Quando a tecnologia ajuda alunos de escola pública a entrarem na universidade

| Formação, Tecnologia em sala de aula

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Olá, professor!

A decisão de o que e onde estudar no Ensino Superior é um divisor de águas na vida dos alunos. Muitos estudantes de escolas públicas sequer consideram ingressar em uma universidade, pois acreditam ter chances pequenas ou se sentem responsáveis por trabalhar para contribuir com a renda familiar.

Em 2014, 85% dos estudantes de Ensino Médio do Estado de São Paulo estavam em escolas da rede pública, mas eles eram apenas 30% dos inscritos nos principais vestibulares públicos do país. A pesquisa foi realizada por professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e apresentada no simpósio Excellence in Higher Education. Mas esse cenário, felizmente, está em transformação. Este ano, 88% dos aprovados em Medicina na Unicamp estudava em escolas públicas!

Matheus Araújo Silva, de 18 anos, faz parte desse momento de mudança. Ele é de uma família de classe média baixa de Santo André, na Grande São Paulo, e sempre foi aluno de escola pública. Sua mãe, dona de casa, e seu pai, pintor, não fizeram curso superior. “Meu pai queria saber o que eu faria se não conseguisse ser aprovado no vestibular. Ele dizia que eu deveria esquecer os estudos e trabalhar”, contou Matheus.

Acontece que Matheus, ao contrário da maioria dos alunos, era apaixonado por Matemática no Ensino Médio. Sua professora, Mizu, o incentivou a perseguir seu plano: prestar vestibular para Matemática e, um dia, ser professor universitário. Este ano, graças à ajuda de Mizu, das tecnologias educacionais e de um horário de estudos rigoroso, ele entrou na Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Sou o primeiro da família a chegar à universidade. Em casa, isso foi um acontecimento enorme”, disse Matheus. A conquista do estudante influenciou a família que, agora, já até torce para que o filho caçula também ingresse no Ensino Superior.

A aprendizagem personalizada como transformador na rede pública

A EE Jardim Riviera, onde Matheus estudou, fica na periferia de Santo André, na Grande São Paulo. Assim como todas as escolas da rede pública do estado de São Paulo, ela recebeu a plataforma de ensino adaptativo da Geekie no ano passado. O projeto, chamado Geekie+, foi oferecido a todos os alunos concluintes do Ensino Médio – e Matheus o considerou essencial para seu aprendizado. Mizu insistia para que seu aluno visitasse o site todos os dias e, apesar de ter aulas em período integral, ele acessava o conteúdo online em casa e nos intervalos. Usava até o trajeto entre uma sala e outra para tirar dúvidas com os professores nos corredores.

Matheus não é um caso isolado. Uma pesquisa da Fundação Lemann, divulgada em março de 2016, mostrou que no Brasil mais de 12 milhões de pessoas estudam com ferramentas digitais de Educação. São jogos, simulados, vídeos e atividades que podem ser acessados pela internet de qualquer lugar, muitas vezes até pelo celular. Também são recursos com linguagem mais jovem e interativa, que vai ao encontro do perfil conectado dos adolescentes.

Lays Reis, ex-aluna da mesma escola na Grande São Paulo e atualmente estudante de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC), ressalta a importância dos ambientes de aprendizado online. Ela conta que, antes da chegada da Geekie em sua escola, estudava somente em sala de aula, por meio dos livros didáticos. “Vestibulando também precisa estudar sozinho e só os livros não preparam para prestar as provas. No período em que eu ficava em casa, usava a Geekie”, afirma. Segundo ela, que ainda no Ensino Fundamental pressionou os pais, uma cozinheira e um metalúrgico, para a trocarem de escola em busca de um ensino de qualidade, diz que ter uma plataforma de aprendizagem personalizada foi essencial para que chegasse à universidade.

Lembro também do estudante Henrique Cabral, que nos contou que sempre quis estudar Turismo. Para ele, a vantagem de estudar com a Geekie era a mobilidade: “Eu estudava em período integral e fazia pré-vestibular à noite. Raramente tinha tempo para revisar todas as matérias”. Com a plataforma, conseguia acessar o conteúdo pelo celular ou pelo computador rapidamente. “Eu assistia às videoaulas e logo em seguida fazia exercícios sobre aquele assunto, fixando melhor as matérias”, reflete.

Em 2016, Henrique começou o curso de Turismo na Universidade de São Paulo (USP) – passou na primeira chamada – e é o primeiro da família a entrar em uma universidade pública. Essas histórias representam uma nova geração de jovens brasileiros.

A novidade do ano

Os três relatos acima são especiais. Eles mostram a trajetória de jovens que superaram as próprias expectativas e conquistaram o que, há poucos anos, era algo inatingível para famílias de baixa renda e provenientes da rede pública. Mostram, também, a necessidade de a escola estar aberta para a inovação porque, assim, ela possibilita um acompanhamento personalizado, que respeita as necessidades de cada aluno.

Para a Geekie, essa é a busca constante: tecnologia de qualidade e acessível a todos. Por isso, ficamos animados ao anunciar uma novidade para este ano – e que deve impactar 2 milhões de alunos do 3º ano do Ensino Médio em escolas públicas de todo o país. Trata-se do programa Hora do ENEM, oferecido pelo SESI em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Ele inclui o acervo de aulas, avaliações online do Geekie Games e planos de estudo personalizados. O conteúdo está sendo disponibilizado gratuitamente para os alunos e, para que traga os melhores resultados possíveis, precisamos de mais professoras como Mizu, que incentivem seus alunos a aproveitá-lo. Contando com esse engajamento, espero em breve, ter mais histórias como as do Matheus, da Lays e do Henrique para contar.

Um abraço,

Cláudio Sassaki


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Como e por que usar o Google Drive

| Dica de site, dicas, Manuais, Tutorial
Imagem: reprodução

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Olá, educadores! :)

Hoje, irei falar sobre uma ferramenta que eu uso e gosto muito: o Google Drive. Apesar de não ser de uso exclusivo para a Educação, ela é extremamente útil para professores e gestores.

Nele, você pode escrever documentos, montar planilhas e apresentações de slides, criar formulários e organizar arquivos em pastas. Você pode estar se perguntando, “Mas qual é a diferença entre usar esses recursos através do Drive e pelo pacote Office instalado no meu computador?”. Bem, além de possuir as funcionalidades já existentes em programas como Word e Excel, o Drive permite: salvar arquivos em uma plataforma online (e chega de pen drives!), editar arquivos em conjunto, comentar trabalhos de forma fácil e direta.

Se você ainda não utiliza essa plataforma, agora é sua chance de aprender os primeiros passos. Se já utiliza, que tal descobrir outras formas de associá-la ao seu trabalho? Vamos lá!

Acesse

Entre no Drive através desse link. Se você ainda não possui uma conta Google (aquela mesma do Gmail) é bem facinho criar uma.

 

Crie uma pasta

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A tela do drive é assim. Nela, aparecem os seus arquivos (que podem ser organizados em pastas). Para criar uma nova pasta clique em Novo> Pasta e dê um nome para ela. Também é possível criar uma pasta dentro da outra. Algumas dicas são colocar o nome da escola ou da turma, por exemplo, para localizar mais facilmente depois.

Altere as cores

Para facilitar na organização, você também pode alterar as cores das pastas. No canto esquerdo, clique com o botão direito do mouse sobre a pasta desejada. Várias opções serão oferecidas para você, entre elas Alterar cor.

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Leve arquivos para a plataforma

Agora, suponhamos que você tenha uma pasta ou um arquivo salvo no seu computador e deseje salvá-lo e/ou abri-lo no Drive. Como fazer?

É bem simples. Basta clicar em Novo> Upload de pasta ou Upload de arquivo e selecionar no seu computador. Qual a vantagem disso? Seu arquivo fica salvo na nuvem e caso seu computador tenha algum problema, nada será perdido e quando precisar ir de uma escola à outra, não precisa levar pen drive, basta acessar a internet.

Esse foi o nosso primeiro post sobre o uso do Drive. Em breve voltaremos com mais dicas sobre a plataforma, e adivinhem…. elas serão em forma de tutorias em vídeo! Portanto, fiquem ligados aqui no Blog de Tecnologia na Educação.

Por enquanto, você pode ler mais sobre as vantagens desse recurso aqui.

Tem dúvidas ou sugestões? Escreva nos comentários.

Uma abraço,
Nairim Bernardo


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Pequenos vídeos, grandes discussões

| Sem categoria

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Olá, educador!

Você sabe o que é TED/ TEDx? TED é uma organização sem fins lucrativos que surgiu há 27 anos com o objetivo de organizar e transmitir palestras curtas sobre diversos temas. A ideia do projeto é que “ideias merecem ser compartilhadas”; e, para isso, pensadores e realizadores são convidados a falar por 18 minutos ou menos. Já a iniciativa TEDx é a concessão de licenças livres para pessoas que queiram organizar eventos nesse formato em suas comunidades.

No início de março, ocorreu em Curitiba o TEDxPraçaSantosAndradeED. O evento procurou abordar novas ideias e iniciativas inovadoras relacionadas com o processo de ensino e aprendizado. Dez palestrantes de diferentes partes do Brasil e do mundo foram convidados para compartilhar suas experiências e visões sobre a Educação com o público e internautas.

Separei algumas palestras bastante interessantes para recomendar para você:

Aprendendo a partir de experiências marcantes

Além do que aprende na escola, o autodidata Aruni van Amstel estuda muitos outros assuntos de seu interesse em casa, como: urbanismo, ambientalismo, arquitetura, busologia e programação de computadores.

O vídeo de sua palestra surpreende pela quantidade de projetos realizados pelo adolescente, que são expostos até ele revelar o seguinte: “Todos os meus interesses próprios surgiram por uma experiência marcante. E eu notei que quase nenhuma das minhas experiências marcantes ocorreu na escola.”. Em sua palestra, Aruni defende que o ambiente escolar não seja apenas um espaço onde o professor leva o conteúdo e o expõe. A sugestão é que o conhecimento seja compartilhado e que a escola valorize as ideias e projetos pessoais dos alunos.

 

Aprender em comunidade

José Pacheco é o fundador da “Escola da Ponte”, em Portugal, referência mundial de sucesso em inovação pedagógica. Residindo agora no Brasil, ele realiza projetos de mobilização de professores, educadores e estudantes para que por meio da educação, da integração comunitária e das artes ocorra uma transformação democrática.

O educador compartilha experiências instigantes vividas em sala de aula sobre autonomia intelectual das crianças, e defende posições que a princípio podem parecer bastante diferentes para a maioria dos educadores, como: “Em uma aula, nada se aprende”. Ele também conta sobre sua chegada ao Brasil e qual é sua percepção do que está errado e o que está certo na Educação do país. No minuto 4:45 ele faz o seguinte questionamento: “Por que nós damos aulas tão bem dadas e há alunos que não aprendem?”. Confira a resposta no vídeo.

 

Escola e família: em busca de uma nova relação

Eu fui o que a a escola chamava de mãe ausente. Não fui à nenhuma reunião que a escola convocava porquê eu olhava a pauta e não me interessava”. Apesar de parecer contraditório, Rosely Sayão passou a se interessar bastante pela delicada relação família-escola e hoje é psicóloga e consultora educacional especializada na área, com mais de 30 anos de experiência em clínica, supervisão e docência.

Em sua palestra, ela desmistifica a ideia de que ensinar e educar são atos dissociados, sendo o primeiro de responsabilidade da escola e o segundo da família. Também comenta o fato de que em muitos casos a escola critica as famílias de seus alunos, mas nada faz para ajudá-las.

Aproveite o vídeo para conhecer os passos para alcançar o que é proposto por ela: “Uma boa relação entre a escola e a família seria uma relação justa, respeitosa, solidaria e democrática”.

 

Para ver todos as palestras apresentadas no TEDxPraçaSantosAndradeED acesse o canal do evento no youtube.

Agora, queremos saber: gostou das dicas? Gostaria de indicar outros vídeos sobre Educação no formato TED? Nos conte nos comentários.

 

Até a próxima,
Nairim Bernardo

 


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Formas de enfrentar o cyberbullying

| Sala de aula, Sem categoria

Foto: Shutterstock

Durante sete anos fui diretora de uma escola na periferia da cidade de São Paulo, que atendia 700 crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos. Como seres humanos que são, traziam suas emoções para a escola e estabeleciam suas relações, na maioria das vezes permeada por conflitos. E para resolverem esses conflitos recorriam, necessariamente, ao repertório de resoluções construído por eles. Isso significa que muitos entendiam as diversas formas de agressão (física, verbal, diretas ou indiretas, por meio da linguagem corporal ou isolamento social etc.) como as únicas validadas pelo grupo.

Com o passar do tempo, percebi que os conflitos migravam da sala de aula para o corredor, dele para o intervalo, de lá para a rua e, então, para as redes sociais. Estavam aumentando as ocorrências em que os conflitos adquiriam grandes proporções e que, por serem constantes, eram casos de bullying. Na realidade, por serem agora virtuais, tratava-se de cyberbullying.

No mundo digital, o problema era mais difícil de ser percebido pelos professores e eram as famílias quem procuravam a escola para denunciar essas situações. A escuta dos pais e o acolhimento se mostraram fundamentais para o diálogo e para que as ações fossem planejadas!

Mas, antes de definir culpados e inocentes, é preciso identificar o contexto de uso das crianças e dos adolescentes na internet. Em muitas situações, os pais não sabem o que seus filhos fazem nas redes sociais – e é reponsabilidade da família “conhecer” a vida virtual deles. Para orientá-los, organizamos na escola em que trabalhava alguns encontros com os pais, no qual utilizamos o material da Safernet.

Paralelo a este trabalho procuramos um caminho no qual todos pudessem dialogar sobre o problema: agressor, agredido e plateia. As assembleias de classe nos ajudaram nesse sentido. Uma vez por semana, passei a me reunir com os estudantes de uma sala pra discutir quais atitudes dos colegas os incomodava e quais elogios e sugestões tinham para fazer. Foi interessante perceber que quando debatiam as situações de conflitos, os alunos descobriam os diferentes pontos de vista, construíam uma inteligência emocional e ampliavam o repertório para argumentar e defender seus pontos de vista.

Quando os estudantes passam a refletir sobre o tema e ter consciência de suas atitudes, tornam-se eles próprios protagonistas nas ações de defesa de relações pessoais mais humanistas. Na EMEF Madre Maria Imilda, na zona leste de São Paulo, orientados pelo professor Pedro Satiro, meninos e meninas produziram materiais de prevenção ao cyberbullying. Confira aqui o relato da experiência deles e veja abaixo o curta-metragem que produziram.

No ano passado, outra boa experiência foi registrada. A aluna Sarah Silva, então no 9º ano da EMEF Carlos de Andrade Rizzini, em São Paulo, desenvolveu um aplicativo chamado “Bullying: A superação”. Por meio deles, as vítimas podem deixar seus relatos, ajudando outras pessoas a se encorajarem para lutar contra as agressões. Ele pode ser acessado aqui.

O mais importante é que o problema seja enfrentado pela escola. E o ideal é que isso seja feito por meio da construção de um currículo em que a convivência seja discutida. Recentemente, a revista GESTÃO ESCOLAR realizou uma palestra com a orientadora educacional Flávia Vivaldi sobre a lei anti-bullying e como as ações que ela prevê devem ser desenvolvidas pela escola. Os assinantes do Nova Escola Clube podem acessá-la neste link.

E você, educador, já vivenciou situações em que precisou enfrentar o bullying em sua versão física ou virtual? Conte-nos como se sentiu e como agiu.

Aproveito também para me apresentar oficialmente. A partir de agora, uma vez por mês, estarei por aqui!

Boas reflexões e até o próximo post,

Jane Reolo


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Três formas de inserir a tecnologia em sala de aula no dia a dia

| Tecnologia em sala de aula

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Olá, professor!

Recebemos frequentemente mensagens de educadores que compartilham a mesma dúvida: “Gosto muito da ideia de inovar e incluir a tecnologia em minhas aulas, mas como posso fazer isso?”. É esse questionamento que vai servir como base para o texto de hoje.

Antes de tudo, cabe ressaltar, mais uma vez, aquilo que sempre defendo e que você provavelmente já sabe muito bem: na Educação, não existem respostas prontas. Para o sucesso de qualquer iniciativa é fundamental ter objetivos claros e levar em conta as características particulares de cada turma e de cada escola. E, assim como qualquer outra ferramenta não é capaz de resolver por si só os problemas, as tecnologias educacionais precisam de um professor que saiba como utilizá-las e que acompanhe seus resultados de perto.

Com isso em mente, compartilho três formas possíveis de usar a tecnologia em sala de aula. As sugestões vieram da nossa experiência de auxiliar escolas e professores pelo Brasil inteiro e estão presentes, de forma mais detalhada, no e-book gratuito que lançamos este ano: o Manual de Boas Práticas do Geekie Lab, disponível aqui. Apesar de o material ser voltado ao uso da nossa plataforma de aprendizado adaptativo (o Geekie Lab), as dicas que trago aqui podem ser aplicáveis a outras tecnologias.

Uso da tecnologia como recurso didático extra durante a aula

Nós, professores, sabemos que usar diferentes linguagens e meios para apresentar os conteúdos pode ajudar a despertar o interesse dos estudantes. É possível fazer isso com recursos online ou off-line, como vídeos, infográficos animados, exercícios interativos ou plataformas educacionais – e eles podem ser usados como um elemento extra ou central da aula. Se a ideia é que a tecnologia seja um elemento extra, vale utilizá-la, por exemplo, para antecipar um assunto, permitindo um contato inicial mais divertido com o tema, ou reforçar um conteúdo já trabalhado, nesse caso, favorecendo que a compreensão sobre como a turma o recebeu.

Uso da tecnologia como recurso central em sala de aula

No uso da tecnologia como elemento central, uma das possibilidades é criar várias estações na sala de aula com diferentes objetivos de aprendizagem, tendo em pelo menos uma delas o suporte da tecnologia. Uma estação com atividades de avaliação, outra que incetiva o estudo livre ou o desenvolvimento de projetos e uma terceira para a realização de trabalhos colaborativos. Neste contexto, o professor se coloca no papel de mediador, indicando caminhos para os estudos, tirando dúvidas e planejando experiências que desafiem a turma a avançar cada vez mais. Para esse tipo de abordagem, recomendo o estudo de metodologias de ensino híbrido. O método que descrevi é chamado de rotação por estações e você ler um pouco mais sobre isso aqui.

Uso de recursos tecnológicos no laboratório de informática da escola

Muitas escolas possuem uma sala de informática, mas nem sempre ela é bem utilizada. Uma sugestão é que os alunos possam usá-la para fazer pesquisas de conceitos básicos que seriam tratados em uma aula expositiva. Com o tempo ganho, será possível desenvolver outros tipos de atividades em sala de aula – debates, projetos em grupo, plantão de dúvidas, entre outros. Note que a ideia, aqui, é integrar o tempo no computador com o tempo em sala de aula para criar um curso contínuo e gerar uma potencialização do aprendizado. As atividades virtuais e presenciais devem ser complementares.

Esse modelo leva o nome de rotação de laboratório e, em muitos aspectos, é similar à rotação por estações. A diferença básica é que, em vez de circularem por estações distribuídas em um mesmo ambiente, os alunos mudam de salas, deslocando-se de suas classes para os laboratórios de informática. Uma vantagem desse método é que o aluno ganha mais autonomia para buscar conhecimento, podendo se aprofundar no tema ou retomá-lo, a fim de aprender conceitos que ficaram para trás.

Que outras formas de integrar a tecnologia você já utiliza em suas aulas? Compartilhe sua experiência conosco na seção de comentários!

Um abraço,
Claudio Sassaki


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Conheça 4 ferramentas para criar e apresentar slides

Olá, educadores!

Já faz um bom tempo que o quadro negro e o giz de cera não são a única maneira de expor conteúdos para os alunos em sala de aula. Mas isso não significa que os caminhos alternativos sejam fáceis… Para te ajudar na missão de ampliar o repertório tecnológico, falaremos a seguir sobre ferramentas que permitem fazer apresentações de slides. Escolha aquela que seja melhor para o seu perfil e seus objetivos.

Microsoft PowerPoint (PPT)

O programa faz parte do pacote Office, está disponível totalmente em português e é o mais conhecido para apresentações de slides. Bem prático de usar (depois de fuçar e pegar os macetes), tem o menu em uma barra superior. Nele é possível configurar várias funcionalidades, como tema da apresentação, plano de fundo, transição entre os slides etc. Se preferir, consulte o tutorial que separamos aqui para quem pretende dar o primeiro passo.

Vele lembrar que, ao contrário de outros programas de slides, o PPT é totalmente em português.

ppt

 

Google Slides

CDs, pen drives e HDs externos podem não ser tão necessários quanto parece. Isso porquê é possível criar e editar apresentações de slides que ficam salvas diretamente na Web. O Google Slides possui um visual e funcionalidades praticamente idênticas ao Microsoft PowerPoint. Para acessá-lo, basta se cadastrar no Google (ou colocar os dados de sua conta de e-mail do Gmail e procurar pelo Google Drive).

A vantagem em utilizar o Google Slides está no fato de que não é preciso salvar as alterações feitas durante o trabalho. Qualquer mudança é salva automaticamente e o trabalho fica arquivado na nuvem, ou seja, em uma espécie de pasta online.

Outra vantagem muito significativa é a possibilidade de criar trabalhos compartilhados. Você e outras pessoas podem acessar e editar o documento ao mesmo tempo, deixar comentários e até mesmo abrir um chat (uma conversa online). Veja aqui um tutorial sobre o programa.

Se você não tem uma qualidade tão boa de internet, faça o download da apresentação e escolha entre uma das seis opções para salvá-la. Também é possível usar o programa em aparelhos móveis, como celulares e tablets. Para isso basta instalar o aplicativo (disponível para Android e Chrome).

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Prezi

Ideal para quem quer fugir das tradicionais apresentações de slides, o Prezi é uma ferramenta que permite apresentações mais elaboradas, dinâmicas e atrativas do que o Power Point. Assim como no Google Slides, tudo o que é criado pode ser compartilhado com outras pessoas e fica salvo na nuvem (por isso é necessário realizar um cadastro).

O programa disponibiliza modelos de apresentação pré-prontos, mas a liberdade de criação é grande. Também é permitido reutilizar apresentações públicas compartilhadas por outros usuários. A ferramenta está disponível online (clique aqui) e através dos aplicativos para Android, iOS, Windows e Mac OS. No sistema iOS, há versão em português. Para Windows e Mac, o programa é grátis para teste. Nunca usou o Prezi? Já usou mas ainda tem dúvidas? Leia mais aqui.

prezi

 

Keynote

Programa para criação de apresentações em slides da Apple, o Keynote é bastante completo e rico em possibilidades, como acrescentar gráficos, tabelas, fotos e elementos 3D nas apresentações. Mesmo sendo exclusivo para usuários de Mac, as apresentações podem ser exportadas e convertidas automaticamente para os formatos PowerPoint, PDF e vídeo, para visualização no QuickTime e YouTube.

Outra facilidade é que dá para compartilhar sua apresentação via SMS, iMessage, e-mail e através das redes sociais, como Twitter ou Facebook sem sair do programa.

Veja o tutorial completo em português.

 

Bem, pessoal, espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho sobre essas ferramentas. Quando for utilizar qualquer uma delas para criar apresentações, lembre-se também das nossas 10 dicas para uma boa apresentação de slides.

Até a próxima,
Nairim Bernardo

 


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5 ações práticas para construir uma escola conectada

| dicas, evento

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Há poucas semanas, estive em um evento em que era discutida a forma de incluir a tecnologia na escola – tema que já não é mais novo, mas continua gerando reflexão devido a sua complexidade. Entre os participantes, havia representantes de escolas de São Paulo, funcionários da Google e do Smart Lab. Ninguém apresentou um único e certo caminho para todos os desafios encontrados, mas mostraram alguns caminhos. Robson Lisboa, idealizador do projeto de tecnologia educacional SmartLab, disse que estamos chegando a um momento de superconectividade, com cada vez maior conexão à internet, e uso de dispositivos e aplicativos variados. E completou: “As escolas devem utilizar o potencial das tecnologias para transformar o processo de aprendizado, caminhando na direção do que o Boston Consulting Group chamou de Smart Education, que é a Educação inteligente, conectada e tecnológica.”

Atendendo ao nosso convite, Robson escreveu o texto abaixo elegendo cinco ações que podem inspirar as escolas a construir essa Smart Education:

-  A primeira ação prática para que a escola possa alavancar a sua capacidade de construir seu futuro por meio da tecnologia é a capacitação. Com a formação continuada, a escola poderá usar a tecnologia no processo de aprendizado de forma eficiente, inovadora e fácil. Isso significa formação de professores e gestores e também significa esquentar o debate sobre as mudanças sociais e tecnológicas que impactam o futuro mais próximo, mais tangível da escola.

- O segundo ponto: consistência e continuidade. Ao promover mudanças que envolvam novas tecnologias, é necessário usar as soluções de forma consistente e contínua. Esses dois componentes também conferem segurança aos professores e alunos em relação ao uso das novas plataformas e de suas muitas possibilidades.

- O terceiro ponto tem a ver com a formação ética e moral no uso da tecnologia, tanto para o aprendizado, quanto para a vida como um todo. Seria a cidadania digital. Muitas escolas ficam preocupadas com os riscos da superexposição e do acesso das crianças a conteúdos impróprios. A única saída é a educação para a cidadania digital, estruturada para alunos, professores e famílias. Algumas questões listadas pela empresa americana Common Sense Media são: como evitar o bullying digital; os cuidados com a exposição exagerada na internet e redes sociais; a postagem de material inapropriado; o acesso a conteúdo inadequado para a idade das crianças.

- Em quarto lugar, é importante que as escolas transformem continuamente os ambientes físicos e virtuais que ela usa no processo de aprendizado dos alunos, modernizando-os e tornando a escola um lugar muito mais atraente para o processo de aprendizagem. Para ficar mais prático, o ideal seria que a escola montasse um plano de mudanças no qual ela experimentaria ações e verificaria sua eficácia – medindo, por exemplo, o desempenho em notas, a satisfação dos alunos e dos professores com as mudanças.

- Por último, a escola deve usar ferramentas contemporâneas que ajudem os alunos a se preparar para a vida com conteúdos e plataformas conectados com suas realidades atuais e futuras. A Unesco, ao lançar um programa que lista as habilidades do século 21 que devem ser desenvolvidas em cada criança, trouxe uma grande contribuição para escolas e famílias no sentido de buscar entender o que irá fazer diferença para as vidas dessas crianças no momento em que se tornarem adultas. Algumas das habilidades são: raciocínio lógico e matemático, habilidades sociocognitivas, resolução de problemas, mentalidade criativa e reflexão.

A contribuição de Robson termina com uma provocação: “Nós também somos a geração conectada e isso traz uma responsabilidade maior para não ignorarmos os potenciais das novas tecnologias, das novas ferramentas. Temos que nos desafiar a sair da zona de conforto e implementar mudanças continuamente de forma inteligente”.

Você concorda com os pontos levantados? Quais deles acredita que já fazem parte de sua rotina na escola?

Vamos trocar experiências nos comentários abaixo!

Até a próxima,

Beatriz Santomauro


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Um jogo sobre direitos humanos

| Dica de aplicativo

Arte: Reprodução

Eu sou Beatriz Santomauro, mais uma convidada do blog de Tecnologia na Educação, e gostaria de compartilhar com vocês uma boa descoberta na internet. Vamos lá?

O que diz o documento da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de que forma ele pode ser aplicado no dia a dia? É possível ter acesso ao texto aqui, mas também complementar o entendimento sobre ele em sala de aula. E jogando, o que é sempre bom!

O Senac São Paulo e a associação Palas Athena, com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), criaram o Diário de Amanhã, jogo que pretende “contribuir para o esclarecimento, a divulgação e o engajamento na defesa dos direitos humanos, para que cada pessoa possa encontrar no seu cotidiano um jeito de colocar em prática o que vai expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos e não se calar ante as injustiças que testemunha”, conforme a descrição do material.

O jogo é gratuito e está disponível neste link.  É preciso preencher um simples formulário para baixá-lo (e, portanto, ele não precisa estar conectado para ser usado).

O Diário do Amanhã que dá nome ao jogo é um jornal fictício. A “missão” dos jogadores é ler as manchetes apresentadas e discutir sobre como agir diante delas. Entre os temas abordados, falta de infraestrutura das cidades, ameaça de tortura ou prostituição, situações de suicídio e bullying, e imigrantes em situação de marginalidade.

Não há opções certas ou erradas, mas ao final da partida o jogo apresenta o perfil dos participantes conforme suas atuações para a defesa dos direitos humanos, como juiz de direito, cientista, ativista, comunicador ou educador.

Se a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi criada em 1948 para delinear os direitos humanos básicos e ainda sim eles não são plenamente atendidos, todo movimento para fazer coro a esse discurso é válido.

E você, ficou interessado em conhecer este jogo? Costuma utilizar outros jogos como recursos didáticos? Conte-nos sua experiência.

Até 3a feira que vem.


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Boas propostas em que tecnologia e crianças se encontram

| Tecnologia em sala de aula

Foto: Shutterstock

Há 13 anos, um projeto realizado nas escolas da rede pública municipal de São Paulo propunha que os estudantes refletissem sobre suas realidades e propusessem soluções para os problemas encontrados. Meninas de 7 e 8 anos disseram que no banheiro das crianças na escola não havia papel higiênico, enquanto que no dos professores sobravam rolos. Resolveram mostrar à comunidade tal injustiça e encontrar caminhos para mudar as coisas. Para isso, produziram uma fotonovela.

O processo não foi tranquilo. Em um primeiro momento, gestores e professores não queriam permitir que as meninas manipulassem câmeras e filmadoras digitais. Aos poucos, porém, passaram a colaborar no planejamento das ações e na mediação das vivências. O foco do trabalho docente foi o de propor que os alunos explicitassem suas ideias produzindo um storyboard (leia sobre como elaborá-lo, aqui e aqui), elaboraram os diálogos e exploraram os equipamentos por meio de testes de enquadramento, luz, cenário e pose. Depois, junto com os docentes, fizeram a revisão da escrita.

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Com a fotonovela pronta, os papéis higiênicos passaram a ser repostos nos banheiros e até a reforma desses ambientes entrou na fila das prioridades. O projeto ainda foi compartilhado e replicado em outras escolas.

Esse caso bem-sucedido nos faz pensar que a produção de fotos, áudios e vídeos podem ser experiências cognitivas significativas e reais, além de narrativas digitais da participação histórica da garotada no ambiente escolar e no mundo. E, para isso, precisamos superar o medo de que eles danifiquem os aparatos tecnológicos. A realidade já é outra, e não como a das décadas de 1970 e 1980, quando uma Pentax ou uma Kodak só repousavam nas mãos de profissionais treinados para manipular as mágicas máquinas fotográficas. Naquele tempo, as filmadoras VHS eram objetos que crianças não podiam tocar, e microfones repousavam nas lapelas de sisudos apresentadores do jornal.

Hoje, ainda bem, não é mais assim. Há muitos exemplos de como isso é possível. O coordenador pedagógico Ricardo de Souza, da EMEI CEU Casa Blanca, em São Paulo, por exemplo, convidou seu grupo de professores a levar câmeras, fotos impressas e digitais para a reunião. A proposta é que deveriam construir uma linha do tempo sobre como a fotografia fez parte da vida de cada um. Os educadores notaram que o registro fotográfico avançou do âmbito particular para uma dimensão virtual, de publicação aberta na web e, portanto, mundial. Isso é interessante porque nos traz inúmeras possibilidades de compreensão, como a de que a produção de imagens e vídeos, antes exclusiva aos grandes veículos de comunicação, avança para outros campos e ganha novas funções, inclusive sociais.

Já a professora Cida Ruiz, também da EMEI CEU Casa Blanca, desenvolveu um projeto sobre o olhar das crianças em relação aos momentos de convivência com os familiares. Para isso, ousou! Mandou a máquina digital para a casa dos pequenos e possibilitou que eles ampliassem a maneira de contar como veem, interpretam e compreendem o mundo.

Na EMEI Eunice dos Santos, em São Paulo, as explorações e descobertas das crianças passaram a ser registradas no canal de TV que o professor Marcelo Santos criou para eles, a  TV Cedro Rosa. E na EMEI Guia Lopes, também em São Paulo, o dia-a-dia da turma foi discutido e refletido por meio do programa de rádio Tem Gato na Tuba, transmitido na escola e nas redes sociais.

Tudo isso nos mostra que o desafio proposto aos educadores é para que desenvolvam vivências reflexivas no contexto de uma sociedade digital. É a transformação do consumidor em produtor de fotos, áudios e vídeos que possibilitem pensar, descobrir, compreender e se relacionar com o mundo em que vivemos, as pessoas, as ciências e as tecnologias.

Espero que tenham gostado desse nosso primeiro encontro. Estarei por aqui uma vez por mês para conversar sobre desafios e caminhos para a integração cheia de sentido entre tecnologia e escola. Aliás, aproveito para me apresentar:

Aproveito para me apresentar. A partir de agora, estarei por aqui uma vez por mÇes:

Boas reflexões e até o próximo post,

Jane Reolo


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Por que ensinar programação na escola?

| programação

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Muitos professores só de ouvirem falar em fazer uso das Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) já começam a suar frio. Agora imagine se a sugestão for ensinar programação? Antes que você pare de ler, adiantamos que o bicho não é tão feio quanto parece e – pasmem – em algumas situações você pode ensinar a programar sem ter que usar um computador.  Para perder o medo e ajudar a ter coragem para dar os primeiros passos no assunto, Charles Niza, mestre em engenharia da computação e consultor em tecnologias educacionais, responde algumas perguntas que muitos de vocês já devem ter feito sobre o assunto.

Por que ensinar programação na escola?
“O ensino de programação para crianças e adolescentes tem crescido exponencialmente no Brasil e no mundo. Além do surgimento de escolas especializadas, muitos colégios têm a proposta em suas atividades curriculares. O ensino de programação é importante porque estimula a criatividade, a autonomia e desenvolve o raciocínio lógico e a capacidade de resolução de problemas e trabalho em equipe, habilidades muito valorizadas no século 21.”

Como essa linguagem pode ajudar no ensino das diferentes disciplina?
“A programação pode estar nas escolas de diversas maneiras. É possível ensinar programação ou ensinar com programação. Em algumas escolas, ela faz parte da grade curricular como uma disciplina à parte. Em outras, como atividade complementar, realizada em oficinas no contraturno, geralmente uma ou duas vezes por semana. Há professores que utilizam a programação como ferramenta para trabalhar conteúdos e explorar determinados temas. Quando ensinada de forma contextualizada, a programação pode ser uma grande aliada no ensino das disciplinas básicas, como português e matemática. Um professor de matemática, por exemplo, pode utilizar a programação no estudo do espaço e das formas no campo da geometria e no estudo dos números e das operações no campo da aritmética. Enquanto um professor de língua portuguesa, por sua vez, pode utilizar a programação como ferramenta de suporte no processo de alfabetização e letramento. Independentemente da forma, o importante é que o ensino de programação nas escolas não seja visto como fim em si mesmo, mas como uma nova forma de expressão e principalmente, como uma maneira de aumentar a aproximação e o envolvimento do aluno com o conhecimento.”

Posso ensinar programação sem saber programar?
“Para ensinar programação para crianças, o professor não precisa ser programador ou especialista, basta ter afinidade com informática, interesse pelo tema e vontade de aprender. O primeiro passo é buscar conhecer e explorar ferramentas que foram desenvolvidas para o ensino de programação para crianças. Elas são simples e fáceis de serem aprendidas. Muitas delas são gratuitas e estão disponíveis em português. É o caso do Scratch. Com o ele, qualquer professor, mesmo sem conhecimento prévio, pode ensinar programação para crianças de forma simples e intuitiva. Por meio de blocos de comandos que se encaixam como se fossem peças de Lego, o Scratch permite a criação de jogos, animações e histórias interativas que podem ser facilmente disponibilizadas no site do projeto e compartilhadas com crianças de outras escolas. A ferramenta ajuda a dar forma à imaginação. Aí, o limite é a criatividade.”

Minha escola não tem muito acesso à tecnologia. Como faço?
“Existem diversas iniciativas que têm por objetivo facilitar a introdução do ensino de programação nas escolas. Muitos sites disponibilizam gratuitamente materiais de apoio com diversas atividades offline para estimular o desenvolvimento do raciocínio lógico e do pensamento computacional sem que seja necessário utilizar computadores ou depender de acesso à Internet. É o caso dos movimentos Programaê e Code.org, que têm por objetivo desmistificar e democratizar o aprendizado de programação. Para isso, eles disponibilizam em seus sites uma série de atividades desplugadas, justamente para professores que desejam ensinar programação, mas, não dispõem de muito acesso à tecnologia nas escolas onde lecionam.”



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