Edição 225 | Setembro 2009
. Com resenhas de Nina Pavan

Quem pensa que árvores não podem se apaixonar não conhece a história de Silvia e Walter: ela, uma fícus toda certinha e podada, e ele, um flamboaiã espaçoso e cheio de bossa. Por mais diferentes que fossem, os dois viviam se paquerando a distância, sem perceber que a recíproca era verdadeira. O flerte desencontrado seguiria nesse impasse não fosse a esperteza de Benjamin, um bem-te-vi com vocação de cupido.
Sobre a autora Escreveu em NOVA ESCOLA o conto colaborativo Vira Pó, publicado em agosto deste ano.
Casal Verde, Índigo, 48 págs., Ed. Hedra, tel. (11) 3097-8304, 28 reais
Dália Lice Belnute - Postado em 23/09/2009 18:32:49
Poesia e prosa: Escrevi este texto para os amigos especiais, aqueles que guardamos no coração desde......Amigos do coração: nossos amigos do coração são aqueles que cintilam aos nossos olhos, nem são lapidados como as pedras preciosas, brilham por serem puramente eles, da cor e forma que foram feitos..bonitos.. e com todas suas individualidades... o que os tornam fascinantes é que em meio a milhões de pessoas o reconhecemos.., porque se estiverem andando...andam de forma diferente e, apressados, possuem um jeito todo manobrista de mover-se...rapidinho, rapidinho..e depois... chegando perto de nós, a primeira coisa é nos olhar por dentro,dá até medo esse olhar...penetra em nossa alma...conseguem mais que raio x...fazem ultrassonografia de tudo...nem adianta colocar proteção...esses olhos...são altamente contagiantes, inebriantes suspirantes,chocantes...tudo de bom terminado em antes...., depois, vem a conversa, leve e ao mesmo tempo direta...só falam coisas certas, medidas, pensadas, nem uma frase perdida, todas conectadas,condensadas, unidas pela lógica, e às vezes..assim...poéticas, um mistura de emoção com razão, explicar...? não tem jeito não...amigos do coração, nem tem como afastar ou esquecer, a gente tenta dizer para nó mesmos, deixa quieto, daqui a pouco se cansam de tanto os chamar...insistência é chatice..mas não...continuamos....se não falamos, pensamos, se não pensamos, imaginamos, se não imaginamos sonhamos, se não sonhamos...flutuamos...precisamos deles, são como um imenso artesanal de sustentação...se faltam um dia, as pernas balançam...será que nos esqueceram?? então, rezamos...apelamos mesmo...pedimos a Deus que os protejam, que os conservem para semente mesmo, que possamos contar com eles toda a vida, que sermos bondosos se isso acontecer e rezamos mais um pouco...e um pouco mais...ainda bem que deus entende... o certo é isso mesmo que acontece...com a presença deles ficamos...como posso dizer.... mais bondosos com a vida, de humor e suave com os dias dispersos... é....hoje mesmo pedi na missa que eles continuem firmes e fortes e...se Deus puder ajudar ...sei que Ele pode...que eles conservem a bondade, a paciência e a simpatia de sempre, conosco ,é claro... e caso contrário, continuaremos sendo essa mala, que fica o tempo todo procurando falar...e se demora para ser atendida, fica de mal com a vida, achando tudo imperfeito...bem...amigos do coração, diria que sortudos são aqueles que comemoram juntos a mesma idade... porque, veja bem... tirando os poucos meses até a chegada daquele dia que nos puseram dormir bebês num mesmo lugar...creio que não nos separamos nunca...foi só olhar um para o outro para saber que tinha muita coisa para viver e aprender.... um apenas com o outro..ahhhah ....creio que olhamos em direção a uma mesma janela de madeira pintada de azul......e estando aberta...vimos coisas quase iguais..e...as perguntas se iniciaram...e assim... as respostas primeiras foram dadas...talvez por um olhar, tipo..... Will You Please Be Quiet, Please!!!.. We????? Sintonias, perfeitas! Hoje, especialmente, uma poesia veio junto : Palavras escritas são pontes!Tomei os dedos e as palavras/coloquei junto deles meus pensamentos/queria mandar mensagens/ e que elas fossem construídas com esta sensação de agora/pedi que elas fossem feitas de sentimentos puros/que traduzissem as lembranças e alegrias que tenho diante de ti/ficaram assim construídas/e inauguradas nesta manhã/bem assim: gosto de ti bem feliz!