Os alunos como produtores de conteúdo

| Tecnologia em sala de aula

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Experimente perguntar em sala de aula para os seus alunos quais os youtubers preferidos deles e se eles seguem seus canais. Se você não sabe o que é youtuber vale a explicação: são pessoas, das mais diversas idades, que produzem conteúdos diversos em vídeo e se comunicam pela internet, mais especificamente por meio do YouTube. Com o avanço da tecnologia, os alunos estão cada vez conectados às informações, mas também com maior domínio sobre as ferramentas de produção de conteúdo.

Você, professor, já pensou, portanto, em utilizar a produção de conteúdos de comunicação como recurso para o processo de construção do conhecimento dos alunos?

As possibilidades são diversas e aproximam os estudantes de algo que já faz parte do seu cotidiano. Vejamos algumas delas:

  • Jornal impresso: muitas escolas já fazem, mas ele costuma ficar restrito ao público da comunidade escolar. Que tal transformá-lo em um blog ou em uma fanpage (comunidade de fãs ou apoiadores de uma pessoa ou local)? Com o aumento do público, a função social da produção também ganha amplitude.
  • Vídeos: produzi-los está cada vez mais simples e mais barato – isso sem contar que a distribuição também está bem mais facilitada. Basta um celular e uma conexão à internet para que uma gravação possa ser visualizada por milhares de pessoas. Tutoriais ensinam como gravar e distribuir um vídeo no YouTube (veja algumas dicas aqui).
  • Rádio: colocá-la no ar hoje nem se compara ao trabalho (e ao custo) de se fazer isso na década de 1990, quando se exigia uma série de equipamentos analógicos: antenas, mesas e caixas de som etc. As plataformas digitais permitem que textos, vídeos, imagens e sons sejam rapidamente produzidos e lançados. Para isso, aposte nos podcasts, que podem ser divulgados na internet.

As dicas acima apontam para a facilidade que hoje é ser um produtor de conteúdo no que se refere ao processo técnico. Mas é um equívoco achar que somente elaborar um material, sem intenção pedagógica e reflexão crítica sobre o que é consumido e produzido, basta para transformá-lo em uma atividade educativa.

Para Ismar de Oliveira, professor do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São  Paulo (NCE/USP) e um dos maiores incentivadores do estudo sobre as inter-relações entre comunicação e educação, um dos principais objetivos da Educomunicação é o desenvolvimento da competência de análise crítica da mídia. Dessa maneira, ao apropriarem-se e tornarem-se autores dos meios de comunicação, os alunos podem, se mediados por educadores, compreender a complexidade que envolve os veículos de comunicação em massa.

Por isso, é preciso que os próprios professores se conscientizem de algumas questões quando propõem a produção de mídias como um recurso pedagógico.

1 – Problematização da produção Conte com a colaboração dos alunos desde o primeiro momento. Em vez de propor você o tema do trabalho, apresente para eles um conceito mais amplo e peça que deem muitas ideias, elaborem propostas, as registrem e façam escolhas. Quando os estudantes partem de problemas, desafios e situações que eles vivenciam é muito fácil engajá-los no processo. Afinal, eles irão refletir, pesquisar e escolher linguagens para buscar a solução de uma dificuldade real. Vale dizer que é possível fazer isso em todas as idades – as crianças pequenas vão se interessar, por exemplo, em registrar as brincadeiras que elas realizam na escola, enquanto os maiores podem querer produzir um material com dicas de livros e passeios culturais. É claro, no entanto, que existem variações da atuação do professor – os jovens precisam ser mais desafiados e menores precisam de uma mediação mais efetiva dos adultos para problematizar as situações. Para além da participação de todos, é importante também você não tirar do seu horizonte as seguintes perguntas: Para que e por que vamos produzir esse material? Para quem ele vai se destinar?

2 – Utilização de diferentes plataformas midiáticas

O foco deve ser o conceito trabalhado, a mensagem e o conteúdo. Mas não se esqueça que há uma diversidade de plataformas e linguagens a serem exploradas. Os alunos podem optar pelo rádio, pelo vídeo ou pelo blog, por exemplo, de acordo com suas habilidades e afinidades. A intenção é que, ao diversificar o formato, não se estabeleçam padrões midiáticos únicos e dominantes para a comunicação em massa. Até porque seu papel como professor, e dos demais adultos que atuam na formação das crianças e dos jovens, é questionar os padrões presentes e apresentar não só as mídias alternativas, mas também as possibilidades de uso delas.

Todo esse processo é importante porque por muito tempo a escola foi consumidora apenas de informações da TV e do rádio. Mas não dá mais para ignorar as Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação. E isso exige a construção de uma didática reflexiva e crítica para que os alunos possam, também eles, “dar seu recado ao mundo”.

Quando os estudantes utilizam diferentes mídias e se apropriam de diferentes linguagens passam a enxergar e explorar diversos pontos de vista sobre um acontecimento, uma ideia, um objeto ou uma concepção. Neste , produzido pela jornalista Taina Shimoda, conheça o programa Imprensa Jovem, um exemplo de como a  educomunicação pode transformar a escola em um ambiente de desenvolvimento de projetos e de aprendizagem significativa.


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ScratchDay Brasil: o que é, o que rolou e como ele pode contribuir para a aprendizagem dos alunos

| evento

Atividades na EE Padre Jerônimo Lauwen, na Paraíba / Foto: Divulgação Programaê!

Hoje, convidamos a equipe do Programaê! para nos contar sobre um evento global que aconteceu no dia 14 de maio. Trata-se do ScratchDay, criado em 2009 e que incentiva o desenvolvimento de projeto que utilizam o Scratch, site que permite a pessoas de todas as idades aprenderem a programar de tudo, incluindo jogos e animações. Veja só:

“No último sábado, muitas crianças, jovens, pais e professores saíram de casa com um propósito: descobrir se é possível aprender programação e ainda se divertir. A sétima edição do ScratchDay não deixou dúvidas!

Scratchers de diversos níveis puderam participar gratuitamente de uma verdadeira maratona dedicada a colocar a mão na massa para tirar ideias do papel e começar a executá-las celebrando a aprendizagem criativa.

E foi incrível: de casa ou de qualquer lugar do mundo, com ou sem internet (a gente explica mais para frente), reunidos com os amigos ou em eventos organizados por instituições que toparam unir o uso da tecnologia com as diversas disciplinas, muita gente estava fazendo programação ao mesmo tempo. Aliás, se quiser criar um projeto novo no Scratch com ajuda de um tutorial, basta clicar aqui.

Em Belo Horizonte, o Programaê! levou um pouco dessa atmosfera para o Amplifica, um seminário de educadores que foca na capacitação do corpo docente com ferramentas digitais colaborativas, realizado em parceria com a Escola de Formação Gerencial do Sebrae. Na palestra ministrada pelo professor Francisco Isidro Massetto, seus colegas mineiros puderam entender que o #ScratchDay é muito mais que apenas uma data de celebração: é conhecer uma linguagem que pode aproximá-los dos alunos e entender que maneira a programação Scratch pode ser contextualizada dentro de suas práticas.

Como exemplo, o professor Isidro trouxe um projeto criado por ele que promete tornar o ensino do Descobrimento do Brasil muito mais dinâmico. Ele ressaltou: “O aluno que se sente motivado, erra até acertar. Além disso, também há como turbinar o aprendizado da geografia e dos biomas brasileiros ou ensinar piano sem piano.

Você pode alterar e compartilhar este projeto clicando aqui.

Em São Paulo, os Fab Lab Livres (espaços públicos na capital onde as pessoas podem desenvolver seus projetos utilizando ferramentas de fabricação digital) também organizaram oficinas. No laboratório localizado no CEU Heliópolis, as atividades offlines surpreenderam quem esteve por lá e mostraram que mesmo sem internet dá para começar a engatinhar no mundo da programação.

Os registros de outros eventos pelo país só nos convenceram de que começar a programar é uma ótima maneira de exercitar e liberar a criatividade, além do que, criar joguinhos é um jeito incrível de despertar o interesse de crianças e jovens em idade escolar.

Atividades na Faculdade Anhanguera, no Paraná / Foto: Divulgação Programaê!

O Programaê!, que ficou responsável pela divulgação do evento no Brasil, quer impactar milhares de pessoas a começar a criar narrativas e projetos com tecnologia e quer te ajudar, professor, também a começar. Comece agora porque é mais simples do que você imagina! Para entrar em contato com a gente, escreva para o nosso e-mail”. E você, tem interesse por este assunto? Já teve alguma experiência sobre programação?Conte pra gente! Até a semana que vem!


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Como funciona o Ubuntu, um substituto do Windows

| dicas

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Recentemente, recebemos o e-mail da leitora Elaine Cristina da Silva, do município de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, que relatava a dificuldade de trabalhar com o Ubuntu em sua escola, embora fosse um recurso oferecido pela rede há algum tempo.

Por isso, convidamos o professor Charles Niza, mestre em engenharia da computação e consultor em tecnologias educacionais, para falar sobre esse sistema que pode substituir o Windows ou o Mac OS. Ele começou sua explicação com ânimo: “O Ubuntu não é um bicho de sete cabeças: é uma das distribuições Linux mais utilizadas no mundo, e uma das mais intuitivas e fáceis. Além de ser gratuito, é um sistema operacional altamente customizável e personalizável”, diz. Veja quais outras dicas o professor Charles preparou para você:

“O Ubuntu é compatível em termos de recursos e funcionalidades com os principais sistemas operacionaisproprietários. Isso significa que ele dispõe de ferramentas similares às encontradas nos sistemas operacionais comerciais, como é o caso do Windows, o que permite que você consiga abrir e trabalhar em um arquivo criado no Word (do Microsoft Office), por exemplo. Ele conta com uma poderosa suite (como é chamado o pacote de aplicativos): LibreOffice, que inclui processador de texto (Writer), planilha (Calc), editor de apresentações (Impress), editor de equações (Math), diagramação e desenho (Draw) e gerenciador de banco de dados (Base). O Ubuntu também conta com um excelente editor de imagens (GIMP) e um ótimo editor de vídeos (Ligthworks). Serviços como Skype, Dropbox e Spotify também estão disponíveis, assim como integração com as principais redes sociais (Facebook, Twitter e YouTube) e ótimos recursos para compartilhar documentos, músicas, fotos e vídeos. O navegador padrão do Ubuntu é o Mozilla Firefox, mas se você preferir pode utilizar os navegadores Google Chrome ou Opera.

Há também recursos adicionais, aplicativos e jogos que podem ser instalados e atualizados por meio de uma Central de Programas (Ubuntu Software), uma espécie de loja de aplicativos. Um desses recursos adicionais é o GCompris, uma suite de aplicativos educacionais com atividades para desenvolver o raciocínio lógico e habilidades cognitivas de crianças entre 4 e 10 anos.

Um recurso muito interessante para professores que utilizam o sistema operacional Ubuntu é a possibilidade de baixar e instalar o Edubuntu, concebido para ser utilizado por crianças e adolescentes que procuram softwares educativos e ferramentas que ensinam programação.

A Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu, mantém em seu site oficial um fórum onde usuários podem tirar dúvidas sobre o sistema, o Ask Ubuntu.

Mesmo sendo um bom recurso, o importante é que a utilização do Ubuntu nas escolas não seja visto como um fim em si mesmo, mas como uma nova forma de expressão e principalmente, como uma maneira de se explorar novas possibilidades e ampliar horizontes.”

Esperamos que vocês tenham gostado e que possam compartilhar conosco suas experiências ou curiosidades relacionadas ao Ubuntu.

Até a próxima!


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O blog como forma de registro dos avanços na Educação Infantil

| Sem categoria

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Nesta semana, trazemos um relato feito pelo professor José Rosemberg Sant’Ana. Ele atua na rede municipal de São Paulo, dá aula para crianças de 4 e 5 anos e está sempre buscando formas relevantes de levar a tecnologia para a sala de aula. No ano passado, um projeto realizado por ele foi caso de uma reportagem da revista GESTÃO ESCOLAR sobre o uso do celular na escola (leia aqui). Na experiência, os alunos usaram o celular para tirar foto dos animais do zoológico e pesquisar, na internet, informações sobre eles. Gostamos tanto da proposta dele que o convidamos para compartilhar outra prática com vocês. Confira abaixo:

“Vemos que alguns desafios se impõem à Educação em geral e à Educação Infantil em particular. Duas delas são: trazer os pais para acompanharem a rotina das crianças, compreendendo as dimensões do trabalho nesse segmento, e estimular que os registros escolares sejam feitos da perspectiva mais dos pequenos do que dos professores.

Foi pensando nisso que eu e minha colega, Tatiana Monteiro Raquel, que somos professores de duas classes do Infantil II da EMEI Mitsutani, no bairro de Campo Limpo, em São Paulo, organizamos um blog conjunto das turmas, como uma experiência piloto na unidade.

A ideia é que por meio dele, as famílias possam acompanhar uma boa mostra das atividades desenvolvidas, organizadas em projetos e sequências didáticas. Entendemos que, assim, a escola, que é uma instituição pública, garante uma prestação de conta mais qualificada, do que a que ocorre tradicionalmente: com quatro reuniões anuais e uma mostra cultural. Com o blog, o acompanhamento é semanal…

Já para nos distanciar da prática de fazer os registros com o nosso olhar (uma prática que chamamos de adultocêntrica), estamos, aos poucos, disponibilizando celulares e câmeras digitais às crianças. Dessa forma, os registros na linguagem visual – fotos e vídeos – são feitos a partir de sua perspectiva e visão de mundo e elas passam a ser sujeitos da aprendizagem, com voz e com vez.

Depois de dois meses de iniciado esse projeto, percebemos que os pais têm, cada vez mais, acompanhado o trabalho. Já as crianças estão ligadas mais intimamente à necessidade de registrar! Quando esquecemos de entregar a máquina, elas mesmas vêm à procura. Claro que ainda não é uma atitude geral e disseminada, mas tem aumentado nas crianças esse interesse. Na última reunião de pais que fizemos, os adultos confessaram que ainda não estão comentando os posts porque ainda não estão tão familiarizados com esse meio (internet). Por isso, utilizei a rede móvel do meu celular – já que nas EMEIs da prefeitura não dispomos de wi-fi – para que pudéssemos navegar junto com eles e mostrar onde podem encontrar os relatos, as fotografias, vídeos, recados e onde podem fazer comentários.

Ao revisitar o blog para escrever esse relato, percebemos também a curiosidade de outros professores da rede pública, que deixaram diversos comentários. Assim, “sem querer”, atingimos um terceiro objetivo: o de “publicar práticas para que outros se apropriem e recriem”, como ressaltou a responsável pelo setor de Informações Gerenciais da Diretoria Regional de Ensino, Cristina Barroco Massei Fernandes. Nada mais natural em uma dinâmica pedagógica do século 21 pautada no trabalho colaborativo e na aprendizagem com base em outras experiências.

Se você ficou curioso e quer ver o nosso blog, basta clicar aqui.


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Quando a tecnologia ajuda alunos de escola pública a entrarem na universidade

| Formação, Tecnologia em sala de aula

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Olá, professor!

A decisão de o que e onde estudar no Ensino Superior é um divisor de águas na vida dos alunos. Muitos estudantes de escolas públicas sequer consideram ingressar em uma universidade, pois acreditam ter chances pequenas ou se sentem responsáveis por trabalhar para contribuir com a renda familiar.

Em 2014, 85% dos estudantes de Ensino Médio do Estado de São Paulo estavam em escolas da rede pública, mas eles eram apenas 30% dos inscritos nos principais vestibulares públicos do país. A pesquisa foi realizada por professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e apresentada no simpósio Excellence in Higher Education. Mas esse cenário, felizmente, está em transformação. Este ano, 88% dos aprovados em Medicina na Unicamp estudava em escolas públicas!

Matheus Araújo Silva, de 18 anos, faz parte desse momento de mudança. Ele é de uma família de classe média baixa de Santo André, na Grande São Paulo, e sempre foi aluno de escola pública. Sua mãe, dona de casa, e seu pai, pintor, não fizeram curso superior. “Meu pai queria saber o que eu faria se não conseguisse ser aprovado no vestibular. Ele dizia que eu deveria esquecer os estudos e trabalhar”, contou Matheus.

Acontece que Matheus, ao contrário da maioria dos alunos, era apaixonado por Matemática no Ensino Médio. Sua professora, Mizu, o incentivou a perseguir seu plano: prestar vestibular para Matemática e, um dia, ser professor universitário. Este ano, graças à ajuda de Mizu, das tecnologias educacionais e de um horário de estudos rigoroso, ele entrou na Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Sou o primeiro da família a chegar à universidade. Em casa, isso foi um acontecimento enorme”, disse Matheus. A conquista do estudante influenciou a família que, agora, já até torce para que o filho caçula também ingresse no Ensino Superior.

A aprendizagem personalizada como transformador na rede pública

A EE Jardim Riviera, onde Matheus estudou, fica na periferia de Santo André, na Grande São Paulo. Assim como todas as escolas da rede pública do estado de São Paulo, ela recebeu a plataforma de ensino adaptativo da Geekie no ano passado. O projeto, chamado Geekie+, foi oferecido a todos os alunos concluintes do Ensino Médio – e Matheus o considerou essencial para seu aprendizado. Mizu insistia para que seu aluno visitasse o site todos os dias e, apesar de ter aulas em período integral, ele acessava o conteúdo online em casa e nos intervalos. Usava até o trajeto entre uma sala e outra para tirar dúvidas com os professores nos corredores.

Matheus não é um caso isolado. Uma pesquisa da Fundação Lemann, divulgada em março de 2016, mostrou que no Brasil mais de 12 milhões de pessoas estudam com ferramentas digitais de Educação. São jogos, simulados, vídeos e atividades que podem ser acessados pela internet de qualquer lugar, muitas vezes até pelo celular. Também são recursos com linguagem mais jovem e interativa, que vai ao encontro do perfil conectado dos adolescentes.

Lays Reis, ex-aluna da mesma escola na Grande São Paulo e atualmente estudante de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC), ressalta a importância dos ambientes de aprendizado online. Ela conta que, antes da chegada da Geekie em sua escola, estudava somente em sala de aula, por meio dos livros didáticos. “Vestibulando também precisa estudar sozinho e só os livros não preparam para prestar as provas. No período em que eu ficava em casa, usava a Geekie”, afirma. Segundo ela, que ainda no Ensino Fundamental pressionou os pais, uma cozinheira e um metalúrgico, para a trocarem de escola em busca de um ensino de qualidade, diz que ter uma plataforma de aprendizagem personalizada foi essencial para que chegasse à universidade.

Lembro também do estudante Henrique Cabral, que nos contou que sempre quis estudar Turismo. Para ele, a vantagem de estudar com a Geekie era a mobilidade: “Eu estudava em período integral e fazia pré-vestibular à noite. Raramente tinha tempo para revisar todas as matérias”. Com a plataforma, conseguia acessar o conteúdo pelo celular ou pelo computador rapidamente. “Eu assistia às videoaulas e logo em seguida fazia exercícios sobre aquele assunto, fixando melhor as matérias”, reflete.

Em 2016, Henrique começou o curso de Turismo na Universidade de São Paulo (USP) – passou na primeira chamada – e é o primeiro da família a entrar em uma universidade pública. Essas histórias representam uma nova geração de jovens brasileiros.

A novidade do ano

Os três relatos acima são especiais. Eles mostram a trajetória de jovens que superaram as próprias expectativas e conquistaram o que, há poucos anos, era algo inatingível para famílias de baixa renda e provenientes da rede pública. Mostram, também, a necessidade de a escola estar aberta para a inovação porque, assim, ela possibilita um acompanhamento personalizado, que respeita as necessidades de cada aluno.

Para a Geekie, essa é a busca constante: tecnologia de qualidade e acessível a todos. Por isso, ficamos animados ao anunciar uma novidade para este ano – e que deve impactar 2 milhões de alunos do 3º ano do Ensino Médio em escolas públicas de todo o país. Trata-se do programa Hora do ENEM, oferecido pelo SESI em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Ele inclui o acervo de aulas, avaliações online do Geekie Games e planos de estudo personalizados. O conteúdo está sendo disponibilizado gratuitamente para os alunos e, para que traga os melhores resultados possíveis, precisamos de mais professoras como Mizu, que incentivem seus alunos a aproveitá-lo. Contando com esse engajamento, espero em breve, ter mais histórias como as do Matheus, da Lays e do Henrique para contar.

Um abraço,

Cláudio Sassaki


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Como e por que usar o Google Drive

| Dica de site, dicas, Manuais, Tutorial
Imagem: reprodução

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Olá, educadores! :)

Hoje, irei falar sobre uma ferramenta que eu uso e gosto muito: o Google Drive. Apesar de não ser de uso exclusivo para a Educação, ela é extremamente útil para professores e gestores.

Nele, você pode escrever documentos, montar planilhas e apresentações de slides, criar formulários e organizar arquivos em pastas. Você pode estar se perguntando, “Mas qual é a diferença entre usar esses recursos através do Drive e pelo pacote Office instalado no meu computador?”. Bem, além de possuir as funcionalidades já existentes em programas como Word e Excel, o Drive permite: salvar arquivos em uma plataforma online (e chega de pen drives!), editar arquivos em conjunto, comentar trabalhos de forma fácil e direta.

Se você ainda não utiliza essa plataforma, agora é sua chance de aprender os primeiros passos. Se já utiliza, que tal descobrir outras formas de associá-la ao seu trabalho? Vamos lá!

Acesse

Entre no Drive através desse link. Se você ainda não possui uma conta Google (aquela mesma do Gmail) é bem facinho criar uma.

 

Crie uma pasta

drive1blog

A tela do drive é assim. Nela, aparecem os seus arquivos (que podem ser organizados em pastas). Para criar uma nova pasta clique em Novo> Pasta e dê um nome para ela. Também é possível criar uma pasta dentro da outra. Algumas dicas são colocar o nome da escola ou da turma, por exemplo, para localizar mais facilmente depois.

Altere as cores

Para facilitar na organização, você também pode alterar as cores das pastas. No canto esquerdo, clique com o botão direito do mouse sobre a pasta desejada. Várias opções serão oferecidas para você, entre elas Alterar cor.

drive6blog

 

Leve arquivos para a plataforma

Agora, suponhamos que você tenha uma pasta ou um arquivo salvo no seu computador e deseje salvá-lo e/ou abri-lo no Drive. Como fazer?

É bem simples. Basta clicar em Novo> Upload de pasta ou Upload de arquivo e selecionar no seu computador. Qual a vantagem disso? Seu arquivo fica salvo na nuvem e caso seu computador tenha algum problema, nada será perdido e quando precisar ir de uma escola à outra, não precisa levar pen drive, basta acessar a internet.

Esse foi o nosso primeiro post sobre o uso do Drive. Em breve voltaremos com mais dicas sobre a plataforma, e adivinhem…. elas serão em forma de tutorias em vídeo! Portanto, fiquem ligados aqui no Blog de Tecnologia na Educação.

Por enquanto, você pode ler mais sobre as vantagens desse recurso aqui.

Tem dúvidas ou sugestões? Escreva nos comentários.

Uma abraço,
Nairim Bernardo


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Pequenos vídeos, grandes discussões

| Sem categoria

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Olá, educador!

Você sabe o que é TED/ TEDx? TED é uma organização sem fins lucrativos que surgiu há 27 anos com o objetivo de organizar e transmitir palestras curtas sobre diversos temas. A ideia do projeto é que “ideias merecem ser compartilhadas”; e, para isso, pensadores e realizadores são convidados a falar por 18 minutos ou menos. Já a iniciativa TEDx é a concessão de licenças livres para pessoas que queiram organizar eventos nesse formato em suas comunidades.

No início de março, ocorreu em Curitiba o TEDxPraçaSantosAndradeED. O evento procurou abordar novas ideias e iniciativas inovadoras relacionadas com o processo de ensino e aprendizado. Dez palestrantes de diferentes partes do Brasil e do mundo foram convidados para compartilhar suas experiências e visões sobre a Educação com o público e internautas.

Separei algumas palestras bastante interessantes para recomendar para você:

Aprendendo a partir de experiências marcantes

Além do que aprende na escola, o autodidata Aruni van Amstel estuda muitos outros assuntos de seu interesse em casa, como: urbanismo, ambientalismo, arquitetura, busologia e programação de computadores.

O vídeo de sua palestra surpreende pela quantidade de projetos realizados pelo adolescente, que são expostos até ele revelar o seguinte: “Todos os meus interesses próprios surgiram por uma experiência marcante. E eu notei que quase nenhuma das minhas experiências marcantes ocorreu na escola.”. Em sua palestra, Aruni defende que o ambiente escolar não seja apenas um espaço onde o professor leva o conteúdo e o expõe. A sugestão é que o conhecimento seja compartilhado e que a escola valorize as ideias e projetos pessoais dos alunos.

 

Aprender em comunidade

José Pacheco é o fundador da “Escola da Ponte”, em Portugal, referência mundial de sucesso em inovação pedagógica. Residindo agora no Brasil, ele realiza projetos de mobilização de professores, educadores e estudantes para que por meio da educação, da integração comunitária e das artes ocorra uma transformação democrática.

O educador compartilha experiências instigantes vividas em sala de aula sobre autonomia intelectual das crianças, e defende posições que a princípio podem parecer bastante diferentes para a maioria dos educadores, como: “Em uma aula, nada se aprende”. Ele também conta sobre sua chegada ao Brasil e qual é sua percepção do que está errado e o que está certo na Educação do país. No minuto 4:45 ele faz o seguinte questionamento: “Por que nós damos aulas tão bem dadas e há alunos que não aprendem?”. Confira a resposta no vídeo.

 

Escola e família: em busca de uma nova relação

Eu fui o que a a escola chamava de mãe ausente. Não fui à nenhuma reunião que a escola convocava porquê eu olhava a pauta e não me interessava”. Apesar de parecer contraditório, Rosely Sayão passou a se interessar bastante pela delicada relação família-escola e hoje é psicóloga e consultora educacional especializada na área, com mais de 30 anos de experiência em clínica, supervisão e docência.

Em sua palestra, ela desmistifica a ideia de que ensinar e educar são atos dissociados, sendo o primeiro de responsabilidade da escola e o segundo da família. Também comenta o fato de que em muitos casos a escola critica as famílias de seus alunos, mas nada faz para ajudá-las.

Aproveite o vídeo para conhecer os passos para alcançar o que é proposto por ela: “Uma boa relação entre a escola e a família seria uma relação justa, respeitosa, solidaria e democrática”.

 

Para ver todos as palestras apresentadas no TEDxPraçaSantosAndradeED acesse o canal do evento no youtube.

Agora, queremos saber: gostou das dicas? Gostaria de indicar outros vídeos sobre Educação no formato TED? Nos conte nos comentários.

 

Até a próxima,
Nairim Bernardo

 


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Formas de enfrentar o cyberbullying

| Sala de aula, Sem categoria

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Durante sete anos fui diretora de uma escola na periferia da cidade de São Paulo, que atendia 700 crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos. Como seres humanos que são, traziam suas emoções para a escola e estabeleciam suas relações, na maioria das vezes permeada por conflitos. E para resolverem esses conflitos recorriam, necessariamente, ao repertório de resoluções construído por eles. Isso significa que muitos entendiam as diversas formas de agressão (física, verbal, diretas ou indiretas, por meio da linguagem corporal ou isolamento social etc.) como as únicas validadas pelo grupo.

Com o passar do tempo, percebi que os conflitos migravam da sala de aula para o corredor, dele para o intervalo, de lá para a rua e, então, para as redes sociais. Estavam aumentando as ocorrências em que os conflitos adquiriam grandes proporções e que, por serem constantes, eram casos de bullying. Na realidade, por serem agora virtuais, tratava-se de cyberbullying.

No mundo digital, o problema era mais difícil de ser percebido pelos professores e eram as famílias quem procuravam a escola para denunciar essas situações. A escuta dos pais e o acolhimento se mostraram fundamentais para o diálogo e para que as ações fossem planejadas!

Mas, antes de definir culpados e inocentes, é preciso identificar o contexto de uso das crianças e dos adolescentes na internet. Em muitas situações, os pais não sabem o que seus filhos fazem nas redes sociais – e é reponsabilidade da família “conhecer” a vida virtual deles. Para orientá-los, organizamos na escola em que trabalhava alguns encontros com os pais, no qual utilizamos o material da Safernet.

Paralelo a este trabalho procuramos um caminho no qual todos pudessem dialogar sobre o problema: agressor, agredido e plateia. As assembleias de classe nos ajudaram nesse sentido. Uma vez por semana, passei a me reunir com os estudantes de uma sala pra discutir quais atitudes dos colegas os incomodava e quais elogios e sugestões tinham para fazer. Foi interessante perceber que quando debatiam as situações de conflitos, os alunos descobriam os diferentes pontos de vista, construíam uma inteligência emocional e ampliavam o repertório para argumentar e defender seus pontos de vista.

Quando os estudantes passam a refletir sobre o tema e ter consciência de suas atitudes, tornam-se eles próprios protagonistas nas ações de defesa de relações pessoais mais humanistas. Na EMEF Madre Maria Imilda, na zona leste de São Paulo, orientados pelo professor Pedro Satiro, meninos e meninas produziram materiais de prevenção ao cyberbullying. Confira aqui o relato da experiência deles e veja abaixo o curta-metragem que produziram.

No ano passado, outra boa experiência foi registrada. A aluna Sarah Silva, então no 9º ano da EMEF Carlos de Andrade Rizzini, em São Paulo, desenvolveu um aplicativo chamado “Bullying: A superação”. Por meio deles, as vítimas podem deixar seus relatos, ajudando outras pessoas a se encorajarem para lutar contra as agressões. Ele pode ser acessado aqui.

O mais importante é que o problema seja enfrentado pela escola. E o ideal é que isso seja feito por meio da construção de um currículo em que a convivência seja discutida. Recentemente, a revista GESTÃO ESCOLAR realizou uma palestra com a orientadora educacional Flávia Vivaldi sobre a lei anti-bullying e como as ações que ela prevê devem ser desenvolvidas pela escola. Os assinantes do Nova Escola Clube podem acessá-la neste link.

E você, educador, já vivenciou situações em que precisou enfrentar o bullying em sua versão física ou virtual? Conte-nos como se sentiu e como agiu.

Aproveito também para me apresentar oficialmente. A partir de agora, uma vez por mês, estarei por aqui!

Boas reflexões e até o próximo post,

Jane Reolo


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Três formas de inserir a tecnologia em sala de aula no dia a dia

| Tecnologia em sala de aula

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Olá, professor!

Recebemos frequentemente mensagens de educadores que compartilham a mesma dúvida: “Gosto muito da ideia de inovar e incluir a tecnologia em minhas aulas, mas como posso fazer isso?”. É esse questionamento que vai servir como base para o texto de hoje.

Antes de tudo, cabe ressaltar, mais uma vez, aquilo que sempre defendo e que você provavelmente já sabe muito bem: na Educação, não existem respostas prontas. Para o sucesso de qualquer iniciativa é fundamental ter objetivos claros e levar em conta as características particulares de cada turma e de cada escola. E, assim como qualquer outra ferramenta não é capaz de resolver por si só os problemas, as tecnologias educacionais precisam de um professor que saiba como utilizá-las e que acompanhe seus resultados de perto.

Com isso em mente, compartilho três formas possíveis de usar a tecnologia em sala de aula. As sugestões vieram da nossa experiência de auxiliar escolas e professores pelo Brasil inteiro e estão presentes, de forma mais detalhada, no e-book gratuito que lançamos este ano: o Manual de Boas Práticas do Geekie Lab, disponível aqui. Apesar de o material ser voltado ao uso da nossa plataforma de aprendizado adaptativo (o Geekie Lab), as dicas que trago aqui podem ser aplicáveis a outras tecnologias.

Uso da tecnologia como recurso didático extra durante a aula

Nós, professores, sabemos que usar diferentes linguagens e meios para apresentar os conteúdos pode ajudar a despertar o interesse dos estudantes. É possível fazer isso com recursos online ou off-line, como vídeos, infográficos animados, exercícios interativos ou plataformas educacionais – e eles podem ser usados como um elemento extra ou central da aula. Se a ideia é que a tecnologia seja um elemento extra, vale utilizá-la, por exemplo, para antecipar um assunto, permitindo um contato inicial mais divertido com o tema, ou reforçar um conteúdo já trabalhado, nesse caso, favorecendo que a compreensão sobre como a turma o recebeu.

Uso da tecnologia como recurso central em sala de aula

No uso da tecnologia como elemento central, uma das possibilidades é criar várias estações na sala de aula com diferentes objetivos de aprendizagem, tendo em pelo menos uma delas o suporte da tecnologia. Uma estação com atividades de avaliação, outra que incetiva o estudo livre ou o desenvolvimento de projetos e uma terceira para a realização de trabalhos colaborativos. Neste contexto, o professor se coloca no papel de mediador, indicando caminhos para os estudos, tirando dúvidas e planejando experiências que desafiem a turma a avançar cada vez mais. Para esse tipo de abordagem, recomendo o estudo de metodologias de ensino híbrido. O método que descrevi é chamado de rotação por estações e você ler um pouco mais sobre isso aqui.

Uso de recursos tecnológicos no laboratório de informática da escola

Muitas escolas possuem uma sala de informática, mas nem sempre ela é bem utilizada. Uma sugestão é que os alunos possam usá-la para fazer pesquisas de conceitos básicos que seriam tratados em uma aula expositiva. Com o tempo ganho, será possível desenvolver outros tipos de atividades em sala de aula – debates, projetos em grupo, plantão de dúvidas, entre outros. Note que a ideia, aqui, é integrar o tempo no computador com o tempo em sala de aula para criar um curso contínuo e gerar uma potencialização do aprendizado. As atividades virtuais e presenciais devem ser complementares.

Esse modelo leva o nome de rotação de laboratório e, em muitos aspectos, é similar à rotação por estações. A diferença básica é que, em vez de circularem por estações distribuídas em um mesmo ambiente, os alunos mudam de salas, deslocando-se de suas classes para os laboratórios de informática. Uma vantagem desse método é que o aluno ganha mais autonomia para buscar conhecimento, podendo se aprofundar no tema ou retomá-lo, a fim de aprender conceitos que ficaram para trás.

Que outras formas de integrar a tecnologia você já utiliza em suas aulas? Compartilhe sua experiência conosco na seção de comentários!

Um abraço,
Claudio Sassaki


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Conheça 4 ferramentas para criar e apresentar slides

Olá, educadores!

Já faz um bom tempo que o quadro negro e o giz de cera não são a única maneira de expor conteúdos para os alunos em sala de aula. Mas isso não significa que os caminhos alternativos sejam fáceis… Para te ajudar na missão de ampliar o repertório tecnológico, falaremos a seguir sobre ferramentas que permitem fazer apresentações de slides. Escolha aquela que seja melhor para o seu perfil e seus objetivos.

Microsoft PowerPoint (PPT)

O programa faz parte do pacote Office, está disponível totalmente em português e é o mais conhecido para apresentações de slides. Bem prático de usar (depois de fuçar e pegar os macetes), tem o menu em uma barra superior. Nele é possível configurar várias funcionalidades, como tema da apresentação, plano de fundo, transição entre os slides etc. Se preferir, consulte o tutorial que separamos aqui para quem pretende dar o primeiro passo.

Vele lembrar que, ao contrário de outros programas de slides, o PPT é totalmente em português.

ppt

 

Google Slides

CDs, pen drives e HDs externos podem não ser tão necessários quanto parece. Isso porquê é possível criar e editar apresentações de slides que ficam salvas diretamente na Web. O Google Slides possui um visual e funcionalidades praticamente idênticas ao Microsoft PowerPoint. Para acessá-lo, basta se cadastrar no Google (ou colocar os dados de sua conta de e-mail do Gmail e procurar pelo Google Drive).

A vantagem em utilizar o Google Slides está no fato de que não é preciso salvar as alterações feitas durante o trabalho. Qualquer mudança é salva automaticamente e o trabalho fica arquivado na nuvem, ou seja, em uma espécie de pasta online.

Outra vantagem muito significativa é a possibilidade de criar trabalhos compartilhados. Você e outras pessoas podem acessar e editar o documento ao mesmo tempo, deixar comentários e até mesmo abrir um chat (uma conversa online). Veja aqui um tutorial sobre o programa.

Se você não tem uma qualidade tão boa de internet, faça o download da apresentação e escolha entre uma das seis opções para salvá-la. Também é possível usar o programa em aparelhos móveis, como celulares e tablets. Para isso basta instalar o aplicativo (disponível para Android e Chrome).

drive

 

Prezi

Ideal para quem quer fugir das tradicionais apresentações de slides, o Prezi é uma ferramenta que permite apresentações mais elaboradas, dinâmicas e atrativas do que o Power Point. Assim como no Google Slides, tudo o que é criado pode ser compartilhado com outras pessoas e fica salvo na nuvem (por isso é necessário realizar um cadastro).

O programa disponibiliza modelos de apresentação pré-prontos, mas a liberdade de criação é grande. Também é permitido reutilizar apresentações públicas compartilhadas por outros usuários. A ferramenta está disponível online (clique aqui) e através dos aplicativos para Android, iOS, Windows e Mac OS. No sistema iOS, há versão em português. Para Windows e Mac, o programa é grátis para teste. Nunca usou o Prezi? Já usou mas ainda tem dúvidas? Leia mais aqui.

prezi

 

Keynote

Programa para criação de apresentações em slides da Apple, o Keynote é bastante completo e rico em possibilidades, como acrescentar gráficos, tabelas, fotos e elementos 3D nas apresentações. Mesmo sendo exclusivo para usuários de Mac, as apresentações podem ser exportadas e convertidas automaticamente para os formatos PowerPoint, PDF e vídeo, para visualização no QuickTime e YouTube.

Outra facilidade é que dá para compartilhar sua apresentação via SMS, iMessage, e-mail e através das redes sociais, como Twitter ou Facebook sem sair do programa.

Veja o tutorial completo em português.

 

Bem, pessoal, espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho sobre essas ferramentas. Quando for utilizar qualquer uma delas para criar apresentações, lembre-se também das nossas 10 dicas para uma boa apresentação de slides.

Até a próxima,
Nairim Bernardo

 


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