Julho de 2009
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Matheus já lia, falava, começava a escrever com maior controle do tamanho da letra, mas Hellen percebeu que, durante a leitura ou nas atividades escritas, ele omitia alguns termos - sempre aqueles que remetiam a emoções. Na cantiga Boi da Cara Preta, por exemplo, o menino autista só cantava "pega essa menina que tem... de careta". A palavra medo era descartada do refrão.
"Deduzi que isso só poderia ocorrer, porque ele não entendia o significado dos sentimentos. Também poderia explicar sua dificuldade de saber reagir a algumas situações, uma vez que ficava agitado e agressivo tanto em momentos de alegria quanto de tristeza", lembra a professora.
Para ajudá-lo a conhecer e a lidar com as sensações, a professora decidiu pedir o apoio da turma, o que ampliou a capacidade de todos de expressarem suas emoções. A proposta de Hellen era simples e inusitada: quando alguém estivesse sentindo algo muito forte, positivo ou negativo, deveria se aproximar do Matheus e tentar explicar aquele sentimento.
"Quando uma criança com um caderno impecável recebia o meu carimbo de aprovação, por exemplo, fazia questão de abrir um sorriso para o Matheus e explicar que estava contente", exemplifica.
Assim, Matheus passou a entender as emoções que antes não conseguia expressar. "A idéia de Hellen foi genial e ilustra a importância de se construir na relação social as possibilidades de aprendizagem. Todos os alunos se beneficiaram", afirma a psicopedagoga Daniela Alonso, selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10.
marcia patricia nascimento de oliveira - Postado em 11/09/2009 13:20:22
é muito bom saber que profissionais tem oportunidades de integrar crianças com dificuldades no aprendizado a outra crianças e fazer com que esas diferenças desapareçam diante das oportunidades que todos tem de aprender, hoje tenho a felicidade de ter um aluno autista pois todos os dias ele me ensina com suas emoções um modo de lidar com as dificuldades que encontro no caminho extenso que tenho pela frente!!!!!!!!!
seli nogueira de lima - Postado em 13/08/2009 11:46:06
Faço reverência a Hellen,por fazer acontecer de fato,uma prática condizente com aflexibilização.Todos aprenderam .
Mário Mazzuco - Postado em 29/07/2009 10:26:07
Olá, bom dia, sou educador, primeiramente quero parabenizar a família do Matheus que acreditam em seu potencial, que é um menino capaz de vencer qualquer desafiu. Os primeiros incentivadores no processo de desenvolvimento educacional são os pais, o que percebi na reportagem que são grandes incentivadores. Eu como educador fico angustiado por muitas vezes não saber o que fazer com alunos incluidos nas turmas, parabenizo estes professores pela sua habilidade de observação, aproveitando parte do cotidiano para desenvolver as noções de conhecimento.