Edição 222 | Maio 2009

Uma boa maneira de introduzir o assunto é permitir que as crianças tenham contato com produções de artistas contemporâneos. Depois disso, pode-se desenvolver discussões sobre o que cada obra comunica, estimulando-as a formular hipóteses que digam respeito às ideias que os artistas quiseram apresentar com seus trabalhos. Após as primeiras impressões, é fundamental estudar as possibilidades de compreensão da obra: procedimentos empregados, materiais utilizados, elementos constitutivos, poética e conceitos. Ao mesmo tempo, é essencial propor laboratórios de criação com desafios nos quais os alunos experimentem a linguagem que os artistas estudados já utilizaram, encontrando espaço para a expressão pessoal. O ideal é orientar a turma para que perceba os conteúdos e as singularidades das obras, buscando trazer a inquietude que há nelas. Não adianta querer classificá-las, já que as modalidades da arte atual não têm características delimitadas nem uma linha divisória tão clara quanto às de épocas anteriores, o que dificulta essa tentativa.
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Plano de aula
Consultoria Stela Barbieri, artista plástica, educadora e diretora da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, SP.
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gilvania passig grah - Postado em 14/05/2009 22:06:28
Enquanto Arte-educadores não podemos deixar de lado a Arte Contemporânea, e podemos trabalhar com ela em sala de aula exibindo documentários sobre artistas contemporâneos como os DVDs do Arte na Escola dos artistas Vik Muniz, Waltércio Caldas, Nuno Ramos, etc. e de artistas como Adriana Varejão, Sandra Tucci, Leda Catunda, etc. Podemos e devemos provocar a produzir experiencias arte com uma grande diversidade de materiais, interferir no espaço da escola, ... levá-los a exposições onde haja trabalhos com diferentes linguagens. Trabalhar a diversidade da Arte Contemporânea é necessário para que o educando não se sinta estranho no mundo em que vive e nem tenha medo da Arte Contemporânea como muitos têm.