CRISTIANE MARANGON

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Na EM Ana Neri, no Rio de Janeiro, os conteúdos de Artes Visuais são uma das prioridades da equipe pedagógica da Educação Infantil. O motivo: a imagem está cada vez mais presente no cotidiano e aprender a selecionar é urgente. As crianças trabalham com diferentes modalidades, mas foi a fotografia que encantou Cintia Farag Goulart de Araújo e sua turma. Ela propôs apreciações de fotos e contou que o artista que realiza esse tipo de trabalho é o fotógrafo. Todos quiseram saber mais sobre a arte, a profissão e como se cria registros como aquele. Para aprofundar o estudo, ela desenvolveu o projeto Foto - Criando Presente, Passado e Futuro durante dois meses. As atividades ocorriam uma vez por semana, em uma aula simples. O pontapé inicial foi a definição do tema. "Que tal Barra de Guaratiba?", perguntou Cintia à turma. O bairro em que fica a escola é rico em diversidade natural: tem praia, mata e mangue. A professora enviou uma carta aos pais explicando o projeto e pedindo que enviassem imagens do local. A curiosidade deu lugar às descobertas: com a fotografia é possível olhar para o seu lugar, enfocar belezas ou mazelas, fazer denúncia ou exaltação, mas o resultado final é sempre uma seleção do fotógrafo. C.M.
Sequência de atividades
1. ANÁLISE DE UMA FOTO
Quando o assunto é apreciação, é importante que as crianças reconheçam o próprio universo e estabeleçam relações. Entre muitas fotografias, a turma de Cintia escolheu uma panorâmica da praia de Guaratiba. Para instigar a observação, ela perguntou o que mais chamava a atenção na imagem. É importante ouvir o que os pequenos falam, pois cada um estabelece uma relação diferente com o que vê. Todos desenharam paisagens e conversaram sobre as diferenças entre registro gráfico e fotográfico, discussão importante em época de bombardeio de imagens.
2. CONHECIMENTO PRÉVIO
Sondar o que o grupo sabe sobre o assunto é base da ação educativa. Cintia perguntou: "O que é uma foto?", "o que faz um fotógrafo?". Para alguns, foto "é o retrato que se faz de gente e de coisas" e fotógrafo "serve para tirar fotos da família". As idéias foram registradas. Vale também conversar sobre as imagens repetidas, como figurinhas e propagandas. Não são necessárias respostas, mas fazer pensar.
3. HORA DA PRÁTICA

O estudo da fotografia para os pequenos pede trabalho prático, mas não é preciso recursos tecnológicos avançados. Depois de pedir autorização dos pais para que as crianças fossem retratadas, Cintia levou para a sala uma máquina fotográfica com um filme de 24 poses. Todos investigaram o equipamento, em especial o visor, que enquadra a cena. O importante é ter firmeza na hora de clicar. Quando as ampliações chegaram, foi a hora de fazer as legendas e montar o álbum, exposto depois para toda a comunidade.
Outra proposta
IMPRESSÃO SUA!
Há muitas maneiras de imprimir sem o uso de máquinas. Você pode usar as mãos, os pés, o corpo todo. Ou então optar por folhas, flores e penas, por exemplo. Antes, no entanto, é preciso passar uma solução de água com sabão ou sabonete sobre elas para fixar melhor a tinta. Depois que secarem, espalhe sobre essas matrizes uma tinta grossa, como o guache, ou solúvel em água, como a aquarela. Fazer várias impressões seguidas ou em camadas sobrepostas, usando cores diferentes, dá a idéia de profundidade ao trabalho.
Quer saber mais?
CONTATO
EM Ana Neri, Est. da Barra de Guaratiba, 9953, 23020-230, Rio de Janeiro, RJ, tel. (21) 2410-8015