãe trabalhou a vida toda em escolas estaduais de São Paulo e as coisas que eu aprendi enquanto ensinava mudaram minha vida.

Sim, eu também fui professor! É verdade que nunca enfrentei a dura rotina diária da escola, mas por seis anos dei aulas particulares, de todas as disciplinas. Foi a maneira que encontrei para ganhar algum dinheiro enquanto cursava a faculdade de arquitetura (FAU-USP) e de aproveitar a exposição que recebi da imprensa por ter sido o primeiro colocado no vestibular da Fuvest de 1994.

Como professor particular, dava aulas individuais e para pequenos grupos. E o que mais me marcou nessa época foi perceber que as pessoas aprendem de maneira diferente. Cada uma tem seu jeito. Nesse período como professor, tive várias experiências que considero vitoriosas, e todas exigiram a capacidade de entender o ritmo de aprendizado de cada aluno.

Mas apesar das vitórias, também enfrentei situações frustrantes, como todo professor em sala de aula. Tive alunos que claramente não estavam a fim de aprender, que iam à aula só porque eram obrigados pelos pais. De qualquer modo, tirei duas lições desse período. A primeira é que todos podem aprender – o ritmo é que varia muito. E que é impossível um professor dar a mesma aula para uma classe com 30, 40 alunos, pois os históricos e as características de aprendizagem de cada um são muito diferentes.

Voltando à minha trajetória… Depois de me formar na faculdade, fiz carreira no mercado financeiro, aqui e nos Estados Unidos. Contudo, me mantive conectado ao mundo do ensino – tanto que cursei o MBA na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, junto com o mestrado em Educação. Essa foi uma passagem muita rica, que vale eu dividir um pouquinho com vocês!

Stanford é um lugar que respira tecnologia e empreendedorismo, ingredientes que mais tarde combinei na Geekie. Trouxe também uma bagagem de rigor científico na análise de dados para gerar estudos sobre Educação. E, algo que poucos sabem, é que se trata de um local de formação, no qual professores aprendem novas metodologias para sua prática em sala de aula – um trabalho que pude acompanhar de perto.

Assim, quando escrevi lá em cima que as coisas que aprendi enquanto ensinava mudaram minha vida, eu me referia a uma guinada radical. A vivência em Stanford ampliou minha percepção de que a tecnologia poderia ajudar a superar aquele impasse que eu tinha identificado como professor e criar uma experiência de aprendizagem genuinamente personalizada. E isso fez minha balança profissional pender novamente para o lado da Educação.

Em 2011, abandonei a carreira bem-remunerada no mercado financeiro para criar uma empresa cujo objetivo é apoiar o professor no desafio de garantir o aprendizado para todos. Acredito que a resposta passa pela personalização do ensino, um anseio de todo educador que está se tornando viável em larga escala por meio da tecnologia. Esse é um dos temas que pretendo explorar nos próximos posts.

A Geekie é uma das pioneiras mundiais no desenvolvimento de uma plataforma de ensino personalizado que usa inteligência artificial e aulas virtuais para complementar o trabalho realizado pelo professor na sala de aula. O que só foi possível porque encontrei outras pessoas interessadas em transformar a Educação, com o mesmo espírito de vocês, educadores.

Tem sido um aprendizado contínuo para nós conhecer pessoas como o renomado educador José Pacheco, idealizador da Escola da Ponte, de Portugal, e conselheiro do Projeto Âncora, de Cotia, na região metropolitana de São Paulo. Embora as inovações de Pacheco não tenham nada de tecnológicas, o que ele busca é o mesmo que nós: romper padrões e colocar o aluno no centro do processo de ensino e aprendizagem.

Mas há também um fascinante exército de heróis anônimos na Educação. É o caso de Cleide Torres, diretora da EE Jardim Riviera, localizada em uma área de invasão de manancial em Santo André, também na região metropolitana de São Paulo. Cleide está usando a plataforma da Geekie para reforçar seu discurso de que a universidade gratuita de qualidade é um sonho ao alcance dos alunos das escolas públicas – que é exatamente o motivo que nos levou a criar a empresa.

Esse contato com professores e gestores de instituições parceiras reforçou nossa postura de humildade: a ferramenta que a Geekie oferece não é a solução dos problemas da Educação, mas uma aliada dos educadores que buscam essa solução. É por isso que eu sempre digo (e até já virou um bordão na empresa): “Estamos juntos!”. Para dividir experiências aqui neste espaço e ajudar a transformar a Educação. Porque isso é o que nos move e porque é disso que o Brasil precisa.

Até daqui a quinze dias!
Claudio Sassaki


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Confira cinco eventos em destaque na agenda do GENTE QUE EDUCA e aprenda a divulgar o seu

| blog, dicas, evento, gente que educa, Tutorial

Um dos recursos mais interessantes que o GENTE QUE EDUCA oferece aos usuários da rede é a agenda colaborativa. Nela, você pode encontrar informações completas dos principais seminários, congressos, cursos e exposições relacionados à Educação, tanto presenciais como virtuais. E o mais importante: qualquer pessoa pode divulgar eventos importantes de seu estado, sua cidade e até de sua escola! É só preencher um breve formulário e publicar.

Para ajudar você a conhecer melhor essa ferramenta e ficar por dentro do que está rolando, separamos cinco destaques que já estão agendados.

Exposição Esculturas de Alfredo Ceschiatti
Em Ouro Preto (MG), uma mostra no Museu da Inconfidência traz as obras do artista modernista que ficou conhecido pela sua famosa escultura “Justiça”, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.
A exposição ficará aberta até o dia 26 de julho. Detalhes, aqui.

Cursos no Instituto Vera Cruz
Oficinas, palestras e diversos cursos, sobre vários temas, já estão previstos para o segundo semestre de 2015. E você pode se inscrever agora mesmo! O instituto disponibilizou os links para conferir a programação completa e saber como participar aqui.

I Jornada Pierre Bourdieu e o Ensino de Ciências
O Instituto de Física da USP promoverá, no dia 28 de julho, um ciclo de debates e apresentações de trabalhos “que possam promover reflexões e novas perspectivas de aprendizagem”, segundo o texto divulgado pela organização.
Ficou interessado? Clique aqui.

V Congresso Internacional de Pedagogia Social & Simpósio de Pós-Graduação (Cips)
Organizado pela Associação Brasileira de Pedagogia Social (ABRAPSocial) e pelo grupo de pesquisa Pedagogia Social da FEUSP, os Cips são espaços de discussão, reflexão, articulação e avaliação das práticas de pedagogia social.
O congresso acontecerá entre os dias 1º e 3 de setembro, em Vitória (ES). Mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos estão convidados! Para saber mais, clique aqui.

II Congresso Nacional de Educação
De 14 a 17 de outubro de 2015, no Centro de Convenções Raymundo Asfora, em Campina Grande (PB), acontece a segunda edição do congresso, que terá como tema “Políticas, Teorias e Práticas”.
O evento é realizado pelo Centro Multidisciplinar de Estudos e Pesquisas (Cemep), com apoio de entidades como a Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia (AINPGP), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), entre outras.
As inscrições estão abertas! Clique aqui e saiba como participar.

 

TUTORIAL – Como publicar na agenda

Agora é sua vez de divulgar seu próprio evento e oportunidades que possam interessar os colegas educadores da rede. Veja como é simples:

1) Em primeiro lugar, esteja logado no GENTE QUE EDUCA. Se você ainda não se cadastrou no site, faça isso aqui. É fácil e leva só dois minutos.
Quando a tela inicial abrir, desça um pouco e clique em “Criar evento”, na coluna da esquerda.

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2) Quando a página de criação abrir, você já pode começar a preencher os campos. Escreva o nome do evento e uma descrição, com as informações que julgar mais atrativas e relevantes. Tente fazer um convite bem chamativo, ok!? :)

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3) Se quiser, também é possível colocar uma imagem de divulgação, como um logotipo ou uma foto. É só clicar em “Escolher arquivo” e selecionar no seu computador ou celular a imagem desejada.
Depois, aperte “Enviar”.

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4) A segunda parte do formulário possui campos para definir endereço eletrônico, datas, horários e, ainda, associar seu evento a algum grupo da rede. Para isso, basta começar a digitar o nome do grupo, e o sistema fará uma busca automática para completar o campo.

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5) Por último, coloque o endereço físico. Se ele for virtual, é só selecionar a opção “Online” e pronto (no passo anterior, você já deve ter colocado o link para a página do evento). Se não, é só preencher os campos e clicar em “Salvar”.

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Pronto! Em cinco passos, você já disponibilizou o convite a mais de 70 mil educadores de todo o país.

Gostou das dicas? Semana que vem, tem mais! ;)


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Curso gratuito e online sobre uso de tecnologia na sala de aula

| dicas

Universidade de Toronto abre inscrições para curso, com legendas em português

Crédito: Shutterstock

Na semana passada, mediei um bate-papo online sobre Aprendizado Personalizado (para assistir na íntegra, acesse aqui) e percebi como a relação entre tecnologia e Educação rende muitas discussões e reflexões, principalmente sobre como a tecnologia pode favorecer, de fato, a aprendizagem.

Minha dica de hoje é para quem quer se aprofundar mais nesse tema: um curso online na plataforma Edx que começará no dia 01/07. Intitulado Teaching With Technology and Inquiry: An Open Course For Teachers (algo como “ensinando com tecnologia e investigação: um curso aberto para professores”, em inglês), o curso da Universidade de Toronto é voltado para professores da Educação Básica – mas é aberto a todos os interessados – e tem a dinâmica de MOOC (Massive Open Online Course ou Curso Online Gratuito e Massivo): cada semana tem um tema a ser trabalhado por meio de vídeos e leituras, além de exercícios e atividades no fórum da plataforma.

“Este MOOC focará nas vantagens de usar tecnologia e investigação para ajudar os estudantes a aprender mais profundamente do que aprendem com as formas tradicionais de instrução. Vamos pensar sobre planejamento de currículo, particularmente para aqueles tópicos desafiadores que podem realmente se beneficiar de lições baseadas em investigação aprimorada pela tecnologia”, afirma Rosemary Evans, uma das instrutoras, no vídeo de apresentação do curso.

É possível frequentar o curso como ouvinte gratuitamente ou pagar uma taxa de 40 dólares para obter um certificado, caso cumpra as atividades mínimas exigidas. O mais bacana é que os vídeos das aulas terão legenda em Português!

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4 reflexões importantes para a formação de uma escola leitora

| Notícias, pesquisas e cursos

Grupo de estudo reuniu gestores e professores no GENTE QUE EDUCA

Qual é o papel da escola na formação de bons leitores? Como ela pode cumprir adequadamente essa tarefa, criando uma verdadeira comunidade leitora? Foi a partir dessas perguntas essenciais e da reportagem de capada edição 37 de GESTÃO ESCOLAR que a mediadora Fátima Fonseca conduziu as atividades do grupo Escola Leitora. Essa foi mais uma atividade formativa gratuita oferecida durante o mês de junho em nossa rede profissional GENTE QUE EDUCA.

Ao longo do mês de junho, Fátima, que é coordenadora da área de Língua Portuguesa da Comunidade Educativa CEDAC, propôs uma farta bibliografia e quatro atividades aos 75 participantes. A mediadora encerrou sua participação em 26 de junho, mas o grupo segue aberto para discussões entre educadores preocupados com a questão da leitura.

Por isso, se você não conseguiu acompanhar o programa de estudos, não se preocupe! Reunimos quatro momentos importantes do percurso realizado por lá, e esse resumo pode ser um excelente ponto de partida para aproveitar todo o conhecimento compartilhado. Vamos nessa?

 

Atividade 1

Para iniciar os trabalhos, Fátima convidou os membros do grupo a se apresentarem brevemente. Eles deveriam dizer, nos comentários, o que os motivava a participar, como a leitura vem sendo trabalhada nas escolas em que atuam e quais as dúvidas que tinham em relação ao tema. Nada menos que 48 pessoas escreveram! Aqui, vamos destacar duas participações.

A Rosângela da Cunha escreveu uma dúvida sobre o impacto da tecnologia no hábito de leitura:

comentário rosângela

Já a Camile de Araújo Aguiar compartilhou um pouco de sua experiência na escola em que atua:

comentário camile

Para ver todos os comentários, acesse o post aqui.

 

Atividade 2

Depois das apresentações e das primeiras dúvidas, a segunda atividade propôs aos usuários um resgate da própria memória. Fátima dividiu esse exercício em três momentos:

  1. O participante deveria escrever memórias sobre sua formação como leitor;
  2. Analisar o papel da escola que frequentou nesse processo;
  3. E pensar nas memórias que gostaria que seus alunos tivessem em relação ao trabalho de leitura na escola.

O post recebeu longos relatos, que você pode ver aqui.

 

Atividade 3

O passo seguinte foi elaborar, partindo das próprias reflexões feitas anteriormente, uma proposta de intervenção capaz de criar efetivamente uma escola leitora.

A embaixadora Ana Carolina Robles de Cara Ramos, que não é professora de Língua Portuguesa, deu uma importante contribuição, mostrando que a responsabilidade pelo trabalho com leitura não pertence a uma disciplina só:

comentário ana carolina

E houve mais comentários, todos com iniciativas promissoras! Confira o post completo aqui.

 

Atividade 4

Para finalizar, Fátima abriu um espaço para que os participantes contassem como os trabalhos do grupo impactaram a maneira de eles verem o papel da escola na formação de bons leitores. Além disso, deixou todos à vontade para tirarem as últimas dúvidas.

A embaixadora Priscila Araújo, que ainda não é professora formada, aproveitou a oportunidade e deixou um depoimento cheio de agradecimentos:

comentário priscila

Gostou? O que você pode tirar dessas discussões? Participe, contribua com sugestões, comente. O grupo Escola Leitora é um espaço permanente para trocar ideias sobre esse tema tão importante. E se você ainda não tem um perfil no GENTE QUE EDUCA, clique aqui  e faça seu cadastro gratuitamente!

 

Bônus

E teve enquete nova no GENTE QUE EDUCA! O perfil de GESTÃO ESCOLAR perguntou aos usuários: Você acredita que o aprendizado personalizado pode ser o futuro da Educação? Depois de 70 respostas, e o resultado foi este. Você concorda?

Semana que vem tem mais! :)



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